terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Nota do blogueiro


Novidades em DVD 
Vejam só os lançamentos de janeiro da distribuidora Obras-Primas do Cinema, que acabaram de chegar nas lojas! Tem dois boxes especiais para a alegria dos cinéfilos: no primeiro, "Agatha Christie", com quatro filmes de suspense da década de 80 baseados em histórias fascinantes da famosa escritora britânica, que são: A maldição do espelho (1980), Assassinato num dia de sol (1982), Um brinde mortal (1983) e Treze à mesa (1985); no outro, "Sessão Anos 80 - volume 5", com quatro comédias que marcaram a geração oitentista - Quase igual aos outros (1985), De volta às aulas (1986), Uma noite de aventuras (1987) e Um morto muito louco (1989). Ambas as caixas contêm dois discos, com muitos extras e cards colecionáveis!
E também recebi dois DVDs avulsos de filmes cult lançados em 2018 pela distribuidora: o drama independente "Mal do século" (1995, com Julianne Moore) e a comédia dramática "Os últimos embalos da disco" (1998, com  Chloë Sevigny e Kate Beckinsale). Já à venda nas melhores lojas! Obrigado, equipe da OPC, pelo envio dos filmes. Adorei!






segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Cine Lançamento


Venom

O repórter investigativo Eddie Brock (Tom Hardy) é demitido após se envolver em um escândalo jornalístico e na mesma semana termina o relacionamento com a namorada, Anne (Michelle Williams). Deprimido, sem perspectiva de vida, torna-se hospedeiro de um simbionte alienígena, que dá a ele altos poderes de destruição. Brock agora é Venom, uma criatura monstruosa, que lutará contra outros simbiontes espalhados pelas ruas de São Francisco.

A tagline do pôster explica o conceito do filme: “O mundo já tem muitos super-heróis”. Realmente... Depois de uma safra de duas décadas ininterruptas de fitas de heróis, a Marvel resolveu apostar numa nova era, a de anti-heróis e vilões. Em parceria com a Sony Pictures, investiu alto nesta “origin story” de um dos personagens mais enigmáticos, sombrios e violentos das HQs do Universo Marvel, Venom, lembrado como arqui-inimigo do Homem-Aranha (e bem semelhante a ele, repare no formato da cabeça e no modelo do corpo). Venom é a fusão de um simbionte que veio do espaço (uma gosma negra) no corpo de um jornalista decadente. Humano e alienígena viram um monstro imbatível, dominado pela raiva, que possui uma mandíbula enorme que chega a engolir os adversários. E dá medo nas crianças (devido à violência, a classificação do filme foi para 14 anos).
Eficiente nas cenas de ação (da metade para o fim), “Venom” tem um roteiro fragilizado pela falta de humor e de personagens secundários contundentes, deixando a carga pesada em cima do ator Tom Hardy, que se esforça em desempenhar o papel duplo – o do jornalista em crise, atordoado pelas vozes em sua cabeça enquanto se transmuta no indestrutível Venom, seu alterego. Curiosidade: Hardy aceitou o papel depois que o filho apresentou a ele o personagem da Marvel.
Outra defasagem no roteiro é a criação de uma enorme quantidade de histórias paralelas que ficam em aberto – o relacionamento dele com Anne (Michelle Williams, em participação pequena), a Fundação Vida e seus negócios escusos sobre missões espaciais e experimentos genéticos com pessoas, e até a demora na apresentação do vilão Riot, deixada para a meia hora final. Ainda dá para perdoar os pequenos deslizes, pelo menos para mim, que não sou fã de HQs, porém adoro um bom filme de ação da Marvel. Com certeza o filme é uma boa investida no cinema blockbuster de ação, que diferencia o personagem central de tudo que vimos até agora. Ah, sem esquecer do interessante visual do simbionte em computação gráfica, feito a partir dos traços de Todd McFarlane e David Michelinie, além da bacana música oficial do personagem, cantada por Eminem, e ainda a tradicional aparição (de segundos) do editor e presidente da Marvel Comics Stan Lee (foi seu penúltimo trabalho, ele faleceu em novembro de 2018).


“Venom” é bem curto em relação à maioria das fitas da Marvel, que beiram 140 minutos; este tem exatos 112 minutos, mas filme, filme mesmo, tem 107, incluindo uma cena extra nos créditos finais mostrando outro vilão (sem spoiler, por favor), que ficará para “Venom 2” (previsto para o segundo semestre de 2020) - os cinco minutos restantes é de um trechinho do ótimo “Homem-Aranha no Aranhaverso”, ainda em exibição nos cinemas (ganhou o Globo de Ouro de animação e deve receber o Oscar este ano).
Dirigido por Ruben Fleischer, de “Zumbilândia” (2009) e “Caça aos gângsteres” (2013), que realizou um filme sério e com sequências bem violentas para o subgênero de superheroes, tudo dentro de um orçamento de U$ 100 milhões, que alcançou uma inacreditável bilheteria, de U$ 855 milhões; um fenômeno mundial, atingindo a quinta maior bilheteria de 2018 (os quatro primeiros do ranking foram, em sequência, “Vingadores: Guerra infinita”, “Pantera Negra”, “Jurassic World: Reino ameaçado” e “Os Incríveis 2”).
Saiu este mês pela Sony Pictures em vários formatos: em DVD, com poucos extras, e em Bluray (uma versão em disco único e uma dupla em Steelbook, com bônus exclusivos).

Venom (Idem). EUA/China, 2018, 112 min. Ação. Colorido. Dirigido por Ruben Fleischer. Distribuição: Sony Pictures

domingo, 27 de janeiro de 2019

Cine Lançamento



Goosebumps 2

Na cidadezinha de Wardenclyffe, às vésperas do Halloween, dois amigos de escola, Sonny (Jeremy Ray Taylor) e Sam (Caleel Harris), entram em uma casa abandonada e lá encontram um baú empoeirado com um livro antigo. A residência era do escritor de livros de fantasia infanto-juvenil R. L. Stine. Em um piscar de olhos surge diante dos garotos um boneco de ventríloquo, chamado Slappy, que fala sozinho e esconde um lado diabólico. Ele quer de todo jeito ser amigo de Sonny e Sam. Quando percebe que está sendo desprezado, desperta, num passe de mágica, uma série de criaturas pelas ruas da cidade, que tornarão o Halloween um verdadeiro inferno, com direito a sustos e travessuras.

Entretenimento maneiro para consumo rápido, esta movimentada fita infanto-juvenil é uma nostálgica homenagem às tradições do Halloween norte-americano, segunda parte  da franquia para cinema de “Goosebumps”, a famosa série de livros criada por R. L. Stine nos anos 90 – o primeiro filme saiu em 2015, o bom “Goosebumps: Monstros e arrepios” (2015). Prepare-se para se divertir com esta brincadeira adequada para todas as idades e até levar alguns sustinhos.
O capítulo número dois traz novo elenco e uma história semelhante a do anterior, com efeitos visuais incríveis, que recriam um Halloween assombrado. Na trama, dois garotos curiosos descobrem um livro inacabado do escritor R. L. Stine (Jack Black, que retorna ao papel, mas aparece só no final), guardado num baú na casa abandonada onde ele viveu. Misteriosamente aparece o boneco Slappy (figura central das histórias de “Goosebumps”), ainda mais endiabrado, que num momento de ira dá vida a criaturas como a múmia, bruxas, zumbis, lobisomem e um velho conhecido do filme anterior, o Abominável Homem das Neves. A pacata cidadezinha vira um caos, todos fogem de medo, e os garotos precisarão formular um plano para deter Slappy e sua trupe de monstros.


Dirigido por Ari Sandel, ganhador do Oscar de melhor curta em 2005 (por “West bank story”), também diretor de um filme para o Netflix no ano passado, “Quando nos conhecemos”, “Goosebumps 2” soube brincar, com eficiência, com referências da literatura de horror, do imaginário popular, da cultura pop e da geek, abrindo margem para uma nova continuação. Menos adulto que o primeiro, não se deu bem de bilheteria, nem aqui nem nos Estados Unidos, e agora é a chance de assistí-lo em casa, pois acabou de sair em DVD, Bluray e em plataformas digitais - e ainda em formato de app de Realidade Aumentada (chamado Krikey), para dispositivos móveis, contendo três jogos, que permite aos usuários jogarem em tempo real com pessoas de qualquer lugar do mundo.
Não entendi o motivo de extraírem o subtítulo do DVD e do Bluray, “Halloween assombrado”, distribuído assim nos cinemas. De qualquer forma, com subtítulo ou não, “Goosebumps 2” é um entretenimento bacana para a família curtir reunida com pipoca na mão.

Goosebumps 2 (Goosebumps 2: Haunted Halloween). EUA/Reino Unido, 2018, 89 min. Aventura. Colorido. Dirigido por Ari Sandel. Distribuição: Sony Pictures

sábado, 26 de janeiro de 2019

Nota do Blogueiro


Três super lançamentos da Sony Pictures em DVD que acabaram de chegar em casa: a empolgante fita de ação "Venom", sucesso de bilheteria em 2018, com Tom Hardy no papel do super vilão da Marvel; o eletrizante e original suspense "Buscando", com John Cho e Debra Messing; e a divertida aventura infanto-juvenil "Goosebumps 2", baseada na famosa série de livros. Em todos os discos há extras! Também disponíveis em Bluray. Obrigado, Sony Pictures e @2014mada, pelo envio das amostras.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Resenha Especial



 Jumanji: Bem-vindo à selva

Num velho quartinho da escola onde estudam, quatro adolescentes encontram o console de um videogame antigo, com um jogo acoplado.  O quarteto decide jogá-lo, e inesperadamente todos eles são transportados para uma selva chamada Jumanji, onde assumem os personagens daquele game. Amedrontados no território desconhecido, Spencer (Dwayne Johnson), Fridge (Kevin Hart), Bethany (Jack Black) e Martha (Karen Gillan) precisarão participar das aventuras que a floresta os reserva enfrentando mil perigos, como animais, armadilhas e temíveis vilões.

Com uma das maiores bilheterias de 2018, chegando próximo dos U$ 970 milhões, a incrível fita de aventura com Dwayne Johnson e Jack Black começa exatamente onde terminava o filme anterior, “Jumanji” (1995). Lembram-se do epílogo do primeiro, quando um grupo de garotos encontra o tabuleiro do jogo enterrado numa praia? Pois bem, o tabuleiro agora é um cartucho de videogame, e vinte anos depois quatro amigos adolescentes – interpretados por Alex Wolff, Ser'Darius Blain, Madison Iseman e Morgan Turner, encontram o console e iniciam uma partida em frente à TV, numa sala interditada da escola onde estudam. Eles acionam o mundo de Jumanji, são sugados para dentro do jogo, assumem avatares e caem na perigosa selva. Os garotos se transformam em Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan, cada avatar com uma habilidade diferente, com três vidas cada um para gastar (em formato de tatuagem) e fases para completar. São guiados por um mapa rasgado e enfrentam aventuras divertidas e emocionantes, com o objetivo de desfazer uma antiga maldição que ronda a floresta envolvendo uma pedra preciosa com poder de controlar os animais (chamada de “olho do jaguar”). E ainda terão que escapar de um vilão que deseja aquela joia, o expedicionário ganancioso Van Pelt (Bobby Cannavale).


Com muito pique de aventura, corre-corre absurdo e humor pastelão (graças aos divertidos Jack Black, no papel de um avatar feminino, e Kevin Hart, comediante nota 10), a continuação de “Jumanji”, resgatada da gaveta depois de 22 anos, é entretenimento de alta qualidade para quem procura um bom blockbuster do gênero. Não tem nada a ver com o original, que era baseado na série de livros de Chris Van Allsburg, mas eu e muita gente curtimos a proposta nos cinemas, em janeiro de 2018 - basta olhar a bilheteria mundial!
Esta segunda parte foi dirigida por Jake Kasdan, filho do cineasta Lawrence Kasdan, de “A vida é dura: A história de Dewey Cox” (2007) e “Professora sem classe” (2011). Ele também irá gravar a sequência, ainda sem título, com o mesmo elenco, prevista para estrear em dezembro deste ano.

Jumanji: Bem-vindo à selva (Jumanji: Welcome to the jungle). EUA, 2017, 118 min. Aventura. Colorido. Dirigido por Jake Kasdan. Distribuição: Sony Pictures

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Especial de Cinema



Oscar 2019

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou na manhã de hoje os indicados ao Oscar 2019, que será realizado no dia 24 de fevereiro. Os filmes "Roma" e "A favorita" lideram com 10 indicações cada um, incluindo filme e diretor, seguido de “Nasce uma estrela” e “Vice”, com 8 cada, e “Pantera negra”, com 7 indicações. Confira abaixo a relação de todas as categorias e as respectivas nomeações.

MELHOR FILME

A Favorita
Roma
Vice
Pantera Negra
Green Book - O Guia
Nasce uma Estrela
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody



MELHOR DIREÇÃO

Alfonso Cuarón (Roma)
Spike Lee (Infiltrado na Klan)
Yorgos Lanthimos (A Favorita)
Pawel Pawlikowski (Guerra Fria)
Adam McKay (Vice)

MELHOR ATOR

Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
Christian Bale (Vice)
Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
Viggo Mortensen (Green Book - O Guia)

MELHOR ATRIZ

Olivia Colman (A Favorita)
Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
Glenn Close (A Esposa)
Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
Yalitza Aparicio (Roma)


MELHOR ATOR COADJUVANTE

Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
Mahershala Ali (Green Book - O Guia)
Adam Driver (Infiltrado na Klan)
Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
Sam Rockwell (Vice)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
Marina de Tavira (Roma)
Amy Adams (Vice)
Emma Stone (A Favorita)
Rachel Weisz (A Favorita)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Green Book - O Guia
Roma
No Coração da Escuridão
A Favorita
Vice

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Infiltrado na Klan
A Balada de Buster Scruggs
Se a Rua Beale Falasse
Nasce uma Estrela
Poderia Me Perdoar?

MELHOR ANIMAÇÃO

Homem-Aranha no Aranhaverso
Os Incríveis 2
WiFi Ralph
Ilha de Cachorros
Mirai no Mirai

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Roma (México)
Guerra Fria (Polônia)
Assunto de Família (Japão)
Cafarnaum (Líbano)
Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)


MELHOR DOCUMENTÁRIO

RBG
Minding the Gap
Hale County this Morning, the Evening
Of Fathers and Sons
Free Solo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

O Retorno de Mary Poppins
A Favorita
O Primeiro Homem
Roma
Pantera Negra

MELHOR FOTOGRAFIA

Roma
Nasce uma Estrela
A Favorita
Guerra Fria
Nunca Deixe de Lembrar

MELHOR FIGURINO

A Favorita
A Balada de Buster Scruggs
Duas Rainhas
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra


MELHOR MAQUIAGEM

Vice
Duas Rainhas
Na Fronteira

MELHOR EDIÇÃO

A Favorita
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
Green Book - O Guia
Vice

MELHOR TRILHA SONORA

Se a Rua Beale Falasse
Ilha de Cachorros
Pantera Negra
O Retorno de Mary Poppins
Infiltrado na Klan

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

"Shallow" (Nasce uma Estrela)
"All the Stars" (Pantera Negra)
"I'll Fight" (RBG)
"The Place Where Los Things Go" (O Retorno de Mary Poppins)
"When a Cowboy Trades His Spurs for Wings" (A Balada de Buster Scruggs)

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Vingadores: Guerra Infinita
Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível
Jogador nº 1
O Primeiro Homem
Han Solo: Uma História Star Wars


MELHOR EDIÇÃO DE SOM

O Primeiro Homem
Pantera Negra
Roma
Um Lugar Silencioso
Bohemian Rhapsody

MELHOR MIXAGEM DE SOM

O Primeiro Homem
Roma
Nasce uma Estrela
Bohemian Rhapsody
Pantera Negra

MELHOR CURTA-METRAGEM

Marguerite
Fauve
Mother
Skin
Detainment

MELHOR CURTA-METRAGEM - ANIMAÇÃO

Bao
Animal Behavior
Late Afternoon
Weekends
One Small Step

MELHOR CURTA-METRAGEM - DOCUMENTÁRIO

End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period. End of Sentence
Black Sheep

Resenha Especial



Aliados

Em 1942, o agente Max Vatan (Brad Pitt), da Inteligência Canadense, conhece Marianne Beauséjour (Marion Cotillard), que luta na Resistência Francesa, durante a Segunda Guerra Mundial. Após uma arriscada missão secreta, os dois viajam à Inglaterra e fingem um relacionamento, mas se apaixonam de verdade e acabam se casando. Só que Max é informado que Marianne é uma agente alemã infiltrada, então terá 72 horas para provar a inocência da esposa.

Produzido e dirigido por Robert Zemeckis, de fitas populares dos anos 80 e 90 como “Tudo por uma esmeralda” (1984), a trilogia “De volta para o futuro”, “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988) e de duas obras máximas do cinema, “Forrest Gump: O contador de histórias” (1994) e “Náufrago” (2000), “Aliados” recebeu indicação ao Oscar e ao Bafta de melhor figurino (que realmente são de tirar o chapéu). Também produtor do filme, Steven Knight escreveu o roteiro, cheio de reviravoltas, a partir de uma história real ocorrida na metade da Segunda Guerra, de um agente que se apaixonou por uma linda jovem da Resistência Francesa, depois acusada de ser espiã dos nazistas. Knight roteirizou bons trabalhos de suspense, foi indicado ao Oscar por “Coisas belas e sujas” (2004) e aqui usou o talento nato para misturar drama com romance, guerra e espionagem, com pequenos, mas vigorosos momentos de ação, além de surpresas e um desfecho melancólico, fora dos padrões (o que é um bom sinal). Pode não parecer, mas o filme foi inteiramente rodado em estúdios, inclusive a abertura no Deserto do Saara.


Tem duas lindezas de Hollywood, o galão Brad Pitt e a charmosa e misteriosa Marion Cotillard, que realçam a plástica do filme. E estão super bem em seus papéis. Na época das gravações, entre 2015 e 2016, Marion estava grávida do marido, o ator e diretor francês Guillaume Canet, impedida de atuar em certas sequências de perseguições; e Pitt se separava de Angelina Jolie - por isso saíram rumores na mídia de um possível caso entre os dois, negado por ambos.
A ideia central traz vaga lembrança com fitas noir americanas, Marion tenta ser uma femme fatale, o mistério invade a tela com uma construção adequada de época, resultando num bom filme, à moda antiga, que exige atenção. Mas teve fraca bilheteria, arrecadando menos da metade do orçamento, que foi U$ 80 milhões.
É possível assisti-lo em DVD e Bluray, lançados em 2017 pela Paramount Pictures. Boa sessão!

Aliados (Allied). EUA/Reino Unido, 2016, 124 min. Ação/Drama. Colorido. Dirigido por Robert Zemeckis. Distribuição: Paramount Pictures

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Especial de Cinema



Framboesa de Ouro : Gotti, Holmes & Watson e Crimes em Happytime lideram como os piores de 2018

E foi divulgada hoje pela manhã a lista dos filmes indicados ao Framboesa de Ouro 2019 (Razzie Awards 2019), que honra as piores produções do ano passado em Hollywood. Os longas-metragens “Gotti”, “Holmes & Watson” e “Crimes em Happytime” lideram com seis indicações cada, seguidos de “A maldição da casa Winchester” e “Death of a nation”, com quatro cada. Ainda aparecem na lista “Robin Hood: A origem", “Cinquenta tons de liberdade” e “Gnomeu e Julieta: O mistério do jardim”. Veja abaixo todos os nomeados na 39ª edição do Razzie, que irá revelar os ganhadores em 23 de fevereiro, um dia antes do Oscar.

Pior filme

"Gotti"
"Crimes em Happytime"
"Holmes & Watson"
"Robin Hood: A Origem"
"A Maldição da Casa Winchester"

Pior atriz

Jennifer Garner, por "A Justiceira"
Amber Heard, por "London Fields"
Melissa McCarthy, por "Crimes em Happytime" e "Alma da Festa"
Helen Mirren, por "A Maldição da Casa Winchester"
Amanda Seyfried, por "Espectador Profissional"


Pior ator

Johnny Depp, por "Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim"
Will Ferrell, por "Holmes & Watson"
John Travolta, por "Gotti"
Donald Trump, por "Death of a Nation" e "Fahrenheit 11/9"
Bruce Willis, por "Desejo de Matar"

Pior ator coadjuvante

Jamie Foxx, por "Robin Hood: A Origem"
Ludacris, por "Show Dogs"
Joel McHale, por "Crimes em Happytime"
John C. Reilly, por "Holmes & Watson"
Justice Smith, por "Jurassic World: Reino Ameaçado"

Pior atriz coadjuvante

Kellyanne Conway, por "Fahrenheit 11/9"
Marcia Gay Harden, por "Cinquenta Tons de Liberdade"
Kelly Preston, por "Gotti"
Jaz Sinclair, por "Slender Man: Pesadelo Sem Rosto"
Melania Trump, por "Fahrenheit 11/9"

Pior combo

Quaisquer dois atores ou bonecos (especialmente nas cenas de sexo), por "Crimes em Happytime"
Johnny Depp e sua carreira moribunda (ele está fazendo vozes de desenhos animados!), por "Gnomeu e Julieta: O Segredo do Jardim"
Will Ferrell e John C. Reilly (arruinando dois personagens amados da literatura), por "Holmes & Watson"
Kelly Preston e John Travolta (ganhando críticas à lá "A Reconquista"), por "Gotti"
Donald Trump e seu egoísmo eterno, por "Death of a Nation" e "Fahrenheit 11/9"

Pior remake, cópia ou sequência

"Death of a Nation" (remake de "Os Estados Unidos da Hillary")
"Desejo de Matar"
"Holmes & Watson"
"Megatubarão" (cópia de "Tubarão")
"Robin Hood: A Origem"


Pior direção

Etan Cohen, por "Holmes & Watson"
Kevin Connolly, por "Gotti"
James Foley, por "Cinquenta Tons de Liberdade"
Brian Henson, por "Crimes em Happytime"
Peter e Michael Sprieg, por "A Maldição da Casa Winchester"

Pior roteiro

Dinesh D'Souza e Bruce Schooley, por "Death of a Nation"
Niall Leonard, por "Cinquenta Tons de Liberdade"
Leo Rossi e Lem Dobbs, por "Gotti"
Todd Berger, por "Crimes em Happytime"
Tom Vaughan, Peter e Michael Sprieg, por "A Maldição da Casa Winchester"


Nota do Blogueiro


Lançamentos fresquinhos em DVD pela Classicline. São oito títulos imperdíveis de janeiro para os cinéfilos colecionarem! Tem "O inventor da mocidade" (1952), "Os malucos do ar" (1952), "Telefonema de um estranho" (1952), "Mar cruel" (1953) e "Simbad e o olho do tigre" (1977), além do relançamento de "Neblina e sombras" (1991) e "Hilary & Jackie" (1998). E ainda, na coleção "Os Três Mosqueteiros do Oeste", duas aventuras com o trio liderado por John Wayne, "Bandidos encobertos" (1938) e "Três cavaleiros do Texas (1939). Todas as cópias são remasterizadas, com a qualidade que só a Classicline traz para os colecionadores. Já nas lojas! Obrigado, equipe da Classicline, pelo envio dos filmes :)









sábado, 19 de janeiro de 2019

Viva Nostalgia!


Irmão Sol, Irmã Lua

Descendente de uma família nobre da cidade italiana de Assis, o jovem Giovanni di Pietro di Bernardone abandona as riquezas mundanas para cuidar dos pobres. Reunindo um pequeno grupo de seguidores, caminha por vilarejos em busca da paz espiritual. Giovanni mais tarde se tornaria São Francisco de Assis, que adotou uma vida humilde em defesa da igualdade entre as pessoas, cuidando dos animais e da natureza. Em suas andanças, torna-se amigo fiel de Clara de Assis, futuramente Santa Clara, que o auxiliou em suas peregrinações.

Quando realizou esta contemplativa e gratificante obra-prima do cinema em 1972, o diretor italiano Franco Zeffirelli (que completa 96 anos em 12 de fevereiro), já havia se consagrado com dois filmes de sucesso baseados em peças de William Shakespeare, “A megera domada” (1967) e “Romeu e Julieta” (1968). Neste drama romântico cult com fundo musical focou nos primeiros anos da juventude de São Francisco de Assis (1182-1226), na vida pessoal e nos feitos dele, e os fortes laços que teve com Santa Clara (1194-1253). Sob influência da Contracultura, o filme, na época, recebeu críticas negativas por ter transformado São Francisco num cidadão hippie, assim como Scorsese fez com Jesus em “A última tentação de Cristo”, anos mais tarde. Bobagem, pois o lado hippie que julgaram no personagem nada mais é que o abandono ao apego material, em que o personagem religioso (que morreu novo, aos 44 anos) pregava a igualdade, o bem comum entre os homens e a adoração pelos animais e pela natureza em si.
Com boas opções de cenografia (o filme foi indicado ao Oscar de direção de arte), foi rodado em lindos campos da Itália, como Toscana, Sicília e Umbria, com figurinos condizentes à época em que Francisco viveu (séculos XII e XIII) e um roteiro simpático a quatro mãos – assinam o britânico Kenneth Ross (de thrillers de espionagem como “O dia do chacal” e “O dossiê de Odessa”) e os italianos Zeffirelli, Lina Wertmüller (de “Mimi, o metalúrgico” e “Pasqualino Sete Belezas”) e a falecida Suso Cecchi D'Amico (de obras do Neorrealismo, como “Ladrões de bicicleta” e “Rocco e seus irmãos”). Notória também a trilha sonora, do cantor pop Donovan, que escreveu especialmente canções para o filme, como a emocionante “Brother Sun, Sister Moon”. No elenco, britânicos e italianos trabalham juntos, com destaque para Graham Faulkner e Judi Bowker, respectivamente Francisco e Clara, e participações especiais de Alec Guiness, no desfecho, como papa Inocêncio III, além de Adolfo Celi, Valentina Cortese e a estreia de Peter Firth.


É um dos filmes da minha vida. Assisti quando pequeno pela primeira vez em TV aberta (em 1995), depois revi em VHS e recentemente adquiri o DVD para uma revisão – e continua ótimo, emocionei-me, pra variar. Não tem como não gostar desse bonito tributo a São Francisco. Também há outras obras cinematográficas sobre ele, como “Francisco, arauto de Deus” (1950), magnum opus de Roberto Rosselini, “Francesco” (1989), docudrama com Mickey Rourke, e a básica “São Francisco de Assis” (1961), de Michael Curtiz.
“Irmão Sol, Irmã Lua” saiu em DVD no Brasil por duas distribuidoras: uma pela Paramount, com melhor cópia, em widescreen, áudio original em inglês, mas sem extras, e outra pela Versátil, em fullscreen, baixa qualidade, áudio dublado em italiano e com extras em textos.

Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello Sole, Sorella Luna/Brother Sun, Sister Moon). Reino Unido/Itália, 1972, 122 min. Drama. Colorido. Dirigido por Franco Zeffirelli. Distribuição: Paramount Pictures e Versátil Home Video