terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Especial de Cinema



Oscar 2019

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou na manhã de hoje os indicados ao Oscar 2019, que será realizado no dia 24 de fevereiro. Os filmes "Roma" e "A favorita" lideram com 10 indicações cada um, incluindo filme e diretor, seguido de “Nasce uma estrela” e “Vice”, com 8 cada, e “Pantera negra”, com 7 indicações. Confira abaixo a relação de todas as categorias e as respectivas nomeações.

MELHOR FILME

A Favorita
Roma
Vice
Pantera Negra
Green Book - O Guia
Nasce uma Estrela
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody



MELHOR DIREÇÃO

Alfonso Cuarón (Roma)
Spike Lee (Infiltrado na Klan)
Yorgos Lanthimos (A Favorita)
Pawel Pawlikowski (Guerra Fria)
Adam McKay (Vice)

MELHOR ATOR

Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
Christian Bale (Vice)
Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
Viggo Mortensen (Green Book - O Guia)

MELHOR ATRIZ

Olivia Colman (A Favorita)
Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
Glenn Close (A Esposa)
Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
Yalitza Aparicio (Roma)


MELHOR ATOR COADJUVANTE

Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
Mahershala Ali (Green Book - O Guia)
Adam Driver (Infiltrado na Klan)
Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
Sam Rockwell (Vice)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
Marina de Tavira (Roma)
Amy Adams (Vice)
Emma Stone (A Favorita)
Rachel Weisz (A Favorita)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Green Book - O Guia
Roma
No Coração da Escuridão
A Favorita
Vice

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Infiltrado na Klan
A Balada de Buster Scruggs
Se a Rua Beale Falasse
Nasce uma Estrela
Poderia Me Perdoar?

MELHOR ANIMAÇÃO

Homem-Aranha no Aranhaverso
Os Incríveis 2
WiFi Ralph
Ilha de Cachorros
Mirai no Mirai

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Roma (México)
Guerra Fria (Polônia)
Assunto de Família (Japão)
Cafarnaum (Líbano)
Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)


MELHOR DOCUMENTÁRIO

RBG
Minding the Gap
Hale County this Morning, the Evening
Of Fathers and Sons
Free Solo

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

O Retorno de Mary Poppins
A Favorita
O Primeiro Homem
Roma
Pantera Negra

MELHOR FOTOGRAFIA

Roma
Nasce uma Estrela
A Favorita
Guerra Fria
Nunca Deixe de Lembrar

MELHOR FIGURINO

A Favorita
A Balada de Buster Scruggs
Duas Rainhas
O Retorno de Mary Poppins
Pantera Negra


MELHOR MAQUIAGEM

Vice
Duas Rainhas
Na Fronteira

MELHOR EDIÇÃO

A Favorita
Infiltrado na Klan
Bohemian Rhapsody
Green Book - O Guia
Vice

MELHOR TRILHA SONORA

Se a Rua Beale Falasse
Ilha de Cachorros
Pantera Negra
O Retorno de Mary Poppins
Infiltrado na Klan

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

"Shallow" (Nasce uma Estrela)
"All the Stars" (Pantera Negra)
"I'll Fight" (RBG)
"The Place Where Los Things Go" (O Retorno de Mary Poppins)
"When a Cowboy Trades His Spurs for Wings" (A Balada de Buster Scruggs)

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Vingadores: Guerra Infinita
Christopher Robin - Um Reencontro Inesquecível
Jogador nº 1
O Primeiro Homem
Han Solo: Uma História Star Wars


MELHOR EDIÇÃO DE SOM

O Primeiro Homem
Pantera Negra
Roma
Um Lugar Silencioso
Bohemian Rhapsody

MELHOR MIXAGEM DE SOM

O Primeiro Homem
Roma
Nasce uma Estrela
Bohemian Rhapsody
Pantera Negra

MELHOR CURTA-METRAGEM

Marguerite
Fauve
Mother
Skin
Detainment

MELHOR CURTA-METRAGEM - ANIMAÇÃO

Bao
Animal Behavior
Late Afternoon
Weekends
One Small Step

MELHOR CURTA-METRAGEM - DOCUMENTÁRIO

End Game
Lifeboat
A Night at the Garden
Period. End of Sentence
Black Sheep

Resenha Especial



Aliados

Em 1942, o agente Max Vatan (Brad Pitt), da Inteligência Canadense, conhece Marianne Beauséjour (Marion Cotillard), que luta na Resistência Francesa, durante a Segunda Guerra Mundial. Após uma arriscada missão secreta, os dois viajam à Inglaterra e fingem um relacionamento, mas se apaixonam de verdade e acabam se casando. Só que Max é informado que Marianne é uma agente alemã infiltrada, então terá 72 horas para provar a inocência da esposa.

Produzido e dirigido por Robert Zemeckis, de fitas populares dos anos 80 e 90 como “Tudo por uma esmeralda” (1984), a trilogia “De volta para o futuro”, “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988) e de duas obras máximas do cinema, “Forrest Gump: O contador de histórias” (1994) e “Náufrago” (2000), “Aliados” recebeu indicação ao Oscar e ao Bafta de melhor figurino (que realmente são de tirar o chapéu). Também produtor do filme, Steven Knight escreveu o roteiro, cheio de reviravoltas, a partir de uma história real ocorrida na metade da Segunda Guerra, de um agente que se apaixonou por uma linda jovem da Resistência Francesa, depois acusada de ser espiã dos nazistas. Knight roteirizou bons trabalhos de suspense, foi indicado ao Oscar por “Coisas belas e sujas” (2004) e aqui usou o talento nato para misturar drama com romance, guerra e espionagem, com pequenos, mas vigorosos momentos de ação, além de surpresas e um desfecho melancólico, fora dos padrões (o que é um bom sinal). Pode não parecer, mas o filme foi inteiramente rodado em estúdios, inclusive a abertura no Deserto do Saara.


Tem duas lindezas de Hollywood, o galão Brad Pitt e a charmosa e misteriosa Marion Cotillard, que realçam a plástica do filme. E estão super bem em seus papéis. Na época das gravações, entre 2015 e 2016, Marion estava grávida do marido, o ator e diretor francês Guillaume Canet, impedida de atuar em certas sequências de perseguições; e Pitt se separava de Angelina Jolie - por isso saíram rumores na mídia de um possível caso entre os dois, negado por ambos.
A ideia central traz vaga lembrança com fitas noir americanas, Marion tenta ser uma femme fatale, o mistério invade a tela com uma construção adequada de época, resultando num bom filme, à moda antiga, que exige atenção. Mas teve fraca bilheteria, arrecadando menos da metade do orçamento, que foi U$ 80 milhões.
É possível assisti-lo em DVD e Bluray, lançados em 2017 pela Paramount Pictures. Boa sessão!

Aliados (Allied). EUA/Reino Unido, 2016, 124 min. Ação/Drama. Colorido. Dirigido por Robert Zemeckis. Distribuição: Paramount Pictures

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Especial de Cinema



Framboesa de Ouro : Gotti, Holmes & Watson e Crimes em Happytime lideram como os piores de 2018

E foi divulgada hoje pela manhã a lista dos filmes indicados ao Framboesa de Ouro 2019 (Razzie Awards 2019), que honra as piores produções do ano passado em Hollywood. Os longas-metragens “Gotti”, “Holmes & Watson” e “Crimes em Happytime” lideram com seis indicações cada, seguidos de “A maldição da casa Winchester” e “Death of a nation”, com quatro cada. Ainda aparecem na lista “Robin Hood: A origem", “Cinquenta tons de liberdade” e “Gnomeu e Julieta: O mistério do jardim”. Veja abaixo todos os nomeados na 39ª edição do Razzie, que irá revelar os ganhadores em 23 de fevereiro, um dia antes do Oscar.

Pior filme

"Gotti"
"Crimes em Happytime"
"Holmes & Watson"
"Robin Hood: A Origem"
"A Maldição da Casa Winchester"

Pior atriz

Jennifer Garner, por "A Justiceira"
Amber Heard, por "London Fields"
Melissa McCarthy, por "Crimes em Happytime" e "Alma da Festa"
Helen Mirren, por "A Maldição da Casa Winchester"
Amanda Seyfried, por "Espectador Profissional"


Pior ator

Johnny Depp, por "Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim"
Will Ferrell, por "Holmes & Watson"
John Travolta, por "Gotti"
Donald Trump, por "Death of a Nation" e "Fahrenheit 11/9"
Bruce Willis, por "Desejo de Matar"

Pior ator coadjuvante

Jamie Foxx, por "Robin Hood: A Origem"
Ludacris, por "Show Dogs"
Joel McHale, por "Crimes em Happytime"
John C. Reilly, por "Holmes & Watson"
Justice Smith, por "Jurassic World: Reino Ameaçado"

Pior atriz coadjuvante

Kellyanne Conway, por "Fahrenheit 11/9"
Marcia Gay Harden, por "Cinquenta Tons de Liberdade"
Kelly Preston, por "Gotti"
Jaz Sinclair, por "Slender Man: Pesadelo Sem Rosto"
Melania Trump, por "Fahrenheit 11/9"

Pior combo

Quaisquer dois atores ou bonecos (especialmente nas cenas de sexo), por "Crimes em Happytime"
Johnny Depp e sua carreira moribunda (ele está fazendo vozes de desenhos animados!), por "Gnomeu e Julieta: O Segredo do Jardim"
Will Ferrell e John C. Reilly (arruinando dois personagens amados da literatura), por "Holmes & Watson"
Kelly Preston e John Travolta (ganhando críticas à lá "A Reconquista"), por "Gotti"
Donald Trump e seu egoísmo eterno, por "Death of a Nation" e "Fahrenheit 11/9"

Pior remake, cópia ou sequência

"Death of a Nation" (remake de "Os Estados Unidos da Hillary")
"Desejo de Matar"
"Holmes & Watson"
"Megatubarão" (cópia de "Tubarão")
"Robin Hood: A Origem"


Pior direção

Etan Cohen, por "Holmes & Watson"
Kevin Connolly, por "Gotti"
James Foley, por "Cinquenta Tons de Liberdade"
Brian Henson, por "Crimes em Happytime"
Peter e Michael Sprieg, por "A Maldição da Casa Winchester"

Pior roteiro

Dinesh D'Souza e Bruce Schooley, por "Death of a Nation"
Niall Leonard, por "Cinquenta Tons de Liberdade"
Leo Rossi e Lem Dobbs, por "Gotti"
Todd Berger, por "Crimes em Happytime"
Tom Vaughan, Peter e Michael Sprieg, por "A Maldição da Casa Winchester"


Nota do Blogueiro


Lançamentos fresquinhos em DVD pela Classicline. São oito títulos imperdíveis de janeiro para os cinéfilos colecionarem! Tem "O inventor da mocidade" (1952), "Os malucos do ar" (1952), "Telefonema de um estranho" (1952), "Mar cruel" (1953) e "Simbad e o olho do tigre" (1977), além do relançamento de "Neblina e sombras" (1991) e "Hilary & Jackie" (1998). E ainda, na coleção "Os Três Mosqueteiros do Oeste", duas aventuras com o trio liderado por John Wayne, "Bandidos encobertos" (1938) e "Três cavaleiros do Texas (1939). Todas as cópias são remasterizadas, com a qualidade que só a Classicline traz para os colecionadores. Já nas lojas! Obrigado, equipe da Classicline, pelo envio dos filmes :)









sábado, 19 de janeiro de 2019

Viva Nostalgia!


Irmão Sol, Irmã Lua

Descendente de uma família nobre da cidade italiana de Assis, o jovem Giovanni di Pietro di Bernardone abandona as riquezas mundanas para cuidar dos pobres. Reunindo um pequeno grupo de seguidores, caminha por vilarejos em busca da paz espiritual. Giovanni mais tarde se tornaria São Francisco de Assis, que adotou uma vida humilde em defesa da igualdade entre as pessoas, cuidando dos animais e da natureza. Em suas andanças, torna-se amigo fiel de Clara de Assis, futuramente Santa Clara, que o auxiliou em suas peregrinações.

Quando realizou esta contemplativa e gratificante obra-prima do cinema em 1972, o diretor italiano Franco Zeffirelli (que completa 96 anos em 12 de fevereiro), já havia se consagrado com dois filmes de sucesso baseados em peças de William Shakespeare, “A megera domada” (1967) e “Romeu e Julieta” (1968). Neste drama romântico cult com fundo musical focou nos primeiros anos da juventude de São Francisco de Assis (1182-1226), na vida pessoal e nos feitos dele, e os fortes laços que teve com Santa Clara (1194-1253). Sob influência da Contracultura, o filme, na época, recebeu críticas negativas por ter transformado São Francisco num cidadão hippie, assim como Scorsese fez com Jesus em “A última tentação de Cristo”, anos mais tarde. Bobagem, pois o lado hippie que julgaram no personagem nada mais é que o abandono ao apego material, em que o personagem religioso (que morreu novo, aos 44 anos) pregava a igualdade, o bem comum entre os homens e a adoração pelos animais e pela natureza em si.
Com boas opções de cenografia (o filme foi indicado ao Oscar de direção de arte), foi rodado em lindos campos da Itália, como Toscana, Sicília e Umbria, com figurinos condizentes à época em que Francisco viveu (séculos XII e XIII) e um roteiro simpático a quatro mãos – assinam o britânico Kenneth Ross (de thrillers de espionagem como “O dia do chacal” e “O dossiê de Odessa”) e os italianos Zeffirelli, Lina Wertmüller (de “Mimi, o metalúrgico” e “Pasqualino Sete Belezas”) e a falecida Suso Cecchi D'Amico (de obras do Neorrealismo, como “Ladrões de bicicleta” e “Rocco e seus irmãos”). Notória também a trilha sonora, do cantor pop Donovan, que escreveu especialmente canções para o filme, como a emocionante “Brother Sun, Sister Moon”. No elenco, britânicos e italianos trabalham juntos, com destaque para Graham Faulkner e Judi Bowker, respectivamente Francisco e Clara, e participações especiais de Alec Guiness, no desfecho, como papa Inocêncio III, além de Adolfo Celi, Valentina Cortese e a estreia de Peter Firth.


É um dos filmes da minha vida. Assisti quando pequeno pela primeira vez em TV aberta (em 1995), depois revi em VHS e recentemente adquiri o DVD para uma revisão – e continua ótimo, emocionei-me, pra variar. Não tem como não gostar desse bonito tributo a São Francisco. Também há outras obras cinematográficas sobre ele, como “Francisco, arauto de Deus” (1950), magnum opus de Roberto Rosselini, “Francesco” (1989), docudrama com Mickey Rourke, e a básica “São Francisco de Assis” (1961), de Michael Curtiz.
“Irmão Sol, Irmã Lua” saiu em DVD no Brasil por duas distribuidoras: uma pela Paramount, com melhor cópia, em widescreen, áudio original em inglês, mas sem extras, e outra pela Versátil, em fullscreen, baixa qualidade, áudio dublado em italiano e com extras em textos.

Irmão Sol, Irmã Lua (Fratello Sole, Sorella Luna/Brother Sun, Sister Moon). Reino Unido/Itália, 1972, 122 min. Drama. Colorido. Dirigido por Franco Zeffirelli. Distribuição: Paramount Pictures e Versátil Home Video

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Resenha Especial


Cría cuervos

* Crítica reeditada

Em Madri, três irmãs, todas menores, são criadas pela austera tia. Uma delas é Ana (Ana Torrent), garotinha pensativa e fascinada pela morte. Presenciara a mãe agonizar na cama até morrer, e logo depois encontrara o pai caído no chão, sem vida. Só que um mistério ronda o passado da pequena menina.

Obra máxima do diretor espanhol Carlos Saura, vencedora do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 1976 e indicada ao Globo de Ouro de filme estrangeiro. Aparentemente o filme é um retrato sobre a infância. Porém a psicologia é mais profunda. Saura esteve engajado contra o regime totalitário de Francisco Franco (conhecido como “El Caudillo”) na Espanha; por isso, “Cria cuervos” é uma fita de amparo político, que carrega uma aura de mistério, metáforas e inúmeras simbologias, dando indícios pelo próprio título – uma alusão ao ditado espanhol “Crie corvos e eles te comerão os olhos”. A mãe agonizando na cama remete à ideia da pátria doente, assim como o envolvimento do general franquista com a amante implica na concepção implícita da traição do país – e a morte dele por veneno sugere a revolta popular que pode depor um presidente.


A música-tema, cantada por Jeanette, “Por que te vas”, sucesso na época, é cínica e ambígua. No elenco, destacam-se a garotinha Ana Torrent, em início de carreira, com nove anos – hoje uma mulher belíssima e importante atriz, além de Geraldine Chaplin (filha de Charles Chaplin), em papel duplo feito em tempos diferentes – a mãe e a filha na fase adulta.
Um clássico de nossos tempos, que acaba de sair em excelente cópia pela Obras-Primas do Cinema, no box “Carlos Saura” – a caixa contém três discos, vem ainda com os filmes “A prima Angélica”, “Ana e os lobos”, “Depressa, depressa” e “Peppermint Frappé”, além de horas de extras e cards especiais.

Cría cuervos (Idem). Espanha, 1976, 109 min. Drama. Colorido. Dirigido por Carlos Saura. Distribuição: Obras-Primas do Cinema

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Especial de Cinema


Globo de Ouro 2019: algumas surpresas e menos política que de costume

E deu-se a largada à temporada de premiações do cinema! Ontem foi realizada a cerimônia de entrega do Globo de Ouro, em Beverly Hills, que chegou em sua 76ª edição. Apresentado por Sandra Oh e Andy Samberg, a festa que antecede o Oscar teve surpresas na escolha de boa parte dos vencedores, poucos comentários ácidos e mínima crítica social (diferentemente das duas edições anteriores). O prêmio Cecil B. DeMille, pelo conjunto da obra, foi entregue ao ator Jeff Bridges, que completou 67 anos de carreira, e na noite de ontem também inauguraram o prêmio para atores de TV, chamado Carol Burnett - e quem ganhou foi justamente a atriz e humorista de 85 anos, sob uma chuva de aplausos.
Não houve filmes acumulando grande quantidade de estatuetas. “Green Book – O guia” ficou em primeiro lugar, vencendo em três categorias (melhor filme – Musical ou comédia, roteiro e ator coadjuvante, para  Mahershala Ali), e em sequência, “Bohemian Rhapsody” levou dois prêmios (melhor filme – Drama e melhor ator, para Rami Malek), empatando com “Roma”, que venceu melhor diretor, para Alfonso Cuarón e filme estrangeiro.
Confira abaixo a lista com todos os vencedores.



CINEMA

Melhor filme - Drama

"Bohemian Rhapsody"
"Infiltrado na Klan"
"Pantera Negra"
"Se a rua Beale falasse"
"Nasce uma estrela"

Melhor Filme - Musical ou Comédia

"Green Book: O Guia"
"Podres de ricos"
"A Favorita"
"O Retorno de Mary Poppins"
"Vice"

Melhor atriz de filme - Drama

Glenn Close, "A esposa"
Lady Gaga, "Nasce uma estrela"
Nicole Kidman, "O peso do passado"
Melissa McCarthy, "Poderia me perdoar?"
Rosamund Pike, "A Private War"

Melhor ator de filme - Drama

Rami Malek, "Bohemian Rhapsody"
Bradley Cooper, "Nasce uma estrela"
Willem Dafoe, "No portal da eternidade"
Lucas Hedges, "Boy Erased – Uma verdade anulada"
John David Washington, "Infiltrado na Klan"

Melhor atriz em filme - Musical ou Comédia

Olivia Colman, "A favorita"
Emily Blunt, "O Retorno de Mary Poppins"
Elsie Fisher, "Oitava série"
Charlize Theron, "Tully"
Constance Wu, "Podres de Ricos"

Melhor ator em filme - Musical ou Comédia

Christian Bale, "Vice"
Lin-Manuel Miranda, "O Retorno de Mary Poppins"
Viggo Mortensen, "Green Book: O Guia"
Robert Redford, "The Old Man and the Gun"
John C. Reilly, "Stan & Ollie"

Melhor diretor de filmes

Alfonso Cuarón, "Roma"
Bradley Cooper, "Nasce uma estrela"
Peter Farrelly, "Green Book: O Guia"
Spike Lee, "Infiltrado na Klan"
Adam McKay, "Vice"



Melhor atriz coadjuvante em filmes

Regina King, "Se a rua Beale falasse"
Amy Adams, Vice"
Claire Foy, "O primeiro homem"
Emma Stone, "A Favorita"
Rachel Weisz, "A Favorita"

Melhor ator coadjuvante em filmes

Mahershala Ali, "Green Book: O Guia"
Timothee Chalamet, "Querido menino"
Adam Driver, "Infiltrado na Klan"
Richard E. Grant, "Poderia me perdoar?"
Sam Rockwell, "Vice"

Melhor roteiro para filme

Peter Farrelly, Nick Vallelonga e Brian Currie ("Green Book: O Guia")
Barry Jenkins ("Se a rua Beale falasse")
Adam McKay ("Vice")
Alfonso Cuarón ("Roma")
Deborah Davis e Tony McNamara ("A favorita")

Melhor filme em língua estrangeira

"Roma"
"Cafarnaum"
"Girl"
"Never Look Away"
"Assunto de família"

Melhor animação

"Homem-Aranha no Aranhaverso"
"Os Incríveis 2"
"Ilha dos Cachorros"
"Mirai no mirai”
"WiFi Ralph"

Melhor trilha original para filmes

Justin Hurwitz, "O primeiro homem"
Marco Beltrami, "Um lugar silencioso"
Alexandre Desplat, "Ilha de cachorros"
Ludwig Göransson, "Pantera Negra"
Marc Shaiman, "O retorno de Mary Poppins"

Melhor cação para filmes

"Shallow", "Nasce uma estrela"
"All the Stars”, "Pantera Negra"
"Revelation”, Boy Erased
"Girl in the Movies”, "Dumplin"
"Requiem for a Private War", "A Private War"


TV

Melhor série - Drama

"The Americans"
"Segurança em jogo"
"Homecoming"
"Killing Eve"
"Pose"

Melhor série - Musical ou Comédia

"O método Kominsky"
"Barry"
"Kidding"
"O bom lugar"
"A maravilhosa Mrs. Maisel"

Melhor série limitada ou filme para TV

"The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story"
"O alienista"
"Escape at Dannemora"
"Objetos cortantes"
"A Very English Scandal"

Melhor ator em série - Musical ou Comédia

Michael Douglas, "O método Kominsky"
Jim Carrey, “Kidding”
Sacha Baron Cohen, "Who is America?"
Donald Glover, "Atlanta"
Bill Hader, "Barry"



Melhor atriz em série - Musical ou Comédia

Rachel Brosnahan, "A maravilhosa Mrs. Maisel"
Kristen Bell, "O bom lugar"
Candice Bergen, "Murphy Brown"
Alison Brie, "GLOW"
Debra Messing, "Will & Grace"

Melhor atriz em série - Drama

Sandra Oh, "Killing Eve"
Caitriona Balfe, "Outlander"
Elisabeth Moss, "O conto da aia"
Julia Roberts, "Homecoming"
Keri Russell, "The Americans"

Melhor ator em série - Drama

Richard Madden, "Segurança em jogo"
Jason Bateman, "Ozark"
Stephan James, ‘Homecoming"
Billy Porter, "Pose"
Matthew Rhys, "The Americans"

Melhor ator em série limitada ou filme para TV

Darren Criss, "The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story"
Antonio Banderas, "Genius: Picasso"
Daniel Brühl, "O alienista"
Benedict Cumberbatch, "Patrick Melrose"
Hugh Grant, "A Very English Scandal"

Melhor atriz em série limitada ou filme para TV

Patricia Arquette, "Escape at Dannemora"
Amy Adams, "Objetos cortantes"
Connie Britton, "Dirty John"
Laura Dern, "O conto"
Regina King, "Seven Seconds"

Melhor ator coadjuvante em série, série limitada ou filme para TV

Ben Whishaw, "A Very English Scandal"
Alan Arkin, "O método Kominsky"
Kieran Culkin, "Succession"
Edgar Ramirez, "The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story"
Henry Winkler, "Barry"

Melhor atriz coadjuvante em série, série limitada ou filme para TV

Patricia Clarkson, "Objetos cortantes"
Alex Bornstein, "A maravilhosa Mrs. Maisel"
Penelope Cruz, "The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story"
Thandie Newton, "Westworld"
Yvonne Strahovski, "O conto de Aia"