quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cine Lançamento



Do começo ao fim

Julieta (Julia Lemmertz) tem dois filhos com maridos diferentes, Francisco (João Gabriel Vasconcellos) e Thomas (Rafael Cardoso). Os irmãos, um com seis anos a mais que outro, tornam-se íntimos desde pequenos; na juventude, iniciam um relacionamento amoroso, cheio de dúvidas.

Um filme brasileiro de baixo orçamento que tenta, pela primeira vez, incursionar pelo tema da homossexualidade. Mexe com tabus ainda maiores, pois os personagens que se amam são irmãos (nascidos da mesma mãe, mas de pais distintos). Porém o grande problema é que a fita tem uma história pobre, sem conflitos, em especial porque vira um dramalhão, super piegas. De passagem, os dois atores principais não funcionam, são fracos, e seus personagens vivem um conto-de-fadas absurdo, aonde tudo se encaixa.
O que poderia ter sido notório pelo pioneirismo do tema, dá margem a uma fitinha sem sal que em nada acrescenta. A própria polêmica em torno de dois irmãos apaixonados não se destaca – repare como eles sequer questionam esse fato, sendo que os próprios pais não acham esquisito!
O elenco de coadjuvantes fica apagado: Julia Lemmertz, a mãe, logo desaparece; Fábio Assunção, o pai, está horrível (não funciona como ator de cinema); e pontas nada memoráveis de Louise Cardoso e do famoso documentarista Eduardo Coutinho.
Em seu terceiro longa, o diretor Aluizio Abranches, de “Um copo de cólera”, erra feio, criando aparentemente um projeto pessoal, só que distante da realidade. Não dá certo como drama tampouco como história de amor, pelo menos para o público mais informado, que não sairá convencido após a sessão. Por Felipe Brida

Do começo ao fim (Idem). Brasil, 2009, 95 min. Drama. Dirigido por Aluizio Abranches. Distribuição: Europa Filmes

Um comentário:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Concordo totalmente com você, Felipe: "o grande problema é que a fita tem uma história pobre, sem conflitos, em especial porque vira um dramalhão, super piegas. De passagem, os dois atores principais não funcionam, são fracos, e seus personagens vivem um conto-de-fadas absurdo, aonde tudo se encaixa".
O incrível é que UM COPO DE CÓLERA é um bom filme.
Abração e apareça,

O Falcão Maltês