sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Viva nostalgia!


Vestida para matar

Misteriosa mulher loira, vestida com capa e óculos escuros, mata uma das pacientes do renomado psiquiatra Dr. Robert Elliott (Michael Caine). Para cometer o crime, a assassina utiliza uma navalha roubada da casa do médico. Elliott contará com a ajuda da polícia e de uma prostituta, Liz Blake (Nancy Allen), para desvendar o caso e evitar novas mortes.

Suspense número um de Brian De Palma, seguidor de Hitchcock e um dos mestres do macabro. Nesse filme mal recebido pela crítica na época, hoje cultuado, o diretor soube utilizar com perfeição a]os recursos de câmera, cortes de cena e ângulos, técnicas estas que tanto o consagraram.
Lançado em 1980, chamou a atenção do público pelo roteiro original. Quem nunca assistiu, não deixem que contem o final-surpresa, bastante imitada depois.
A história trata sobre dilemas sexuais e acima de tudo psicológicos, que se materializam em uma vingança sanguinária – a divulgação lançou o filme como “um pesadelo erótico”. Há todo um clima de sensualidade, sem cair no ridículo, que complementa os desejos mais escondidos dos personagens.
Nem precisamos falar da clássica sequência do elevador, onde Kate (Angie Dickinson) é brutalmente assassinada a golpes de navalha, um primor de edição. Obrigatório para os fãs! Por Felipe Brida

Título original: Dressed to kill
País/Ano: EUA, 1980
Elenco: Michael Caine, Angie Dickinson, Nancy Allen, Keith Gordon, Dennis Franz, David Margulies
Direção: Brian De Palma
Gênero: Suspense
Duração: 104 min
Distribuidora: MGM/ Fox Home

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cine Lançamento

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Falando grego

Depois de ser demitida da universidade onde trabalhava, Georgia (Nia Vardalos) arruma um ardoroso emprego como guia de turismo em Atenas. À bordo de um ônibus lotado de turistas americanos, ela se apaixona pouco a pouco por Poupi (Alexis Georgoulis), o calado motorista do veículo.

Superficial e previsível, chega às locadoras essa comédia romântica sem fôlego, que não fez boa carreira nas bilheterias. Nem como história de amor serve, já que, além de demorar para acontecer, fica impossível acreditar na atração entre a inteligente guia, interpretada pela bonita atriz Nia Vardalos (e quase cinquentona!), com aquele motorista chucro, semelhante a um homem das cavernas com cabelos e barbas penosos. As poucas piadas giram em torno de nomes gregos (como Kakas), e o elenco de apoio tem pouco a fazer (Richard Dreyfuss, em fim de carreira, não marca presença).
Uma fitinha que se perde por completo, leve, porém sem graça. Nem os rápidos passeios pelas ruínas da Grécia antiga causam interesse. Aliás, não só a vida de Georgia está em ruínas e nas ruínas, mas o filme inteiro. Por Felipe Brida

Título original: My life in ruins
País/Ano: EUA/Espanha, 2009
Elenco: Nia Vardalos, Richard Dreyfuss, Alexis Georgoulis, Alistair McGowan.
Direção: Donald Petrie
Gênero: Comédia romântica
Duração: 95 min
Distribuidora: Imagem Filmes

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Produtor de "Tubarão", David Brown morre aos 93 anos



O produtor de cinema David Brown morreu ontem aos 93 anos, em Nova York. Ele vinha enfrentando sérios problemas de saúde, que se agravaram nos últimos dias.
Nascido em Nova York no dia 28 de julho de 1916, Brown, formado em Jornalismo, produziu 30 fiilmes em 40 anos de carreira. Quatro de suas produções foram indicadas ao Oscar de melhor filme - "Tubarão" (1975), "O veredicto" (1982), "Questão de honra" (1992) e "Chocolate" (2000).
Principal impulsionador da carreira de Steven Spielberg ao cinema, trabalharam juntos em "Louca escapada" (1974), além de "Tubarão".
Outros trabalhos do produtor incluem "O homem cobra" (1973), "O moinho negro" (1974), "Escalado para morrer" (1975), "MacArthur" (1977), "Tubarão 2" (1978), "A ilha" (1980), "Cocoon" (1985), "Cocoon - O retorno" (1988), "Conduzindo Miss Daisy" (1989), "O jogador" (1992), "Operação Canadá" (1995), "O santo" (1997), "Beijos que matam" (1997), "Impacto profundo" (1998), "As cinzas de Ângela" (1999), "Na teia da aranha" (2001) e "Opção de risco" (2002, sua última produção). Por Felipe Brida

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Especiais sobre cinema

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"Avatar" e "Guerra ao Terror" concorrem a 9 Oscars

A Academia de Hollywwod anunciou hoje (terça-feira), em Los Angeles, a lista dos indicados ao Oscar 2010. Os favoritos, a aventura "Avatar" (foto), de James Cameron, e o drama de guerra "Guerra ao Terror", de Kathryn Bigelow, receberam nove indicações cada, dentre eles a de melhor filme e melhor direção.
A novidade este ano é a inserção de mais cinco filmes na categoria "melhor filme" - são 10 ao todo, que competirão ao maior prêmio da noite.
A cerimônia de entrega do Oscar será no dia 7 de março, no Kodak Theatre, em Los Angeles.

Confira abaixo a relação completa dos indicados. (Por Felipe Brida)


Melhor Filme

''Avatar''
"Um Sonho Possível''
"Distrito 9"
"Educação"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa – Um história de esperança"
"A Serious Man"
"Amor sem Escalas"
"Up - Altas Aventuras''


Melhor Diretor

Kathryn Bigelow ("Guerra ao Terror")
James Cameron ("Avatar")
Jason Reitman ("Amor Sem Escalas")
Quentin Tarantino ("Bastardos Inglórios")
Lee Daniels ("Preciosa")


Melhor Ator

Jeff Bridges ("Crazy Heart")
Morgan Freeman ("Invictus")
Jeremy Renner ("Guerra ao Terror")
George Clooney ("Amor Sem Escalas")
Colin Firth ("A Single Man")


Melhor Atriz

Sandra Bullock ("Um Sonho Possível")
Meryl Streep ("Julie & Julia")
Carey Mulligan ("Educação")
Helen Mirren ("The Last Station")
Gabourey Sidibe ("Preciosa")


Melhor Ator Coadjuvante

Christoph Waltz ("Bastardos Inglórios")
Woody Harrelson ("O Mensageiro")
Matt Damon ("Invictus")
Stanley Tucci ("Um Olhar do Paraíso")
Christopher Plummer ("The Last Station")


Melhor Atriz Coadjuvante

Mo’Nique ("Preciosa")
Anna Kendrick ("Amor Sem Escalas")
Vera Farmiga ("Amor Sem Escalas")
Maggie Gyllenhaal ("Crazy Heart")
Penelope Cruz ("Nine")


Melhor Roteiro Original

"Bastardos Inglórios"
"Guerra ao Terror"
"Um Homem Sério"
''O Mensageiro"
"Up - Altas Aventuras"


Melhor Roteiro Adaptado

"Amor Sem Escalas"
"Distrito 9"
"Educação"
"Preciosa"
"In the Loop"


Melhor Direção de Arte

"Avatar"
"O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus"
"Nine"
"Sherlock Holmes"
"The Young Victoria"


Melhor Fotografia

"Avatar"
"Harry Potter e o Enigma do Príncipe"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos inglórios"
"A Fita Branca"


Melhor Figurino

"Bright Star"
"Coco Antes de Chanel"
"O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus"
"Nine"
"The Young Victoria"


Melhor Maquiagem

Star Trek
The Young Victoria
Il Divo


Melhor Animação

"Coraline e o Mundo Secreto"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"A Princesa e o Sapo"
"The Secret of Kells"
"Up - Altas Aventuras"


Melhor Canção

"Crazy Heart" – T-Bone Burnett/ Ryan Bingham ("The Weary Kind")
"Paris 36" – Reinhardt Wagner/ Frank Thomas ("Loin de Paname")
"Nine" – Maury Yeston ("Take It All")
"A Princesa e o Sapo" – Randy Newman ("Down in New Orleans")
"A Princesa e o Sapo" – Randy Newman ("Almost There")


Melhor Trilha Sonora

"Avatar" (James Horner)
"O Fantástico Sr. Fox" (Alexandre Desplat)
"Guerra ao Terror" (Marco Beltrami/ Buck Sanders)
"Sherlock Holmes" (Hans Zimmer)
"Up – Altas Aventuras" (Michael Giacchino)


Melhor Som

"Avatar"
"Guerra ao Terror"
"Star Trek"
"Up – Altas Aventuras"
"Bastardos Inglórios"


Melhor Edição de Som

"Avatar"
"Guerra ao Terror"
"Star Trek"
"Up – Altas Aventuras"
"Bastardos Inglórios"


Melhor Efeitos Visuais

"Avatar"
"Star Trek"
"Distrito 9"


Melhor Filme Estrangeiro

"Ajami" (Israel)
"A Fita Branca" (Alemanha)
"El Secreto de Sus Ojos" (Argentina)
"Un prophète" (França)
"A Teta Assustada" (Peru)


Melhor Documentário

"Burma VJ: Reporter i et lukket land"
"The Cove"
"Food, Inc. "
"The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers"
"Which Way Home"


Melhor Documentário (Curta-metragem)

"China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province" (TV)
"The Last Campaign of Governor Booth Gardner"
"The Last Truck: Closing of a GM Plant" (TV)
"Królik po berlinsku"
"Music by Prudence"


Melhor Curta-metragem

The Door (2008)
Istället för abrakadabra (2008)
Kavi (2009)
Miracle Fish (2009)
The New Tenants (2009)


Melhor Curta-metragem de animação

"French Roast"
"Granny O'Grimm's Sleeping Beauty"
"La dama y la muerte"
"Logorama"
"Wallace and Gromit in A Matter of Loaf and Death" (TV)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cine Lançamento

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Anticristo

Abalados com a morte trágica do filho pequeno, um casal entra em crise. A depressão toma conta da mãe, uma escritora (Charlotte Gainsbourg); já o marido, psicanalista (Willem Dafoe), tenta melhorar a estima da esposa. Para encarar seus medos, os dois se isolam em uma remota cabana na floresta, chamada “Éden”. Os dias serão de desespero, angústia, caos, medo e revelações aterrorizantes.

Dividido em quatro capítulos – “Dor”, “Luto”, “Desespero” e “Os três mendigos”, com prólogo e epílogo, o mais novo filme do dinamarquês criador do movimento Dogma 95, Lars Von Trier, é um complexo drama psicológico, estranhamento bizarro e angustiante. É uma das obras mais controversas do cinema, de dar frio na espinha, e para alguns causará repulsa.
Tudo começa com uma poética cena em slow motion e PB, com fundo musical de Handel (Lascia ch'io pianga), onde uma criança aparece caindo de um prédio, enquanto seus pais estão em pleno ato sexual. Com a morte, o casal, que não tem nome - são apenas “homem” e “mulher”, chora a morte dolorida. A partir da chegada à cabana, a mulher se apodera de uma força aterradora, que a torna cada vez mais perturbada. É quando muda o tom severamente: sai o drama pesado, ficando um filme forte, tenso, indigesto, um suspense com tom de horror. Esse talvez seja o grande lance da fita. É difícil definir em qual gênero se enquadra; é um drama absolutamente amargo, mas que foi vendido como um terror psicológico (que só se revela na parte final).
Traz somente dois atores em cena, Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, esta filha do falecido cantor francês Serge Gainsbourg com Jane Birkin. Ela venceu o prêmio de atriz em Cannes no ano passado, e o filme ainda foi indicado à Palma de Ouro, vaiado por muitos no festival. Não é por acaso que são apenas dois e a floresta ser chamada de Éden, um paraíso infernal revelador, de contraditórios Adão e Eva.
Tem ainda as cenas mais aflitivas do cinema – como o corte das genitálias. Atenho-me a falar mais, pois há lances imprevisíveis.
Um filme difícil. Para poucos. Por Felipe Brida

Título original: Antichrist
País/Ano: Dinamarca/Alemanha/França/Polônia, 2009
Elenco: Charlotte Gainsbourg, Willem Dafoe
Direção: Lars Von Trier
Gênero: Drama/Terror
Duração: 104 min
Distribuidora: Califoórnia Filmes
Site oficial: http://www.antichristthemovie.com/

sábado, 30 de janeiro de 2010

Viva Nostalgia!


O pecado de todos nós

Fim da Segunda Guerra Mundial. O major Penderton (Marlon Brando) enfrenta problemas na carreira e também passa por crise conjugal. A esposa, Leonora (Elizabeth Taylor), mantém um relacionamento amoroso com o coronel Langdon (Brian Keith), amigo de Penderton. Isolados em um posto do Exército, um crime está prestes a acontecer quando no conflito aparece um recruta que, obcecado por Leonora, passa dia e noite observando-a escondido.

O notório diretor John Huston mergulhou fundo na essência cruel do romance homônimo da escritora Carson McCullers, transportando para a tela esse conto bizarro de perversão e voyerismo, com desfecho trágico. O público tem uma ideia vaga da conclusão logo na abertura, quando há uma citação do livro, “Há um posto no sul onde há alguns anos um crime foi cometido...”.
Marlon Brando interpreta o major traído pela mulher; supostamente homossexual, ele se torna obcecado pelo recruta calado (estréia no cinema do ator Robert Forster), seguindo-o incessantemente. Ao mesmo tempo, o jovem novato alimenta desejos loucos pela esposa do major. Esta, por sua vez, tem um caso com um coronel mais velho, casado com uma mulher perturbada. São muitos os personagens da história, todos de uma psicologia complexa e perturbada, cercados por tormentos. Portanto não é um filme que se digere com facilidade.
A fotografia com filtro dourado, técnica pioneira no cinema, remete ao título original do livro e do filme, “Reflections in a golden eye”.
Retrato cruel e real da sociedade, com um elenco caprichado em atuações memoráveis, “O pecado de todos nós” é um marco importante no cinema. Conheçam. Por Felipe Brida

Título original: Reflections in a golden eye
País/Ano: EUA, 1967
Elenco: Marlon Brando, Elizabeth Taylor, Robert Forster, Brian Keith, Julie Harris, Zorro David, Gordon Mitchell.
Direção: John Huston
Gênero: Drama
Duração: 108 min
Distribuidora: Warner Bros

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cine Lançamento

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Se beber, não case

Doug Billings (Justin Bartha) vai se casar em poucos dias. Para comemorar, seus três melhores amigos – Stu (Ed Helms), Phil (Bradley Cooper) e Alan (Zach Galifianakis) organizam uma despedida de solteiro. Na realidade eles despistam as namoradas e rumam em uma louca viagem a Las Vegas. Lá se instalam em um luxuoso hotel. Após a primeira noite de badalação, regado a muita bebedeira, Stu, Phil e Alan acordam não se lembrando do que houve no dia anterior. Encontram um tigre no banheiro e um bebê no armário. E de quebra, Doug, o que vai se casar, desaparece misteriosamente. A partir daí o trio sai em busca do rapaz, envolvendo-se em confusões cada vez mais absurdas.

Vencedor do Globo de Ouro na categoria “Melhor Filme - Comédia ou Musical”, “Se beber, não case” é a comédia da vez, tremendo sucesso de bilheteria não só nos EUA, mas em todo o mundo, inclusive no Brasil. Divertido, tem momentos de arrancar gargalhadas com as reviravoltas descomunais, provocadas pela “ressaca” do título original.
É fácil entender o porquê do estrondo todo. De uma década para cá, o cinema americano se entregou ao besteirol teen com aquelas fitas grosseiras da linha de “American pie”, descartáveis, repetitivas. Quando surge um que foge à regra, com roteiro bem sacado, o público anseia em conferir o novo. Por isso essa comédia cai bem. Obviamente que é construída em cima de absurdos – o filme é esticado, de uma história só, recorrendo a sucessões de piadas em torno do trio de amigos.
Os personagens têm boa química, o elenco pouco conhecido dá conta do recado. E até o lutador Mike Tyson entra na jogada, num rápido papel que brinca com ele mesmo.
Um passatempo adequado, pra se conhecer as bobagens (e os perigos) de uma embriaguez descontrolada. Por Felipe Brida

Título original: The hangover
País/Ano: EUA/Alemanha, 2009
Elenco: Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Heather Graham, Sasha Barrese, Jeffrey Tambor, Mike Tyson, Mike Epps
Direção: Todd Phillips
Gênero: Comédia
Duração: 109 min
Distribuidora: Warner Bros

Especial de Cinema

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