segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Cine Lançamento

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Um dia perfeito para casar

Inglaterra, dezembro de 1932. No dia do próprio casamento, a jovem Dolly (Felicity Jones) tranca-se no quarto, temerosa, enquanto na casa de campo onde ela está chegam os convidados para a festa. Inesperadamente bate à sua porta o ex-namorado, Joseph (Luke Treadaway), causando desespero na mãe da jovem, Mrs. Thatcham (Elizabeth McGovern). A partir daí uma série de imprevistos e sentimentos confusos irão abalar Dolly, a mãe dela e também Joseph.

Modesta fita inglesa sobre a fúria das paixões adormecidas e também das confusões do casamento, em todo momento narrada de maneira up, positiva. As sucessões de imprevistos ocorrem com a personagem central, uma jovem que no dia do casamento tem uma crise de desilusão, e corre para o quarto se esconder. Com a vinda inesperada do affair do verão anterior, o dilema da garota aumenta em níveis alarmantes, pois desperta nela uma atração física pelo ex. E fica a pergunta: E agora?
Diante desses problemas mencionados, percebemos quão irônico é o título, tanto o original quanto à tradução no Brasil, certamente proposital. De perfeito não há nada!
Sobre o elenco, a fotogênica atriz Felicity Jones bem interpreta a noiva com dúvidas ferozes, enquanto o pouco conhecido Luke Treadaway (um rapaz de esquisito porte magro, com olhos saltados) faz o namorado do passado, sem carisma, o que é ruim para um coadjuvante com tamanho grau de importância no roteiro. E até convocaram Elizabeth McGovern, uma atriz americana dos anos 80, já indicada ao Oscar, para um papel que poderia ter tido maior destaque se fosse bem explorado, a da mãe da garota Dolly.
Apesar disso, como filme romântico funciona. Reúne elementos curiosos que o aproxima de fitas de arte inglesas, como a fotografia refinada e imagens belíssimas de campos verdes (gravadas em lugares reais de Wiltshire, na Inglaterra).
Como estreante, o diretor Donald Price, que foi assistente de produção de “Closer – Perto demais”, deixa pequenas falhas pelo caminho, principalmente na composição da protagonista, que não tem um histórico de vida explicado tampouco explora as indecisões da jovem quanto ao casamento.
Narrado com ritmo lento, sempre dentro do mesmo ambiente (a casa de campo), não escorrega em dramalhões pessoais, e tem um nível razoável de comédia, o tal do humor inglês, que pouca gente embarca.
Como resultado, uma fita bonitinha, curta, despretensiosa, com trilha sonora correta de Michael Price e sequências de puro deleite dos campos ingleses. Sempre da forma mais romântica possível. Recomendado ao público feminino. Por Felipe Brida 

Um dia perfeito para casar (Cheerful weather for the wedding). Inglaterra, 2012, 92 min. Comédia romântica. Dirigido por Donald Rice. Distribuição: Universal

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