segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Cine Lançamento


Lila & Eve – Unidas pela vingança

Lila (Viola Davis) perdeu o filho assassinado em um tiroteio. Fragilizada, frequenta um grupo de apoio, onde conhece Eve (Jennifer Lopez), uma mãe que também perdeu a filha. Lila não acredita mais no trabalho de investigação da polícia, pois os culpados pela morte não foram presos, então se junta a Eve para fazer justiça com as próprias mãos.

Viola Davis, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante este ano pelo soberbo “Um limite entre nós”, e Jennifer Lopez, marcante e expressiva, unem os talentos para interpretar duas mães abaladas com a morte de seus filhos, em busca de vingança nesse explosivo drama policial, lançado em 2015 nos Estados Unidos e que somente agora chegou ao Brasil (em home video), pela Flashstar.
Viola rouba as cenas como a protagonista Lila, mãe solteira cujo filho morreu com tiros na violenta periferia de Atlanta. Abalada, junta-se a uma mulher mais nova, Eve (Jennifer Lopez), que a encoraja a perseguir os criminosos. Sem opção e ressentida, Lila acata o novo papel de sua vida, a de justiceira, partindo para uma jornada sem volta, de vingança e mortes, sempre com apoio e orientação de Eve.
Na linha policial de “Desejo de matar” (1974 – que ganhou remake e estreia em breve), o filme exprime o lado imprevisível do ser humano diante do luto e da brutalidade do caos social, com uma prática duvidosa, a de estar acima da lei e fazer justiça com as próprias mãos. Desse ponto outros dois temas ficam interligados na história: a ineficiência da polícia e a violência nas ruas de Atlanta, capital da Geórgia, cidade que apresenta altíssimos índices de crimes como homicídio, estupro e roubo. Tudo contado de forma ágil, realista e que propõe debates.
Exibido em Sundance, “Lila & Eve” funciona bem como cinema policial, graças ao trabalho de Viola, impecável como sempre, responsável por disparar a carga dramática necessária a uma história de tal calibre. Já nas locadoras!

Lila & Eve – Unidas pela vingança (Lila & Eve). EUA, 2015, 93 min. Drama/Ação. Dirigido por Charles Stone III. Distribuição: Flashstar

Resenha Especial


Desbravando o oeste

Missouri, 1843. O senador William Tadlock (Kirk Douglas), homem durão e de princípios inabaláveis, recruta um veterano guia chamado Dick Summers (Robert Mitchum) para levar sua caravana de colonizadores do estado de Missouri até o Oregon, onde irão cruzar as terras dominadas por índios Sioux. Na jornada dura pelo Centro Oeste norte-americano o grupo enfrentará inúmeros perigos.

Três lendas do cinema americano reunidas nesta boa fita de faroeste repleta de aventura e humor – Kirk Douglas (vivo, hoje com 100 anos e pai de Michael Douglas), Richard Widmark e Robert Mitchum, interpretando personagens velhos, de índole diferente um do outro. Douglas faz um capataz viúvo e dominador, Widmark, um colono envolto de mulheres e responsável pelas cenas cômicas, e Mitchum, o guia, cansado em seu cavalo e com o cabelo sem arrumar. Com propostas, métodos e ações particulares, o trio arregimenta colonizadores para cruzar o desconhecido Centro Oeste dos Unidos, onde terão pela frente todos os tipos de riscos e percalços: ataque de índios que procuram whiskey, trilhas fatigáveis, desfiladeiros, rios caudalosos e montanhas de difícil acesso (a história caminha entre o Oregon e Missouri, e traz paisagens autênticas do Oregon e Arizona, fotografadas pelo mestre William H. Clothier). Ao longo da trama haverá traições, cantoria, sequências de perseguição selvagem e um desfecho fora do padrão, imprevisível, tudo articulado com detalhes no roteiro de Ben Maddow (indicado ao Oscar por “O segredo das joias”, de John Huston), baseado no livro de A. B. Guthrie Junior, roteirista de “Os brutos também amam”, indicado também ao Oscar na categoria.
Resgatado agora no Brasil pela distribuidora Classicline, “Desbravando o Oeste” tem no elenco a estreante Sally Field, então com 20 anos de idade, e uma direção suntuosa de Andrew V. McLaglen, expert em fitas e seriados de faroeste e ação, num de seus melhores trabalhos. 

Desbravando o oeste (The way West). EUA, 1967, 121 min. Faroeste/Aventura. Dirigido por Andrew V. McLaglen. Distribuição: Classicline

* Publicado na coluna Middia Cinema, na revista Middia, edição de julho/agosto de 2017

domingo, 20 de agosto de 2017

Nota do blogueiro


"Causei desordem por lá e fui de mal a pior. Comecei a roubar. Primeiro foi comida. Então pensei, diabos, se eu roubar dinheiro posso me comprar um pouco de comida. Comprar uns sapatos também. Uma coisa levou a outra". Trecho do turbulento diálogo entre Troy e Rose, personagens da peça "Um limite entre nós", que ganhou uma exemplar edição em formato de livro no Brasil, lançada recentemente pela Única Editora, do Grupo Gente (2016, 176 páginas). Escrita pelo dramaturgo August Wilson e publicada pela primeira vez nos Estados Unidos em 1986, a peça se passa na década de 50 e conta a história de uma amargurada família negra em busca de melhores dias face à segregação racial que toma conta de Pittsburgh, onde moram. Vencedor de Pulitzer de Teatro, a obra deu origem ao premiado filme deste ano, de mesmo nome, com Denzel Washington e Viola Davis (laureada com o Oscar de melhor atriz coadjuvante no papel de Rose). Já nas melhores livrarias. Obrigado, equipe da @unica_editora, pelo envio do livro.






sábado, 19 de agosto de 2017

Nota do blogueiro


Lindos lançamentos de julho da Obras-Primas do Cinema. DVDs inéditos de filmes e série, para colecionadores e amantes da Sétima Arte! Temos o drama erótico italiano "Tentação proibida" (1978, com Marcello Mastroianni e Nastassja Kinski), o antológico drama sobre gangue de motociclistas, que revolucionou o cinema, "O selvagem" (1953, com Marlon Brando) e a importante série de TV norte-americana "Cosmos" (1980), contendo os 13 episódios sobre astronomia, universo e a vida humana na Terra, num digistack especial com sete DVDs. Todos acompanham cards e ótimos extras. Já nas melhores lojas! Obrigado, equipe da @obrasprimas_docinema, pelo envio das obras.








sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Cine Lançamento


Subterrâneo

Uma vida inteira aprisionado em uma cela escura até que um dia, de forma repentina, o “Capturado” (Bug Hall) é inserido na sociedade para aprender a conviver com os humanos, nesse novo e estranho mundo.

Dos produtores da cultuada fita scifi “O homem da Terra” (2007), chega às locadoras pela Flashstar esse bom trabalho independente de um diretor estreante, Matthew Miller, que mistura drama, suspense na linha do mistério, um toque de ficção científica e um ousado teor psicológico. Como agir em uma sociedade à beira do caos, para uma pessoa inexperiente no trato com os homens, como se fosse um bebê recém-saído do ventre? Este é o dilema do protagonista que não tem nome, conhecido apenas por “O Capturado”, jovem que sempre ficou confinado numa cela, sem ver a luz do sol ou ouvir sons. Quando fica livre das quatro paredes, cai no mundo material, cercando-se da estranheza da vida comum – ele fez parte de um experimento científico-social, explicado ao longo do filme – e terá a árdua missão de se adaptar ao meio. Às escondidas, uma série de armadilhas e interpretações perigosas aguardam o personagem, interpretado por Bug Hall, ex-ator mirim, lembrado pelo papel de Alfafa em “Os Batutinhas” (1994).
Partindo para um lado filosófico, o experimental e criativo “Subterrâneo” busca referências pragmáticas no álbum musical “Subterranea”, da banda inglesa de rock progressivo IQ, de 1997, fundada por Mike Holmes, que assina a curiosa trilha sonora do filme. Achei o trabalho bem diferente, com temática e técnica inovadoras, por isso indicado a todo público. Já em DVD.


Subterrâneo (Subterranea). EUA, 2015, 98 min. Drama/Suspense. Dirigido por Mathew Miller. Distribuição: Flashstar

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Nota do blogueiro


"Um barulho de alguma coisa chocalhando me acordou hoje de manhã, e eu não sabia direito o que era. Eu ia sair da cama e investigar quando Janet entrou e disse: 'Mãe, está pulando a cama'. Mas acho que ela queria dizer que a coisa estava movendo a cama".
Trecho do aterrorizante "1977 - Enfield", de Guy Lyon Playfair, um extenso documento com relatos sobrenaturais estudados pelo investigador de atividades psíquicas Maurice Grosse e pelo próprio Playfair, que inspiraram o filme "Invocação do mal 2". Publicado em 1980, o livro detalha minuciosamente o Caso Enfield, que envolveu manifestações paranormais e possessão na casa de uma família simples em Enfield, subúrbio de Londres. A obra acaba de sair no Brasil em edição de luxo, com capa dura, pela Darkside Books (2017, 271 páginas, tradução de Giovanna Louise Libralon), contendo prefácio, três apêndices e fotografias assustadoras do famoso fato. Já nas livrarias. Obrigado, @darksidebooks, pelo envio.


Nota do blogueiro


QUINTA-FEIRA TRISTE
Dois momentos de alto astral com o amigo Cid Nader, crítico de cinema de primeira, profundo conhecedor de curtas-metragens, que nos deixou ontem, aos 59 anos. Na primeira foto, no Festival Internacional de Cinema da Fronteira, em Bagé (RS), em 2012, e na segunda, no Anápolis Festival de Cinema (GO), em 2011 (ao lado do querido Itamar Borges) - em ambas as edições trabalhamos juntos como juri na Mostra Competitiva. Nós, amigos, estamos enlutados pelo seu falecimento repentino. Muita luz para o Cid e para os familiares.



sábado, 12 de agosto de 2017

Nota do blogueiro


Mais quatro lançamentos de julho e agosto da A2 Filmes em DVD, com os selos Flashstar e Focus. "Subterrâneo", "Os opostos se atraem", "Perigosa atração" e "O evangelista". Já nas locadoras e nas lojas para venda. Obrigado, equipe da @a2_filmes, pelo envio dos títulos.