terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Nota do Blogueiro


Balanço de cinema - 2019

Adeus, ano velho... feliz, ano novo! E antes que 2019 acabe, registro aqui o número de filmes assistidos ao longo do ano (como sempre publico, no dia 31 de dezembro). Foram 995 longas vistos - do total, 287 produções lançadas em 2019. Pelos meus cálculos (cheguei a olhar nos cadernos onde anoto tudo) foi um dos anos que mais vi filmes!
E amanhã pela manhã postarei aqui minha lista dos melhores e piores de 2019. Viva o cinema! E que se inicie 2020!


sábado, 28 de dezembro de 2019

Resenha Especial



Eu, mamãe e os meninos

Guillaume (Guillaume Gallienne) relembra a infância e a juventude, épocas de grandes conflitos com a mãe controladora, que, por gostar demais das mulheres, insistia que ele era gay.

Uma história de vida engraçada e ao mesmo tempo comovente sem ser piegas, baseada nas próprias experiências do ator Guillaume Gallienne, que escreveu, produziu, dirigiu e atuou em seu filme mais pessoal. Ele tem um humor diferenciado, perspicaz e reflexivo, e abre o coração para contar particularidades de quando era criança até a fase da juventude. Ele interpreta papel duplo, primeiro na pele do protagonista, o jovem Guillaume, que relembra o passado de amarguras, melindres e medo, e em segundo plano como a mãe autoritária, que educou o filho de maneira rígida chegando a cometer bullying frequente com ele. Por exemplo, insistia que o filho era gay (e não era) - o título refere-se a uma lembrança de Guillaume, na época com quatro anos de idade, quando a matriarca gritava na hora do jantar: “Meninos e Guillaume, à mesa!”.
Narrado em off, tem um bom roteiro e uma maquiagem e caracterização feminina perfeitas do ator principal, em um de seus trabalhos mais memoráveis – francês, Gallienne atuou em dezenas de filmes, como “Maria Antonieta” (2006), “Yves Saint Laurent” (2014) e “Cézanne e eu” (2016).


Lançado em 2013, venceu prêmios diversos pelo mundo, como o César (em cinco categorias, incluindo ator) e em Cannes, onde faturou dois prêmios especiais, além de ter sido indicado lá tanto ao Golden Camera quanto ao Queer Palm.
Em sua fita de estreia, Gallienne nos presenteia com uma fita adorável, pessoal e divertida. Vale conhecer!

Eu, mamãe e os meninos (Les garçons et Guillaume, à table!). França/Bélgica, 2013, 85 minutos. Comédia dramática. Colorido. Dirigido por Guillaume Gallienne. Distribuição: Paramount Pictures


sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Cine Lançamento



Era uma vez em... Hollywood

Na Los Angeles de 1969, o astro de TV Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) tem no dublê Cliff Booth (Brad Pitt) seu amigo pessoal de longa data, um verdadeiro companheiro de bebidas e conversas para se jogar fora. Dalton pretende alavancar seu nome no cinema e para isso conta com a ajuda de Booth numa época em que Hollywood passa por grandes transformações. Num dia qualquer o ator descobre que seus vizinhos são nada mais nada menos o diretor Roman Polanski (Rafal Zawierucha) e a esposa, a modelo e atriz do momento (Margot Robbie). Será que a sorte conspira a seu favor?

Um dos melhores e mais aguardados filmes do ano, “Era uma vez em ... Hollywood”, nono trabalho do diretor Quentin Tarantino, acaba de ser lançado pela Sony Pictures em DVD, Bluray e nas plataformas digitais. Recebeu cinco indicações ao Globo de Ouro, cuja premiação será no próximo mês, no dia 05 de janeiro, e deve ser finalista ao Oscar de 2020 – no Globo de Ouro está nomeado nas categorias de melhor filme – Comédia ou musical, ator (Leonardo DiCaprio), ator coadjuvante (Brad Pitt), melhor diretor e melhor roteiro (ambos de Tarantino).
Nesse tributo ao final da Era de Ouro de Hollywood, o controverso cineasta volta-se a uma época de intensa transformação na indústria de cinema, causada, dentre outros motivos, pela expansão da TV. A história da trama inteira ocorre no nítido ano de 1969, com pano de fundo da Contracultura, dos bastidores do cinema de ação e do western em Los Angeles, e ao caso Sharon Tate, atriz e modelo que no auge da carreira foi brutalmente assassinada por membros da seita de Charles Manson.


Seguindo os passos de Robert Altman, a quem o diretor sempre se inspirou, Tarantino novamente conta histórias paralelas e as cruza no final, onde tudo pode acontecer (é Tarantino, né!). A principal delas é o estreito laço de amizade entre um astro da TV (DiCaprio, super bem) e seu dublê (Pitt, brilhante, merecedor de Globo de Ouro e deverá ser indicado ao Oscar), enquanto o primeiro tenta se reinventar e ambiciona engrenar no mundo do cinema. Haverá uma série de complicadores, frustrações, ou seja, nada será fácil tampouco sairá como planejado! Prepare a mente para um autêntico cinema tarantinesco, com humor afiado, easter eggs com referências abundantes à cultura pop e menções inteligentes ao mundo do cinema, diálogos longos e caprichados, e, claro, a violência inesperada (aqui bem rápida, no entanto sanguinária).
Desde a estreia no cinema em 1992 com “Cães de aluguel” o diretor sabe escalar um elenco coadjuvante de peso e aproveitá-lo; aqui temos Margot Robbie, Margareth Qualley, Timothy Olyphant, Luke Perry, Austin Butler, Dakota Fanning, Emile Hirsch, a garotinha Julia Butters e dois veteranos, Bruce Dern e Al Pacino. Também recorreu a uma trilha sonora com tudo o que houve de melhor no final da década de 60, por exemplo, Joe Cocker, Simon & Garfunkel, José Feliciano, Neil Diamond, Deep Purple e Aretha Franklin. “Bring a little lovin'”, de Los Bravos, já virou hit do filme, e Tarantino ainda reutilizou com criatividade trilhas clássicas de três compositores geniais do cinema, Bernard Herrmann, Lalo Schifrin e Elmer Bernstein. Se você não viu, está esperando o quê?

Disponível em DVD (disco simples) e em Bluray (disco simples e em edição especial em Steelbook), além de aluguel e compra em plataformas digitais, como Now, Apple TV, Google Play, Sky Play, Vivo Play, Looke, Oi Play, Playstation Store e Microsoft Filmes & TV.

Era uma vez em... Hollywood (Once upon a time... in Hollywood). EUA/ Reino Unido/ China, 2019, 161 minutos. Drama/Comédia. Colorido/Preto-e-branco. Dirigido por Quentin Tarantino. Distribuição: Sony Pictures

Nota do blogueiro


Tem clássicos na área!!! Confira os quatro títulos imperdíveis lançados este mês em DVD pela Classicline: os faroestes "Império da desordem" (1943, de Charles Vidor) e "O passado não perdoa" (1960, de John Huston), o drama indicado a sete Oscars "E a vida continua" (1942, de George Stevens), e por fim a fita de ação "Corsário das nuvens" (1942, de Michael Curtiz). Um diretor melhor que outro! Já nas lojas! Valeu, Classicline, pelo envio dos DVDs.


sábado, 21 de dezembro de 2019

Resenha Especial



A balada do soldado

Um jovem soldado russo chamado Alyosha (Vladimir Ivashov) troca a condecoração de guerra por uma viagem para visitar a mãe. No trem de passageiros, apaixona-se por uma garota, com quem viverá dias felizes mesmo diante do terror causado pela Segunda Guerra Mundial, que assola o território europeu.

Indicado ao Oscar de roteiro original e à Palma de Ouro em Cannes, “A balada do soldado” (1959) ganhou o Bafta de melhor filme e até hoje tem uma altíssima aprovação da crítica e do público nos principais sites de cinema, como IMDB, Rotten Tomatoes etc. É um drama de guerra poético, sobre o amor pueril nos tempos de batalha, que tem um lado patriota também, que homenageia a bravura dos soldados soviéticos na Segunda Guerra Mundial. O protagonista, por ter destruído tanques alemães, ganha uma medalha de honra, porém ele renuncia ao prêmio em troca de uma licença para visitar a mãe. Pega um trem a caminho da cidade onde nasceu, e lá conhece uma garota, por quem se apaixona. Vivem um romance bonito que nem a guerra poderá destruir. Será?
Foi o segundo filme do diretor Grigoriy Chukhray (1921-2001), três anos depois de ter estreado com “O quadragésimo primeiro”, conhecido como “A guerrilheira” (1956), também um romance na guerra. Ele dirigiu pouco, apenas oito longas de ficção e dois documentários, era um roteirista de primeira (em “A balada do soldado” escreveu o roteiro com o prestigiado Valentin Ezhov), ganhou muitos prêmios nos 40 anos de carreira prestados ao cinema russo/soviético e deixou o legado para seu filho, o diretor Pavel Chukhray.


Mais uma preciosidade descoberta pela CPC-Umes Filmes, que acaba de lançar o filme em DVD no Brasil, numa cópia restaurada magnífica, da Mosfilm. Um presentaço para os amantes do cinema!

A balada do soldado (Ballada o soldate). URSS, 1959, 84 minutos. Drama/Romance. Preto-e-branco. Dirigido por Grigoriy Chukhray. Distribuição: CPC-Umes Filmes

Resenha Especial




Yasmin – Uma mulher, duas vidas

A paquistanesa Yasmin (Archie Panjabi), que mora no norte da Inglaterra, assume todos os dias uma vida dupla: junto da família extremamente religiosa (são muçulmanos) usa véu e respeita os princípios do Alcorão; longe dela, comporta-se de forma mais liberal. Quando ocorre o atentado de 11 de Setembro, o marido é preso, e Yasmin passa a ser desprezada na empresa onde trabalha. Então começa a questionar sua fé e a relação com pessoas do seu convívio.

Ganhou o prêmio de Júri Ecumênico no Festival de Locarno em 2004 esse pequeno filme do cinema britânico independente, coproduzido na Alemanha e que tem uma duração curtinha (apenas 81 minutos). É uma típica fita de arte para festivais, que conta com um roteiro interessantíssimo do inglês Simon Beaufoy, ganhador do Oscar por “Quem quer ser um milionário” (2008).
Atravessa uma gama de discussões sobre religião e comportamento na sociedade atual a partir de uma personagem sólida e muito consciente, Yasmin, que se transforma ao longo das curvas da vida. Ela vive numa sociedade machista e castradora, tem um emprego considerado de “homens” numa empresa de transportes, entra em conflito com a rotina dupla que assume, uma em frente à família, outra longe dela, onde se separam modos de vestir, formas de se expressar, tratamento uns com outros (ou seja, toda a forma de liberdade). O trágico “11 de Setembro” faz piorar essas situações, o que será uma prova de fogo para essa mulher solitária, cada vez mais abandonada.


Dois pontos paralelos que o filme também toca é na questão legal dos imigrantes na Europa e o Islamismo, com seus conservadorismos e preceitos radicais.
Um filme feminino, humano e que abre um diálogo com a atualidade. Conheça!

Yasmin – Uma mulher, duas vidas (Yasmin). Reino Unido/Alemanha, 2004, 81 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por Kenneth Glenaan. Distribuição: California Filmes

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Cine Lançamento



A aparição

Jornalista ferido em uma guerra, Jacques (Vincent Lindon) é enviado ao Vaticano para auxiliar a Igreja Católica na investigação de uma jovem que diz ter visto a Virgem Maria. O complexo caso dividirá a opinião pública, e fará com que Jacques duvide de sua própria fé.

Um bom e modesto drama religioso francês protagonizado por um dos atores mais requisitados da França da atualidade, o versátil Vincent Lindon, que já atuou em cerca de 70 filmes, desde os anos 80 (hoje ele tem 60 anos, fez bons trabalhos em “Tudo por ela”, “Tudo o que desejamos”, “Rodin” etc). Outro ponto alto é a participação da atriz-revelação que pelo papel da garota que vê a Virgem Maria concorreu ao Cesar, Galatéa Bellugi.
É a jornada de um jornalista francês ferido recentemente em uma guerra, onde ficou com sequelas na audição, quando é convidado para compor uma comissão de investigação canônica sigilosa. O caso, ocorrido num vilarejo no interior da França, envolve uma devotada garota chamada Anna, que diz ter visto Nossa Senhora. Chegando lá, vê que a menina de jeito introspectivo é protegida por um padre local, assim como pela comunidade extremamente católica, e acaba malvisto por lá. A menina virou uma celebridade religiosa, quase uma santa, estampando artigos que são vendidos com sua imagem. Enquanto isso, a igreja decide se o caso ocorreu ou não, com a ajuda do jornalista, que encontrará pedras pelo caminho - sua vida será revirada de ponta cabeça e ele reverá a própria fé.


No filme discute-se o mistério da fé e o poder da devoção das comunidades religiosas em torno de possíveis santos. Durante as 2h24 de projeção, paira a grande dúvida sobre a garota, se Nossa Senhora apareceu ou não para ela. Você só terá respostas nos minutos finais – aliás, curti o desfecho diferente e imprevisível!
Roteiro e direção de Xavier Giannoli, de “Marguerite” (2015, refilmado um ano depois por Stephen Frears, com Meryl Streep). Lançado nos cinemas em agosto de 2018, saiu em DVD recentemente pela Focus Filmes, do grupo A2 Filmes.

A aparição (L'apparition). França/Bélgica/Jordânia, 2018, 144 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por Xavier Giannoli. Distribuição: Focus Filmes


Resenha Especial



Cícero Dias: O compadre de Picasso

Documentário sobre o longo período em que o pintor modernista Cícero Dias (1907-2003) viveu em Paris, onde ficou amigo próximo de artistas plásticos mundialmente famosos, como Pablo Picasso e Henri Matisse.

Integrou a seleção oficial do “É tudo verdade”, o festival mais importante de documentário no Brasil, esse filme único e de grande beleza, que tem narração de Fernanda Montenegro e Othon Bastos. A direção poética de Vladimir Carvalho (com quem tive a honra de ser jurado em 2009 no Festival de Cinema de Goiânia) faz ressaltar o brilho do personagem-tema, um dos artistas plásticos mais contemplados fora do Brasil, Cícero Dias. Carvalho, hoje aos 85 anos, é um mestre do cinema documental, assim como Eduardo Coutinho (para mim os dois maiores documentaristas brasileiros), diretor de pelo menos quatro obras-primas do doc nacional, “O país de São Saruê” (1971), “Conterrâneos velhos de guerra” (1991), “O engenho de Zé Lins” (2007) e “Rock Brasília: Era de ouro” (2011) – ele é irmão mais velho do diretor de fotografia Walter Carvalho (de “Central do Brasil”), que também dirigiu filmes como “Cazuza – O tempo não para” (2004) e “Raul: O início, o fim e o meio” (2012).
Nessa coprodução Vertovisão e Canal Brasil, distribuído em DVD pela Bretz Filmes, é reconstruída a carreira do pintor modernista nascido no Pernambuco enquanto esteve em Paris – Cícero Dias mudou bem novo para lá, conviveu com Picasso, Matisse e outros artistas plásticos que revolucionaram cor e forma no século XX. No filme aparecem fotografias históricas de Dias por Paris, em seu ateliê, pelas ruas da capital da França e com os artistas mencionados, além de gravações raras dele e depoimentos de amigos e familiares.
Uma homenagem sincera para um artista plástico considerado um criador nato, que retratou a realidade do Nordeste e o projetou pelo mundo afora. Deixou uma frase que resumia seu processo criativo e estampa a lápide onde está enterrado, no cemitério de Montparnasse: “Eu vi o mundo... ele começava no Recife”. Assista e conheça vida e obra de Dias.

Cícero Dias: O compadre de Picasso (Idem). Brasil, 2016, 79 minutos. Documentário. Preto-e-branco/Colorido. Dirigido por Vladimir Carvalho. Distribuição: Bretz Filmes

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Nota do Blogueiro


Dois boxes lançamentos de novembro/dezembro em DVD pela Obras-Primas do Cinema. Só filmes cult e raridades pela primeira vez no mercado brasileiro em cópias remasterizadas! 
Tem a caixa "John Waters", com quatro filmes do ousado cineasta norte-americano, que marcou toda uma geração - "Problemas femininos" (1974) e "Polyester" (1981), ambos com sua musa, Divine, além de "Cry-baby" (1990) e "Mamãe é de morte" (1994). 
Também tem o box "Expressionismo Alemão - Volume 4", com cinco filmes do notório movimento dos primórdios do cinema - "Da aurora à meia-noite" (1920), "Sombras" (1923), "O gabinete das figuras de cera" (1924), "As mãos de Orlac" (1924) e "A mulher na Lua" (1929).
Em todos há extras e acompanham card colecionáveis! Obrigado, pessoal da Obras-primas do Cinema, pelo envio dos boxes.




Especiais de Cinema



Globo de Ouro: anunciado um dos principais prêmios da temporada 2020

A Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood anunciou hoje pela manhã os indicados ao Globo de Ouro 2020, cuja premiação será no dia 05 de janeiro. “História de um casamento”, drama produzido pelo Netflix e que está disponível na plataforma desde o último dia 06, lidera com seis indicações, seguido de “O irlandês” (também do Netflix) e de “Era uma vez em... Hollywood”, ambos com cinco nomeações cada. Além de filmes, o Globo de Ouro premia séries consagradas pelo público; neste ano, “Chernobyl”, “The Crown” e “Inacreditável” lideram a disputa com quatro indicações cada.
Veja abaixo a relação completa dos indicados.




Globo de Ouro 2020

Melhor filme – Drama

“O irlandês”
“História de um casamento”
“1917”
“Coringa”
“Dois papas”

Melhor Filme - Musical ou Comédia

“Era uma vez em... Hollywood”
“Jojo Rabbit”
“Entre facas e segredos"
“Rocketman”
“Meu nome é Dolemite”

Melhor diretor de filmes

Bong Joon-ho (“Parasita”)
Sam Mendes (“1917”)
Todd Phillips (“Coringa”)
Martin Scorsese (“O irlandês”)
Quentin Tarantino (“Era uma vez em... Hollywood”)

Melhor atriz de filme – Drama

Cynthia Erivo (“Harriet”)
Scarlett Johansson (“História de um casamento”)
Saoirse Ronan (“Adoráveis mulheres”)
Charlize Theron (“O escândalo”)
Renée Zellweger (“Judy - Muito além do arco-íris”)

Melhor ator de filme – Drama

Christian Bale (“Ford vs. Ferrari”)
Antonio Banderas (“Dor e glória”)
Adam Driver (“História de um casamento”)
Joaquin Phoenix (“Coringa”)
Jonathan Pryce (“Dois papas”)

Melhor atriz em filme - Musical ou Comédia

Awkwafina (“The Farewell”)
Ana de Armas (“Entre facas e segredos”)
Cate Blanchett (“Cadê Você, Bernadette?”)
Beanie Feldstein (“Fora de série”)
Emma Thompson (“Late Night”)

Melhor ator em filme - Musical ou Comédia

Daniel Craig (“Entre facas e segredos”)
Roman Griffin Davis (“Jojo Rabbit”)
Leonardo DiCaprio (“Era uma vez em... Hollywood”)
Taron Egerton (“Rocketman”)
Eddie Murphy (“Meu nome é Dolemite”)

Melhor atriz coadjuvante em filmes

Kathy Bates (“O caso Richard Jewell”)
Annette Bening (“O relatório”)
Laura Dern (“História de um casamento”)
Jennifer Lopez (“As golpistas”)
Margot Robbie (“O escândalo”)

Melhor ator coadjuvante em filmes

Tom Hanks (“Um lindo dia na vizinhança”)
Anthony Hopkins (“Dois papas”)
Al Pacino (“O irlandês”)
Joe Pesci (“O irlandês”)
Brad Pitt (“Era uma vez em... Hollywood”)

Melhor roteiro para filme

Noah Baumbach (“História de um casamento”)
Bong Joon-ho and Han Jin-won (“Parasita”)
Anthony McCarten (“Dois papas”)
Quentin Tarantino (“Era uma vez em... Hollywood”)
Steven Zaillian (“O irlandês”)

Melhor filme em língua estrangeira

“The Farewell”
“Dor e Glória”
“Retrato de uma jovem em chamas”
“Parasita”
“Os miseráveis”

Melhor animação

“Frozen 2”
“Como treinar seu dragão 3”
“Link perdido”
“Toy Story 4”
“O rei leão”

Melhor música para filmes

“Beautiful Ghosts” (“Cats”)
“(I’m Gonna) Love Me Again” (“Rocketman”)
“Into the Unknown” (“Frozen 2”)
“Spirit” (“O rei leão”)
“Stand Up” (“Harriet”)

Melhor trilha sonora original para filmes

Daniel Pemberton (“Brooklyn - Sem pai nem mãe”)
Alexandre Desplat (“Adoráveis mulheres”)
Hildur Guðnadóttir (“Coringa”)
Thomas Newman (“1917”)
Randy Newman (“História de um casamento”)

TV

Melhor série – Drama

“Big Little Lies”
“The Crown”
“Killing Eve”
“The Morning Show”
“Succession”

Melhor série - Musical ou Comédia

“Barry”
“Fleabag”
“O método Kominsky”
“Maravilhosa Sra. Maisel”
“The Politician”

Melhor série limitada ou filme para TV

“Catch-22″
“Chernobyl”
“Fosse/Verdon”
"The Loudest Voice"
“Inacreditável”

Melhor ator em série limitada ou filme para TV

Christopher Abbott (“Catch-22”)
Sacha Baron Cohen (“O espião”)
Russell Crowe (“The Loudest Voice”)
Jared Harris (“Chernobyl”)
Sam Rockwell (“Fosse/Verdon”)

Melhor atriz em série limitada ou filme para TV

Kaitlyn Dever (“Inacreditável”)
Joey King (“The Act”)
Helen Mirren (“Catarina, a Grande”)
Merritt Wever (“Inacreditável”)
Michelle Williams (“Fosse/Verdon”)

Melhor ator coadjuvante em série, série limitada ou filme para TV

Alan Arkin (“O Método Kominsky”)
Kieran Culkin (“Succession”)
Andrew Scott (“Fleabag”)
Stellan Skarsgård (“Chernobyl”)
Henry Winkler (“Barry”)

Melhor atriz coadjuvante em série, série limitada ou filme para TV

Patricia Arquette (“The Act”)
Helena Bonham Carter (“The Crown”)
Toni Collette (“Inacreditável”)
Meryl Streep (“Big Little Lies”)
Emily Watson (“Chernobyl”)

Melhor ator em série de TV - Musical ou Comédia

Michael Douglas (“O Método Kominsky”)
Bill Hader (“Barry”)
Ben Platt (“The Politician”)
Paul Rudd (“Cara x Cara”)
Ramy Youssef (“Ramy”)

Melhor atriz em série de TV - Musical ou Comédia

Christina Applegate (“Disque amiga para matar”)
Rachel Brosnahan (“Maravilhosa Sra. Maisel”)
Kirsten Dunst (“On Becoming a God in Central Florida”)
Natasha Lyonne (“Boneca Russa”)
Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”)

Melhor atriz em série de TV – Drama

Jennifer Aniston (“The Morning Show”)
Olivia Colman (“The Crown”)
Jodie Comer (“Killing Eve”)
Nicole Kidman (“Big Little Lies”)
Reese Witherspoon (“Big Little Lies”)

Melhor ator em série de TV – Drama

Brian Cox (“Succession”)
Kit Harington (“Game of Thrones”)
Rami Malek (“Mr. Robot”)
Tobias Menzies (“The Crown”)
Billy Porter (“Pose”)

domingo, 8 de dezembro de 2019

Nota do Blogueiro


"Infelizmente, as aulas de Inglês não tavam ino muito bem. O sr. Boone me chamou na sala dele mais ou menos uma semana depois de ler a minha autobiografia, e ele falou: 'Sr. Gump, acho que tá na hora de parar de tentar ser engraçado e começar a levar o curso a sério'. Ele me devolveu um trabalho que eu tinha escrito sobre o poeta Wordsworth. 'O período romântico', ele falou, 'não veio depois de um monte de porcaria clássica. Nem os poetas Pope e Dryden eram dois cocôs'".

Trecho de "Forrest Gump", de Winston Groom, um clássico da literatura norte-americana publicado pela primeira vez em 1986, que virou um dos maiores filmes da história, ganhador de seis Oscars em 1995. No Brasil ganhou uma belíssima edição de 30 anos, em capa dura, com luva e ilustrações de Rafael Coutinho, pela editora Aleph (2016, 392 páginas, tradução Aline Storto Pereira). Conheça a jornada de Forrest Gump, um rapaz simples do Alabama, contador de histórias incríveis, que testemunha eventos importantes da História dos Estados Unidos do século XX. E que levava consigo o lema "Ser idiota não é nenhuma caixa de chocolates".
Um livro apaixonante que deu origem a uma obra-prima do cinema estrelada por Tom Hanks e dirigida por Robert Zemeckis. Já nas livrarias!
Obrigado, Aleph, pelo envio do exemplar.





sábado, 7 de dezembro de 2019

Nota do Blogueiro


"Anteac balançou a cabeça enquanto pensava no que deveria ser reportado a suas irmãs na Casa Capitular. Elas já estariam estudando a importância da mensagem anterior. Uma máquina que seria capaz de esconder a si mesma e seus conteúdos da presciência penetrante até do próprio Imperador Deus? Seria isso possível? Ou era um tipo diferente de teste, um teste da sinceridade das Bene Gesserit para com seu Senhor? Mas agora! S ele já não soubesse a gênese dessa enigmática Hwi Noree..."

Trecho de "Imperador Deus de Duna", quarto volume da saga "Duna", lançado em 1981, escrito por Frank Herbert, com edição em capa dura publicado no Brasil pela editora Aleph (2017, 512 páginas, tradução de Christiane Almeida).
Nesse capítulo, o planeta Arrakis é comandado pelo Imperador Deus, que se mostra um déspota, ameaçando a sobrevivência dos povos. Desmoralizado, um grupo de pessoas se rebela, e o futuro do planeta mantém-se cada vez mais incerto.
Herbert une nesse clássico da literatura scifi temas recorrentes de suas obras, como política, filosofia e religião, com uma narrativa particular e repleta de detalhes.
Obrigado, equipe da Aleph, pelo envio do livro. Ah, e o quinto volume da saga, "Os hereges de Duna", será lançado pela Aleph em 2020 - os livros já estão em pré-venda nas melhores livrarias. :)




Resenha Especial



Ferrari: Rumo à imortalidade

Documentário sobre a Scuderia Ferrari, equipe mais vitoriosa da Fórmula 1, com foco nos anos 50, chamado de “década mais mortal da História do Automobilismo”.

Um grande documentário britânico para quem gosta de corridas de carro, com 100% de resgate histórico em fotos e vídeos antigos da Scuderia Ferrari competindo na Fórmula 1. Mostra a trajetória da equipe com foco nos anos 50, apelidado de “A década mais mortal da História do Automobilismo”, uma época marcada por tragédias nas pistas do mundo inteiro - logo no início do filme vemos o pior desastre automobilístico já registrado, ocorrido em junho de 1955 no torneio das 24 Horas de Le Mans, quando um efeito cascata culminou com carros explodindo e partes dos motores voando até as arquibancadas; morreram 83 espectadores e o piloto francês Pierre Levegh, além de ter deixado 120 pessoas feridas. Desse triste fato muito comentado na época surgem outros para recontar as façanhas de pilotos que morreram defendo a Ferrari, como Eugenio Castellotti (1930-1957), Alfonso de Portago (1928-1957) e Luigi Musso (1924-1958), intercalando imagens raras restauradas das corridas, locuções esportivas da época e depoimentos atuais de familiares e amigos dos pilotos vítimas dos acidentes fatais.


Nesse mundo próprio destacou-se a figura de Enzo Ferrari, patriarca da marca, a quem o filme homenageia. Era um competidor nato que brigava por recordes dos seus possantes, um homem odiado por uns, elogiado por outros, responsável por revolucionar as corridas. Também dá enfoque na amizade dos pilotos Peter Collins e Mike Hawthorn, ambos falecidos em acidentes de carro.
Um filme marcante, sombrio, que nos leva a refletir sobre o limite entre o homem e a máquina, de competidores dispostos a tudo, que viviam numa linha tênue entre a vida e a morte, dentro de carros engenhosos superando a velocidade.

Ferrari – Rumo à imortalidade (Ferrari: Race to immortality). Reino Unido, 2017, 91 minutos. Documentário. Colorido/Preto-e-branco. Dirigido por Daryl Goodrich. Distribuição: Universal Pictures

Resenha Especial



Marvin

Estudante do Ensino Médio, Marvin (Finnegan Oldfield) sofre bullying na escola e desprezo em casa por ser gay. Desde garoto enfrenta problemas semelhantes, uma vida marcada por abusos, falta de compreensão e renúncias. Tentando fugir a todo momento da realidade, aproxima-se do teatro onde conhecerá pessoas que o ajudarão a se libertar.

Um delicado drama de temática gay muito bem construído, com destaque para o bom trabalho do ator principal, o britânico criado na França Finnegan Oldfield, que interpreta com sinceridade o garoto-título do filme - e pelo papel concorreu ao Cesar. Mistura fatos recentes, do rapaz nos palcos do teatro, e memórias, do protagonista quando pequeno (interpretado por outro bom ator, Jules Porier), e em ambos os tempos os problemas que cercaram Marvin, de bullying e desprezo por ser homossexual. Nascido no interior, ele vivia fugindo da escola por apanhar e ser ridicularizado pelos alunos mais velhos. Em casa o pai o condenava com olhares fulminantes, havia a ausência da mãe e tinha medo do irmão violento. Ficou sozinho em quase todos os momentos da vida, até que na juventude, por meio do teatro, aproximou-se de pessoas que mudariam sua trajetória, como uma diretora da escola recém-empossada, um mentor que o encoraja a contar sua vida nos palcos e por fim a atriz Isabelle Huppert (que faz ela mesma).
Marvin vira um exemplo comum de vidas massacradas pelos abusos físicos e psicológicos, uma das vítimas das várias formas de intolerância que se arrastam pelo mundo afora. Mesmo com dificuldades, como se estivesse numa prisão eterna, amenizou os tormentos da alma ao lado de pessoas solidárias e compreensivas (ainda resta uma salvação!?).


Veja e se emocione! Um filme independente da diretora e roteirista Anne Fontaine (que também foi atriz), uma grande realizadora de dramas femininos com personagens mulheres de impacto em seus filmes, como “Nathalia X” (2003), “A garota de Mônaco” (2008), “Coco antes de Chanel” (2009), “Gemma Bovery – A vida imita a arte” (2014) e o melhor de seus trabalhos, “Agnus Dei” (2016) - em “Marvin”, com roteiro dela junto de Pierre Trividic, percebemos sua mão feminina na composição das cenas, do enredo e dos personagens.
Ganhador do Queer Lion no Festival de Cinema de Veneza, onde também concorreu a melhor filme no Venice Horizons. Foi exibido ainda no festival Varilux de Cinema de 2017.

Marvin (Idem). França, 2017, 113 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por Anne Fontaine. Distribuição: Focus Filmes