terça-feira, 27 de setembro de 2011

Viva nostalgia!

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Os embalos de sábado à noite

Tony Manero (John Travolta) trabalha de dia como vendedor em uma loja de tintas e nos finais de semana à noite domina as pistas da Discoteca 2001. O jovem é apontado como o melhor dançarino do Brooklin. Mas em casa enfrenta sérios problemas com os pais, além de ter um relacionamento enrolado com uma garota e ao mesmo tempo ser cobiçado por todas as jovens da cidade. Sua vida poderá tomar rumo diferente quando passa a se preparar para um importante concurso de disco music.

Filme mundialmente conhecido que, na época (1977), projetou John Travolta, que só havia atuado um ano antes em “Carrie, a estranha” e em filmes para TV. O ator tinha apenas 23 anos de idade e de cara recebeu indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro pela interpretação do sexy dançarino Tony Manero.
Estouro de bilheteria – a produção custou U$ 50 milhões e arrecadou nos cinemas do mundo inteiro U$ 237 milhões, foi lançado em pleno auge da Era Disco, quando as discotecas eram o boom do momento. Ao contrário do que muitos possam pensar, é um drama pesado e não um musical (até porque ninguém do elenco canta). Pesado por retratar com seriedade o dificil dia-a-dia do personagem central, Tony Manero, frustrado com o trabalho e cheio de problemas familiares, mostrados com mão firme do diretor John Badham. Além do mais o final conduz para uma evidente tragédia, com desfecho amargo, no entanto realista.
Ficou notório também por dois outros motivos: 1º) A trilha sonora marcou toda uma geração, com canções compostas pelos irmãos Gibb, os Bee Gees, que na época ganhavam repercussão – a de abertura, “Stayin' alive”, a romântica “How deep is your love?”, as dançantes “Night fever” e “More than a woman” e a bonita “If I can't have you” (apenas esta não foi cantada pelo trio, e sim por Yvonne Elliman). Como resultado, “Os embalos de sábado à noite” chegou a ser a trilha mais vendida da história da música, um fenômeno pop arrebatador. 2º) A dança típica (repare na capa), símbolo das coloridas discotecas.
A fotografia rebate essas cores quentes alucinadas (vermelho e laranja) para dar o visual contemporâneo que a cultura pop daquele ano propulsionava.
Uma curiosidade: o nome “2001”, da discoteca, inspirou-se no clássico de Stanley Kubrick, já que o interior da espaçonave da fita de ficção científica em questão era revestida com cores fortes parecidas com as da pista de dança.
Teve uma continuação inferior em 1983, “Os embalos de sábado à noite continuam”, com Travolta e com direção de Sylvester Stallone!
Sai em DVD em edição especial para colecionador, com extras inéditos. Para quem viveu a época, o filme será uma grande viagem nostálgica. Por Felipe Brida

Os embalos de sábado à noite
(Saturday Night Fever). EUA, 1977, 118 min. Drama. Dirigido por John Badham. Distribuição: Paramount Pictures

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