terça-feira, 11 de dezembro de 2012

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Lobisomem – A besta entre nós

Em noites de lua cheia, uma horripilante criatura apavora os habitantes de um antigo vilarejo. Os moradores são atacados um a um e se transformam em lobisomens, famintos por carne humana. Para eliminar os monstros, o jovem Daniel (Guy Wilson) recruta um grupo de destemidos caçadores.
 
A Universal lança no Brasil, direto no mercado, esse descartável conto de terror, uma variante nas histórias de lobisomem, mal desenvolvido, de baixo orçamento e resultado precário.
Defeitos à vista: os monstros peludos recriados com computação gráfica de qualidade duvidosa; um elenco central sem preparação, novatos em cena que ficam devendo; e um roteiro não atrativo, que não recorre ao susto nem dá medo – o que deveria existir numa fita de tal temática.
Fica o gostinho de fita pobre, rodada em fundo de quintal. A bem da verdade, nos poucos momentos de caça aos lobisomens, com mortes violentas e decapitações, segurei o riso, de tão decepcionante e mal conduzido que é.
Engraçado notar a presença de três atores coadjuvantes conhecidos, de nacionalidades diferentes, desperdiçados nesse projeto pífio, em papéis curtos: o inglês Stephen Rea (já indicado ao Oscar), o americano Ed Quinn (muito atuante em seriados) e o cubano Steven Bauer (duas vezes indicado ao Globo de Ouro).
Esse infeliz “Lobisomem” foi rodado em estúdios na Romênia, por um diretor de fitas abaixo da crítica, como “Morcegos” e “A morte pede carona 2”, com apenas um filme interessante no currículo, “Inferno na estrada” (1997 – com James Belushi). E com certeza, agora, com outro trabalho ruim pra colocar na filmografia.
Se quiserem assistir a um filme bom sobre lobisomem, procurem exemplares dos anos 80, como “Um lobisomem americano em Londres”, “A hora do lobisomem” (conhecido como “Bala de prata”) e “Grito de horror”, ou as duas versões da Universal de “O lobisomem” (a de 1941 e a de 2010 – sim, esta última, apesar dos pesares, é muito superior a “A besta entre nós”). Evitem. Por Felipe Brida

Lobisomem – A besta entre nós (Werewolf: The beast among us). EUA, 2012, 93 min. Horror. Dirigido por Louis Morneau. Distribuição: Universal

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

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Battleship – A batalha dos mares

O novato oficial da Marinha Alex Hopper (Taylor Kitsch) está noivo da filha do comandante do navio em que trabalha, almirante Shane (Liam Neeson). Apesar de não se dar bem como o futuro sogro, Alex quer se casar, porém está embarcando para um treinamento no alto-mar, onde ficará por semanas longe de casa. No mar do Havaí, juntamente com a tripulação de outro navio, comandado pelo irmão mais velho de Alex, Stone (Alexander Skarsgaard), descobrem uma imensa nave alienígena emergindo do oceano. Forças estranhas começam a destruir os céus, colocando em risco a vida na Terra. Alex, Shane e Stone formam uma aliança com seus navios e convocam cientistas e especialistas em armas para compor uma nova equipe, que terá como objetivo salvar a humanidade de uma invasão do outro mundo.

Um filme de ação ou um jogo de videogame de muita adrenalina? Os dois. De uns anos para cá produtores de cinema investem pesado em filmes com alta carga de efeitos visuais, vários deles baseados em jogos, criando um novo modo de fazer blockbusters. Vide “Transformers”, por exemplo, e também este “Battleship – A batalha dos mares”. Se tirarmos os atores de cena, não resta nada. Todos os cenários, explosões, alienígenas, naves e oceano surgem devido ao computador, a partir de inteligentes softwares que “materializam” elementos em cena.
Esta furiosa fita de ação teve origem em um velho jogo de tabuleiro famoso em todos os cantos do mundo, de navios que disputam espaço no mar. Com esse ponto de partida, os produtores da Universal resolveram incrementar a história inserindo alienígenas, que invadem a Terra e entram em confronto com os seres humanos. Uma espécie de vingança do outro mundo – já que a abertura mostra o governo americano localizando um planeta desconhecido e na tentativa de verificar vida lá, fazem uma viagem, danificam o lugar e ameaçam os seres que ali vivem.
Só que as criaturas (desfiguradas, fortes, lembram o Hellboy) não são ingênuas nem ultrapassadas: elas vêm para a Terra em naves potentes, que disparam fogo, explodem ilhas, sacodem o mar. E quem irá salvar a humanidade? A Marinha americana, que está em treinamento e depara-se com o caos. Ou seja, outro elemento peculiar nos blockbusters atuais: o patriotismo dos EUA, os defensores da pátria (e do mundo).
Rodado em cenários, todo em computação gráfica, “Battleship” vira um show pirotécnico de efeitos bombásticos, exaustivos, que mostram a destruição em massa do planeta Terra. Mesmo com o deslumbre que provoca nas sequências de ação ininterrupta, com máquinas voadoras, fiquei cansado. Muita barulheira arrastada...
O elenco tem seus defeitos: o astro Taylor Kitsch e seu jeito pretensioso não faz por merecer na pele do mocinho, o veterano Liam Neeson aparece pouco (com jeito de mão de ferro) e a cantora Rihanna, graças a Deus, tem participação mínima – fardada como um homem, fala o mínimo possível e dá uns três ou quatro tiros para matar os aliens.
Uma produção daquele naipe: alto orçamento (custou U$ 209 milhões e rendeu nem U$ 100 milhões a mais na bilheteria), efeitos visuais exagerados, atores medíocres em cena, história de patriotismo, sem um pé na realidade. Preciso falar mais? Fiquem na curiosidade de conhecer ou não este sexto filme dirigido pelo ator Peter Berg, especializado em ação e aventura, como “Bem-vindo à selva”, “O reino” e “Hancock”. Por Felipe Brida

Battleship – A batalha dos mares (Battleship). EUA, 2012, 131 min. Ação. Dirigido por Peter Berg. Distribuição: Universal

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

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As mil palavras

Jack McCall (Eddie Murphy), um incansável falador, utiliza-se do “dom” das palavras para fechar negócios com grandes corporações. Certo dia, conhece um guru, Sinja (Cliff Curtis), que faz uma estranha troca com ele: uma árvore de mil folhas. A enorme planta brota, de forma mágica, no jardim de McCall. E o trato está fechado: para cada palavra dita, uma folha cai; se todas despencarem da árvore, McCall morre. Desesperado, terá de aprender a se controlar para falar o menos possível o que irá ajustar sua vida por completo.

Campeão de filmes que foram fracasso, o comediante Eddie Murphy, para mim um ator insuportável em cena, faz um trabalho razoável, melhor do que podíamos imaginar. Ele está mais controlado do que de costume, menos caricato (claro que em momentos ainda solta aquela voz fina, com trejeitos gays), numa comédia dramática com temática fantasiosa e roteiro até curioso, construído em torno de lições. E o diretor, Brian Robbins, é parceiro de Murphy – juntos, fizeram dois trabalhos horrorosos, “Norbit” e “O grande Dave”.
Ficou parado por quatro anos até resolverem lançá-lo, de maneira discreta, diretamente em home vídeo. Murphy interpreta um homem que fala mais que a boca, cansativo para os ouvidos, que leva uma boa vida de casado e com um bom dinheiro na conta. Até que o mundo para ele passa a não fazer mais sentido quando se aproxima de um guru de pouca conversa, que lança um jogo sobrenatural com ele, tirando seu poder de fala. E já sabemos que o personagem central precisará encontrar novas ferramentas para se comunicar, ou com gestos ou com textos e sinais, para poder viver (e sobreviver) em sociedade. Tarefa difícil para um cidadão nada fácil!
Um filme de uma piada só, com situações até engraçadas, que se repetem. Murphy dá o ar da graça sem irritar e sem ficar over. Até fica bem, sem causar “danos” na produção, nos momentos dramáticos (em especial da metade para o final, e olha que o clima de tragédia vai se anunciando).
Aos fãs do ator, mais um dele, que está em dias bons. O filme não fez sucesso, chegou de mansinho no Brasil e em outros países, e agora, em DVD, seria oportuno uma pequena olhadela, como passatempo de fim de semana. E quem assistir aos extras, há um fraco final alternativo. Já nas locadoras. Por Felipe Brida
As mil palavras (A thousand words). EUA, 2012, 91 min. Comédia dramática. Dirigido por Brian Robbins. Distribuição: Paramount

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

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Protegendo o inimigo

Na África do Sul, mercenários invadem o centro de operações especiais da CIA. Nessa base está escondido o renegado agente Tobin Frost (Denzel Washington), considerado altamente perigoso. Um jovem oficial, Matt Weston (Ryan Reynolds), que cuida do local, ajuda Frost a fugir de lá, para que não seja assassinado. Pelas ruas africanas, os dois aliados tornam-se alvo freqüente de um grupo de matadores de elite. Mas quem seriam os integrantes desse grupo e por que querem a cabeça de Frost?

Denzel Washington arrebenta, como vilão, em uma fita de ação de tirar o fôlego, com perseguições ininterruptas, história caprichada (o público precisa ficar atento para não perder os detalhes, devido à trama bem afiada), uma confusão de nomes de gente, bandidos perigosos, loucas escapadas etc. Uma fita de qualidade, que ainda teve certa bilheteria nas poucas salas onde foi exibida.
Quem dirige é um sueco desconhecido, Daniel Espinosa, de descendência chilena (está aí a razão do sobrenome), que optou pela câmera na mão, chacoalhando tudo, que lembra bem o estilo da trilogia “Bourne” – coincidência ou não, o mesmo montador de ‘Bourne’, Richard Pearson, edita esse “Protegendo o inimigo”, ou seja, dá congruência eletrizante nas cenas.
Rodado no subúrbio da Cidade do Cabo, em locações e pouco cenário, num lugar extremamente pobre e violento (reza a lenda que os produtores iriam gravar nas favelas cariocas).
Não gosto de Ryan Reynolds, porém na pele do agente novato, sem falar muito, não me incomodou, ainda mais porque quem rouba as cenas é Denzel Washington, com os cabelos arrepiados.
Na trama central, a escapada dos agentes, entram outras pequenas, paralelas, como a crise do novato (Reynolds) com a mulher, intrigas na alta cúpula da CIA, e a identidade, aos poucos, do grupo que quer caçar a dupla. Obviamente haverá assassinatos misteriosos, revelações surpreendentes, tudo para criar o clima de tensão. E consegue, com perfeição.
Chegou recentemente em DVD no Brasil e merece uma conferida, prestando atenção nas minúcias do roteiro-cabeça. Bom filme. Por Felipe Brida.

Protegendo o inimigo
(Safe house). EUA/África do Sul, 2012, 115 min. Dirigido por: Daniel Espinosa. Distribuição: Universal

sábado, 17 de novembro de 2012

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Amor impossível

Pesquisador no Departamento Britânico de Pesca e Agricultura, Dr. Alfred Jones (Ewan McGregor) é convocado para encabeçar um projeto megalomaníaco, no Iêmen, financiado pelo xeique Muhammed (Amr Waked). O intuito é desenvolver a economia da região por meio da pesca do salmão. Isolado no desértico país árabe, Dr. Alfred contará com a ajuda de uma auxiliar do xeique, Harriet (Emily Blunt), para transformar o impossível em algo concreto.

Felizmente chega às locadoras um bonito trabalho de mestre, feito pelo talentoso diretor sueco Lasse Hallström, um dos meus cineastas preferidos. Pena ter recebido, no Brasil, um título nacional sem nexo, mentiroso e genérico. “Amor impossível” lembra algo romântico e não é. E sim um formidável drama com toques cômicos e muita aventura, baseado em um contexto real: a pesca de salmões no Iêmen (que é justamente o título em inglês, “Salmon fishing in the Yemen”).
O tema, inusitado e específico para certo tipo de público, conta uma história fora do comum. É a saga de um jovem cientista, estudioso na área de pesca (Ewan McGregor, em bom trabalho), enviado ao Iêmen para liderar uma ação sustentável envolvendo uma parceria entre o país e a Inglaterra. Ele deixa na terra natal a esposa e segue a toada para o outro lado do mundo. Lá, o xeique, apaixonado pela pesca do salmão, pretende introduzir a técnica para desenvolver o Iêmen, considerado um dos mais pobres do Oriente Médio. Ele investe na construção de uma represa especial, caríssima, com o projeto de criar os peixes para que estes, na época de procriação, cheguem ao rio, por meio de seus famosos pulos. O cientista assume a tarefa como dever pessoal; conhece então uma funcionária britânica (a belíssima e sempre boa atriz Emily Blunt) que presta serviços para o xeique, e os dois firmam parceria como colegas de trabalho – o que vai mudar, pois ele fica apaixonado por ela. Aos poucos a trama romântica ganha corpo (mesmo assim fica em segundo plano no filme) e outros elementos para dar ritmo na história são introduzidos, por exemplo, atentados contra o xeique, a ameaça de uma guerra local e até uma “vilã”, interpretada pelo excelente Kristin Scott Thomas, na pele da assessora política do governo britânico, disposta a atrapalhar os planos do protagonista.
Baseado no romance de Paul Torday, com roteiro de Simon Beaufoy, parceiro de trabalho de Danny Boyle em seus dois últimos filmes - e ganhador do Oscar por “Quem quer ser um milionário”, o drama fala do resgate íntimo de um homem que arrisca o trabalho e a vida para reconstruir um país marginalizado. Com a atitude empreendedora, mudou a trajetória social e econômica do Iêmen, estraçalhado pela Guerra do Golfo nos anos 90 e geograficamente uma área perdida, pois dois terços do território é composto por deserto, sem rios perenes.
Eu entrei na vibe do personagem, torci por ele, fiquei deslumbrado com a história. Recomendado a todos!
Vale mencionar que o diretor Lasse Hallström rodou tudo na Inglaterra, com inúmeros cenários, e acertou em cheio na escolha do compositor Dario Marianelli, o autor da trilha sonora, de acordes leves. É, sem dúvida, um de seus trabalhos brilhantes, muito empolgante.
Repare na carreira de Hallström e pense: não é um realizador de primeira? Para relembrar alguns títulos, são dele “Minha vida de cachorro”, “Chocolate”, “Sempre ao seu lado”, “Gilbert Grape – Aprendiz de sonhador”, “Meu querido intruso”, “O vigarista do ano” e “Regras da vida”. Por Felipe Brida.

Amor impossível (Salmon fishing in the Yemen). Inglaterra, 2011, 107 min. Comédia dramática. Dirigido por Lasse Hallström. Distribuição: Paris Filmes

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

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Intrusos
 
No subúrbio de Madrid, Juan (Izán Corchero), um garoto de sete anos, rascunha no papel uma história de terror que tem como personagem uma figura fantasmagórica, sem rosto. Todos os dias ele tem pesadelos com essa criatura, recorrendo à ajuda de um padre para tranquilizá-lo. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o mesmo ser passa a atormentar a jovem Mia (Ella Purnell). Na casa onde mora, o pai, John Farrow (Clive Owen), também tem as visões daquela misteriosa criatura. A cada instante o mal se aproxima com mais fúria tanto na vida de Mia quanto na de Juan.

O cultuado cineasta espanhol Juan Carlos Fresnadillo, de “Intacto” e “Extermínio 2”, retorna com criatividade nesse seu conto de horror urbano com acentuado clima de tensão. Explora os medos que todos nós tivemos quando crianças, de sonhos com criaturas estranhas que saem do armário, invadem o quarto para causar tormento e desespero. E também revela o poder da imaginação, que pode criar um mundo individual, que se confunde à realidade.
De difícil classificação, para uns “Intrusos” pode ser apontado como terror, outros consideram um suspense psicológico (e bota psicológico nisso!), e tem aqueles que vão subdividi-lo na categoria “fantasia”. Pois bem, todos estão corretos. Tem um pouco de cada gênero mencionado.
Começa com um garoto no subúrbio da capital da Espanha que tem medo de um ser sem rosto, na realidade uma criatura encapuzada, que parece um homem e emite sons estranhos. Perturbado, o menino agarra-se à mãe, que o leva a um padre para entender o que há de errado na “cabeça” da criança – isto porque a mãe não vê nada, não tem a visão daquela assombração. No meio dessa trama, entra uma outra, agora nos Estados Unidos: uma menina recebe a visita noturna do mesmo ser. O pai dela também sente a presença do intruso. A pergunta: tudo não se passa de uma alucinação ou há realmente manifestações sobrenaturais?
Diante das duas histórias constroem-se um inteligente quebra-cabeça, com direito a sustos, medo e uma atmosfera de estranheza, para responder a única questão, que é a de revelar os mistérios em torno daquelas famílias em risco.
Particularmente o filme me prendeu, como “O sexto sentido” e “Os outros” me deixaram atordoados. Exige-se, então, um desfecho bárbaro para um roteiro desse calibre. O que infelizmente não se sucede aqui. “Intrusos” termina sem surpreender, até ingênuo. Imprevisível, curioso, mas não especial. Diante de sacadas perfeitas de montagem, fotografia bem cuidada, bom elenco (Clive Owen e Carice van Houten como os pais da menina norte-americana, e ainda o garoto espanhol Izán Corchero são os pontos de destaque), história original, clima de tensão a todo o momento, poderiam ter tido outra ideia, digamos, que chacoalhasse o público no sofá. Apesar de frouxo, carrega uma mensagem positiva, de como sermos maduros para lidar com nossos pesadelos e medos, mesmo quando adultos.
Está longe de ser uma fita ruim. Pelo contrário, atrativa, diferente de muita coisa que vemos por aí. Só que o experiente e premiado diretor encerrou com certo rigor que não funciona no cinema, meio quadrado e desapropriado. Já aviso de antemão! Acho válido conhecer, independente disso. Procure nas locadoras quando estiver interessado em um trabalho que foge aos padrões das meras fitinhas hollywoodianas de terror fantasmagóricas.
Co-produzida nos EUA, Inglaterra e Espanha, foi tremendo fracasso de bilheteria e quase faliu os produtores. Só para ter uma base, custou U$ 13 milhões, e nos cinemas faturou apenas U$ 64 mil. Dá para imaginar o desfalque desastroso? Já em DVD. Por Felipe Brida.

Intrusos (Intruders). EUA/Inglaterra/Espanha, 2011, 100 min. Suspense/Terror. Dirigido por Juan Carlos Fresnadillo. Distribuição: Universal

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