sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Cine Lançamento


Amor sem fim

Jade (Gabriella Wilde) é uma garota inteligente, de família rica e superprotegida pelos pais. Um dia, conhece o carismático David (Alex Pettyfer), rapaz de origem humilde e com um passado misterioso, e ambos se apaixonam perdidamente. O pai de Jade, Hugh (Bruce Greenwood), não aprova o relacionamento, a ponto de pressionar a filha a se separar. Os jovens amantes decidem então fugir para viver o poderoso amor que nasceu entre eles.

Adequado remake de uma fita romântica melodramática que marcou o início dos anos 80, “Amor sem fim”, dirigida por Franco Zefirelli, em um momento equivocado da imponente carreira, quando, sem paixão alguma, tentou um olhar moderno de seu poderoso “Romeu e Julieta” (1968) – há elementos de tragédia shakespeariana no original de Zefirelli, que nesta versão de 2014 ficou de fora. Os produtores, sabiamente, decidiram aqui por uma história ultracontemporânea, menos cafona e com realismo da geração teen atual, e por isso a refilmagem deu certo – com certeza sai-se melhor que o primeiro filme.
Dialoga sobre o poder da paixão entre dois jovens imaturos, capazes de abandonar a família para viver um romance proibido e efervescente. Jade e David não se melindram nessa tentativa desafiadora, enfrentando o pai da garota, que não aceita a relação – isto reflete num conflito de corpo a corpo com o jovem protagonista (há relação, mínima que seja, com os Capuletos e os Montecchios). O atrito emerge pela distinção de classes sociais entre os jovens amantes (ela rica, ele pobre), ponto-chave de discussão da fita (o preconceito).
Bem fotografado, com direção assinada por Shana Feste, especialista em romance/drama, reúne elenco de jovens promissores (Gabriella Wilde e Alex Pettyfer) e outros rostos de coadjuvantes conhecidos dos anos 80/90, como Bruce Greeenwood, Joely Richardson e Robert Patrick. Um bom filme romântico de uma safra fraca de fitas do gênero. Não teve o reconhecimento merecido nos cinemas (de um orçamento de U$ 20 milhões, arrecadou quase U$ 25 milhões nos EUA – no Brasil a bilheteria foi vergonhosamente irrisória). Já em DVD e Blu-ray. Por Felipe Brida


Amor sem fim (Endless love). EUA, 2014, 104 min. Drama/Romance. Dirigido por Shana Feste. Distribuição: Universal

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Morre a atriz e cantora Vanja Orico



RIP: Vanja Orico (1930-2015)

Atriz e cantora brasileira, nascida no Rio,Vanja faleceu ontem aos 84 anos, de câncer.
Descoberta por Federico Fellini no início dos anos 50, quando morou em Roma fazendo shows musicais patrocinados pela RAI, no Brasil ficou conhecida por personagens interpretados no 'Ciclo do Cangaço', como o emblemático O cangaceiro (1953). Trabalhou como atriz em cerca de 20 produções, dentre elas Mulheres e luzes (1950),  Paixão das selvas (1955), Clube de mulheres (1956), A rosa dos ventos (1957), Lampião - O rei do cangaço (1965), Arrastão (1967), O santo milagroso (1967), Cangaceiros de Lampião (1967), Independência ou morte (1972), Jesuíno Brilhante, o cangaceiro (1972), O segredo da Rosa (1974 - escrito, dirigido e produzido por ela), O caçador de esmeraldas (1979), Ele, o boto (1987) e A terceira margem do rio (1994).
Como cantora, lançou cinco discos entre 1964 e 1997. Por Felipe Brida

domingo, 25 de janeiro de 2015

Morre a atriz Maria Della Costa, aos 89



RIP: Maria Della Costa (1926-2015), dama do teatro brasileiro.

Atriz gaúcha, de notável trabalho no teatro, também atuou em novelas, como Beto Rockfeller (1969), As bruxas (1970), Estúpido cupido (1976), Te contei? (1982) e Sétimo sentido (1982), e fez muito cinema, como os filmes Inocência (1949), Caminhos do sul (1950), Areião (1952), Moral em Concordata (1959), Cristo de lama (1966), Como ganhar na loteria sem perder a esportiva (1971) e O signo do escorpião (1974). Por Felipe Brida

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Nota do blogueiro



O 'Colunas & Notas' voltou de férias. Hoje saiu minha primeira coluna de 2015 (em anexo). O boletim eletrônico, criado e mantido pelos amigos Marcelo Pestana Carlos Cirne, completa 12 anos, e eu comemoro meus 7 anos como colaborador nesse veículo de cinema de renome nacional! Viva!
PS: Minha coluna permanece às sextas-feiras.
Por Felipe Brida

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Cine Lançamento


Policial em apuros

Segurança em um colégio, Ben (Kevin Hart) pretende se casar com a irmã de um detetive durão, James (Ice Cube). Para conquistar a confiança do futuro cunhado e demonstrar que será um bom pai de família, compromissado com o trabalho, Ben arrisca a o ingresso na Academia de Polícia, propondo ser parceiro de James. Este então o convida para uma “pequena” patrulha de 24 horas nas ruas da agitada cidade de Atlanta, em meio a tráfico de drogas, assaltos, assassinatos e perseguições. Será que Ben está mesmo apto para o corajoso dia a dia da polícia?

Divertida e despretensiosa comédia policial na linha de “Um tira da pesada”, apropriada para o público masculino, com dois atores negros bons no jogo de cena, Ice Cube, que vem do cinema de ação dos anos 90, e Kevin Hart, humorista de stand up. Surpreendeu na bilheteria nos cinemas, especialmente a americana – rendeu U$ 135 milhões, de um orçamento razoável de U$ 25 mi, ou seja, há muita gente interessada por fitas que misturam dois gêneros distintos, comédia e policial. Ágil, com tiradas sem grosseria concentradas no conflito entre os dois policiais em apuros, o filme não cai em besteirol convencional. Bem por cima procura refletir sobre a violência nas ruas de Atlanta, capital da Geórgia, já que boa parte da história transcorre na periferia da cidade, onde lá existem fortes mazelas sociais, como o extensivo tráfico de drogas e seus desdobramentos (assassinatos por dívidas, luta por posse de território etc).
Gostei do resultado e indico como entretenimento. Ah, e o diretor Tim Story anunciou a sequência, prevista para 2016, com os mesmos protagonistas. Em breve veremos novamente na telona a dupla Ice Cube e Kevin Hart em apuros! Em DVD e Blu-Ray. Por Felipe Brida

Policial em apuros (Ride along). EUA, 2014, 99 min. Ação/Comédia. Dirigido por Tim Story. Distribuição: Universal

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Especial de cinema


OSCAR 2015

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou hoje às 11h30, horário de Brasília, a lista dos filmes indicados ao Oscar 2015. “Birdman ou (A inesperada virtude da ignorância)” e “O grande hotel Budapeste” lideram o ranking com nove indicações, incluindo melhor filme, diretor e roteiro original. Em sequência estão “O jogo da imitação”, em oito categorias, e “Boyhood: Da infância à juventude”, com seis.
O anúncio oficial foi feito em Beverly Hills, Los Angeles, pelos diretores J.J. Abrams e Alfonso Cuaron, pelo ator Chris Pine e por Cheryl Boone Isaacs, presidente da Academia.
A cerimônia de entrega do Oscar será no último domingo de fevereiro, dia 22. Confira abaixo a lista completa dos indicados ao prêmio.




Melhor filme
"Sniper americano"
"Birdman"
"Boyhood: Da infância à juventude"
"O grande hotel Budapeste"
"O jogo da imitação"
"Selma"
"A teoria de tudo"
"Whiplash: Em busca da perfeição"

Melhor diretor
Alejandro Gonzáles Iñárritu ("Birdman")
Richard Linklater ("Boyhood")
Bennett Miller ("Foxcatcher: Uma história que chocou o mundo")
Wes Anderson ("O grande hotel Budapeste")
Morten Tyldum ("O jogo da imitação")

Melhor ator
Steve Carell ("Foxcatcher")
Bradley Cooper ("Sniper americano")
Benedict Cumbertatch ("O jogo da imitação")
Michael Keaton ("Birdman")
Eddie Redmayne ("A teoria de tudo")

Melhor atriz
Julianne Moore ("Para sempre Alice")
Felicity Jones ("A teoria de tudo")
Rosamund Pike ("Garota exemplar")
Reese Whiterspoon ("Livre")
Marion Cotillard ("Dois dias, uma noite")

Melhor ator coadjuvante
Robert Duvall ("O juiz")
Ethan Hawke ("Boyhood")
Edward Norton ("Birdman")
Mark Ruffalo ("Foxcatcher")
JK Simons ("Whiplash")

Melhor atriz coadjuvante
Patricia Arquette ("Boyhood")
Laura Dern ("Livre")
Keira Knightley ("O jogo da imitação")
Emma Stone ("Birdman")
Meryl Streep ("Caminhos da floresta")

Melhor animação
"Operação Big Hero"
"Como treinar o seu dragão 2"
"Os Boxtrolls"
"O conto da princess Kaguya"
"Song of the sea"

Melhor filme em língua estrangeira
"Ida" (Polônia)
"Leviatã" (Rússia)
"Tangerines" (Estônia)
"Timbuktu" (Mauritânia)
"Relatos selvagens" (Argentina)

Melhor roteiro original
"Birdman"
"Boyhood"
"Foxcatcher"
"O grande hotel Budapeste"
"O abutre"

Melhor roteiro adaptado
"Sniper americano"
"O jogo da imitação"
"Vício inerente"
"A teoria de tudo"
"Whiplash"

Melhor fotografia
"Birdman"
"O grande hotel Budapeste"
"Ida"
"Sr. Turner"
"Invencível"

Melhor edição
"Sniper americano"
"Boyhood"
"O grande hotel Budapeste"
"O jogo da imitação"
"Whiplash"

Melhor design de produção
"O grande hotel Budapeste"
"O jogo da imitação"
"Interestelar"
"Caminhos da floresta"
"Sr. Turner"

Melhores efeitos visuais
"Capitão América 2: O soldado invernal"
"Planeta dos macacos: O confronto"
"Guardiões da Galáxia"
"Interestelar"
"X-Men: Dias de um futuro esquecido"

Melhor figurino
"O grande hotel Budapeste"
"Vício inerente"
"Caminhos da floresta"
"Malévola"
"Sr. Turner"

Melhor maquiagem e cabelo
"Foxcatcher"
"O grande hotel Budapeste"
"Guardiões da Galáxia"

Melhor trilha sonora
Alexandre Desplat ("O grande hotel Budapeste")
Alexandre Desplat ("O jogo da imitação")
Hans Zimmer ("Interestelar")
Gary Yershon ("Sr. Turner")
Jóhann Jóhannsson ("A teoria de tudo")

Melhor canção
"Everything is awesome" ("Uma aventura Lego")
"Glory" ("Selma")
"Grateful" ("Além das luzes")
"Lost Stars" ("Mesmo se nada der certo")
"I'm not gonna miss you" ("Glen Campbell…I'll be me")

Melhor edição de som
"Sniper americano"
"Birdman"
"O hobbit: A batalha dos cinco exércitos"
"Interestelar"
"Invencível"

Melhor mixagem de som
"Sniper americano"
"Birdman"
"Interestelar"
"Invencível"
"Whiplash"

Melhor documentário
"O sal da terra"
"A fotografia oculta de Vivian Maier"
"Citizenfour"
"Last days"
"Virunga"

Melhor documentário em curta-metragem
"Crisis Hotline: Veterans Press 1"
"Joanna"
"Our curse"
“The reaper (La Parka)"
"White earth"

Melhor animação em curta-metragem
"The bigger picture"
"The dam keeper"
"Feast"
"Me and my moulton"
"A single life"

Melhor curta-metragem em 'live-action'
"Aya"
"Boogaloo and Graham"
"Butter lamp (La lampe au beurre de Yak)"
"Parvaneh"
"The phone call"

Por Felipe Brida

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Especial de cinema


Como de praxe, um dia antes da divulgação dos indicados ao Oscar (que será amanhã, a partir das 11h - horário de Brasília), anunciam-se os nomeados ao Framboesa de Ouro, o Razzie Awards, dado aos piores filmes do ano. E hoje foi o dia para conhecer as bombas de 2014!
A fita de ação "Transformers: A era da extinção" (foto) lidera o ranking em sete categorias, seguida de "Saving Christmas" e "Hércules" (a versão de Renny Harlin), ambos com seis indicações.
A novidade da 35a. edição do Razzie é a criação do Prêmio Redenção (Redentor), entregue a atores e atrizes que já ganharam o Framboesa (ou foram indicados) e agora se superaram em bons trabalhos, dando a volta por cima.
Veja a lista completa abaixo:



Pior Filme

Saving Christmas
Hércules
As Tartarugas Ninja
O Apocalipse
Transformers: A Era da Extinção

Pior Remake, Adaptação ou Sequência

Annie
Hércules
Atlas Shrugged III: Who is John Galt?
Transformers: A Era da Extinção
As Tartarugas Ninja

Pior Roteiro

Transformers: A Era da Extinção
Sex Tape: Perdido na Nuvem
O Apocalipse
Saving Christmas
As Tartarugas Ninja

Pior Diretor

Seth MacFarlane - Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola
Jonathan Liebesman - As Tartarugas Ninja
Renny Harlin - Hércules
Michael Bay - Transformers: A Era da Extinção
Darren Doane - Saving Christmas

Pior Atriz

Charlize Theron - Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola
Cameron Diaz - Mulheres ao Ataque e Sex Tape: Perdido na Nuvem
Melissa McCarthy - Tammy
Drew Barrymore - Juntos e Misturados
Gaia Weiss - Hércules

Pior Ator

Seth MacFarlane - Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola
Adam Sandler - Juntos e Misturados
Kellan Lutz - Hércules
Kirk Cameron - Saving Christmas
Nicolas Cage - O Apocalipse

Pior Ator Coadjuvante

Shaquille O’Neal - Juntos e Misturados
Kelsey Grammer - Os Mercenários 3 e Transformers: A Era da Extinção
Arnold Schwarzenegger - Os Mercenários 3
Mel Gibson - Os Mercenários 3
Kiefer Sutherland - Pompeia

Pior Atriz Coadjuvante

Susan Sarandon - Tammy
Bridgette Cameron - Saving Christmas
Cameron Diaz - Annie
Megan Fox - As Tartarugas Ninja
Nicola Peltz - Transformers: A Era da Extinção

Pior Elenco/Combo

Dois robôs, atores (ou atores robóticos) - Transformers: A Era da Extinção
Kellan Lutz e seu abdômen, peitoral ou glúteos - Hércules
Seth MacFarlane e Charlize Theron - Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola
Kirk Cameron e seu ego - Saving Christmas
Cameron Diaz e Jason Segel - Sex Tape: Perdido na Nuvem

Prêmio Redenção (Redentor)

Ben Affleck
Jennifer Aniston
Mike Myers
Keanu Reeves
Kristen Stewart

--

Por Felipe Brida

Cine Lançamento



Soldado anônimo: Campo em chamas

Grupo de fuzileiros americanos está em uma arriscada missão na província de Helmand, no deserto do Afeganistão: ajudar uma afegã, perseguida pelo Talibã, a fugir do país. Em meio a campos minados, os soldados arriscarão a vida numa intensa jornada de insegurança e sobrevivência.

O premiado cineasta Sam Mendes dirigiu em 2005 o primeiro “Soldado anônimo”, excepcional drama de guerra levado com um sábio humor desconfortável e frieza, protagonizado por Jake Gyllenhaal, no mesmo ano que recebeu indicação ao Oscar de coadjuvante por “O segredo de Brokeback Mountain” – o ator foi revelado nesses dois bons trabalhos e é hoje um dos talentosos de sua geração. O filme fracassou nas bilheterias, virando cult e um decente exemplar do gênero. Quase 10 anos depois, outro time de produtores resolveu dar sequência à história, sem os personagens do anterior, realocando-os da Guerra do Kuwait para a Guerra do Afeganistão (por isso não precisaria ser um novo Jarhead, e sim ter outro título, já que nada tem a ver com o de 2005). Apesar de inferior no tratamento do tema, o filme não decepciona. Não apresenta as qualidades técnicas nem as sacadas de Sam Mendes (um gênio do cinema atual), até o elenco é desconhecido, mas dá para encarar como um passatempo interessante. A situação político-social retratada nessa segunda parte continua atual, serve como atualização e conhecimento do regime de terror orientado pelo fundamentalismo do Talibã, sempre em tom de ação rotineira que o cinema americano sabe fazer mesmo em fitas menores como esta. A história é tensa do início ao fim – imaginem só, os soldados anônimos ficam presos no deserto, cercados por minas e sob mira dos terroristas islâmicos!
Saiu discretamente em home vídeo no Brasil em 2014, sem passar nos cinemas, e agora já está disponível em DVD e Blu-ray. Vale um aluguel e fica a recomendação importante: não deixem de assistir ao anterior, “Soldado anônimo”, um trabalho de mestre de Sam Mendes! Por Felipe Brida


Soldado anônimo: Campo em chamas (Jarhead 2: Field of fire). EUA, 2014, 102 min. Ação. Dirigido por Don Michael Paul. Distribuição: Universal

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Morre aos 92 anos o diretor e roteirista italiano Francesco Rosi


O diretor e roteirista italiano Francesco Rosi faleceu anteontem aos 92 anos, em Roma, devido a problemas respiratórios.
Nascido em Nápoles, em 15 de novembro de 1922, o cineasta recebeu os principais prêmios do cinema europeu, como o Bafta por Cristo parou em Éboli (1979), o Leão de prata por O bandido Giuliano (1962 – indicado ainda ao Leão de Ouro), a Palma de Ouro em Cannes por O caso Mattei (1972) e o Leão de Ouro por As mãos sobre a cidade (1963).
Outros trabalhos importantes de Rosi incluem Kean (1957), A provocação (1958), Renúncia de um trapaceiro (1959), Os bravos da arena (1965), A vontade de um general (1970), Lucky Luciano: O imperador da máfia (1973), Cadáveres ilustres (1976), Três irmãos (1981), Carmen (1984), Crônica da morte anunciada (1987) e A trégua (1997).

Formado em Direito pela Universidade de Nápoles, o diretor era viúvo e deixa uma filha, a atriz Carolina Rosi. Por Felipe Brida

domingo, 11 de janeiro de 2015

Morre a musa de Fellini, a atriz Anita Ekberg


A atriz e modelo sueca Anita Ekberg, musa do diretor italiano Federico Fellini, com quem fez o imponente clássico “A doce vida” (1960), faleceu hoje em Rocca di Papa, na Itália, aos 83 anos. Segundo a imprensa estrangeira, Anota vinha sendo hospitalizada com frequência, devido a problemas de saúde não-esclarecidos.
Nascida em Malmo, na Suécia, em 29 de setembro de 1931, Anita foi Miss Suécia em 1950 (aos 19 anos) e concorreu ao título de Miss Universo no mesmo ano. Iniciou a carreira artística como modelo fotográfica e logo foi contratada como atriz em Hollywood, participando inicialmente de pontas em produções menores (muitas delas não-creditadas), como O aventureiro do Mississipi (1953), Bud Abbott e Lou Castello no planeta Marte (1953), Mulher de fogo (1953) e A espada de damasco (1953).
Ganhou papel de maior importância nos filmes Rota sangrenta (1955 – ao lado de John Wayne) e Artistas e modelos (1955 – junto com Dean Martin e Jerry Lewis) e a partir daí sua carreira estourou. Sex symbol do cinema, Anita atuou na superprodução épica Guerra e paz (1956), na comédia Ou vai ou racha (1956), no western Domínio dos homens sem lei (1956) e na obra-prima do cinema italiano A doce vida – a sequência onde ela toma banho na Fontana di Trevi, com Marcello Mastroianni, tornou-se uma das cenas antológicas da Sétima Arte. Fez ainda outros 30 filmes, como Boccacio 70 (1962), Os quatro heróis do Texas (1963), Um biruta em órbita (1966) e A longa noite de ódio (1968). Ela voltou a trabalhar com Fellini no documentário Entrevista (1987).
Anita foi casada com os atores Anthony Steel (de 1956 a 1959) e Rik Van Nutter (de 1963 a 1975), ambos já falecidos. Não deixou filhos.

Samuel Goldwyn Jr.

O cinema norte-americano também registrou o falecimento do produtor Samuel Goldwyn Jr, indicado ao Oscar de melhor filme por “Mestre dos mares: O lado mais distante do mundo” (2003). Ele morreu anteontem aos 88 anos, de problemas cardíacos, em Los Angeles.
Samuel era filho do renomado produtor Samuel Goldwyn (1879-1974), um dos fundadores da MGM (Metro Goldwyn Mayer), e pai do ator Tony Goldwyn e do também produtor John Goldwyn.
Produziu 27 filmes, dentre eles As aventuras de Huckleberry Finn (1960), Os jovens amantes (1964 – também diretor, seu único trabalho na direção), Rififi no Harlem (1970), Prece para um condenado (1987), Mercadores da morte (1987), Três mulheres, três amores (1988), Stella – Uma prova de amor (1990), Um anjo em minha vida (1996) e A vida secreta de Walter Mitty (2013 – produzido com o filho, John Goldwyn). Casou-se duas vezes e era divorciado. Ele deixa outros quatro filhos. Por Felipe Brida

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Morre o ator Rod Taylor, aos 84



A imprensa americana noticiou hoje o falecimento do ator Rod Taylor, aos 84 anos, ocorrido na última quarta-feira. Ele sofreu um ataque cardíaco em casa, em Los Angeles.
Mais lembrado pelo papel de Mitch Brenner no clássico suspense "Os pássaros" (1963) e do escritor inglês H.G. Wells na ficção científica "A máquina do tempo" (1960), Taylor nasceu em 11 de janeiro de 1930 em Sydney, na Austrália.
Nos mais de 60 anos dedicados ao cinema, atuou em cerca de 70 filmes, dentre eles O pirata de Porto Belo (1954), Horas sombrias (1955), Assim caminha a humanidade (1956), Vidas separadas (1958), Gente muito importante (1963), A espiã de calcinhas de renda (1966), Os mercenários (1968), Zabriskie point (1970) e Bastardos inglórios (2009).
O ator foi casado três vezes e deixa um filho. Por Felipe Brida

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Especial de cinema


Perdas no cinema

Nos dois últimos dias de 2014, o cinema registrou duas perdas: a do ator Edward Herrmann, aos 71 anos, e da premiada atriz Luise Rainer, aos 104.


Edward Herrmann

O ator americano Edward Herrmann, nascido em Washington, em 21 de julho de 1943, faleceu no dia 31 de dezembro, vítima de câncer cerebral. Vencedor do Emmy pelo seriado "O desafio", em 1999, atuou em cerca de 100 filmes nos 40 anos dedicados ao cinema (além de participação em dezenas de seriados).
Destacam-se seus paéis em: O homem que eu escolhi (1973), O dia do golfinho (1973), O grande Gatsby (1974), Quando as águias se encontram (1975), Os desalmados (1978), A guerra de Harry (1981), Reds (1981), Pesadelo no vale da morte (1982), Annie (1982), Mrs. Soffel (1984), A rosa púrpura do Cairo (1985), O homem do sapato vermelho (1985), Os garotos perdidos (1987), Um salto para a felicidade (1987), Cuidado com as gêmeas (1987), O renascer de uma mulher (1993), Namorado gelado, coração quente (1993), Riquinho (1994), Nixon (1995), O impaciente (1997), O elevador da morte (2001), O clube do imperador (2002), O amor custa caro (2003), O aviador (2004), Uma garota irresistível (2006), Acho que amo minha mulher (2007), Herança paranormal (2009), Minhas seus esposas (2009), Porta do céu (2013) e Você está aqui (2013). Deixou três filmes em produção. Hermann era casado pela segunda vez (agora com a atriz de TV Star Herrmann) e tinha dois filhos.

Luise Rainer

A atriz alemã Luise Rainer, nascida em 12 de janeiro de 1910 em Dusseldorf, faleceu no dia 30 de dezembro, em Londres, onde residia. Trabalhou em 20 filmes entre 1930 e 1943, ganhando dois Oscars – ambos de melhor atriz por Ziegfeld: O criador de estrelas (1936) e Terra dos deuses (1937).
Outros filmes: Os castiçais do imperador (1937), Labirintos do destino (1937), A grande valsa (1938), Escola dramática (1938) e Reféns (1943).

A atriz foi casada duas vezes e deixa um filho. Por Felipe Brida