segunda-feira, 26 de março de 2018

Cine Lançamento


Atômica

Nos anos finais da Guerra Fria, a sedutora Lorraine Broughton (Charlize Theron), agente do MI6, o Serviço de Inteligência Britânico, é enviada a Berlim para recuperar um importante dossiê. Em meio a uma cidade tomada pela instabilidade política e pela violência, frente a frente com perigosos assassinos profissionais, ela terá de usar suas habilidades de espiã para manter a integridade e cumprir com o maior objetivo de sua carreira.

Prepare o fôlego para um dos thrillers mais eletrizantes do ano passado, “Atomic blonde”, ou apenas “Atômica”! O título diz tudo e faz jus ao filme, que mistura surpreendentes sequências de ação estilizadas, muita violência gráfica e narrativa feroz, encabeçado pela lindíssima e premiada atriz Charlize Theron. Ela é a loira fatal da história, uma espiã sexy, de olhar penetrante, que mais parece uma máquina de matar.
O início já provoca curiosidade e tensão, em um interrogatório, onde Charlize, como Lorraine Broughton, aparece machucada, relatando sobre sua última missão, que quase lhe custou a vida. Enviada para Berlim num período de instabilidade política (a queda do Muro de Berlim e a sucessiva derrocada da Guerra Fria), para capturar uma lista de agentes duplos, acabou nas mãos de traidores disfarçados de bons homens e de criminosos sanguinários, especialistas em tortura e assassinatos sem deixar rastros. O círculo aos poucos se fecha para ela, numa cidade cinzenta, fria e altamente caótica, onde qualquer piscar de olhos poderá ser mortal.
Preste atenção na trama, caprichada, que pode soar confusa devido aos mínimos detalhes, reviravoltas inacreditáveis e a grande quantidade de personagens paralelos (destaque para dois excelentes coadjuvantes, um agente duvidoso, feito por James McAvoy, e um espião que sabe demais, Eddie Marsan, e até uma ponta da grande atriz alemã Barbara Sukowa). Você irá vibrar com as cores alucinantes, elementos primordiais para a originalidade deste filme, construído com luzes neon, que dá um aspecto vintage, além da trilha sonora pop dos anos 80, formidável e uma delícia à parte (tem “Cat people”, de David Bowie, “London calling”, de The Clash e outras nostálgicas como “Blue Monday”, “99 luftballons” e “Major Tom”).
Para escrever a ideia, o roteirista Kurt Johnstad, de “300” (2006) baseou-se na graphic novel “The coldest city” (de Antony Johnston e Sam Hart, que acaba de sair no Brasil pela editora Darkside Books), procurando equilíbrio para manter o produto original – parece que deu certo, porém a diferença envolve justamente os quadrinhos, em preto-e-branco, aqui realçados com a fotografia de infinita paleta de tons bárbaros e discrepantes. Aliou sua visão à do diretor David Leitch, em sua estreia em longa-metragem. Escolha certa, pela jovialidade e a ampla experiência em fitas de ação – foi dublê e coordenou cenas de ação de astros de luta, como Van Damme, e filmes de muita energia, como “O ultimato Bourne” (2007) e “De volta ao jogo” (2014).
Rodado em três locais estratégicos de grande beleza natural, Hungria, Alemanha e Reino Unido, custou pouco (U$ 30 milhões) rendendo apenas U$ 60 milhões, ou seja, não teve a recepção esperada nas salas de cinema.
Se você perdeu quando em cartaz, assista agora em DVD ou Bluray, recém-lançado pela Universal. Aproveite para assistir aos extras que acompanham o disco, para saber mais da produção e da história. Filmão vigoroso, turbinado à quinta potência com o melhor da adrenalina cinematográfica!

Atômica (Atomic blonde). EUA/Suécia/Alemanha, 2017, 115 min. Ação. Dirigido por David Leitch. Distribuição: Universal Pictures

sábado, 24 de março de 2018

Nota do Blogueiro


"Ele os estava guiando através do campo aberto. A mina ficava no centro de um grande poço a céu aberto, como uma cratera lunar, mas cheia de maquinarias velhas e enferrujadas. As margens eram íngremes e, subindo-as, levavam ao nível do solo, mas havia trilhas e pistas pelas quais os caminhões provavelmente carregavam os metais já trabalhados [...]".

Trecho do livro "Strike Back - Contra-ataque", que inspirou a série televisiva britânica produzida entre 2010 e 2017 (e que neste ano terá mais uma temporada, a sexta, do canal Cinemax).
Escrito por Chris Ryan, ex-soldado do Special Air Service (SAS) e combatente da Guerra do Golfo, foi publicado pela primeira vez na Inglaterra em 2007, e aqui no Brasil saiu em 2016 numa bonita edição pela Gryphus Geek (344 páginas, tradução de Miguel Damian R. Pessoa). Nesta obra policial de intensos momentos dramáticos, acompanhamos o encontro de dois ex-integrantes da SAS, a força especial militar da Grã-Bretanha, para salvar uma jornalista capturada em Beirute pelo temido Hezbollah. Um livro celebrado na Europa e agora disponível no Brasil. Já nas livrarias! Agradeço a equipe da @gryphus.geek2722, pelo envio! Adorei!



sexta-feira, 23 de março de 2018

Nota do Blogueiro


Dois boxes megaespecias lançados pela Obras-primas do Cinema em fevereiro. Em "Invasão Scifi - Extraterrestres", quatro fitas de ficção científica cultuadas dos anos 50: O homem do planeta X (1951), Mulher diabólica de Marte (1954), Ele! O terror que vem do espaço (1958) e Plano 9 do espaço sideral (1959). Já na caixa "Dr Mabuse", os três filmes alemães de Fritz Lang que compõem a renomada obra policial que revolucionou o gênero: Dr Mabuse, o jogador (as duas partes, de 1922), O testamento do Dr Mabuse (1933) e Os mil olhos do Dr Mabuse (1960). Todos acompanham cards e nos DVDs, muitos extras! É muito filme bom no mesmo mês! Obrigado, @obrasprimas_docinema, pelos lindos boxes! Já nas lojas!






domingo, 18 de março de 2018

Nota do blogueiro


"Para dar o efeito desejado na transformação de Banner em Hulk, Ferrigno vestia as menores camisas que encontrava, previamente programadas para se rasgar quando o ator flexionasse seus músculos - truque mantido durante toda a série".

Trecho do livro "O incrível Hulk", da editora Estronho, uma extensa pesquisa acerca do seriado de enorme sucesso mundial, exibido entre 1978 e 1982. No livro ilustrado, bastidores da produção, muitas fotos, sinopse de cada episódio e comentários do autor do livro, o escritor Saulo Adami. Em formato de bolso, é o volume 5 da coleção TV Estronho (244 páginas, 2017). Já à venda! Obrigado, @estronho e @marceloamado_ pelo exemplar. Abraços ao amigo @sauloadami




sexta-feira, 16 de março de 2018

Resenha Especial



Maratona da morte

O universitário nova-iorquino Thomas ‘Babe’ Levy (Dustin Hoffman), que pratica maratonas, envolve-se acidentalmente em uma terrível conspiração internacional, com um nazista foragido, diamantes roubados, torturas e assassinatos.

Excelente thriller de espionagem, um de meus filmes favoritos e que marcou os anos 70, dirigido pelo falecido John Schlesinger, que criou um clima único, de terror, tensão e paranoia. O explosivo roteiro é de William Goldman (hoje vivo, aos 86 anos), ganhador do Oscar por “Butch Cassidy” (1969) e “Todos os homens do presidente” (1976), que adaptou seu próprio livro para o cinema, fazendo justiça ao teor da ideia central.
Dustin Hoffman, indicado ao Globo de Ouro e ao Bafta pelo papel do estudante maratonista, interpreta “o homem errado”, injustamente aprisionado em uma armadilha mortal. Num beco sem saída, frente a frente com diamantes roubados e bandidos perigosos, irá se confrontar com o pior de seus pesadelos, um sinistro dentista nazista que volta do exílio, chamado Dr. Szell (papel formidável de Laurence Olivier, indicado ao Oscar pelo excelente trabalho, que rendeu a ele o Globo de Ouro de melhor ator coadjuvante). A cena em que Hoffman é torturado na cadeira de dentista, por Olivier, é antológica e causa aflição.
Há uma trilha sonora inesquecível de Michael Small, uma Marthe Keller jovial e deslumbrante (indicada ao Globo de Ouro também, coadjuvante), reviravoltas de tirar o fôlego, uma edição de ouro (do falecido Jim Clark, indicado aqui ao Bafta) e participações intrigantes de duas feras do cinema, Roy Scheider e William Devane.
Um filmão obrigatório a todos os cinéfilos. Espero que gostem do filme tanto quanto eu! Já disponível em DVD e Blu-ray pela Paramount.



Maratona da morte (Marathon man). EUA 1976, 125 min. Ação/Suspense. Colorido. Dirigido por John Schlesinger. Distribuição: Paramount Pictures. Disponível em DVD e Blu-ray

Nota do blogueiro


"Para lutar, Ultraman mescla seus golpes e ataques com o que conhecemos na Terra como 'luta-livre', dando socos e chutes em seu adversário, agarrando e lançando-o, enforcando ou até montando sobre ele. [...] Seu principal golpe e geralmente fatal é o Spacium Ray, um raio que sai ao posicionar os braços em forma de cruz...".
Trecho do livro "Ultraman", da editora Estronho, obra que reconstitui a história completa do famoso personagem da série de TV japonesa, exibida entre 1966 e 1967. O livro explora os episódios e os bastidores da produção, com muitas fotos. Em formato de bolso, é o volume 4 da coleção TV Estronho (190 páginas, 2017, escrito por Danilo S. Modolo). Já à venda! Obrigado, @estronho e @marceloamado_ pelo exemplar. Adorei!!




quarta-feira, 14 de março de 2018

Nota do blogueiro


NO AR

Há oito meses o quadro Cinema em Foco é transmitido na rádio Vox FM (101,3), com drops diários de cinema. Vale lembrar que ele existiu por cinco anos, primeiramente na rádio Bandeirantes FM e depois na rádio Globo AM, e deu nome ao meu livro de críticas selecionadas!
Ouça lá em 101,3 FM ou pelo canal do YT - www.youtube.com/user/amglobo



Nota do blogueiro


Convite de cinema

Amanhã estarei no Sesc Rio Preto para um bate-papo sobre a vida e a obra de um dos cineastas mais geniais de nossos tempos, Stanley Kubrick, em comemoração aos 50 anos de seu filmaço "2001: Uma odisseia no espaço", uma obra enigmática e divisora de águas, que será exibido em sequência.
Amigos de Rio Preto e região, anotem aí! Quinta-feira, dia 15, às 20h. Gratuito, mas as vagas são limitadas.


segunda-feira, 12 de março de 2018

Nota do blogueiro


Cinemando!
Parte 2 dos lançamentos em DVD da Classicline dos meses de fevereiro e março. Alguns relançamentos (que estavam fora de catálogo) e outros pela primeira vez no Brasil. A espinha do diabo (2001, terror), Aconteceu naquela noite (1934, comédia romântica), Sede de viver (1956, drama biográfico), Audazes e malditos (1960, faroeste), Será que ele é? (1997, comédia) e O show deve continuar (1979, drama musical).
Ótimos filme para todos os gostos! Já à venda. Agradeço a equipe da Classicline pelo envio dos DVDs!







Nota do blogueiro


Cinema total!
Parte 1 dos filmes clássicos e cult que a Classicline acabou de lançar em DVD. Alguns são relançamentos (que estavam fora de catálogo), outros são novidade, pela primeira vez no Brasil. Contos de Nova York (1989, comédia dramática), Interlúdio (1946, drama), Morrendo de medo (1953, comédia), Rastro sangrento (1950, policial), A coroa e a espada (1955, aventura) e Felizes para sempre (1967, comédia romântica).
Cinema para todos os gostos! Já à venda a preços promocionais. Agradeço a equipe da Classicline pelo envio.







quinta-feira, 8 de março de 2018

Cine Lançamento



Viagem das garotas

Quatro amigas de longa data, Ryan (Regina Hall), Sasha (Queen Latifah), Lisa (Jada Pinkett Smith) e Dina (Tiffany Haddish), partem para uma viagem inesquecível a Nova Orleans, onde irão curtir o famoso festival de música Essence. Elas compartilham dos mesmos sentimentos, frustrações e dificuldades, e a viagem será um momento para o reequilíbrio, seja na busca por novos amigos (e quem sabe um romance) ou no simples ato de estarem juntas.

Divertidíssima comédia sobre amizade, a independência feminina e o empoderamento dos negros, com premiadas atrizes da nova geração em seus melhores momentos cômicos no cinema.
Parte de um roteiro simples, mas com discussões e críticas notáveis, acerca de quatro amigas que chegam a Nova Orleans dispostas a esquecer os fardos do cotidiano. Na cidade grande, a vida noturna agitada abre um leque de opções para elas embarcarem em aventuras amorosas, conhecerem pessoas diferentes e até se envolverem em enrascadas (a ponto de ficarem penduradas em uma corda no meio da rua, aplaudidas por um público eufórico embaixo). Próximas, somente elas, por poucos dias, uma ajudará a outra a entender a essência da vida para compreender o mundo chato e caótico da atualidade.
O filme do diretor Malcolm D. Lee, que fez comédias de sucesso nos cinemas americanos, como a trilogia “Amigos indiscretos”, celebra a vida da maneira mais despojada, a partir de amizades que permanecem, quase que imutáveis. Suas produções - para quem conhece sabe do que vou falar - analisam o papel do negro na sociedade, em especial as mulheres, que tem voz suprema, dotadas de uma força de expressão incrível, dispostas a quebrar correntes para firmar sua existência. Lee dá pitadas de engajamento e crítica, sempre com a sutileza do humor, encabeçando a lista dos bons diretores negros da atualidade, já premiado em festivais independentes. Por falar em festivais, “Viagem das garotas” recebeu indicações a vários prêmios pelo mundo afora, com amplo destaque para a atriz coadjuvante Tiffany Haddish, que rouba as cenas.
Com muita música (tem participação do cantor Ne-Yo), dança e piadas engraçadas, o filme foi rodado em locações, como na agitada rua Bourbon, no festival de música Essence, que existe desde 1994 e movimenta a região, e no Mercedes-Benz Superdome, um mega estádio no Centro Financeiro de Nova Orleans, servindo para o público como um passeio cultural por essa importante cidade da Louisiana.
Fez boa bilheteria nos Estados, com mais de U$ 120 milhões de arrecadação (diante de um orçamento moderado, U$ 19 milhões), ou seja, há público para este tipo de comédia, que une o entretenimento casual a reflexões pontuais.
Saiu no último mês em DVD pela Universal, com extras que valem a pena (cenas excluídas, making of e comentários do diretor).

Viagem das garotas (Girls trip). EUA/Canadá, 2017, 122 min. Comédia. Dirigido por Malcolm D. Lee. Distribuição: Universal Pictures

terça-feira, 6 de março de 2018

Nota do blogueiro


Filmes fresquinhos! Vejam só os novos e bons lançamentos em DVD pela Paramount e Universal: o criativo suspense/terror "A morte te dá parabéns", o drama baseado em um best seller "Somos todos iguais" e o alarmante documentário "Uma verdade mais inconveniente", continuação de "Uma verdade inconveniente", que ganhou dois Oscars em 2007. Todos com extras imperdíveis! Já nas locadoras e também nas lojas para compra.
Obrigado, @paramountbrasil @universalpicsbr e especialmente à querida parceira @2014mada, pelo envio dos filmes.





segunda-feira, 5 de março de 2018

Especial sobre Cinema



Sem surpresas, “A forma da água” arrebata prêmio de melhor filme na noite do Oscar

Ontem foi dia de Oscar, e o grande vencedor da 90ª edição foi “A forma da água”, que, além do prêmio de melhor filme, levou três outros, nas categorias direção, direção de arte e trilha sonora, sendo a produção com maior número de estatuetas. Em sequência veio “Dunkirk”, que ganhou três (melhor edição, edição de som e mixagem de som), enquanto “Blade runner 2049”, “O destino de uma nação”, “Três anúncios para um crime” e “Viva – A vida é uma festa” empataram com dois Oscars cada.


Novamente a apresentação ficou sob comando do humorista Jimmy Kimmel, que desta vez esteve contido, com poucas piadas e um ou outro comentário ácido. Durante a cerimônia do Oscar, que durou 3h30, atrizes fizeram rápidos discursos sobre o abuso sexual que vem contaminando a indústria de cinema de Hollywood, numa noite bem pautada por questões raciais e de gênero (o impactante filme “Corra!”, sobre racismo, merecidamente venceu na categoria de roteiro original, e a fita chilena “Uma mulher fantástica”, protagonizado por uma reveladora atriz trans, Daniela Vega, surpreendeu ao ganhar melhor filme estrangeiro, já que sinais indicavam que os sortudos seriam “The Square” ou “O insulto”).


O evento contou com a mágica presença de duas veteranas atrizes vencedoras do Oscar: Eva Marie Saint, aos 93 anos, e Rita Moreno, de 86, para entrega de prêmios. Outro momento marcante: a do cantor Eddie Vedder, vocalista de Pearl Jam, que emocionou o público cantando durante o ‘In memoriam’, momento que homenageia artistas falecidos no último ano. E ainda o Oscar dedicou um espaço para uma homenagem especial aos soldados norte-americanos que lutaram nas diversas guerras do século XX. Este é um resumão do que foi o Oscar ontem!
Confira abaixo a lista com todos os vencedores (eles são os primeiros de cada categoria, em negrito)


Melhor Filme

A Forma da Água
Me Chame Pelo Seu Nome
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
Corra!
Lady Bird: É Hora de Voar
Trama Fantasma
The Post: A Guerra Secreta
Três Anúncios Para Um Crime

Direção

Guillermo del Toro, por A Forma da Água
Christopher Nolan, por Dunkirk
Greta Gerwig, por Lady Bird: É Hora de Voar
Paul Thomas Anderson, por Trama Fantasma
Jordan Peele, por Corra!

Melhor ator

Gary Oldman, por O Destino de Uma Nação
Daniel Day-Lewis, por Trama Fantasma
Daniel Kaluuya, por Corra!
Denzel Washington, por Roman J. Israel, Esq.
Timothée Chalamet, por Me Chame Pelo Seu Nome

Melhor Atriz

Frances McDormand, por Três Anúncios Para um Crime
Margot Robbie, por Eu, Tonya
Meryl Streep, por The Post: A Guerra Secreta
Sally Hawkins, por A Forma da Água
Saoirse Ronan, por Lady Bird: É Hora de Voar

Ator Coadjuvante

Sam Rockwell, por Três Anúncios Para um Crime
Christopher Plummer, por Todo o Dinheiro do Mundo
Willem Dafoe, por Projeto Flórida
Richard Jenkins, por A Forma da Água
Woody Harrelson, por Três Anúncios Para um Crime

Atriz Coadjuvante

Allison Janney, por Eu, Tonya
Mary J. Blige, por Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi
Octavia Spencer, por A Forma da Água
Laurie Metcalf, por Lady Bird: É Hora de Voar
Leslie Manville, por Trama Fantasma

Roteiro Original

Corra!
Doentes de Amor
Lady Bird: É Hora de Voar
Três Anúncios Para Um Crime
A Forma da Água
  
Roteiro Adaptado

Me Chame Pelo Seu Nome
O Artista do Desastre
Logan
A Grande Jogada
Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi

Animação

Viva – A Vida É Uma Festa
O Poderoso Chefinho
The Breadwinner
O Touro Ferdinando
Com Amor, Van Gogh

Filme em Língua Estrangeira

Uma Mulher Fantástica (Chile)
O Insulto (Líbano)
Desamor (Russia)
Corpo e Alma (Hungria)
The Square: A Arte da Discórdia (Suécia)

Canção Original

Remember Me, de Viva – A Vida É Uma Festa
Mighty River, de Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi
Mystery of Love, de Me Chame Pelo Seu Nome
This Is Me, de O Rei do Show
Stand Up for Something, de Marshall

Maquiagem e Cabelo

O Destino de Uma Nação
Extraordinário
Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

Edição

Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Eu, Tonya
A Forma da Água
Três Anúncios Para Um Crime

Efeitos Visuais

Blade Runner 2049
Guardiões da Galáxia: Volume 2
Kong: A Ilha da Caveira
Star Wars: Os Últimos Jedi
Planeta dos Macacos: A Guerra

Trilha Sonora Original

A Forma da Água
Três Anúncios de um Crime
Dunkirk
Trama Fantasma
Star Wars: O Último Jedi

Mixagem de Som

Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Blade Runner 2049
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Edição de Som

Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
Blade Runner 2049
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Figurino

Trama Fantasma
A Bela e a Fera
O Destino de Uma Nação
A Forma da Água
Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha

Fotografia

Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi
A Forma da Água

Direção de arte

A Forma da Água
A Bela e a Fera
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk

Documentário

Ícaro
Abacus: Pequeno o bastante para condenar
Visages Villages
Últimos homens em Aleppo
Strong Island

Documentário em curta-metragem

Heaven Is a Traffic Jam on the 405
Edith+Eddie
Heroin(e)
Knife Skills
Traffic Stop

Curta-metragem

The Silent Child
DeKalb Elementary
The Eleven O’Clock
My Nephew Emmett
Watu Wote/All of Us

Curta de animação

Dear Basketball
Garden Party
Lou
Negative Space
Revolting Rhymes

sábado, 3 de março de 2018

Resenha Especial


Assassinato de um presidente

Junho de 1963. Três empresários poderosos de ideais de direita, ligados ao governo americano, contratam um espião internacional para tramar a morte do presidente John Kennedy, alvo de críticas por manter relações diplomáticas com comunistas.

Baseado no livro de Mark Lane “Rush to judgment”, este intenso thriller político especulativo ficou polêmico na época do lançamento, em 1973, porque tenta provar um complô metodicamente armado por milionários americanos e espiões internacionais para assassinar JFK (ainda hoje motivo de indagações). A informação sobre essa possível trama criminosa caiu como uma bomba na imprensa; saiu de um comentário do presidente Lyndon B. Johnson (que assumiu quando Kennedy morreu), em entrevista, a poucos meses de seu falecimento, em 1973. E é em cima dessa teoria da conspiração que o filme se organiza. Começa cinco meses antes da morte de JFK, em junho de 1963, com três empresários poderosos (Burt Lancaster, Robert Ryan e Will Geer) reunidos para discutir o envolvimento do presidente com a esquerda. Temerosos com o posicionamento de Kennedy, contratam um espião internacional e usam um fuzileiro naval como bode expiatório, Lee Oswald - que oficialmente foi quem atirou contra Kennedy em Dallas (como Oswald foi assassinado dois dias de cometer o crime, ficou declarado pelo relatório da Comissão Warren que agira sozinho).
Os rumos dessa história tétrica, repleta de nuances e filosofias políticas, saíram da mente e das mãos de Dalton Trumbo, roteirista premiado, que morreria pouquíssimo tempo depois. Para deixar didático o filme, com realismo, o diretor David Miller optou por um estilo semi-documental, entremeando na ficção vídeos raros de JFK, entrevistas antigas e fotos, traçando um chamativo paralelo com outros presidentes norte-americanos assassinados - Abraham Lincoln, James Garfield e William McKinley (e outros feridos em ataques, como os presidentes Theodore Roosevelt e Franklin D. Roosevelt).
Uma fita corajosa, amplamente expositiva, de ação e drama, com argumentos questionáveis, super bem realizado como produto de cinema, que polemiza e provoca dúvidas: será que mais gente, incluindo magnatas e governistas, planejou a morte de Kennedy? Assista e tire as próprias conclusões.
Originalmente da Warner Bros, “Assassinato de um presidente” acaba de ser relançado pela Classicline em excelente cópia em DVD.



Assassinato de um presidente (Executive action). EUA, 1973, 90 min. Ação/Drama. Colorido. Dirigido por David Miller. Distribuição: Classicline. Disponível em DVD 

* Publicado na coluna Middia Cinema, na revista Middia, edição fevereiro/marcço de 2018

sexta-feira, 2 de março de 2018

Resenha Especial



 Eaten alive

Psicopata cuida do motel da família à beira de um pântano no Texas e ali mata cruelmente as vítimas, que servem de comida para seu crocodilo de estimação.

Terror insano de psicopata no melhor estilo sanguinário do final dos anos 70, um encontro de “Psicose” com “O massacre da serra elétrica” (o filme foi escrito pelo criador de ‘O massacre’, Kim Henkel, em nova parceria com o diretor Tobe Hooper, recém-falecido).
Violento e cheio de clichês do gênero, conta uma história horripilante, de um caipira sádico, com transtornos psiquiátricos (Neville Brand), que mata os hóspedes do motel que trabalha e desova os corpos das vítimas no pântano onde habita um crocodilo gigante (alguns ainda estão vivos quando o réptil os ataca, daí a tradução do título, “Devorados vivos”, que nunca existiu no Brasil). Do terror o filme vira policial, quando o desaparecimento de uma garota mobiliza seus familiares e a polícia. Bem esquematizado, o roteiro apela em cenas de matança (fortes para a época), ressaltadas na fotografia com cores vermelhas alucinantes, que atordoa a mente dos menos avisados!


Este foi o terceiro longa-metragem de Tobe Hooper, que o realizou um ano depois de “O massacre da serra elétrica” (1974), insistindo em temas de psicopatia, sadismo, crueldade, com personagens insanos e destrutivos. Escalou Neville Brand (que assusta com as feições de um assassino matuto) e um time de coadjuvantes com graus de esquisitices para desse modo complementar o estranhamento da história, como Mel Ferrer, Carolyn Jones (a Morticia do clássico seriado ‘A família Addams’), William Finley, Marilyn Burns (de ‘O massacre da serra elétrica’, depois sumiu), a sex symbol dos anos 70 Roberta Collins, que lembrava Marilyn Monroe, o grande ator Stuart Whitman, que acabou de completar 90 anos, e Robert Englund, em início de carreira, muito antes de encarnar o monstruoso Freddy Krueger na franquia “A hora do pesadelo”.
Cinema diferenciado de horror, do mestre Tobe Hooper, que não é para qualquer um! Opção garantida para quem quer ver sangue e mortes brutais com um incremento bizarro.
Saiu agora em DVD em uma caixa especial com três discos em homenagem ao diretor Tobe Hooper, com quatro filmes do diretor – “O massacre da serra elétrica” (1974), “O massacre da serra elétrica – parte 2” (1986), “Invasores de Marte” (1986) e este aqui. O selo é da distribuidora Obras-Primas do Cinema – o box contém cards colecionáveis e um disco de extras com documentários, erros de gravações, entrevistas etc.

Eaten alive (Idem). EUA, 1976, 90 min. Horror. Dirigido por Tobe Hooper. Colorido. Distribuição: Obras-Primas do Cinema. Disponível em DVD

* Publicado na coluna Middia Cinema, na revista Middia, edição de fevereiro/março de 2018