sábado, 3 de dezembro de 2016

Nota do blogueiro


Presente de final de ano que recebi ontem da DarkSide Books. "The Warriors - Os selvagens da noite", de Sol Yurick, maravilhosa edição de 50 anos do livro, em capa dura e ilustrada com mapas. A obra literária, publicada em 1965 e traduzida no Brasil em 2015, deu origem ao cultuado filme de ação de Walter Hill em 1979. Obrigado, equipe da Darkside, pelo envio e parabéns pelo lindo trabalho de vocês. Já nas lojas.
Conheça todos os produtos da DarkSide pelo site www.darksidebooks.com.br


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Resenha especial


Mil séculos antes de Cristo

Pré-História, milhões de anos atrás. Tumak (John Richardson) briga com o pai e com os líderes de sua tribo e, como punição, é banido das terras onde vive. Solitário, vaga por dias até ser adotado por um povoado distante. Neste novo grupo Tumak apaixona-se por Loana (Raquel Welch) e juntos, para sobreviver, enfrentarão ataque de monstros, pássaros vorazes e dinossauros voadores.

Criativa fita de aventura que fugiu dos padrões da Hammer, famosa companhia de cinema britânica especializada em terror, e que levou a belíssima atriz Raquel Welch ao patamar de sex symbol. Poucas produções retrataram a Pré-História no cinema, e este aqui serve como um entretenimento curioso. Não leve a sério o convívio dos homens das cavernas com os dinossauros e deixe de lado a fraca história de amor entre Tumak e Loana. Embarque de cabeça na jornada perigosa dos personagens ancestrais em épocas remotas. É cinema, e bem legal por sinal! No lançamento, em 1966, surpreendeu o público com os inovadores efeitos especiais regidos pelo mestre Ray Harryhausen (1920–2013), que utilizou as técnicas originais do stop-motion (um avanço para a época, hoje ingênuos devido à computação gráfica). Ele era um artesão: criou à mão bonecos e moldes em massinha de criaturas jurássicas, inseridos quadro a quadro nas cenas, além de gravar com lente macro lagartos e depois ampliá-los na tela para dar a impressão de serem gigantes. E deu aquele impacto!
Originalmente da Fox, o filme inglês obteve sucesso com quase U$ 3 milhões de bilheteria e foi gravado em dois lugares - parte das externas, com as paisagens selvagens, nas Ilhas Canárias, na Espanha, e a de cenários em estúdio na Inglaterra.
Quem procura uma boa aventura das antigas conheça “Mil séculos antes de Cristo”, lançamento do mês de julho em DVD da Obras-Primas do Cinema.


Mil séculos antes de Cristo (One million years B.C.). Inglaterra, 1966, 91 min. Aventura. Dirigido por Don Chaffey. Distribuição: Obras-primas do Cinema

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Resenha Especial


Meu jantar com André

Wallace (Wallace Shawn) e André (André Gregory) são dois velhos amigos que se encontram para jantar em um sofisticado restaurante francês em Manhattan. Os anos caminharam e eles não se viram mais, e nesta noite especial deixam fluir uma conversa filosófica sobre as experiências acumuladas em diversos âmbitos: na família, nos relacionamentos amorosos, no teatro e nas andanças pela cidade grande.

Um grandioso filme conceitual de Louis Malle (1932-1995), um dos papas da Nouvelle Vague, em sua fase americana. Apaixonado por teatro, Malle reuniu o novato ator Wallace Shawn, que seguia os primeiros passos de roteirista, e o diretor teatral francês André Gregory, para escrever a quatro mãos relatos de suas experiências sobre a arte que tanto os inspirava e de mais 25 assuntos aleatórios. Dos encontros saiu um roteiro pessoal, inteligente e sincero de Gregory e Shawn, e a partir daí Malle levantou uma grana miúda para produzir o filme, destinando ao projeto pouquíssimos dias de gravação. O cineasta trouxe os próprios roteiristas como atores, com a condição de interpretarem eles mesmos, não como num documentário, mas em formato de cinema. O que vemos é uma joia da Sétima Arte norte-americana dos anos 80, uma aula magna sobre o diálogo e a vida.
Tudo começa com um ator desempregado (Shawn) que percebe um sentido em sua existência durante um jantar, em uma longa conversa filosófica com o diretor de teatro André Gregory. Sentados um de frente para o outro, os dois amigos que há anos não tinham contato dialogam por uma hora e meia sobre Grotowski, morte, arte, viagens, encontros, crenças, solidão, o ser humano e relacionamentos. Shawn é pontual nas breves colocações, ouve mais, enquanto Gregory expressa-se em comentários convictos, acalorados – o primeiro exerce função de pupilo, e o segundo, de veterano, de mestre. Para o efeito esperado, Malle abstraiu cenários, reduziu figurantes, deixou a câmera captar somente imagens da dupla na mesa para, da discussão, pautada por perspectivas de vida diferentes, eclodir um rico ensaio sobre as transformações na cidade de Nova York no campo político e, sobretudo, artístico, que também reflete na mudança de comportamento no mundo daquela década. Fascinante a ideia!
Sensorial e conceitual, o filme aborda as conexões, quando já se notava a falta de tato e aproximação das pessoas nas metrópoles e a ausência de conversas com profundidade (hoje mais gritante com as tecnologias).
Obra magistral do final de carreira de Louis Malle, “Meu jantar com André” sai em DVD este mês pela distribuidora Obras-primas do Cinema (há no disco dois extras imperdíveis: uma entrevista com os atores gravadas em 2011, e um episódio do programa Arena BBC, onde Wallace Shawn entrevista Louis Malle).

Meu jantar com André (My dinner with Andre). EUA, 1981, 111 min. Drama. Dirigido por Louis Malle. Distribuição: Obras-Primas do Cinema

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Resenha especial


100 rifles


Designado para uma missão crucial, o xerife Lyedecker (Jim Brown) cruza a fronteira do Arizona com o México para prender um ladrão de bancos, Joe Herrera (Burt Reynolds), revolucionário de origem indígena cujos planos é comprar rifles para seu povo lutar contra os mexicanos. Ao chegar à região de Sonora descobre que Herrera acabara de ser preso pelo Exército daquele país. Em meio à “terra de ninguém”, Herrera conhece a bela guerrilheira Sarita (Raquel Welch), que procura se vingar de um austero general mexicano, Verdugo (Fernando Lamas), responsável pela morte de seu pai. Com emoções divididas, o xerife Lyedecker terá de escolher entre deixar Herrera ser fuzilado ou aliar-se à causa do rebelde revolucionário.

Originalmente da Fox e lançado esse mês em DVD no Brasil pela Classicline, “100 rifles” é um faroeste explosivo com fundo histórico (ocorre durante a sangrenta Revolução Mexicana), violento para os padrões da época e uma excelente trilha sonora de Jerry Goldsmith. Produzido em 1969, carrega os primeiros traços da Blaxploitation, movimento de ascensão dos negros no cinema a partir do final dos anos 60, nítido na forte presença do bom ator Jim Brown (há uma cena de amor tórrida entre ele e Raquel Welch, com closes e ângulos abusados). Sex symbol, com mix caliente de Bolívia e Irlanda, Raquel estava em plena forma, exibindo sem dó o corpão em decotes. De cair o queixo! E o galã Burt Reynolds convence como um indígena disposto à guerra, num papel em homenagem aos seus ancestrais – ele é descendente de índios Cherokee, e no filme interpreta um nativo americano, meio branco, meio índio Yoeme, da região de Sonora, um dos 31 estados mexicanos. E para fechar o ciclo de personagens, o filme traz um vilão cruel, nas mãos do lendário ator argentino Fernando Lamas, pai do ator Lorenzo Lamas, que faz uma pontinha com 11 anos de idade!
Baseado no livro “The Californio”, de Robert MacLeond, “100 rifles” é um western caprichado, em completo estilo barroco e tendência a grandes reviravoltas de fitas de aventura. Para ver e rever! Como extras do DVD, trailer e galeria de fotos.


100 rifles (Idem). EUA, 1969, 109 min. Faroeste. Dirigido por Tom Gries. Distribuição: Classicline

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Cine Lançamento


Contágio: Epidemia mortal

Maggie (Abigail Breslin), uma garota do interior, é contaminada durante uma epidemia zumbi, porém a transformação demora seis meses para se completar. Seu pai, Wade (Arnold Schwarzenegger), a acolhe em casa, para dar suporte à filha nesse difícil processo.

Na onda do “cinema zumbi” já vimos um pouco de tudo: filmes de terror sangrento, comédias de humor negro, paródias, mas nunca um drama – exceto o seriado “Walking dead”. Eis que Arnold Schwarzenegger startou a ideia juntamente com quinze produtores para a realização de uma fita baratinha de mortos-vivos (custou parcos U$ 8,5 milhões) bem diferente do que estamos acostumados. E a notícia boa: deu super certo! Schwarzenegger entrou de cabeça no projeto também como ator, coadjuvante, como o pai da garota mordida por um zumbi, interpretado pela atriz Abigail Breslin. Fugindo à regra dos personagens durões, agressivos e canastrões, Schwarzenegger mantém equilíbrio, está contido, barbudo, com ar angustiado, o que soa certeiro na tela, ao lado de Abigail, que cresceu bem depois da indicação ao Oscar por “Pequena Miss Sunshine” (2006).
Como disse, o filme é uma subversão total ao tema: não sofremos com sustos de ataque zumbi, muito menos entendemos as razões da contaminação. Não exija ação ou violência. O foco é o drama da garota doente dentro de casa, o cansaço, o dilema e a espera pela metamorfose, retratando os últimos meses de “humano” da jovem como se enfrentasse uma doença em estágio terminal. Lentamente ela fica com olhos brancos, sente a carne apodrecendo, e como apoio agarra-se ao pai e a um rapaz que conhece pelo caminho, também em processo de zumbização. Original ao extremo!
Pena que passou em poucas salas de cinema, mais no circuito independente. Quem assistiu gostou, inclusive eu, desse drama independente de origem existencialista (e por que não humanista) com o gênero horror subentendido.
Concorreu a prêmios em festivais de cinema de horror pelo mundo todo e teve exibição nos cinemas brasileiros em julho de 2015 como “Maggie: A transformação”. Saiu em DVD no mês passado pela Flashstar, que optou pela alteração no título, “Contágio: Epidemia mortal”. Corra conhecer!


Contágio: Epidemia mortal (Maggie). EUA/Suíça, 2015, 95 min. Drama/Horror. Dirigido por Henry Hobson. Distribuição: Flashstar

sábado, 5 de novembro de 2016

Nota do blogueiro


Versátil lança box com seis filmes clássicos de faroeste

Um dos lançamentos mais aguardados de outubro da Versátil Home Video, o box “Cinema Faroeste - Volume 4” acaba de chegar nas lojas. Na caixa, três DVDs com seis clássicos do gênero em versões restauradas, além de cards colecionáveis inclusos. E nos discos, extras como bastidores e trailers. Confira abaixo os títulos:




“O Homem do Oeste” (“Man of the West”, 1958, 100 min.)
De Anthony Mann. Com Gary Cooper, Julie London, Lee J. Cobb.

Quando é expulso erroneamente de um trem, o bandido reformado Link Jones se vê obrigado a se juntar ao seu antigo bando. Uma das obras-primas do monumental ciclo de faroestes do mestre Anthony Mann (“Um Certo Capitão Lockhart”).

“Nas Margens do Rio Grande” (“The Wonderful Country”, 1959, 98 min.)
De Robert Parrish. Com Robert Mitchum, Julie London, Gary Merrill.

Após vingar a morte do pai, Martin refugia-se no México. Anos depois, ele tem de voltar aos EUA para comprar armas no Texas. Faroeste contemplativo com linda música de Alex North (“Spartacus”) e ótima atuação de Robert Mitchum.

“Fúria Selvagem” (“Man in the Wilderness”, 1971, 104 min.)
De Richard C. Sarafian. Com Richard Harris, John Huston, Henry Wilcoxon.

Baseado na história real que deu origem ao aclamado “O Regresso”, com Leonardo DiCaprio, esse cultuado faroeste mostra a luta pela sobrevivência e por vingança de um guia abandonado para morrer por um grupo de caçadores.

“Barquero” (Idem, 1971, 110 min.)
De Gordon Douglas. Com Lee Van Cleef, Warren Oates, Forrest Tucker.

Barqueiro é feito prisioneiro por bando que acabou de assaltar uma cidade, mas ele usa sua inteligência para virar o jogo para cima dos bandidos. Com muita ação, o filme homenageia o faroeste spaghetti italiano.

“Paixão de Bravo” (“The Lusty Men”, 1952, 113 min.)
De Nicholas Ray. Com Susan Hayward, Robert Mitchum, Arthur Kennedy.

Campeão de rodeio aposentado decide treinar jovem vaqueiro que o acolhe, contrariando a esposa deste, que teme os riscos da profissão. Brilhante faroeste moderno do mestre Nicholas Ray (“Johnny Guitar”) sobre a figura do desajustado.

“Fora das Grades” (“Run for Cover”, 1955, 93 min.)
De Nicholas Ray. Com James Cagney, Viveca Lindfors, John Derek.

Confundidos com assaltantes de trem, Matt Dow e um rapaz são baleados pelo xerife, mas depois são inocentados e Matt se torna xerife. Mas o rapaz guarda segredos. Raro faroeste de Ray com grande atuação do astro James Cagney.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Nota do blogueiro


Bombou, bombou!
Acessos no "Cinema na Web" crescem a cada semana. Em 2017 comemoramos nove anos do blog com 90 mil acessos, do Brasil à Tailândia!


Nota do blogueiro


ClassicLine lança o clássico "A felicidade não se compra" e outros nove títulos importantes do cinema

A distribuidora brasileira ClassicLine lançou, em outubro, 10 filmes notórios em DVD, em cópias restauradas. São eles: o western "100 rifles" (1969), o drama biográfico indicado a três Oscars "Tucker: O homem e seu sonho" (1988), a aventura de ficção científica "Viagem ao fundo do mar" (1961), o clássico drama indicado a cinco Oscars "A felicidade não se compra" (1946), o drama indicado ao Oscar "Escândalo na sociedade" (1964), a comédia romântica "O galante Mr. Deeds" (1936), o faroeste "Legião invencível" (1949), o drama "Quatro destinos" (1949), a comédia "De caniço e samburá" (1969) e a coleção "Zorro - O cavaleiro solitário" (1950, com seis episódios de Lone Ranger). Já nas lojas. Conheça o catálogo completo dos filmes da distribuidora pelo site www.classicline.com.br.

PS: Obrigado, equipe da Classicline, pelo envio de cinco dos títulos do mês passado.