sábado, 12 de setembro de 2020

Cine Clássico



Crepúsculo de uma raça

Capitão da Cavalaria Americana, Thomas Archer (Richard Widmark) assume a missão de conter a fuga dos Cheyennes de uma reserva indígena. Ao conhecer de perto a causa dos índios, o oficial decide ajudar o grupo entrando em conflito com o Exército Americano.

Penúltimo trabalho do mestre do western John Ford, que recebeu indicação ao Oscar de melhor fotografia, um trabalho plástico impressionante de William H. Clothier, outro gênio do cinema faroeste, o mesmo diretor de fotografia de “O álamo” (1960) e “O homem que matou o facínora” (1962). Rodado em Super Panavision 70, tecnologia de ponta da época, o filme é uma saga de brancos contra índios, a partir de uma história verídica, o chamado “Êxodo do Norte Cheyenne”, quando os índios Cheyenne do Norte tentaram voltar à antiga reserva andando mais de dois mil quilômetros, mas entraram em conflito com o Exército Americano – houve uma luta sanguinária, com centenas de mortes, que durou sete meses, entre 1878 e 1879. Essa história contada no filme foi baseada nos estudos da historiadora Mari Sandoz, especialista do Velho Oeste, com um longo roteiro para cinema de James R. Webb, ganhador do Oscar por “A conquista do oeste” (1962), filme anterior de John Ford realizado com outros três cineastas (como Henry Hathaway).


John Ford trata com humanismo e partido a questão indígena, mostrando o povo Cheyenne como bravos guerreiros em defesa de suas terras (eles foram expulsos pelo povo branco, migraram do Leste para o Oeste rumo às Grandes Planícies, onde ficaram instalados, e sempre lutaram para reconquistar o território original).
Mistura personagens fictícios com alguns históricos do Velho Oeste, como os verdadeiros xerife Wyatt Earp e seu parceiro de tiro Doc Holliday (interpretados respectivamente por James Stewart e Arthur Kennedy), o general Carl Schurz (Edward G. Robinson) e dois chefes dos Cheyennes, Little Wolf (Ricardo Montalban) e Dull Knife/Morning Star (Gilbert Roland – indicado ao Globo de Ouro aqui de melhor coadjuvante). Já deu para ter noção do elenco, que é magistral: tem Richard Widmark, Sal Mineo, Carroll Baker, Karl Malden, Dolores Del Rio e John Carradine, e uma trilha sonora coesa de Alex North.
Disponível numa cópia lindíssima da Classicline, em DVD.

Crepúsculo de uma raça (Cheyenne autumn). EUA, 1964, 157 minutos. Faroeste. Colorido. Dirigido por John Ford. Distribuição: Classicline


Cine Lançamento


Sessão dupla de terrir no Netflix

A babá: Rainha da morte

Cole (Judah Lewis) sobreviveu a uma chacina liderada por sua babá durante um culto satânico em sua casa. Dois anos se passaram da tragédia. Ele agora está no colegial, atormentado por lembranças daquele fatídico dia. Para descontrair, viaja com novos amigos da escola para um lugar ermo, entre rios e montanhas. Numa noite de jogos, o grupo da babá Bee retorna das trevas com um pacto demoníaco firmado com todos que estão presentes na casa, exceto Cole.

Terrir sangrento ainda mais insano e exagerado que o anterior, “A babá” (2017), essa segunda parte produzida pelo Netflix recorre a cenas nonsense com mortes escabrosas para fã de terror nenhum botar defeito. Há sequências semelhantes às do primeiro, algumas piadas se repetem, o gore volta com tudo, com direito a cabeças cortadas, vísceras, jatos de sangue e violência em alta voltagem.
Retornam praticamente todos os personagens (e os atores originais) do filme 1, incluindo Judah Lewis e uma participaçãozinha de Samara Weaving, na pele da sádica babá Bee. A ambientação de agora é bem mais sinistra, uma cabana entre riachos, onde o terror correrá solto. Apesar do roteiro reciclado, diverte, dando chance ao público de risos nervosos.
Dirigido novamente por McG (de “As Panteras” e “O exterminador do futuro: Salvação”), com roteiro dele e de outros roteiristas iniciantes, baseado no argumento de Brian Duffield. Entrou ontem no Netflix e já é um sucesso entre o público jovem!

A babá: Rainha da morte (The babysitter: Killer queen). EUA, 2020, 102 minutos. Terror/Comédia. Colorido. Dirigido por McG. Distribuição: Netflix


Assista também à primeira parte de “A babá” (2017), no Netflix



A babá

Bee (Samara Weaving) é uma babá que vai fazer companhia para o adolescente Cole (Judah Lewis) enquanto os pais dele estão fora. Ela pertence a um grupo de culto satânico. Leva alguns conhecidos para a casa de Cole, e enquanto o garoto dorme, inicia rituais de sacrifício humano. Será Cole a próxima vítima do grupo?

Sexy e matador, o terrir (terror com humor) mais sangrento do Netflix conta com cenas grotescas de mortes, que viram um banho de sangue na tela. De estilo moderno e descontraído, o entretenimento lembra produções B dos anos 80 e é um prato cheio aos fãs de filmes rápidos. Lembre-se que é uma brincadeira absurda, portanto não leve a sério (e tenha estômago forte!)
No elenco, destaque para a australiana Samara Weaving, sobrinha do ator Hugo Weaving, e do menino Judah Lewis.
O roteiro sangrento é de Brian Duffield, de “Divergente: Insurgente” (2015) e do recém-lançado “Ameaça profunda” (2020). Quem dá a nota na direção é o norte-americano McG (nome artístico de Joseph McGinty Nichol), que começou a carreira na indústria da música nos anos 90, dirigindo clipes, e que estreou no cinema com “As Panteras” (2000) – fez ainda a continuação, “As Panteras: Detonando” (2003), “Somos Marshall” (2006) e “O exterminador do futuro: Salvação” (2009).


Divertido e macabro, esse é um filme para público apropriado. Acabou de ganhar continuação essa semana, “A babá: Rainha da morte” (2020), reunindo mesmo elenco, produtores e diretor.

A babá (The babysitter). EUA, 2017, 85 minutos. Terror/Comédia. Colorido. Dirigido por McG. Distribuição: Netflix

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Cine Cult


Estação Bielorrússia

No verão de 1945, no fim da Segunda Guerra, um trem para na Estação Bielorrússia e conduz um grupo de soldados russos de volta ao lar. Lá estão cinco combatentes que defenderam o país no front de batalha e ficaram muito próximos. 25 anos depois, quatro deles reencontram-se para o funeral do quinto amigo. Durante um dia inteiro juntos, vão relembrar fatos obscuros da guerra, bem como momentos de amizade e solidariedade.

Mais um filme cult raríssimo que a CPC-Umes lança no Brasil em DVD, na série “Cinema soviético”. Ele acaba de chegar numa cópia restaurada pela Mosfilm, com excelente qualidade de imagem e som. É um drama todo dialogado sobre o reencontro de amigos que lutaram juntos na guerra defendendo a União Soviética, e agora, com certa idade, estão de volta num momento triste, que é o funeral de um deles. São tomados pela melancolia, passam a rememorar fatos que viveram na guerra, não só de tragédias, mas de ternura, irmandade e humanidade. Passeiam por bares, reveem outras pessoas que marcaram suas vidas e visitam a velha Estação Bielorrússia, onde um trem, 25 anos antes, conduziu-os de volta ao lar quando a guerra terminou (o filme se passa durante um dia inteiro na vida dos amigos, do amanhecer ao anoitecer).
Tem teor memorialista, dentro do gênero drama, com algumas cenas sutis de comédia para dialogar com os laços de fraternidade criados num contexto de tensão, na maior guerra de todas, e de como a guerra ainda afeta a existência desses amigos ex-combatentes.



Em uma cena curiosa, na metade do filme, quando os quatro amigos bebem em um restaurante, ouve-se no fundo a música “Brasileirinho”, o famoso choro de Waldir Azevedo.
Dirigido por Andrey Smirnov, que era ator e participou de dezenas de filmes entre os anos 60 e 2000.

Estação Bielorrússia (Belorusskiy vokzal). URSS, 1971, 95 minutos. Drama. Colorido/Preto-e-branco. Dirigido por Andrey Smirnov. Distribuição: CPC-Umes Filmes

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Nota do Blogueiro


Cine Debate abre hoje nova programação com filmes e discussão online

O formato remoto virou palavra de ordem dos dias atuais, atingindo o trabalho, o ensino, os encontros entre amigos, tudo via internet. A arte também entrou nesse processo de adaptação com as ferramentas online. Pensando nisso, o Imes Catanduva inicia esse mês as novas sessões do Cine Debate 2020, que serão realizadas pela internet uma vez por mês, até dezembro.
Os filmes anteriormente programados no início do ano (e divulgados tanto no blog quanto no site, na fanpage e na imprensa de Catanduva) não serão mais contemplados, e no lugar deles entram novas obras cinematográficas que podem ser assistidas online na plataforma Sesc Digital, na seção “Cinema em Casa”. O acesso é gratuito, não é necessário cadastro, e o link direto para os filmes é https://sesc.digital/colecao/42876/cinema-emcasacomsesc
A plataforma Sesc Digital foi lançada em abril de 2020, e de lá para cá mais de 40 longas estão disponíveis gratuitamente ao público. Um deles é “Kapò: Uma história do Holocausto” (1960), que será a sessão de setembro do Cine Debate 2020. A coprodução Itália e França, indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro, conta a trajetória de uma garota judia presa durante a Segunda Guerra em um campo de concentração, e sua tentativa de escapar de lá ao lado de outras mulheres. O filme ficará disponível online ao público até o dia 30/07/2021, e o debate será hoje, terça-feira, às 19h, no canal do Sesc Catanduva no Youtube, https://www.youtube.com/user/sesccatanduva.
O idealizador do Cine Debate, o jornalista e crítico de cinema Felipe Brida, professor do Senac, do Imes e da Fatec Catanduva, fará a discussão e mediação ao lado do programador do Sesc Catanduva, Alexandre Vasques. Participem!

Próximo filme

Em outubro, a sessão online do Cine Debate 2020 será do filme “Os palhaços” (1970), ganhador de prêmio especial no Festival de Veneza, e um dos grandes filmes do mestre italiano Federico Fellini. Nesse mockumentário (falso documentário), o cineasta fala sobre uma de suas obsessões, o mundo do circo e sua relação direta com os palhaços. Será uma sessão especial, em homenagem ao centenário de nascimento do diretor, Federico Fellini (1920-1993). O filme fica disponível ao público online até dia 02/07/2021, e o debate, mediado por Felipe Brida e Alexandre Vasques, será no dia 13/10 (terça-feira), às 19h, no canal do Sesc Catanduva no Youtube.

Cine Debate

O Cine Debate é um projeto de extensão do curso de Psicologia do Imes Catanduva que existe desde 2012. Conta com duas importantes parcerias, o Sesc e o Senac Catanduva, trazendo mensalmente exibições gratuitas de filmes cult para toda a população. Antes da pandemia, as sessões eram presenciais, uma vez por mês aos sábados à tarde, no auditório do Senac Catanduva. A previsão é de que as sessões retornem presencialmente em 2021, caso a pandemia tenha cessado.



domingo, 6 de setembro de 2020

Cine Especial



Get on up: A história de James Brown

Vida do cantor James Brown (1933-2006), o astro da Soul Music, da infância pobre marcada por abusos ao estrondoso estrelato a partir da década de 50.

A morte do ator Chadwick Boseman, aos 43 anos, ocorrida no final de semana passado, estampou os principais jornais mundiais, deixando desamparados seus milhares de fãs. Boseman partiu cedo, vítima de um câncer agressivo que tratava há quatro anos. O astro do cinema se foi, mas sua obra permanece eterna. Muito lembrado pelo papel do super-herói T’Challa, o Pantera Negra, que apareceu em quatro filmes do universo Marvel – “Capitão América: Guerra civil” (2016), “Pantera Negra” (2018), “Vingadores: Guerra infinita” (2018) e “Vingadores: Ultimato” (2019), Boseman protagonizou três biografias corretas de homens que quebraram as barreiras do preconceito e contribuíram para revolucionar o mundo: a do jogador de baseball Jackie Robinson, o primeiro afro-americano da Major League Baseball dos tempos modernos, e um ídolo indubitável, em “42: A história de uma lenda” (2013); a do primeiro juiz negro da Suprema Corte Americana, Thurgood Marshall, no drama indicado ao Oscar “Marshall: Igualdade e justiça” (2017), e a do famoso cantor James Brown, que transitou entre o soul, funk e blues, nesse “Get on up” (2014). Na curta carreira de 15 anos dedicados ao cinema, Boseman deixou um legado para os atores em formação.
“Get on up” é uma crônica biográfica honesta do cantor e compositor James Brown (1933-2006), da infância num lar pobre cheio de violência doméstica à ascensão no mundo da música. Quando jovem comprava brigas frequentes, era arruaceiro, ao mesmo tempo enfrentava preconceito numa época em que o soul se consolidava e projetava a cara dos músicos negros dentro e fora dos Estados Unidos. A voz inconfundível e os movimentos enérgicos de corpo fizeram dele um artista único. Ganhou muito dinheiro, mas também se perdeu em drogas, além dos excessos que o levava a conflitos com a polícia – foi preso por mais de 10 vezes. Os pontos altos e baixos da vida e da carreira de Brown estampam esse drama musical bem realizado, que demorou 14 anos para sair do papel e virar filme. O roteiro traz passado e presente em confluência, parece uma viagem de idas e vindas na mente inquieta do cantor, escrito por três roteiristas (Jez Butterworth, John-Henry Butterworth e Steven Baigelman), com pitadas elegantes de um diretor branco que sabe discutir a questão negra nos Estados Unidos com sapiência, sem maneirismos, Tate Taylor, o mesmo da obra-prima “Histórias Cruzadas” (2011).



Chadwick Boseman constrói um papel sólido, com um visual diferenciado (destaque para os cabelos e a maquiagem que o aproxima do real J. Brown), atuando ao lado de duas grandes mulheres do cinema negro, Octavia Spencer e Viola Davis. Vale mencionar que Boseman descartou dublês tanto para as cenas de dança quanto para cantar; ele teve aulas de dança e canto por dois meses para se “transformar” no inimitável padrinho da Soul Music.

Get on up: A história de James Brown (Get on up). EUA/Reino Unido, 2014, 138 minutos. Drama. Colorido. Distribuição: Universal Pictures

sábado, 5 de setembro de 2020

Cine Especial


A última casa

Pais de uma adolescente sequestrada elaboram um terrível plano de vingança quando o criminoso que raptou a garota tenta se refugiar na casa da família.

Tenso, brutal e sanguinário, “A última casa” é o remake do primeiro trabalho escrito e dirigido por Wes Craven, o visionário criador de “A hora do pesadelo”, que se chamou no Brasil “Aniversário macabro” (1972), com atmosfera mais densa e muitas cenas chocantes de assassinatos. Craven também produziu, juntamente com Sean S. Cunningham, diretor de “Sexta-feira 13” (1980), essa fita de terror muito comentada no lançamento, em 2009 (uma curiosidade, tanto “Aniversário macabro” quanto “A última casa” têm uma inspiração no cult de Ingmar Bergman ganhador do Oscar de filme estrangeiro, “A fonte das donzelas”, de 1960).
O roteiro continua perturbador, intriga, podendo chocar os que se impressionam com violência, que é o ingrediente-chave do cineasta Dennis Iliadis (ele é de descendência grega, recentemente lançou um novo trabalho de terror, “Delírios do passado”, em 2018, com Topher Grace e Patricia Clarkson). Elenco interessante composto por Garret Dillahunt, Monica Potter, Tony Goldwyn e Aaron Paul.



Disponível em DVD pela Universal em edição estendida, com quatro minutos a mais daquela exibida no cinema – ou seja, com cenas ainda mais impactantes.

A última casa (The last house on the left). EUA/Reino Unido, 2009, 113 minutos. Ação/Terror. Colorido. Dirigido por Dennis Iliadis. Distribuição: Universal Pictures

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Nota do Blogueiro


Filmes em DVD

A distribuidora Classicline acaba de lançar em DVD quatro títulos imperdíveis aos colecionadores. Três deles estavam inéditos em mídia física: "Três dias de vida" (1944 - ação, com Errol Flynn), "A invasão dos discos voadores" (1956, scifi, em disco duplo, contendo a versão original PB e a colorizada), e "Como matar sua esposa" (1965, comédia, com Jack Lemmon e Virna Lisi). O outro é o relançamento em DVD de "Os desajustados" (1961, um drama com western que foi o último trabalho de Marilyn Monroe no cinema, contracenando com duas lendas, Clark Gable e Montgomery Clift). Vale cada centavo! Procure já nas melhores lojas.
Obrigado, pessoal da Classicline, pelo envio dos filmes.





sábado, 29 de agosto de 2020

Cine Cult



O jogador

Produtor executivo de um poderoso estúdio de Hollywood (Tim Robbins) recebe várias cartas com ameaças de morte. Amedrontado, entra em paranoia e acaba assassinando um suspeito, que é roteirista de cinema. A partir daí o caso se complica, e ele tenta atrapalhar as investigações da polícia.

Nos últimos quatro meses o mercado de DVDs e Blurays reaqueceu, muitas distribuidoras estão relançando títulos que estavam fora de catálogo com vistas a atender o público consumidor, e uma delas é a Versátil Home Vídeo. Até agora cerca de 50 filmes de seu domínio voltaram com tudo para as lojas; um deles é “O jogador” (1992), um dos filmes mais aguardados pelos colecionadores. Dirigido brilhantemente pelo gênio Robert Altman, de “M.A.S.H” (1970) e “Assassinato em Gosford Park” (2001), essa sátira ao mundo do cinema conta com um roteiro inteligente de Michael Tolkin, baseado em um romance de sua própria autoria, pelo qual foi indicado ao Oscar (o filme também recebeu indicação nas categorias diretor e edição, e mais, venceu dois Globos de Ouro, de melhor filme – comédia ou musical, e ator para Tim Robbins, que interpreta um de seus melhores papéis. Por falar em troféus, ganhou os de melhor ator e diretor em Cannes, além do Bafta de direção e roteiro).
Metalinguístico, sobre o cinema dentro do cinema, repleto de referências a filmes, é uma brincadeira cínica e divertida para quem conhece os bastidores da produção de um filme – Altman caprichou nas críticas à indústria cinematográfica de Hollywood, aos fascinantes bastidores das gravações permeando os conflitos entre produtor, roteirista e diretor. E com utilização de um ingrediente que gostava, o assassinato!


Altman tinha como costume elencar uma lista de gente conhecida em seus filmes, que desfilavam em papeis menores, e aqui não é diferente, temos Tim Robbins, Greta Scacchi, Fred Ward, Whoopi Goldberg, Peter Gallagher, Brion James, Vincent D’Onofrio, Dean Stockwell, Richard E. Grant, Sydney Polllack (o diretor, que fazia pontas como ator), Dina Merrill, Gina Gershon, Cynthia Stevenson, sem contar outros 60 aparecendo como eles mesmos, Lily Tomlin, Harry Belafonte, Susan Sarandon, Bruce Willis, Cher, Karen Black, Peter Falk, John Cusack, Jeff Goldblum, Jack Lemmon, Nick Nolte, Julia Roberts, Anjelica Huston (vou parar por aqui senão escreverei uma página inteira só deles).
De volta em DVD, “O jogador” está disponível pela Versátil!

O jogador (The player). EUA, 1992, 123 minutos. Comédia. Colorido. Dirigido por Robert Altman. Distribuição: Versatil