sábado, 13 de março de 2010

Cine lançamento

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Sobrevivendo com lobos

Para escapar da perseguição nazista durante a Segunda Guerra Mundial, a garotinha judia Misha (Mathilde Goffart), de sete anos, sai em busca de seus pais, capturados pelos alemães. Perde-se em uma floresta tomada pela neve e é adotada por uma família de lobos. Entre os animais e a menina desenvolve-se uma história de amor e de sobrevivência.

Baseado em fatos reais, esta modesta produção franco/belga foi lançada na Europa em novembro de 2007 e só agora chega em DVD ao Brasil. O mega-atraso da distribuição não atrapalha conhecermos uma bonita história de luta e de vida, que se desenrola em exuberantes paisagens congeladas da Bélgica (a fotografia chama a atenção pela qualidade visual).
O mote do filme – a de um ser humano criado entre lobos – tem vaga semelhança com “Caninos brancos” e um quê das obras literárias de Jack London, como seu livro de maior sucesso, “Chamado selvagem”.
Em tom de fábula, a trajetória da garotinha Misha é realmente surpreendente: por meio do contato direto com os lobos, ela passa a desenvolver o comportamento dos animais, que são seus novos pais, como faro, instinto de caça e o engatinhar. Recentemente, na Rússia, um caso de uma menina criada entre cachorros e gatos – cujas características comportamentais se alteraram profundamente - chamou a atenção da imprensa e chocou o mundo.
Com estilo de telefilme da Hallmark, essa fita de arte européia é indicada para a família. Esqueçam certos problemas sofríveis da edição, que mantêm alguns cortes sem continuidade, e procurem conferir esse filme que teve pouca divulgação pela mídia. E preparem-se para um comovente desfecho. Por Felipe Brida

Título original: Survivre avec les loups
País/Ano: França/Bélgica/Alemanha, 2007
Elenco: Mathilde Goffart, Yaël Abecassis, Guy Bedos, Michèle Bernier, Benno Fürmann
Direção: Véra Belmont
Gênero: Drama
Duração: 116 min
Distribuidora: Paramount Pictures
Site oficial: http://www.bacfilms.com/site/survivre/

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cine Lançamento

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Bastardos inglórios

Segunda Guerra Mundial. Um grupo de soldados judeus, os “bastardos”, liderados pelo comandante Aldo Raine (Brad Pitt), amedronta a Alemanha pela forma violenta como caçam e matam oficiais nazistas. Paralelamente a essa história, acompanhamos a saga de Shosanna (Mélanie Laurent), única sobrevivente de um massacre, que planeja vingança contra os nazistas que assassinaram sua família.

O enérgico diretor Quentin Tarantino volta com tudo em cima em seu novo projeto pessoal, que dá outra roupagem para a Segunda Guerra. Um cineasta que produz pouco, mas quando lança um filme, agita o público e revira a cabeça dos críticos.
Na verdade “Bastardos” é uma visão afiada e satírica da guerra, que aproveita o pano de fundo de um fato real para desconstruir figuras famosas, como Hitler e seu braço-direito Goebbles, oficial responsável pelo marketing e estratégia política do Reich.
Como Tarantino é um apaixonado pelo cinema, usa e abusa da trilha sonora que mistura sons de western (há inclusive um novo arranjo para “O dólar furado”), cria diálogos inesperados e se diverte com reviravoltas imprevisíveis. Também se destina a criar um olhar eufórico de como os judeus teriam desenrolado a guerra, se pudessem mudar o curso da História.
Junto com “Avatar”, é um dos filmes do momento, obrigatório!
Recebeu oito indicações ao Oscar 2010 – melhor filme, fotografia, direção, edição, som, edição de som, roteiro original e ator coadjuvante (Christopher Waltz); só venceu nessa última categoria, prêmio merecido para o ótimo ator austríaco, num papel magnífico como um caçador de judeus ordinário e truculento.
Um filme divertido, violento, inteligente e muito anárquico, um dos melhores do ano passado. Corra conferir. Por Felipe Brida

Título original: Inglourious basterds
País/Ano: EUA/Alemanha, 2009
Elenco: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Daniel Brühl, Christopher Waltz, Til Schweiger, Eli Roth, Diane Kruger, Mike Myers, Rod Taylor, Bo Svenson, Julie Dreyfus
Direção: Quentin Tarantino
Gênero: Ação
Duração: 153 min
Distribuidora: Universal Pictures

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ator Corey Haim é encontrado morto

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Astro adolescente na década de 80, o ator canadense Corey Haim foi encontrado morto em seu apartamento em Burbank, Califórnia, na manhã de hoje (terça-feira). Ele tinha 38 anos de idade. As causas da morte não foram divulgadas, porém a polícia acredita que ele tenha morrido vítima de uma overdose acidental. Haim tinha histórico de abuso de drogas.
De origem francesa, nasceu em 23 de dezembro de 1971 na cidade de Toronto. Sua estréia no cinema deu-se em 1984 com o drama “Quando se perde a ilusão”. Ganhou notoriedade a partir da fita de vampiros “Os garotos perdidos” (1987), grande sucesso de público.
Atuou em mais de 30 produções, dentre elas “Admiradora secreta” (1985), “A hora do lobisomem (1985 – no Brasil foi exibido com o título “Bala de prata”), “O romance de Murphy” (1986), “Lucas – A inocência do primeiro amor” (1986), “Sem licença para dirigir” (1988) e “Watchers – O limite do terror” (1988). Seu último trabalho foi em “Adrenalina 2” (2009).
Atualmente estava com contrato assinado para seis filmes, todos em pré-produção, e se preparava para dirigir dois projetos. Por Felipe Brida

segunda-feira, 8 de março de 2010

Especiais sobre cinema

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"Guerra ao terror": surpresa como melhor filme no Oscar 2010

Surpresa no Oscar 2010. "Guerra ao terror" (foto), dirigido por Kathryn Bigelow, foi o grande vencedor da noite. Levou os prêmios de melhor filme (desbancando o favorito, "Avatar"), direção, roteiro original, montagem, som e edição de som.
A aventura/ficção "Avatar", sucesso de bilheteria e de crítica em todo o mundo, saiu apenas com as estatuetas de melhor efeitos visuais, fotografia e direção de arte. Ou seja, acabou sendo mal recebido pelo Academy Awards.
Aplaudido de pé, Jeff Bridges ganhou como melhor ator por "Coração louco", em sua 5a. indicação ao prêmio; momento excepcional para corrigir erros do passado e reconhecer o trabalho do artista, veterano do cinema. Já Sandra Bullock, querida por todos, foi a melhor atriz da noite, pelo drama "Um sonho possível".
Abaixo segue a relação completa dos vencedores do Oscar 2010. Confira. Por Felipe Brida


Melhor Filme

"Guerra ao Terror"
''Avatar''
"Um Sonho Possível''
"Distrito 9"
"Educação"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa – Um história de esperança"
"Um Homem Sério"
"Amor sem Escalas"
"Up - Altas Aventuras''


Melhor Diretor

Kathryn Bigelow ("Guerra ao Terror")
James Cameron ("Avatar")
Jason Reitman ("Amor Sem Escalas")
Quentin Tarantino ("Bastardos Inglórios")
Lee Daniels ("Preciosa")


Melhor Ator

Jeff Bridges ("Coração Louco")
Morgan Freeman ("Invictus")
Jeremy Renner ("Guerra ao Terror")
George Clooney ("Amor Sem Escalas")
Colin Firth ("A Single Man")


Melhor Atriz

Sandra Bullock ("Um Sonho Possível")
Meryl Streep ("Julie & Julia")
Carey Mulligan ("Educação")
Helen Mirren ("The Last Station")
Gabourey Sidibe ("Preciosa")


Melhor Ator Coadjuvante

Christoph Waltz ("Bastardos Inglórios")
Woody Harrelson ("O Mensageiro")
Matt Damon ("Invictus")
Stanley Tucci ("Um Olhar do Paraíso")
Christopher Plummer ("The Last Station")


Melhor Atriz Coadjuvante

Mo’Nique ("Preciosa")
Anna Kendrick ("Amor Sem Escalas")
Vera Farmiga ("Amor Sem Escalas")
Maggie Gyllenhaal ("Coração Louco")
Penelope Cruz ("Nine")


Melhor Roteiro Original

"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Um Homem Sério"
"O Mensageiro"
"Up - Altas Aventuras"

Melhor Roteiro Adaptado

"Preciosa"
"Amor Sem Escalas"
"Distrito 9"
"Educação"
"In the Loop"


Melhor Direção de Arte

"Avatar"
"O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus"
"Nine"
"Sherlock Holmes"
"The Young Victoria"


Melhor Fotografia

"Avatar"
"Harry Potter e o Enigma do Príncipe"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos inglórios"
"A Fita Branca"


Melhor Figurino

"The Young Victoria"
"Bright Star"
"Coco Antes de Chanel"
"O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus"
"Nine"


Melhor Maquiagem

Star Trek
The Young Victoria
Il Divo


Melhor Animação

"Up - Altas Aventuras"
"Coraline e o Mundo Secreto"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"A Princesa e o Sapo"
"The Secret of Kells"


Melhor Canção

"Coração Louco" – T-Bone Burnett/ Ryan Bingham ("The Weary Kind")
"Paris 36" – Reinhardt Wagner/ Frank Thomas ("Loin de Paname")
"Nine" – Maury Yeston ("Take It All")
"A Princesa e o Sapo" – Randy Newman ("Down in New Orleans")
"A Princesa e o Sapo" – Randy Newman ("Almost There")


Melhor Trilha Sonora

"Up – Altas Aventuras" (Michael Giacchino)
"Avatar" (James Horner)
"O Fantástico Sr. Fox" (Alexandre Desplat)
"Guerra ao Terror" (Marco Beltrami/ Buck Sanders)
"Sherlock Holmes" (Hans Zimmer)


Melhor Som

"Guerra ao Terror"
"Avatar"
"Star Trek"
"Up – Altas Aventuras"
"Bastardos Inglórios"


Melhor Edição de Som

"Guerra ao Terror"
"Avatar"
"Star Trek"
"Up – Altas Aventuras"
"Bastardos Inglórios"


Melhor Montagem

"Guerra ao terror"
"Avatar"
"Preciosa"
"Bastardos inglórios"
"Distrito 9"


Melhor Efeitos Visuais

"Avatar"
"Star Trek"
"Distrito 9"


Melhor Filme Estrangeiro

"O Segredo de Seus Olhos" (Argentina)
"Ajami" (Israel)
"A Fita Branca" (Alemanha)
"Un prophète" (França)
"A Teta Assustada" (Peru)


Melhor Documentário

"The Cove"
"Burma VJ: Reporter i et lukket land"
"Food, Inc. "
"The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers"
"Which Way Home"


Melhor Documentário (Curta-metragem)

"Music by Prudence"
"China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province" (TV)
"The Last Campaign of Governor Booth Gardner"
"The Last Truck: Closing of a GM Plant" (TV)
"Królik po berlinsku"


Melhor Curta-metragem

"The New Tenants"
"The Door"
"Istället för abrakadabra
"Kavi"
"Miracle Fish"


Melhor Curta-metragem de animação

"Logorama"
"French Roast"
"Granny O'Grimm's Sleeping Beauty"
"La dama y la muerte"
"Wallace and Gromit in A Matter of Loaf and Death" (TV)

domingo, 7 de março de 2010

Cine Lançamento

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A onda

Em uma aula sobre autocracia, o professor de História Rainer Wenger (Jürgen Vogel) propõe aos alunos um experimento para que eles entendam e vivenciem os mecanismos do fascismo. Pouco a pouco, o grupo, chamado de “A onda”, dissemina veemente os conceitos pregados em aula. Quando o jogo assume um lado violento, não há mais meio para interrompê-lo.

Chega com atraso ao Brasil esse excelente filme alemão lançado há dois anos na Europa, baseado em um episódio real ocorrido na Califórnia nos anos 60, inclusive com o desfecho violento que aqui é mostrado de maneira crua. O ponto de partida do filme serve para confirmar uma velha teoria que vem sendo observadas na sociedade pós-moderna: o nacional-socialismo na Alemanha de Hitler, nas décadas de 30 e 40, ainda vive, ou seja, não é uma realidade que ficou para trás. Diante disso, o diretor explora a propagação desse poder autocrático na mente de cidadãos comuns, influenciados por um líder e organizados por um grupo em busca de um objetivo comum.
A forma de persuasão como o professor contamina os adolescentes em sala de aula faz com que eles adotem outro ideal de vida, arrastando uma multidão para dentro do fascismo, numa espécie de narcose coletiva. E a escola vira um microcosmo de um momento grotesco do século passado.
Procura debater as feridas abertas pelo nazismo e como a situação pode ser facilmente repetida numa sociedade aparentemente democrática. Não se prende apenas a filosofias sobre regimes autocráticos e ao nazismo em especial, e ainda analisa o sistema educacional europeu.
Exibido no Festival de Sundance, onde causou repercussão e abriu os olhos do público para a consolidação de uma nova etapa do cinema alemão. Uma fita impactante, que merece ser descoberta e debatida. Por Felipe Brida

Título original: Die Welle
País/Ano: Alemanha, 2008
Elenco: Jürgen Vogel, Frederick Lau, Max Riemelt, Jennifer Ulrich.
Direção: Dennis Gansel
Gênero: Drama
Duração: 106 min
Distribuidora: Paramount Pictures

quinta-feira, 4 de março de 2010

Viva nostalgia!

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Adeus, Gringo

Jovem pistoleiro, Brent Landers (Giuliano Gemma) é forçado a comprar gado roubado de um desonesto negociador. Quando o verdadeiro dono do rebanho aparece, Landers envolve-se em um crime. Caçado por bandidos, terá de fugir pelos quatro cantos do oeste.

Sucesso de público em muitos países, inclusive no Brasil, esse faroeste italiano teve forte influência do papa do gênero Sergio Leone. Lançado em 1965, na onda dos “spaghetti-westerns”, saiu no mesmo ano de “O dólar furado; juntamente com esta, “Adeus gringo” são as duas fitas de bangue-bangue mais famosas de Giuliano Gemma.
Marcou época, mas hoje, revendo, soa ingênuo e superficial. Não há dúvidas que está abaixo das reinvenções violentas de Leone, como “Era uma vez no oeste” e “Três homens em conflito”, seja pelo roteiro, pela trilha operística, pelo elenco magistral, pelo jogo de câmeras ou pelas tramas densas e inusitadas.
Mesmo assim é gostoso assistir com olhar de saudade, de um tempo em que o gênero faroeste pulsava forte e marcante.
Depois desse filme, Gemma (que adotava o nome americano de Montgomery Wood) continuou no faroeste, atuando em diversas produções italianas.
Sai em boa edição em widescreen pela VTI, com áudio original em italiano e português. Cuidado apenas com as cópias em domínio público, que trazem imagens ruins e sem enquadramento. Por Felipe Brida

Título original: Adiós gringo
País/Ano: Itália/Espanha/França, 1965
Elenco: Giuliano Gemma, Ida Galli, Nello Pazzafini, Pierre Cressoy
Direção: Giorgio Stegani
Gênero: Faroeste
Duração: 100 min
Distribuidora: Paris Filmes/ VTI

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cine Lançamento

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Salve geral

Lúcia (Andréa Beltrão), uma viúva que tem o filho preso, conhece, na cadeia, a advogada Ruiva (Denise Weinberg), e ambas se tornam amigas. Ruiva trabalha para o PCC (Primeiro Comando da Capital), e aos poucos usa Lúcia em missões do crime organizado. É quando disputas internas entre chefes do crime nas penitenciárias fazem com que integrantes do PCC promovam ataques contra bases policiais e agências bancárias, instalando o caos que parou a maior cidade do Brasil por semanas.

Baseado em fatos reais sobre os ataques do PCC na capital paulista, “Salve geral” resgata momentos recentes (e trágicos) da História do nosso país. Acompanhamos a vida de duas mulheres diferentes que acabam lidando com os mesmos objetivos: alimentar o crime organizado em busca de dinheiro e poder. Uma história desconhecida de muitos, que fica nas entrelinhas: realmente existiram (e devem existir ainda) mulheres de classe média infiltradas na política do crime a mando do PCC, dispostas a tudo, desde levar celulares para dentro da cadeia até bolar assassinatos. Ou seja, não é um filme de fácil aproximação.
Como cinema, “Salve geral” fica num meio termo. Demora-se na apresentação dos personagens e não se desenvolve profundidade psicológica dos papéis femininos. O grande trunfo do filme só explode na parte final (os ataques), a conclusão é quadradinha demais, e o elenco tem grandes deslizes – Andréa Beltrão convence (mas está mais contundente em “Verônica”), só que os coadjuvantes caem no ridículo, em especial Denise Weinberg, em trabalho overacting como a mandante do crime, num papel diabólico, caricato.
Resultado: esperava-se mais desse longa brasileiro, que tentou ser um dos finalistas ao Oscar. Mesmo abaixo da expectativa, vale um aluguel. Por Felipe Brida

Título original: Salve geral
País/Ano: Brasil, 2009
Elenco: Andréa Beltrão, Denise Weinberg, Lee Thalor, Eucir de Souza, Giulio Lopes, Bruno Perillo, Pascoal da Conceição, Chris Couto, João Signorelli, Juliano Cazarré
Direção: Sérgio Rezende
Gênero: Drama
Duração: 119 min
Distribuidora: Sony Pictures
Site oficial:
http://www.sonypictures.com.br/Sony/HotSites/Br/salvegeral/

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