segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Mensagem

Está chegando a hora de dizer adeus pra 2012!
E desejar aos meus queridos amigos e leitores um super 2013, com muita paz, serenidade, amor e saúde para todos! O sucesso virá, com certeza!

Bye, bye, 2012.

Welcome, 2013!!!!!!!

Nota especial de cinema


Os últimos (bons) filmes assistidos por mim nesse final de ano (do dia 25/12 para cá). Serve aí como dica!

 

"Poder paranormal" (2012) - Intrigante fita sobre o real e a manipulação no misterioso mundo misterioso das chamadas atividades paranormais. Robert De Niro, Cillian Murphy e Sigourney Weaver são o bom sustentáculo da história que mistura suspense, drama, numa direção sombria do talentoso Rodrigo Cortés (de 'Enterrado vivo'). (foto acima)

"Pina" (2012) - Documentário revelador com um lado performático que remonta a biografia de Pina Bausch, a dançarina e coreógrafa alemã que remodelou o balé em seu país. Dirigido por Wim Wenders e indicado ao Oscar na categoria de documentário esse ano.

“O ditador” (2012) – Nova parceria do diretor Larry Charles com o comediante Sacha Baron Cohen, agora num filme sem o estilo falso documentário, e sim de narrativa puramente ficcional. Com todo o deboche e apelações dos filmes anteriores (‘Borat’ e ‘Bruno’), Cohen interpreta um temível ditador africano que vai para os EUA para se explicar sobre a possível construção de bombas nucleares. E lá ele vira a América de cabeça para baixo.

"O grande ano" (2011) - Comédia com Steve Martin, Jack Black e Owen Wilson como três ornitólogos numa competição maluca de quem consegue registrar o maior número de espécies de aves possíveis ao redor do mundo. Entretenimento agradável e bem feitinho.

“Loucamente apaixonados” (2011) – Um drama romântico que foge do convencional, com uma narrativa fria, distanciada, mas sempre bem-vinda até mesmo por escapar do padrão. Felicity Jones é uma estudante britânica que se apaixona por um jovem americano (Anton Yelchin) na faculdade. Só que tudo irá mudar quando ela tem de retornar ao seu país, de última hora.

“Habemus Papam” (2011) – Nanni Moretti, um cineasta que aprecio desde ‘Caro diário’ (1993), retorna como diretor e ator nesse drama que questiona a fé e a obstinação religiosa de um papa escolhido no último conclave do Vaticano. Com leve tendência à comédia, o filme fecha com resoluções sinceras e que também nos permite reflexões sobre a imposição de regras pela Igreja Católica. Aos 86 anos, o premiado ator francês Michel Piccoli interpreta o papa eleito, Melville, e Moretti, o psicanalista chamado às pressas para tratar o religioso durante uma crise de consciência.

"Cidade das mulheres" (1980) - Fellini dirige o amigo de longa data Marcello Mastroianni numa boa comédia surrealista, sobre uma cidade habitada apenas por mulheres que lideram uma revolução feminista. E nesse mundo estranho, quase um sonho (ou pesadelo!), Mastroianni é um cinqüentão perdido e sem rumo, que logo vira um estranho no ninho e se transforma em alvo fácil de mulheres alvoroçadas.

“Magia negra” (1978) – Uma apavorante fita de horror com Anthony Hopkins, indicado ao Globo de Ouro de melhor ator. Ele encarna um mágico decadente, Corky, que se torna ventríloquo e cria fortes laços com o boneco que manipula. Vai enlouquecendo aos poucos quando suspeita que o brinquedo adquirira vida própria. E nesse momento uma série de assassinatos brutais, de pessoas próximas a ele, ocorre na cidade. Dirige o filme Richard Attenborough (de ‘Gandhi’). Por Felipe Brida

Notícias de cinema


Confira abaixo as 20 maiores bilheterias de 2012 no mundo todo.
Lista oficial e atualizada, divulgada ontem pelas principais revistas especializadas em cinema nos Estados Unidos.


1) Os Vingadores – 1,481 bilhões de dólares (mundo)

2) Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge – 1,013 milhões (mundo)

3) 007 - Operação Skyfall – 978 milhões (mundo)

4) A Era do Gelo IV - 875 milhões (mundo)

5) A Saga Crepúsculo- Amanhecer: Parte 2 - O final - 796 milhões (mundo)

6) O Espetacular Homem Aranha  - 752 milhões (mundo)

7) Madagascar 3: Os Procurados - 742 milhões (mundo)

8) Jogos Vorazes – 686.5 milhões (Mundo)

9) Homens de Preto 3 - 624 milhões (Mundo)

10) O Hobbit - Uma Jornada Inesperada (números levantados até dia 28/12, pois o filme está em cartaz rendendo) - 562.8 milhões (mundo)

11) Valente – 535.3 milhões (mundo)

12) Ted – 501.8 milhões (mundo)

13) Intocáveis - 410.6 milhões (mundo)

14) Prometheus – 401.9 milhões (mundo)

15) Branca de Neve e o Caçador -396.3 milhões (mundo)

16) Busca Implacável 2 - 364.9 milhões (mundo)

17) O Lorax: Em busca da trúfula perdida - 348.8 Milhões (mundo)

18) Titanic 3D (reprise) - 343 milhões (mundo)

19) Viagem 2: A Ilha Misteriosa - 325.9 milhões (mundo)

20) Hotel Transilvânia – 305.7 milhões (mundo) - Por Felipe Brida

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Um dia perfeito para casar

Inglaterra, dezembro de 1932. No dia do próprio casamento, a jovem Dolly (Felicity Jones) tranca-se no quarto, temerosa, enquanto na casa de campo onde ela está chegam os convidados para a festa. Inesperadamente bate à sua porta o ex-namorado, Joseph (Luke Treadaway), causando desespero na mãe da jovem, Mrs. Thatcham (Elizabeth McGovern). A partir daí uma série de imprevistos e sentimentos confusos irão abalar Dolly, a mãe dela e também Joseph.

Modesta fita inglesa sobre a fúria das paixões adormecidas e também das confusões do casamento, em todo momento narrada de maneira up, positiva. As sucessões de imprevistos ocorrem com a personagem central, uma jovem que no dia do casamento tem uma crise de desilusão, e corre para o quarto se esconder. Com a vinda inesperada do affair do verão anterior, o dilema da garota aumenta em níveis alarmantes, pois desperta nela uma atração física pelo ex. E fica a pergunta: E agora?
Diante desses problemas mencionados, percebemos quão irônico é o título, tanto o original quanto à tradução no Brasil, certamente proposital. De perfeito não há nada!
Sobre o elenco, a fotogênica atriz Felicity Jones bem interpreta a noiva com dúvidas ferozes, enquanto o pouco conhecido Luke Treadaway (um rapaz de esquisito porte magro, com olhos saltados) faz o namorado do passado, sem carisma, o que é ruim para um coadjuvante com tamanho grau de importância no roteiro. E até convocaram Elizabeth McGovern, uma atriz americana dos anos 80, já indicada ao Oscar, para um papel que poderia ter tido maior destaque se fosse bem explorado, a da mãe da garota Dolly.
Apesar disso, como filme romântico funciona. Reúne elementos curiosos que o aproxima de fitas de arte inglesas, como a fotografia refinada e imagens belíssimas de campos verdes (gravadas em lugares reais de Wiltshire, na Inglaterra).
Como estreante, o diretor Donald Price, que foi assistente de produção de “Closer – Perto demais”, deixa pequenas falhas pelo caminho, principalmente na composição da protagonista, que não tem um histórico de vida explicado tampouco explora as indecisões da jovem quanto ao casamento.
Narrado com ritmo lento, sempre dentro do mesmo ambiente (a casa de campo), não escorrega em dramalhões pessoais, e tem um nível razoável de comédia, o tal do humor inglês, que pouca gente embarca.
Como resultado, uma fita bonitinha, curta, despretensiosa, com trilha sonora correta de Michael Price e sequências de puro deleite dos campos ingleses. Sempre da forma mais romântica possível. Recomendado ao público feminino. Por Felipe Brida 

Um dia perfeito para casar (Cheerful weather for the wedding). Inglaterra, 2012, 92 min. Comédia romântica. Dirigido por Donald Rice. Distribuição: Universal

domingo, 30 de dezembro de 2012

Notícias de cinema


Dois falecimentos importantes

Foi anunciada somente ontem à mídia o falecimento do compositor Richard Rodney Bennett, ocorrida na véspera do Natal. O músico e pianista britânico, três vezes indicado ao Oscar, estava com 76 anos, e morreu em Manhattan, onde vivia.
Nascido em 1936, fez a trilha sonora de mais de 40 filmes, dentre eles Indiscreta (1958), O discípulo do diabo (1959), O pior dos pecados (1963), O mundo fabuloso de Billy Liar (1963), Nas garras do ódio (1965), O cérebro de um bilhão de dólares (1967), Cerimônia secreta (1968), Equus (1977), Um golpe muito louco (1978), Quatro casamentos e um funeral (1994) e Swann (1996).
Fez ainda a trilha sonora de três filmes que receberam indicação ao Oscar na categoria - Longe deste insensato mundo (1967), Nicholas e Alexandra (1971) e Assassinato no expresso Oriente (1974).

E na última quinta-feira (dia 27) faleceu o ator veterano Harry Carey Jr., aos 91 anos, em Santa Barbara, Califórnia, de causas naturais.
Era um coadjuvante de rosto conhecido, atuando em mais de 110 filmes, muitos deles faroestes, como Rio vermelho (1948), Legião i
nvencível (1949), Caravana de bravos (1950), Rio Bravo (1950), Rastros de ódio (1956), Onde começa o inferno (1959), Jake Grandão (1971), Cavalgada de proscritos (1980) e Tombstone - A justiça está chegando (1993). Outros trabalhos de destaque: Geleiras do inferno (1953), Mister Roberts (1955), Gremlins (1984), Marcas do destino (1985), A encruzilhada (1986), Baleias de agosto (1987), O exorcista 3 (1990), De volta para o futuro 3 (1990) e Na trilha do sol (1996), seu último filme como ator.
Deixa esposa, filhos, netos e bisnetos. (Por Felipe Brida)

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Raul: O início, o meio e o fim

Documentário sobre o cantor e compositor Raul Seixas (1945-1989), ícone do rock brasileiro, que influenciou gerações de músicos e conquistou legião de fãs pelo mundo todo.

“Faze o que tu queres, há de ser tudo da lei”. Com essa famosa frase de liberdade e independência, Raul Seixas idealizou o polêmico movimento da Sociedade Alternativa em plena época de Ditadura no Brasil. Baiano de nascença, levantou a bandeira da Contracultura e do amor livre, cutucou o sistema, deu tapas na cara dos militares, foi “convidado” a sair do país nos anos 70 (junto com o parceiro de canções e de drogas Paulo Coelho), entregou-se à boemia, virou ícone popular respeitado, usou entorpecentes dos mais impossíveis e inimagináveis, e, como toda figura da grande mídia marcada pelos excessos, morreu cedo.
Toda a incrível jornada de Raul Seixas está nesse importante documentário brasileiro dirigido por Walter Carvalho, que conseguiu registrar com exatidão um retrato sem meio termo do artista que inovou o cenário musical do nosso país com canções provocativas, muitas delas ainda na ponta da língua de muitos.
A contracapa do DVD e do Blu-Ray, em breves palavras, contextualiza o trabalho de Raul e seu significado para a música: “Enquanto o mundo fervilhava nas trepidações das motos de Easy Rider, no ritmo frenético de Elvis Presley, nos poetas Beatniks, na explosão da contracultura, um menino da Bahia deu a luz ao Rock no Brasil. Um disco voador desgovernado que abduziu o coração e a mente de milhares de fãs. Raul Seixas, um homem que virou mito”.
Do som para as telas, um artista multifacetado: o Raul pai, as inspirações, as amizades, o satanismo de Toninho Buda, as mulheres e as amantes, a cocaína, o álcool, as letras que emocionaram pela dor de ser gente e outras que fizeram rir das nossas próprias tragédias. Por isso Walter Carvalho, com a tradicional verve jornalística enraizada na alma, captou tão bem a vida e a obra de Raul, cumprindo com o papel investigativo, o de mostrar os dois lados da moeda, ou melhor, do compositor. As entrevistas propiciam a visão imparcial de quem foi Raul – concedidas por amigos, colegas compositores, escritores, familiares, ex-mulheres. E muitas imagens raras de arquivo dimensionam sua assombrosa personalidade.
Há momentos controversos, como os depoimentos dos antigos companheiros de uma seita satânica (acompanhados de vídeos antigos deles fazendo rituais e sacrifício de animais), e de Paulo Coelho, que abre o jogo revelando que levou as drogas a Raul – e uma sequência cômica, também protagonizada por Coelho, envolvendo uma mosca real durante a gravação.
Um trabalho obrigatório aos fãs. Eu, como um deles, tive meus momentos de emoção, confesso, e fiquei deslumbrado com o resultado.
O paraibano Walter Carvalho, famoso pela direção de fotografia de obras premiadas (“Central do Brasil”, “Lavoura arcaica” etc), realiza o segundo perfil sobre um cantor brasileiro – o outro, no formato ficção e não documentário, foi “Cazuza – O tempo não para” (2004), também uma obra altamente recomendada.
“Raul: O início, o meio e o fim” sai no Brasil em DVD simples e em Blu-Ray, esta numa riquíssima edição de colecionar, que contém o documentário, extras, a trilha sonora (dois CDs), com músicas de Raul, um livreto especial sobre a carreira de Seixas e uma cópia da letra de Gita escrita à mão por ele. Imperdível. Por Felipe Brida

Raul: O início, o meio e o fim (Idem). Brasil, 2012, 128 min. Documentário. Dirigido por Walter Carvalho. Distribuição: Paramount

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

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Mundo sem fim – Volume I: O jogo
 
Inglaterra, século XIV. A rainha Isabella (Aure Atika) coroa o filho Eduardo III (Blake Ritson) como o novo rei de Kingsbridge, e divide com ele o poder. Fora da pujança do palácio, a população passa fome, há saques pelas ruas e a violência corre solta. Em meio a esses graves problemas sociais, surge um cavaleiro desconhecido, ferido com uma flecha; chamado Thomas Langley (Ben Chaplin), esconde um segredo que poderá comprometer toda a cidade de Kingsbridge, inclusive a Igreja Católica, forte aliada dos reis e que tem amplo controle da sociedade.
 
Dos produtores de “Gladiador” e do seriado “Os Bórgias”, chega em DVD no Brasil a primeira parte de “Mundo sem fim”, intitulado “O jogo”. Na verdade, é uma continuação adequada de outra microssérie primorosa, “Os pilares da Terra”, indicada a três Globos de Ouro em 2011. Segue a mesma estrutura de narrativa - ambas são adaptações do best seller de Ken Follett, um estudioso escritor especializado em Idade Média.
A história de “Mundo sem fim” transcorre no ano de 1377, dois séculos depois dos últimos acontecimentos de “Os pilares da Terra”. Os descendentes dos principais personagens da outra microssérie são o foco de tramas de assassinato, poder e ganância. “Mundo sem fim” resgata tradições do cenário medieval, como a figura dos reis, que pregavam o terror e deixavam a população na miséria, além do controle absoluto da sociedade pela Igreja Católica, que condenava à morte cidadãos considerados hereges e outros culpados por crimes diversos. Tudo narrado com clima de violência, de impacto, reprodução fiel de uma época turbulenta da História.
Temos em voga personagens fictícios num pano de fundo real, mostrados com traços fortes e comuns do período medieval: o rei vingativo, a rainha dominada pelo poder, mulheres místicas, que fazem bruxaria, além de intrigas no reinado, população organizando revide contra os déspotas – e também a figura de um cavaleiro misterioso que poderá mudar os rumos da cidade (o sumido Ben Chaplin, em papel fraco).
Falando no ator, o elenco conta com muitos vindos da TV britânica e alguns poucos rostos conhecidos, como Cynthia Nixon (uma personagem forte, de uma mulher meio feiticeira) e dois indicados ao Oscar, Miranda Richardson e Peter Firth (dois bons vilões caracterizados).
Dentre as dezenas de produtores da microssérie destacam-se os irmãos Scott, Ridley e Tony (falecido esse ano), que também assinaram “Os pilares da Terra”.
Sem dúvida um trabalho estonteante, com produção caprichada (toda rodada em estúdio na Hungria), rico em detalhes de uma época tão tenebrosa e distante - e que o cinema sempre explorou com maestria (“Coração valente”, “O leão no inverno”, “Cruzada”, “El Cid” e “O feitiço de Áquila”).
A partir de 2013, a cada mês sairá em DVD as três outras sequências, intituladas “O duelo”, “A peste” e “Xeque-mate”. Imperdível! Por Felipe Brida
 
Mundo sem fim – Volume I: O jogo (World without end). Inglaterra/Canadá/Alemanha, 2012, 98 min. Aventura/Drama. Dirigido por: Michael Caton-Jones. Distribuição: Paramount

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

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Viajar é preciso

Casados, George (Paul Rudd) e Linda (Jennifer Aniston) vivem felizes em Manhattan. Ele, repentinamente, perde o emprego, e as dívidas começam a surgir. Para sanar o problema, resolve mudar-se, junto com a esposa, para Atlanta, na casa de seu irmão. No caminho George e Linda fazem uma parada na idílica comunidade de Elyseum, onde vivem hippies e gente desmiolada. Após uma série de imprevistos, o casal acaba permanecendo naquele estranho lugar por mais tempo que imaginavam.
 
Judd Apatow, o diretor de “O virgem de 40 anos” e “Ligeiramente grávidos”, assina a produção dessa comédia horrível, que dificilmente provoca risos. Também seria difícil dar certo devido ao currículo pavoroso do diretor, um tal de David Wain, que só faz besteirol daqueles que divertem apenas os americanos. E aqui repete a fórmula de projetos passados. Infeliz coincidência... Tem nas mãos um roteiro desajeitado, sobre um casal moderninho que sai da metrópole em busca de novas oportunidades, devido a problemas financeiros. Só que no caminho os dois param numa comunidade ultrapassada, com moradores que vivem como se estivessem nos anos 70 – dentre eles, hippies, maconheiros, idealistas, defensores do Comunismo etc. E tanto o marido como a esposa adota, por um curto período, a cultura local.
Não bastasse a história desinteressante, o diretor e os produtores contratam uma dupla de atores improváveis, sem expressividade, dotados de um exagero peculiar, que fazem caretas atrás de caretas e falam um monte de besteiras.
Há ainda sequências abusadas de sexo e palavrões (o teste de Rudd na frente do espelho do banheiro, por exemplo) e coadjuvantes perdidos em papéis baixos, como Alan Alda.
Fizeram bem em não lançar essa comédia espalhafatosa nos cinemas brasileiros, e agora chega direto em home vídeo. Não passe nem perto. Por Felipe Brida
 
Viajar é preciso (Wanderlust). EUA, 2012, 98 min. Comédia. Dirigido por David Wain. Distribuição: Universal

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

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Jeff e as armações do destino

O solitário Jeff (Jason Segel) mora com a mãe (Susan Sarandon), não trabalha e tem medo de sair de casa para uma simples volta no quarteirão. Certo dia aproxima-se do irmão, Pat (Ed Helms), cuja esposa o está traindo, para tentar instruí-lo nessa delicada questão. Enquanto a mãe deles fica intrigada com um anônimo que passa a paquerá-la, Jeff e Pat encontram novas formas de enxergar a vida e lidar com os dilemas.
 
A cada ano as fitas independentes americanas, canadenses e europeias ganham espaço no mercado brasileiro. Óbvio que não têm força para concorrer com os filmes de grande circulação, até mesmo pelo pequeno público a que elas se voltam. Muitas distribuidoras abraçam a causa divulgando filmes fora dos padrões hollywoodianos, como é o caso desse “Jeff e as armações do destino” (da Paramount), uma sincera comédia dramática, humana, sobre idas e vindas do destino, inédita em nossos cinemas.Dirigido pelos irmãos Duplass (Jay e Mark), de “Cyrus”, estes seguram a câmera no ombro e recorrem a enquadramentos inusitados (no rosto dos personagens) para arrancar dos atores expressões reais, sinceras. Aliás, a dupla central, Jason Segel e Ed Helms, que costumam ser over, estão ponderados, contidos, em especial o primeiro, no papel-título, discreto como um cara de trinta e poucos anos, aparentemente atrapalhado, cheio de toques e receios, que medita sobre o significado da vida e ainda vive com a mãe (a excepcional Susan Sarandon). O tal do Jeff se auto-descobre durante uma tentativa de sair de casa, algo que não costuma fazer. Fora do lar, torna-se útil quando auxilia o irmão a entender os motivos que levam a esposa a cometer adultério. Juntos, em meio às armadilhas do dia-a-dia, aprendem na prática o real sentido da vida, atropeçando nos obstáculos do mundo, encarando problemas de frente, driblando o destino.Tem ainda uma situação paralela, da mãe (Susan Sarandon), observada e “perseguida” por uma pessoa anônima, que pretende com ela um encontro amoroso – a revelação, no desfecho, é emocionante, meio situação-surpresa, com um charme todo especial.Recomendado a todos os públicos essa fita independente despretensiosa, de bom gosto, humor refinado e com certo tom romântico. Sempre bem-vinda uma obra assim! Por Felipe Brida
 
Jeff e as armações do destino (Jeff, who lives at home). EUA, 2011, 83 min. Comédia dramática. Dirigido por: Jay Duplass e Mark Duplass. Distribuição: Paramount