sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Nota de Cinema


Spirit Awards anuncia indicados ao prêmio 2014

Foi anunciado ontem os indicados ao 29º Independent Spirit Awards, apontado como o maior prêmio do cinema independente norte-americano. “12 Years a Slave” lidera com sete indicações. O prêmio ‘Robert Altman’, que homenageia diretor, diretor de casting e elenco, será entregue ao novo trabalho de Jeff Nichols, “Amor Bandido”.
A entrega dos prêmios será em 1º de março de 2014, em Santa Monica. Confira os indicados:

Filme: 12 Years A Slave / All Is Lost / Frances Ha / Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum / Nebraska

Diretor: Shane Carruth (Upstream Color) / J.C. Chandor (All Is Lost) / Steve McQueen (12 Years A Slave) / Jeff Nichols (Amor Bandido) / Alexander Payne (Nebraska)

Atriz: Cate Blanchett (Blue Jasmine) / Julie Delpy (Antes da Meia-Noite) / Gaby Hoffmann (Crystal Fairy) / Brie Larson (Short Term 12) / Shailene Woodley (The Spectacular Now)

Ator: Bruce Dern (Nebraska) / Chiwetel Ejiofor (12 Years A Slave) / Oscar Isaac (Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum) / Michael B. Jordan (Fruitvale Station: a Última Parada) / Matthew McConaughey (Dallas Buyers Club) / Robert Redford (All Is Lost)

Roteiro: Woody Allen (Blue Jasmine) / Julie Delpy, Ethan Hawke & Richard Linklater (Antes da Meia-Noite) / Nicole Holofcener (À Procura do Amor) / Scott Neustadter & Michael H. Weber (The Spectacular Now) / John Ridley (12 Years A Slave)

Atriz Coadjuvante: Melonie Diaz (Fruitvale Station: a Última Parada) / Sally Hawkins (Blue Jasmine) / Lupita Nyong’o (12 Years A Slave) / Yolonda Ross (Go For Sisters) / June Squibb (Nebraska)

Ator Coadjuvante: Michael Fassbender (12 Years A Slave) / Will Forte (Nebraska) / James Gandolfini (in memoriam - À Procura do Amor) / Jared Leto (Dallas Buyers Club) / Keith Stanfield (Short Term 12)

Roteiro de Estreia: Lake Bell (In A World) / Joseph Gordon-Levitt (Don Jon) / Bob Nelson (Nebraska) / Jill Soloway (Afternoon Delight) / Mike Starrbury (The Inevitable Defeat of Mister and Pete)

Fotografia: 12 Years A Slave / Spring Breakers / Inside Llewyn Davis - Balada de um Homem Comum / All Is Lost / Computer Chess

Edição: Upstream Color / Museum Hours / All Is Lost / Computer Chess / Short Term 12

Documentário: 20 Feet From Stardom / After Tiller / Gideon’s Army / The Act of Killing / The Square
Filme Internacional: A Touch of Sin (China) / Azul é a Cor Mais Quente (França) / Gloria (Chile) / A Grande Beleza (Itália) / A Caça (Dinamarca)

Filme de Estreia: Blue Caprice / Concussion / Fruitvale Station: a Última Parada / Una Noche / Wadjda

Prêmio John Cassavetes (filme feito por menos de US$ 500.000): Computer Chess / Crystal Fairy / Museum Hours / Pit Stop / This is Martin Bonner

Para Prestar Atenção: My Sister’s Quinceañera / Newlyweeds / The Foxy Merkins


Mais Real Que a Ficção: A River Changes Course / Let the Fire Burn / Manakamana

Por Felipe Brida

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cine Lançamento


A seleção

Portia (Tina Fey) trabalha há muitos anos como funcionária de admissões na Universidade de Princeton, instituição disputada por jovens de todos os lugares do mundo. Certo dia reencontra um ex-colega de classe, John (Paul Rudd), hoje professor, que mudará sua rotina e influenciará em seu trabalho tão rigoroso.

Comédia romântica de pouco repertório, fugindo de emoções críveis e com total ausência de atrativos engraçados. Tina Fey, querida pelos americanos e uma humorista de peso, famosa pelo seriado “30 rock”, pelo qual ganhou dois Globos de Ouro, interpreta o papel principal, o de uma funcionária de Princeton, responsável por um departamento de admissões, criteriosa na seleção e sem meio termo para nada. “Temida”, apontada como arrogante até pelos próprios colegas de trabalho, ela retoma a amizade com um antigo amigo (ela vai se apaixonar por ele será?) e terá um obstáculo pela frente, para aprovar um aluno de ideias pouco convencionais.
O grande problema do filme é ser morno demais, sem arriscar mais e nem aprofundar no provável romance entre os protagonistas – Tina é melhor em série que em cinema, e Paul Rudd parece perdido, distante (não gosto dele como ator). As partes mais cômicas ficam com a notória atriz Lily Tomlin, como a mãe de Portia, uma senhora desvairada que guarda uma espingarda em casa para acabar com os atritos familiares! De resto, nada funciona bem...
Culpa também do diretor Paul Weitz, que perdeu a vontade em comédias... Seu currículo é irregular: criou a pavorosa série teen “American pie”, fez refilmagens toscas (de “O céu pode esperar”) e continuações abaixo da média (“Entrando numa fria maior ainda com a família”). Vez ou outra ganhou redenção divina com bons projetos pessoais, como “Em boa companhia”, “Um grande garoto” e o anterior, “A família Flynn”. Já “A seleção” voltou a deixar a desejar, fazendo de uma história boba apenas um imediato passatempo romântico sem nada a acrescentar ou causar curiosidade. Por Felipe Brida


A seleção (Admission). EUA, 2013, 107 min. Comédia. Dirigido por Paul Weitz. Distribuição: Paramount

sábado, 23 de novembro de 2013

Cine Lançamento


Anna Karenina

Rússia, final do século XIX. De família aristocrática, a bela Anna Karenina (Keira Knightley) é casada com Karenin (Jude Law), influente funcionário do governo e integrante da alta sociedade russa. Em uma viagem para tratar assuntos familiares, Anna é cortejada pelo Conde Vronsky (Aaron Johnson), que o rejeita de todas as formas. Ao retornar para sua cidade, ela reencontra Vronsky na estação de trem, e ele confessa o amor que sente. Anna então resolve separar-se do marido para ficar com o conde. A partir daí, a vida da aristocrata se transformará em pesadelos e traições.

Ousada e pujante versão para as telas de um dos clássicos da literatura russa, a história de amor de Anna Karenina, de Leo Tolstoy (o mesmo de “Guerra e paz”). Com um brilhantismo estético que mescla teatro e cinema, ao mesmo tempo misturando magia e realidade, não é uma adaptação fiel ao livro - até a concepção da narrativa ultrapassa qualquer limite; é semelhante a um espetáculo teatral filmado, com interferências propositais dos figurantes, que entram em cena para arrumar o estúdio, rearranjar o ambiente, colocar tapete e mesas na sala, enquanto os personagens da linha central fazem a história de amor (e traição?) acontecer. Por seguir uma linguagem não convencional, original em formato e continuidade, o filme deverá causar estranhamento no público habituado nas velhas tradições...
Produção inglesa de longa duração (tem quase 2h10), a nova roupagem de ‘Anna Karenina’ venceu o Oscar de melhor figurino esse ano, sendo indicado ainda em outras três categorias (fotografia, trilha sonora e direção de arte – três elementos de existência primordial dessa suntuosa versão), e recebeu prêmios e indicações em zilhões de festivais, como Globo de Ouro e Bafta.
Em seu terceiro trabalho com o aclamado diretor Joe Wright (antes foram “Orgulho e preconceito” e o magnífico “Desejo e reparação”), Keira Knightley assume a identidade de Anna com maestria, incorporando os anseios dessa mulher moderna, disposta a amar livremente e enfrentar a dura sociedade da época. Jude Law e Aaaron Johnson também se destacam nos papéis dos amantes da jovem aristocrata.
Com final amargo, sucedido por imagens oníricas abertas a interpretações, o filme mantém a questão do começo ao fim: Anna traiu Vronsky? Uma obra rica em plasticidade, cores, figurino, direção de arte, atuações e criatividade. Conheça. Por Felipe Brida


Anna Karenina (Idem). Inglaterra, 2012, 129 min. Drama/Romance. Dirigido por Joe Wright. Distribuição: Universal

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Cine Lançamento


Inferno do faroeste

Gangue de criminosos, comandadas por Guerrero (Danny Trejo), invade uma cidadezinha mineradora no Oeste selvagem para saquear as lojas. Por causa de ganância, os bandidos assassinam o próprio líder, Guerrero, a mando de seu meio-irmão. A alma do bandido segue ao inferno, e lá faz um pacto com Satanás (Mickey Rourke) para se vingar dos seus algozes traidores.

Feito para home video, o fraco fraco (ruim, digamos) “Inferno no faroeste” reúne um elenco dos canastrões mais famosos do cinema, como o feioso Danny Trejo (protagonista, que em breve retorna com “Machete mata”), o deformado e já indicado ao Oscar Mickey Rourke (como o diabo) e o sumido Anthony Michael Hall (o irmão traidor do personagem principal).
Com extrema violência, que beira a insanidade (torturas, sangue de monte), a fitinha B tem uma história até que curiosa, porém estruturada sem cuidado algum, sem técnica e sem firmeza. Danny Trejo só dá certo em papéis de humor negro (que não é o caso deste trabalho), pois não tem gana de protagonista tampouco simpatia. Mickey Rourke, coitado, tem cenas toscas como um Satanás de botox, em aparição pequena e fragmentada (um pouco no início, um pouco no meio e um pouco no encerramento). Este exemplar único, de faroeste amaldiçoado, deixa a desejar em todos os aspectos possíveis de uma obra cinematográfica: elenco, fotografia, direção, roteiro, emoção, clímax etc. Culpo o diretor pelo desastre do filme; o pavoroso Roel Reiné, de origem holandesa, é realizador de todo tipo de continuação de originais duvidosos, como “Busca explosiva 2”, “Corrida mortal 2 e 3” e “O escorpião rei 3”. Ou seja, dispensa comentários. Não perca tempo com a nova bobagem desse cineasta. Por Felipe Brida

Inferno do faroeste (Dead in Tombstone). EUA, 2013, 100 min. Ação/Terror. Dirigido por Roel Reiné. Distribuição: Universal

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nota de cinema


A Paramount Pictures lança esse mês em Blu-Ray (inédito no Brasil em alta definição) o épico "Guerra e paz" (1956), de King Vidor. Audrey Hepburn, Mel Ferrer e Henry Fonda estrelam o drama baseado na obra-prima da literatura russa escrita por Leo Tolstoy - o elenco se completa com Herbert Lom, Vittorio Gassman, Anita Ekberg e Oskar Homolka.
Três indicações ao Oscar (melhor diretor, figurino e fotografia), duas ao Bafta e cinco ao Globo de Ouro (vencendo na categoria "melhor filme estrangeiro", pois foi uma co-produção Itália e EUA - e pouca gente sabe disto). Já à venda e para locação também.
Sinopse (da Assessoria de Imprensa da Paramount): Estrelado por Audrey Hepburn, como Natasha, e apresentando alguns dos maiores atores da época de ouro de Hollywood (Henry Fonda, como Pierre, e Mel Ferrer, como Príncipe Andrei), a obra-prima literária de Leon Tolstoy ganha vida neste épico clássico. Indicado para três Oscar®, Guerra e Paz é um irresistível drama de conflito internacional, aventura espetacular, intriga envolvente e romance trágico, no cenário arrebatador da invasão napoleônica da Rússia. Por Felipe Brida

sábado, 16 de novembro de 2013

Cine Lançamento


Além da escuridão: Star Trek

Em nova viagem, a tripulação da Enterprise se depara com um inimigo ameaçador em um planeta primitivo. Spock (Zachary Quinto) e o comandante Kirk (Chris Pine) iniciam a missão para destruir um vulcão nesse local desconhecido. Ao mesmo tempo, um renegado da Frota estelar, de nome John Harrison (Benedict Cumberbatch), ameaça destruir uma cidade no planeta Terra. Os integrantes da Enterprise terão pouco tempo para armar estratégias para barrar o mal no império Klingon.

O sempre criativo diretor J.J. Abrams, de “Missão impossível III” e “Super 8”, retorna em forma e em peso com o melhor blockbuster do ano, o incrível “Além da escuridão: Star Trek”, continuação de “Star Trek”, que dirigiu em 2009 e remonta a juventude dos integrantes da espaçonave Enterprise. De tirar o fôlego, a fita de ficção científica/ação começa com um embrulho ultrasensorial, em um planeta primitivo, habitado por seres aborígenes, cuja fotografia da sequência é um de tirar o chapéu. Daí por diante a história vai numa crescente meteórica, repleta de efeitos visuais de estremecer o corpo e fazer vibrar os menos interessados no gênero.
Este é o 12º filme da franquia de “Jornada nas estrelas” para o cinema, e o segundo da nova fase - nestes dois últimos a produção no Brasil manteve apenas, em português, o título original, “Star Trek”. Como já disse, conta a trajetória dos membros da Enterprise em missões secretas dentro e fora do império Klingon, enfrentando inimigos invisíveis e homens ameaçadores. Um dos lances brilhantes dessa investida maneira gira em volta do personagem John Harrison, um renegado misterioso (o vilão da trama), que logo revelará sua identidade chocante (para os fãs de Star Trek, um deleite de nota máxima).
Com visual caprichado de um futuro incerto, “Além da escuridão: Star Trek” (repare que inverteram no Brasil o título com o subtítulo!) virou sensação na bilheteria (uma das maiores do ano) e angariou curiosos da geração 2000-2010. Não é para menos: é um blockbuster digno de palmas e comentários positivos. Não deixe de assistir e voltar a experimentar as aventuras de Spock, Kirk, Chekov e os membros da Frota Estelar. Por Felipe Brida


Além da escuridão: Star Trek (Star Trek Into Darkness). EUA, 2013, 132 min. Ação/Ficção científica. Dirigido por J.J. Abrams. Distribuição: Paramount

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cine Lançamento


Terra prometida

Steve Butler (Matt Damon) trabalha como representante comercial de uma corporação bilionária especializada em extração de gás. Ele é enviado à pequena cidade rural de McKinley, juntamente com sua colega de trabalho Sue (Frances McDormand), para negociar com os habitantes a aquisição dos direitos para explorar as terras da região. Tudo parece simples, no entanto, alertados sobre o assunto, dois moradores - um professor aposentado, Frank (Hal Holbrook), e o perspicaz ambientalista Dustin (John Krasinski), organizam uma campanha contra a empresa extratora recém-chegada na cidade.

Fracasso de bilheteria nos Estados Unidos, o novo trabalho do irregular cineasta Gus Van Sant veio mal recebido pelo público no Brasil. Pouca gente teve conhecimento dessa fita curiosa e moderadamente crítica sobre as facetas do capitalismo pungente e, nesse meio, a exploração desenfreada de combustível. Sant retorna às origens da narrativa superconvencional e temas atuais após uma fase amarga de filmes pesados e contraditórios, como “Elefante”, “Últimos dias” e “Paranoid park”. Trouxe de volta, para o elenco, seu amigo pessoal, Matt Damon, com quem havia trabalhado no premiado “Gênio indomável”, além de incrementar a obra com Frances McDormand (envelhecida, sem maquiagem), Hall Holbrook e John Krasinski (que escreveu o roteiro junto com Damon).
A história gira em torno de dois funcionários de uma empresa exploradora de combustível, que adquire terras no interior americano, e têm de oferecer suporte para os moradores da área. No entanto tudo se complica quando dois outros homens, um intelectual e outro de caráter duvidoso, batem de frente com os princípios capitalistas e se unem para expulsar a empresa daquela região rural. Para o público fica a escolha: dar crédito aos exploradores (que não são mostrados como perversos e mal intencionados) ou ao ambientalista apoiado por grande parte da população local. Um jogo dúbio, de interesses constantes de ambos os lados, cujo desfecho do embate é frio e sem a emoção que poderíamos esperar.
Vale conhecer (e refletir sobre) essa co-produção Estados Unidos e Emirados Arabes (por acaso, o maior país explorador de petróleo do mundo ao lado do explorado!), indicada ao Urso de Ouro no Festival de Berlin de 2013. Por Felipe Brida


Terra prometida (Promised land). EUA/Emirados Árabes, 2012, 106 min. Drama. Dirigido por Gus Van Sant. Distribuição: Universal

domingo, 10 de novembro de 2013

Nota de cinema


Somente hoje soube do falecimento de dois diretores de renome mundial (Antonia Bird e Hal Needham), ocorrido no final de outubro. Serve para conhecimento daqueles que, como eu, não leram nada a respeito na net.
A cineasta inglesa Antonia Bird faleceu aos 62 anos, no dia 24 de outubro, vítima de câncer. Dirigiu o polêmico filme "O padre" (1994), bem como "Amor louco" (1995), "Face" (1997) e "Mortos de fome" (1999).
No dia 25 de outubro faleceu o diretor, ator, roteirista e famoso dublê norte-americano Hal Needham, aos 82 anos, também de câncer. Parceiro de trabalho de Burt Reynolds, dirigiu "Agarre-me se puderes" (1977), "Hooper - O homem das 1000 façanhas (1978), "Cactus Jack - O vilão" (1979), "Desta vez te agarro" (1980), "Quem não corre, voa" (1981) e "Um rally muito louco" (1984). Foi roteirista de parte de seus filmes e também dos telefilmes da cinessérie "Bandit". Por Felipe Brida


sábado, 9 de novembro de 2013

Cine Lançamento


Guerra mundial Z

Uma pandemia alastra-se em poucos dias pelo mundo ameaçando destruir a humanidade. Em todos os países da Terra, um vírus desconhecido espalha-se pelo ar, contamina as pessoas e as transforma em zumbis ferozes. Para frear a calamidade pública, entra em ação o ex-investigador das Nações Unidas Gerry Lane (Brad Pitt). Com o apoio do governo americano, inicia uma corrida contra o tempo para localizar o antídoto para proteger a população mundial.

Há tempos permanece na minha lista dos melhores blockbusters do ano (e sei que na de muitos também), junto de “Além da escuridão: Star Trek”. Sensacional na edição, na fotografia escurecida, na recriação do clima de tensão e medo, com momentos memoráveis de apavorar (a sequência dos zumbis escalando o muro de Israel virou ícone e capa do filme, assim como a do desastre do avião). O uso de efeitos visuais inovadores e realistas e o recurso bombástico de câmeras violentas propagam uma estética diferenciada no gênero de terror. Aliás, o filme adota horror, ficção científica e ação, ao mesmo tempo, englobando as características de cada uma dessas linhas.
Brad Pitt reforça o elenco de nomes desconhecidos, à frente da trama como um antigo investigador da ONU que, em férias com a família, presencia o início das infestações do vírus. Ele larga tudo para poder salvar a humanidade de um caos emergente relacionado à saúde pública.
A produção manteve o suspense em divulgar que o filme envolvia zumbis, até porque o subgênero está na moda, e este é um ‘zombie movie’ bem diferente daqueles que conhecemos. Os próprios teasers e trailers mais antigos desviavam desse foco, tudo como estratégia de marketing para surpreender o público nas cadeiras do cinema (“Guerra mundial Z” teve bilheteria muito boa, mas abaixo do esperado – U$ 202 milhões).
Filme de qualidade, dos bons da safra de 2013, com acertos em cheio, graças à mão inovadora do cineasta alemão Marc Forster (de “A última ceia” e “O caçador de pipas”).
O filme sai em DVD (em edição simples e dupla, com documentário e making off imperdíveis) e em Blu-ray. Obrigatório aos fãs! Por Felipe Brida

Guerra mundial Z (World war Z). EUA/Malta, 2013, 116 min. Ação/Horror. Dirigido por Marc Forster. Distribuição: Paramount

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Nota de cinema


Nosso querido amigo Walter Webb acaba de falecer.
Ê, WW, siga a luz. Com certeza já começa a brilhar em outro plano.
Tenho a honra de ter tido o Webb como amigo e também como colaborador de meu livro "Cinema em Foco". O cinema brasileiro deve muito a esse camarada, que foi roteirista e cineasta dos melhores!Ê, WW, não deu tempo de dizer um 'até breve'.

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E se vivêssemos todos juntos?

Quatro amigos (dois deles casados e um solteirão convicto) mantém uma rica amizade, que dura quase cinco décadas. Quando a saúde começa a ficar frágil, e na tentativa de fugirem do possível asilo, resolvem morar todos juntos, em uma única casa. Assim feito, o ambiente servirá de ponto para discussão sobre vida e morte e um olhar sobre o passado.

Falando francês, Geraldine Chaplin, Jane Fonda e Daniel Brühl destacam-se no elenco dessa fita franco-germânica de tema agradável, que é de um encantamento sem igual. A velhice, em 2012, esteve retratada de forma amarga e desesperadamente terminal em “Amor”, a obra-prima sufocante de Michael Haneke. Aqui, o outro lado ressurge, a leveza da amizade fraterna que rompe barreiras, de amigos com suas esquisitices e manhas que se redescobrem quando vão morar juntos para um cuidar do outro a fim de não recorrerem ao tão temido asilo, lugar para eles de tristeza e falta de tato.
É, acima de tudo, uma comédia dramática sobre as relação humanas e sobre a maturidade da vida. Como seria se eu e meus melhores amigos vivêssemos juntos num mesmo espaço até o desfecho dos nossos dias? A resposta aqui é levada a sério, com muita ternura, apreço e respeito, sem cair em melodramas baratos.
Uma pequena obra cinematográfica de 2011, só agora disponível no Brasil, que faz o dia brilhar. Um autêntico sopro de vida. Conheça.

E se vivêssemos todos juntos? (Et si on vivait tous ensemble?). França/Alemanha, 2011, 95 min. Comédia dramática. Dirigido por Stéphane Robelin. Distribuição: Imovision

domingo, 3 de novembro de 2013

Cine Lançamento


Nitro Circus: O filme

Uma compilação de manobras reais do competidor de esportes motorizados Travis Pastrana e seu grupo, Nitro Circus, em diversas apresentações de supercross e motocross nos Estados Unidos.

O documentário “Nitro Circus: O filme” é um breve recorte das peripécias de um dos maiores grupos de motocross e supercross, criado pelo number one dos esportes radicais motorizados, o americano Travis Pastrana. Ele, durante uma hora e meia, apresenta os amigos competidores em cima de motos possantes, em performances assustadoras e poeira para todo canto. Tanto o protagonista quanto os colegas falam resumidamente da experiência com os veículos em duas rodas, o que os motivou a seguir a carreira desportiva, porém o foco mesmo gira nas dezenas de imagens impressionantes de manobras suicidas – os diretores, com auxílio de Pastrana, organizam fragmentos de um ou dois minutos de competições do Nitro Circus em vários lugares, para situar essa prática de esporte no mundo contemporâneo.
Serve, grosso modo, aos fãs de esportes motorizados em geral e aos curiosos no assunto (como eu). Resultado: um documentário desconhecido bacaninha, recheado de lances diferentes de edição, registrando a face de uma modalidade desportiva raramente vista no cinema, a da motovelocidade. Por isto tem seu quê de importância, pelas vias de naturais de existência. Em DVD. Por Felipe Brida

Nitro Circus: O filme (Nitro Circus: The movie). EUA, 2012, 91 min. Documentário/Aventura. Dirigido por Gregg Godfrey e Jeremy Rawle. Distribuição: Universal

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cine Lançamento


Martelo dos deuses

No século IX, a Grã-Bretanha é invadida pelos vikings, comandados pelo rei Bagsecg, que trava uma luta sanguinária contra os saxões. Os bárbaros, em maior número, conclamam a vitória, porém não esperam o surpreendente revide do outro grupo.

Um pequeno filme de ação e aventura, de qualidade duvidosa, baseado em fatos que ocorreram na Grã-Bretanha durante a Idade Média, em uma época de agitação social e dominação de povos e de territórios. Bagsecg, o rei dos vikings, existiu mesmo e foi considerado um rei violento, chefe dos temidos vikings, que ascenderam depois de muita peregrinação pela Europa causando desequilíbrio no poderio saxão. Bagsecg uniu esforços com outros povos bárbaros para dominar a Grã-Bretanha e para isto pôs à frente o seu filho, o príncipe e também guerreiro Steinar, cruel e impiedoso. Todos estes momentos são condensados nesse trabalho de cinema pouco louvável, que mais parece um longo episódio de seriados do History Channel ou outro canal que o valha. Não espere produção caprichada ou um roteiro empolgante e inteligente. A produtora inglesa Vertigo Filmes fez de “Martelo dos deuses” uma narração longa de fragmentos de fatos reais sem se preocupar com estética (o filme é de certo modo feio) e sem profundidade historiográfica (há um lado mais aventureiro dos personagens, uma saga com corre-corre de lutas e dominações dos povos etc). Abaixo da média, com infeliz desfecho, que dá abertura para continuação. Será mesmo? Já em DVD. Por Felipe Brida


Martelo dos deuses (Hammer of the Gods). Inglaterra, 2012, 98 min. Aventura. Dirigido por Farren Blackburn. Distribuição: Paramount