sábado, 30 de janeiro de 2010

Viva Nostalgia!


O pecado de todos nós

Fim da Segunda Guerra Mundial. O major Penderton (Marlon Brando) enfrenta problemas na carreira e também passa por crise conjugal. A esposa, Leonora (Elizabeth Taylor), mantém um relacionamento amoroso com o coronel Langdon (Brian Keith), amigo de Penderton. Isolados em um posto do Exército, um crime está prestes a acontecer quando no conflito aparece um recruta que, obcecado por Leonora, passa dia e noite observando-a escondido.

O notório diretor John Huston mergulhou fundo na essência cruel do romance homônimo da escritora Carson McCullers, transportando para a tela esse conto bizarro de perversão e voyerismo, com desfecho trágico. O público tem uma ideia vaga da conclusão logo na abertura, quando há uma citação do livro, “Há um posto no sul onde há alguns anos um crime foi cometido...”.
Marlon Brando interpreta o major traído pela mulher; supostamente homossexual, ele se torna obcecado pelo recruta calado (estréia no cinema do ator Robert Forster), seguindo-o incessantemente. Ao mesmo tempo, o jovem novato alimenta desejos loucos pela esposa do major. Esta, por sua vez, tem um caso com um coronel mais velho, casado com uma mulher perturbada. São muitos os personagens da história, todos de uma psicologia complexa e perturbada, cercados por tormentos. Portanto não é um filme que se digere com facilidade.
A fotografia com filtro dourado, técnica pioneira no cinema, remete ao título original do livro e do filme, “Reflections in a golden eye”.
Retrato cruel e real da sociedade, com um elenco caprichado em atuações memoráveis, “O pecado de todos nós” é um marco importante no cinema. Conheçam. Por Felipe Brida

Título original: Reflections in a golden eye
País/Ano: EUA, 1967
Elenco: Marlon Brando, Elizabeth Taylor, Robert Forster, Brian Keith, Julie Harris, Zorro David, Gordon Mitchell.
Direção: John Huston
Gênero: Drama
Duração: 108 min
Distribuidora: Warner Bros

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cine Lançamento

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Se beber, não case

Doug Billings (Justin Bartha) vai se casar em poucos dias. Para comemorar, seus três melhores amigos – Stu (Ed Helms), Phil (Bradley Cooper) e Alan (Zach Galifianakis) organizam uma despedida de solteiro. Na realidade eles despistam as namoradas e rumam em uma louca viagem a Las Vegas. Lá se instalam em um luxuoso hotel. Após a primeira noite de badalação, regado a muita bebedeira, Stu, Phil e Alan acordam não se lembrando do que houve no dia anterior. Encontram um tigre no banheiro e um bebê no armário. E de quebra, Doug, o que vai se casar, desaparece misteriosamente. A partir daí o trio sai em busca do rapaz, envolvendo-se em confusões cada vez mais absurdas.

Vencedor do Globo de Ouro na categoria “Melhor Filme - Comédia ou Musical”, “Se beber, não case” é a comédia da vez, tremendo sucesso de bilheteria não só nos EUA, mas em todo o mundo, inclusive no Brasil. Divertido, tem momentos de arrancar gargalhadas com as reviravoltas descomunais, provocadas pela “ressaca” do título original.
É fácil entender o porquê do estrondo todo. De uma década para cá, o cinema americano se entregou ao besteirol teen com aquelas fitas grosseiras da linha de “American pie”, descartáveis, repetitivas. Quando surge um que foge à regra, com roteiro bem sacado, o público anseia em conferir o novo. Por isso essa comédia cai bem. Obviamente que é construída em cima de absurdos – o filme é esticado, de uma história só, recorrendo a sucessões de piadas em torno do trio de amigos.
Os personagens têm boa química, o elenco pouco conhecido dá conta do recado. E até o lutador Mike Tyson entra na jogada, num rápido papel que brinca com ele mesmo.
Um passatempo adequado, pra se conhecer as bobagens (e os perigos) de uma embriaguez descontrolada. Por Felipe Brida

Título original: The hangover
País/Ano: EUA/Alemanha, 2009
Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Heather Graham, Sasha Barrese, Jeffrey Tambor, Mike Tyson, Mike Epps
Direção: Todd Phillips
Gênero: Comédia
Duração: 109 min
Distribuidora: Warner Bros

domingo, 24 de janeiro de 2010

Especiais sobre cinema


Filme de Tarantino é o grande vencedor do SAG 2010

“Bastardos inglórios” (foto à direita), do diretor Quentin Tarantino, venceu o prêmio de melhor elenco na 16ª edição do Screen Actors Guild Awards, o SAG Awards, cerimônia de premiação dos melhores filmes e programas de TV em 2009. O evento, promovido ontem (sábado) no Shrine Exposition Center, em Los Angeles, ainda concedeu a Jeff Bridges e Sandra Bullock os troféus de, respectivamente, melhor ator por “Coração louco” e melhor atriz pelo drama “O lado cego”.
O SAG é a premiação anual feita pelo Sindicato dos Atores de Hollywood, e também uma prévia do Oscar (que este ano acontece no dia 7 de março, com transmissão ao vivo no Brasil pelo canal TNT).
Confira abaixo a relação dos vencedores do SAG 2010, na grande categoria Cinema: (Por Felipe Brida)


Melhor Elenco

Bastardos Inglórios
Educação
Guerra ao Terror
Nine
Preciosa - Uma História de Esperança


Melhor Ator

Jeff Bridges, por Crazy Heart
George Clooney, por Amor Sem Escalas
Colin Firth, por A Single Man
Morgan Freeman, por Invictus
Jeremy Renner, por Guerra ao Terror


Melhor Atriz

Sandra Bullock, por O Lado Cego
Helen Mirren, por The Last Station
Carey Mulligan, por Educação
Gabourey Sidibe, por Preciosa - Uma História de Esperança
Meryl Streep, por Julie & Julia


Melhor Ator Coadjuvante

Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios
Matt Damon, por Invictus
Woody Harrelson, por The Messenger
Christopher Plummer, por The Last Station
Stanley Tucci, por Um Olhar no Paraíso


Melhor Atriz Coadjuvante

Mo'Nique, por Preciosa - Uma História de Esperança
Penélope Cruz, por Nine
Vera Farmiga, por Amor sem Escalas
Anna Kendrick, por Amor sem Escalas
Diane Kruger, por Bastardos Inglórios

Morre a atriz Jean Simmons aos 80 anos


A veterana atriz inglesa Jean Simmons, uma das últimas lendas vivas do cinema, morreu na última sexta-feira (dia 23), em Santa Monica, Califórnia, vítima de câncer no pulmão. Ela tinha 80 anos e recentemente havia acabado de filmar o drama "Shadows in the sun".
Nascida em 31 de janeiro de 1929 em Crouch Hill, Londres, Jean, ainda jovem, iniciou carreira no cinema fazendo pequenas participações em importantes filmes ingleses, como "César e Cleópatra" (1945), "Grandes esperanças" (1946) e "Narciso negro" (1947), chamando a atenção de produtores e cineastas pela sua beleza inconfundível.
Ao longo dos 65 anos dedicados ao cinema, Jean recebeu duas indicações ao Oscar - como melhor atriz coadjuvante por "Hamlet" (1948) e melhor atriz por "Tempo para amar, tempo para esquecer" (1969). Atuou em mais de 70 filmes, dentre eles "Alma em pânico" (1953), "O manto sagrado" (1953), "Papai não quer" (1953), "Desirée - O amor de Napoleão" (1954), "O egípcio" (1954), "Da terra nascem os homens" (1958), "Spartacus" (1960), "Entre Deus e o pecado" (1960), "A noite dos pistoleiros" (1967), "O despertar de uma realidade" (1988) e "Colcha de retalhos" (1995).
Foi casada com duas lendas do cinema, ambas falecidas - primeiramente com o ator inglês Stewart Granger, em um casamento que durou 10 anos, e depois com o premiado cineasta norte-americano Richard Brooks.
A atriz deixa dois filhos. Por Felipe Brida

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Especiais sobre cinema

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"Guerra ao terror" e "Bastardos Inglórios" figuram os preferidos na premiação do SAG 2010

A 16ª edição do Screen Actors Guild Awards, o SAG Awards, cerimônia de premiação dos melhores filmes e programas de TV em 2009, será realizada amanhã, dia 23. O evento acontece no Shrine Exposition Center, em Los Angeles, e terá transmissão ao vivo no Brasil pelo canal TNT, a partir das 23 horas.
O SAG é a premiação anual feita pelo Sindicato dos Atores de Hollywood, e também uma preparação para o Oscar.
“Guerra ao Terror” (foto), de Kathryn Bigelow, e “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, figuram como os preferidos. Confira abaixo a relação completa dos indicados ao prêmio da 16ª edição, na grande categoria Cinema: (Por Felipe Brida)

Melhor Filme

Educação
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Nine
Preciosa - Uma História de Esperança


Melhor Elenco

Educação
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Nine
Preciosa - Uma História de Esperança


Melhor Ator


Jeff Bridges, por Crazy Heart
George Clooney, por Amor Sem Escalas
Colin Firth, por A Single Man
Morgan Freeman, por Invictus
Jeremy Renner, por Guerra ao Terror


Melhor Atriz

Sandra Bullock, por O Lado Cego
Helen Mirren, por The Last Station
Carey Mulligan, por Educação
Gabourey Sidibe, por Preciosa - Uma História de Esperança
Meryl Streep, por Julie & Julia


Melhor Ator Coadjuvante

Matt Damon, por Invictus
Woody Harrelson, por The Messenger
Christopher Plummer, por The Last Station
Stanley Tucci, por Um Olhar no Paraíso
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios


Melhor Atriz Coadjuvante

Penélope Cruz, por Nine
Vera Farmiga, por Amor sem Escalas
Anna Kendrick, por Amor sem Escalas
Diane Kruger, por Bastardos Inglórios
Mo'Nique, por Preciosa - Uma História de Esperança


SAG Honorários

Inimigos Públicos
Star Trek
Transformers 2: A Vingança dos Derrotados

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Resenhas & Críticas


Contra todos

Na São Paulo atual, uma família de classe média leva a vida com anseios por dias melhores. Ao mesmo tempo, tráfico de drogas, violência urbana e traição conjugal permeiam a intensa rotina dos quatro personagens centrais da história.

A realidade amarga da pós-modernidade fervilha o roteiro desse drama rodado em câmera digital, em estilo amador, bastante premiado em festivais de cinema pelo mundo afora. Um filme que exprime, sem final feliz ou concessões, a batalha obsoleta dos fracassados, de pessoas simples em uma jornada infernal em busca de redenção interior em meio ao caos das grandes metrópoles.
Todos os fatos burlescos do cotidiano que vira e mexe assistimos chocados pelos canais de TV encontram o mesmo caminho aqui, nesse retrato sufocante e realista de um mundo marcado pela indiferença e pelo crescente individualismo.
Por tocar na ferida exposta sem romantizar fatos, a essência da fita é marcadamente distanciada, um autêntico grito de alerta estarrecedor.
Diante da guerra civil entre bandidos, traficantes e polícia, acerto de contas e emboscadas das mais vis, o diretor e roteirista Roberto Moreira estréia sua fita polêmica e assustadora, necessária para que possamos conhecer e assim nos aprofundar em questões do nosso mundo real. Como sai no tagline da fita, “Pare de olhar e comece a enxergar”. Por Felipe Brida

Título original: Contra todos
País/Ano: Brasil, 2003
Elenco: Giulio Lopes, Leona Cavalli, Aílton Graça, Sílvia Lourenço, Martha Meola, Ismael de Araújo.
Direção: Roberto Moreira
Gênero: Drama
Duração: 95 min
Distribuidora: Warner Bros

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Morre o roteirista Erich Segal

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O escritor e roteirista de cinema norte-americano Erich Segal morreu no último domingo aos 72 anos em Londres. Ele era portador do Mal de Parkinson e faleceu vítima de ataque cardíaco.
Nascido no Brooklyn, Nova York, em 16 de junho de 1937, Segal recebeu sua única indicação ao Oscar pelo roteiro de "Love Story - Uma história de amor" (1970).
Como roteirista escreveu "Yellow Submarine" (1968), "Os jogos" (1970), "RPM" (1970), "Jennifer on my mind" (1971), "A história de Oliver" (1978 - continuação de "Love Story"), "Um homem, uma mulher e uma criança" (1983) e o filme feito para a TV "Somente amor" (1998).
No início da década de 90 esteve no Brasil onde trabalhou na supervisão de roteiros de curtas-metragens, como "A ilha" e "Carnaval".
Antes de se dedicar ao cinema era professor de literatura grega e latina em universidades, como Harvard, Yale e Princeton. O roteirista era casado e deixa duas filhas. Por Felipe Brida

Especial de cinema

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