quarta-feira, 9 de novembro de 2022
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segunda-feira, 7 de novembro de 2022
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quinta-feira, 3 de novembro de 2022
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terça-feira, 1 de novembro de 2022
Especial de Cinema
Os melhores filmes da
46ª Mostra Internacional de Cinema de SP – parte 03
A edição 2022 da Mostra de Cinema de SP segue até dia 02/11, com sessões presenciais em 15 cinemas da capital e também em duas plataformas online (com sessões gratuitas), que são o Sesc Digital (https://sesc.digital/home) e SP Cine Play (www.spcineplay.com.br), com limite de views. Confira drops com rápidos comentários dos melhores filmes desse ano da Mostra.
Fire of love (EUA/Canadá, 2022, de Sara Dosa)
Um documentário emocionante
e celebrativo sobre o casal francês Katia e Maurice Krafft, amantes um do outro
e apaixonados por vulcões – eles trabalharam por mais de duas décadas investigando
erupções vulcânicas ao redor do planeta. Destemidos, chegavam a pouquíssimos metros
das crateras expelindo lava. O filme resgata uma série de vídeos curiosos que
eles mesmos gravaram e outros disponibilizados pelas equipes que os acompanhavam
nas expedições. No doc temos a dimensão do lado heroico e aventureiro dos Kraffts
(que infelizmente morreram em 1991 em uma explosão vulcânica no Japão). Vencedor
do prêmio de melhor montagem no Festival de Sundance e do Prêmio do Público da
seção Grand Angle do festival de documentários Visions du Réel. Exibição
presencial em SP ainda no dia 01/11.
Nação valente (Portugal/França/Angola, 2022, de
Carlos Conceição)
Misturando drama, guerra,
um pouco de humor e um terror que beira o cinema fantástico, essa coprodução
Portugal/França/Angola é dos filmes mais interessantes da Mostra desse ano. Saí
da sessão de olhos arregalados de surpresa. Nos anos 70 portugueses saíram da
Angola quando os nacionalistas iniciaram levantes para reivindicar direito ao
território. Daí duas histórias se aproximam: a de uma garota angolana que se
apaixona por um soldado português, e a de uma frota de Portugal isolada num
casarão para um treinamento, até que estranhas aparições começam a perturbar o
grupo. É de um vigor enorme o filme, diferente de tudo que já vi – venceu o
prêmio de melhor filme europeu e do prêmio do Júri Jovem no Festival de
Locarno.
Exibição presencial em
SP ainda no dia 01/11.
Leonor jamais morrerá (Filipinas, 2022, de Martika Ramirez
Escobar)
Vencedor do Prêmio
Especial do Júri na seção World Cinema Dramatic do Festival de Sundance, o
drama filipino mostra a jornada de Leonor Reyes, ex-atriz de uma popular série
de filmes de ação que hoje está endividada. Ela entra em coma quando encontra a
oportunidade de voltar ao cinema, e no leito do hospital, sua mente a leva para
dentro de um estranho filme. Original, bem realizado, é uma boa opção para
conhecermos o bom (e pouco comentado) cinema realizado nas Filipinas. Exibição
online e gratuita na plataforma do SP Cine Play até dia 02/11 (com limite de
views).
Noite
obscura, folhas selvagens (Suíça/França, 2022, de Sylvain
George)
É, em termos de duração,
um dos filmes mais longos que vi recentemente (totaliza 255 minutos, ou seja,
4h15). A estética é para poucos, assim como o tema: num enclave espanhol no
Marrocos, um grupo de jovens anda por aí discutindo políticas migratórias
europeias, envolvem-se com problemas e chegam ao seu limite com ações consideradas
subversivas. Em preto-e-branco, com muitas imagens fora de sintonia como se
fossem um amontoado de pensamentos e desejos, a obra se constrói. Trata das
políticas de migração na Europa não deixando de criticar o racismo e a
xenofobia. Exibido nos festivais de Viena e Locarno, está online e gratuito na
plataforma do SP Cine Play até dia 02/11 (com limite de views).
sábado, 29 de outubro de 2022
Especial de Cinema
A
edição 2022 da Mostra de Cinema de SP segue até dia 02/11, com sessões presenciais
em 15 cinemas da capital e também em duas plataformas online (com sessões
gratuitas), que são o Sesc Digital (https://sesc.digital/home) e SP Cine Play (www.spcineplay.com.br),
com limite de views. Confira drops com rápidos comentários dos melhores filmes
desse ano da Mostra.
Armageddon time (EUA, 2022, de James Gray)
Indicado à Palma de Ouro
em Cannes, o drama, coprodução EUA/Brasil, é um dos aguardados pelo público da
mostra (e deve estrear nacionalmente nos cinemas no dia 10/11). Tem um elenco
em bom momento (Anne Hathaway, Anthony Hopkins, Jeremy Strong, rápida
participação de Jessica Chastain e o melhor de todos, o protagonista mirim,
Banks Repeta), e fala sobre a rotina de altos e baixos de um garoto de classe
média às vésperas da eleição de 1981, que elegeu Ronald Reagan. Envolve-se em problemas
na escola, é cobrado pelos pais a ter bom comportamento, e tem no avô uma
inspiração. Até que um crime banal o coloca frente a frente com policiais. Nas entrelinhas,
o drama explora o fim do “sonho americano”, critica o capitalismo à modo
Reagan, traz as mudanças de comportamento com o fim dos anos 70 e tem um
momento curioso que mostra a família Trump (no caso o pai e a irmã do ex-presidente
Donald Trump). O filme tem traços autobiográficos, do da infância e parte da
adolescência do diretor James Gray (que fez “Fuga para Odessa”, “Os donos da
noite” e outros – é dele o roteiro, bem autoral vale destacar). Exibição
presencial em SP ainda nos dias 01 e 02/11.
Magdala (França, 2021, de Damien Manivel)
Teve exibição especial
em Cannes esse drama francês que revisita a história bíblica de Maria Madalena.
Aqui ela é uma idosa negra, pobre, de cabelos brancos, isolada do mundo depois
da morte de Jesus. Vive em uma mata sem contato com o mundo exterior e a todo
momento se põe a pensar sobre seu amor perdido. Simbólico, com poucos diálogos,
reúne lindas imagens abertas da mata com apenas uma personagem em cena, a de
uma mulher no fim da vida, mas com esperança de um possível reencontro (com ela
mesma e com o amor que ficou para trás). Exibição presencial em SP no dia 01/11
e sessões gratuitas na plataforma do Sesc Digital até dia 02/11 (com limite de
views).
Distopia (Portugal, 2021, de Tiago Afonso)
Documentário português
produzido por Rodrigo Areias (cineasta de renome no cinema de Portugal hoje),
sobre o processo de gentrificação na cidade de Porto, que ocorre há 15 anos e
transformou radicalmente a paisagem urbana de uma das cidades mais importantes
do país. Várias cidades do entorno também sofreram o impacto social das
medidas, que deixaram de investir em projetos sociais dos mais pobres para
abrigar projetos arquitetônicos luxuosos, muitos deles ainda no papel. No meio
disso, a especulação imobiliária corre solta, provocando inclusive o fim do
comércio tradicional e consequentemente a destruição dos patrimônios culturais.
Filme sério, impactante, com depoimentos de pessoas variadas que veem com
tristeza o processo enganoso “de progresso urbano”. Exibição presencial em SP no
dia 29/10 e sessões gratuitas na plataforma do Sesc Digital até dia 02/11 (com
limite de views).
Objetos de luz (Portugal, 2022, de Acácio de Almeida
e Marie Carré)
Exibido no Festival de
Locarno, esse documentário experimental, também português, trata da luz no
cinema, sobre um diretor que investiga a fotografia e os objetos que dela são
criadas para as imagens em movimentos. Com enquadramentos diferenciados e
muitas metáforas, o filme se constrói – é para público específico, uma obra
autoral sobre processos criativos no cinema contemporâneo. Exibição presencial
em SP no dia 30/10 e sessões gratuitas na plataforma do Sesc Digital até dia
02/11 (com limite de views).
As hostilidades (México, 2021, de M. Sebastian
Molina)
Foi exibido no Festival
Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA) esse doc mexicano que se
passa em uma cidadezinha altamente violenta (Santa Lucia), em que o diretor
estuda a criminalidade colhendo depoimentos de familiares (em especial dois
primos seus), amigos e moradores de bairros periféricos que são alvo da polícia
e de bandidos de forma constante. Reflete uma realidade nua e crua, abandonada
à própria sorte... Exibição online na plataforma do Sesc Digital até dia 02/11
(com limite de views).
A saída está a nossa
frente (EUA, 2022, de
Rob Rice)
Produção independente
rodada nos EUA, o filme, que mistura drama e comédia como se fosse um documentário
(mas é ficção) acompanha uma família na comunidade de Daggett, onde vivem 200 pessoas
no deserto da Califórnia. Um casal que passou a vida toda lá com a filha pequena,
encontra formas de dar um futuro melhor para ela. Mas uma notícia dura abalará
o casal para sempre. Daqueles filmes rodados com a câmera no ombro, dentro de
poucos ambientes, e muito o que contar, focado no cotidiano de uma família em
meio a um ambiente hostil, sobrevivendo dia a dia. E para eles não há vestígios
do “sonho americano”. Exibição online e gratuita na plataforma do Sesc Digital
até dia 02/11 (com limite de views).
sexta-feira, 28 de outubro de 2022
Especial de Cinema
A edição 2022 da Mostra de Cinema de SP continua até dia 02/11, em 15 cinemas da capital e em duas plataformas online (Sesc Digital e SP Cine Play). Confira drops com rápidos comentários dos melhores filmes desse ano da Mostra.
Nada de novo no front (Alemanha/EUA/Reino Unido, 2022, de Edward Berger)
A Mostra fez a premiére brasileira do novo filme de guerra da Netflix (no dia 21/10), que entrou hoje na plataforma. Essa é a terceira adaptação para o cinema do livro de memórias de Erich Maria Remarque, que lutou nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial como soldado alemão no front ocidental. O filme, muito bem realizado, com apuro técnico e cenas grandiosas de guerra, acompanha a tortuosa jornada do soldado novato no meio de um conflito que matou milhares de pessoas. Tem Daniel Brühl no elenco.
Luxemburgo,
Luxemburgo (Ucrânia,
2022, de Antonio Lukich)
Um dos melhores filmes
da Mostra desse ano, a comédia dramática ucraniana que se passa em Luxemburgo
traz uma inusitada história real: dois irmãos gêmeos, um policial e outro
motorista de caminhão, viajam para ver o pai doente num hospital. Mas não sabem
se quem irão encontrar é mesmo quem eles procuram. A edição é primorosa, o
roteiro tem sacadas brilhantes e o humor é inteligente. Indicado ao Venice
Horizons no Festival de Veneza, terá exibição presencial em SP ainda no 31/10.
Triângulo da tristeza (Suécia/França/Reino Unido/Alemanha,
2022, de Ruben Östlund)
Num cruzeiro de luxo, um jovem casal de modelos viaja com figuras
excêntricas, como um oligarca russo e um casal de velhinhos que vendiam armas
em guerras passadas. O comandante do navio é alcoólatra e está há dias trancado
em seu quarto. Até que uma tempestade em alto-mar faz com que o rumo da viagem
mude drasticamente, culminando numa noite de pesadelos, com vômitos e mortes.
Ainda estou digerindo esse filme levado às últimas consequências pelo diretor
de “Força maior” e “The square”, e que venceu a Palma de Ouro em Cannes esse
ano. Sem concessão, lança uma série de críticas ao mundo do fashionismo, da
elite decandente, dos tempos de redes sociais e da alta gastronomia. Um barato
(ah, prepare-se para cenas escatológicas!). Exibição presencial ainda em SP nos
dias 28/10 e 02/11.
Os anos do Super 8 (França, 2022, de Annie Ernaux)
Indicado ao Golden Eye
em Cannes, o doc é dirigido pela recém-ganhadora do Nobel de Literatura, Annie
Ernaux. Aqui ela resgata filmes caseiros em super 8 para contar a história de
sua família, filhos, casamento e viagens, como se fosse um autêntico livro de
memórias bem pessoais. Narrado por ela, é uma obra delicada, íntima e feminina,
que ganhou elogios do público não só da Mostra de SP mas de grande parte dos
festivais por onde passou (como Cannes, Busan, Roma, NY e Zurique). Exibição presencial
em SP ainda nos dias 28 e 30/10.
Alcarràs (Espanha/Itália, 2022, de Carla
Simón)
Vencedor do Urso de Ouro
em Berlim, o drama espanhol conta a história de uma família que cultiva
pêssegos no interior da Espanha que vê seus dias contados quando são ameaçados
de despejo. No local pretende-se instalar placas para energia solar, e a
família terá de se mudar. Enquanto lutam para permanecer no local, os pais
trabalham e as crianças vivem uma vida feliz no vilarejo de Alcarrás. Gostei
muito dessa fita de arte bonitinha, agradável, toda rodada nos campos da
Catalunha, com personagens fáceis de nos identificarmos (e torcermos por eles).
As crianças são adoráveis, há momentos de humor e drama bem dosados, e um
gancho atualíssimo, sobre o embate de pequenos agricultores com as majors que
querem a todo custo expandir seus negócios. Exibição presencial em SP ainda no
dia 31/10.
Você tem que vir e
ver (Espanha, 2022,
de Jonás Trueba)
Numa viagem por Madrid e
pelo interior da Espanha, dois casais discutem a essência da vida, seus modos
de enxergar o mundo e as crises que rondam cada um. Curtinho (com apenas 65
minutos), é um filme sincero de um jovem diretor, Jonás Trueba, que aprendeu muito
com o pai, o notório Fernando Trueba (de “Sedução”). Jonás soube trazer à tela
as controversas relações humanas, com diálogos poderosos e uma história
universal. Vencedor do Prêmio Especial do Júri no Festival de Karlovy Vary,
terá exibição presencial em SP no dia 29/10, e está online (gratuito) no Sesc
Digital até dia 02/11.
Hamlet (Brasil, 2022, de Zeca Brito)
Documentário sobre a
crise no mundo da política brasileira a partir de 2016, com o impeachment da
presidenta Dilma Rousseff (ou o golpe, como quiserem). O diretor gaúcho Zeca
Brito, de “O guri” e Legalidade”, foca seu mais novo filme nas manifestações dos
estudantes secundaristas que se juntaram aos movimentos sociais para tomar as
ruas quando do golpe em 2016, trazendo os desdobramentos desse caos, como a
eleição de Bolsonaro em 2018. Ao mesmo tempo, num teatro, Hamlet, o notório
personagem de William Shakespeare, procura espaço na sociedade – ele está atormentado
pela pergunta “ser ou não ser?”. Rodado em preto-e-branco, é um filme que deve
ser visto e discutido.
quinta-feira, 20 de outubro de 2022
Cine Cult
Especial de Cinema
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