domingo, 26 de julho de 2009

Morre o ator Sérgio Viotti aos 82 anos

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O ator brasileiro Sérgio Viotti morreu na manhã de hoje aos 82 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Ele estava internado desde o dia 19 desse mês no Hospital Samaritano, em São Paulo.
Paulistano nascido no dia 14 de março de 1927, Viotti teve extensa carreira como ator (além de inúmeras peças teatrais, participou de 17 novelas, cinco minisséries e três filmes). Destacou-se também como diretor de teatro, crítico de arte e tradutor de obras literárias.
Dentre seus trabalhos mais importantes destacam-se as novelas "Dulcinéia vai à guerra" (1980), "Sinhá Moça" (1986), "Kananga do Japão" (1989), "Mico preto" (1990), "Meu bem meu mal" (1990), "Despedida de solteiro" (1992), "Olho no olho" (1993), "Irmãos Coragem" (1995), "Terra nostra" (1999) e "Suave veneno" (1999).
Esteve no elenco das minisséries "O primo Basílio" (1988), "Os maias" (2001), "A casa das sete mulheres" (2003), "Um só coração" (2004) e "JK" (2006), e no cinema participou de "Um ramo para Luíza" (1965), "22-2000 Cidade alerta" (1965) e "Sábado" (1995 - narrador). Sua última aparição na TV foi na novela da Rede Globo "Duas caras" (2007). Por Felipe Brida

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cine Lançamento


Sexta-feira 13

À procura da irmã desaparecida, o jovem Clay (Jared Padalecki) percorre, juntamente com um grupo de amigos, uma floresta em Crystal Lake, onde, há 20 anos, o psicopata Jason Vorhees cometera uma matança em um acampamento estudantil. O que Clay não imaginava era se reencontrar com o temível assassino, mais sanguinário do que nunca.

Só mesmo para os fãs menos exigentes servirá essa nova fita de terror da série “Sexta-feira 13”. Na verdade é uma espécie de refilmagem dos três primeiros filmes da franquia slasher que piorava a cada filme, porém cultuado pelos jovens nos anos 80.
O maníaco Jason Vorhees volta mais ágil, mais sanguinário, deixando como sempre rastros de sangue. Como dá pra prever, não há como fugir da violência explícita nesse repeteco de alcance para os adolescentes.
O diretor Marcus Nispel, que em 2003 trouxe uma dimensão mais profunda e moderna no remake de “O massacre da serra elétrica”, aqui faz um trabalho menos cuidadoso. A fotografia é escura, e o roteiro não tem novidade alguma – a história é uma velha conhecida. A produção preserva até aqueles finais-clichês das fitas de terror antigas, que dá brechas para prováveis continuações. Enfim, uma fita desnecessária e vazia, sem muito o que acrescentar. Dias ruins para Jason Vorhees... Por Felipe Brida

Título original: Friday the 13th
País/Ano: EUA, 2009
Elenco: Jared Padalecki, Danielle Panabaker, Amanda Righetti, Aaron Yoo, Derek Mears.
Direção: Marcus Nispel
Gênero: Terror
Duração: 97 min.
Lançamento: Segunda quinzena de julho
Distribuidora: Paramount Pictures/ UIP / Warner Bros Pictures
Site oficial: http://www.fridaythe13th-themovie.com/intl/br

terça-feira, 21 de julho de 2009

Cine Lançamento


Arn – O cavaleiro templário


Cruzadas Européias, século XII. Com a missão de lutar contra o avanço dos muçulmanos na Terra Santa, o cavaleiro Arn Magnusson divide-se entre a batalha e o amor que nutre pela jovem Cecília, enclausurada em um convento.

Produção européia caprichada que se baseia na trilogia épica “As Cruzadas”, escrita pelo sueco Jan Guillou (disponível no Brasil pela editora Bertrand Brasil). A fita explora as aventuras reais do jovem cavaleiro Arn, desde a adolescência no monastério até a idade adulta, quando treinado para ser um guerreiro, época em que o feudalismo ruía, e as Cruzadas avançavam pela Europa Ocidental.
Narrado com certa lentidão, o filme ajeita-se, da metade para o final, no gênero romance quando o tema do amor proibido invade a história – Arn, longe da mulher amada, Cecília, trancafiada em um rigoroso convento, viaja para terras distantes, enviado para liderar os cristãos na sangrenta batalha contra os muçulmanos a caminho de Jerusalém.
O desconhecido ator Joakim Nätterqvist tem bom desempenho como o personagem-título, no entanto outros nomes de destaque do cinema, como Vincent Perez, Stellan Skarsgard e Simon Callow, aparecem pouco. Até mesmo a notória atriz sueca Bibi Andersson, dos filmes de Ingmar Bergman, está mal aproveitada como a madre superiora que rege o convento.
Com visual rico e boa investida na fotografia enevoada, esta foi uma das produções mais caras da Escandinávia, com gastos orçados em US$ 30 milhões.
Tem uma continuação, já lançada na Suécia em agosto do ano passado, intitulada “Arn - Riket vid vägens slut” (na tradução para o inglês, “Arn - The Kingdom at Road’s End”), do mesmo diretor, Peter Flinth. E ele também prepara para 2010 a minissérie “Arn”, adaptada dos livros de Jan Guillon, com a mesma equipe dos filmes, mantendo-se inclusive o elenco.
Indicado para quem gosta de aventuras épicas – ainda que esticado, traz poucas, mas dignas seqüências de luta de espada. Por Felipe Brida

Título original: Arn - Tempelriddaren
País/Ano: Suécia/ Inglaterra/ Dinamarca/ Noruega/ Finlândia/ Alemanha, 2007
Elenco: Joakim Nätterqvist, Vincent Perez, Nicholas Boulton, Stellan Skarsgard, Simon Callow, Bibi Andersson.
Direção: Peter Flinth
Gênero: Aventura/ Drama
Duração: 138 min.
Lançamento: Segunda quinzena de junho
Distribuidora: Paramount Pictures

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Especiais sobre cinema

Lançamentos em DVD

Felipe Brida

Coraline e o mundo secreto

Conto-de-fadas dark e bem estilizado, Coraline e o mundo secreto (Coraline, 2009, 100 min.) chega às locadoras esse mês, distribuído pela Universal. A animação digital conta a história da garotinha Coraline que, junto com os pais, vai morar em uma nova casa, localizada em um local bem afastado da cidade. Pela porta secreta do seu quarto, Coraline descobre um mundo paralelo. Ao adentrar aquele território desconhecido, passa a conviver com criaturas estranhas e misteriosas. Peripécias absurdas e personagens bizarros preenchem esse mais novo trabalho de Henry Selick, o mesmo diretor da prestigiada animação “O estranho mundo de Jack” (1993). Sombrio para as crianças, “Coraline e o mundo secreto” deverá encontrar público entre os jovens e os adultos. Um exemplo claro de animação séria e inteligente. Confiram.

Rio congelado

Ray Eddy (Melissa Leo) é uma mulher reservada que vive em um trailer no interior do estado de Nova York. Enfrentando problemas financeiros, junta-se a uma contrabandista, e ambas arriscam suas próprias vidas em um perigoso trabalho: cruzar o congelado rio Saint Lawrence transportando, no porta-malas de um carro, imigrantes ilegais do Canadá para os Estados Unidos. Com duas indicações ao Oscar esse ano – melhor atriz (Melissa Leo) e melhor roteiro original, o drama independente, que custou apenas U$ 1 milhão, venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance, na categoria filme dramático, e também dois prêmios no Independent Spirit Awards (atriz e produtores). Todo filmado em digital, a história se passa na inóspita fronteira congelada entre Estados Unidos e Canadá, onde tudo é gelo. Ali, duas mulheres de mundos opostos se juntam para um trabalho ilegal, o de transportar imigrantes escondidos no porta-malas de um carro. Apesar da falta de habilidade da diretora estreante, Courtney Hunt, que distancia os personagens, o filme tem grandes méritos, como a fotografia de um incrível branco do gelo, feito em locações, e a excepcional atuação da protagonista, Melissa Leo, no melhor momento de sua desconhecida carreira – ela é atriz de TV, e aqui consegue criar uma personagem feminina fragilizada, de forma bastante humana e sensível, algo tão difícil de ver no cinema nos dias de hoje. A curiosa trama vai ficando tensa com o passar dos minutos. Vale uma conferida.


As noivas de Copacabana O detetive Jorge França (Reginaldo Faria) é convocado para investigar uma série de assassinatos cometidos por um psicopata. O autor dos crimes, o atraente Donato Menezes (Miguel Falabella), mata mulheres de várias classes sociais por meio de estrangulamento, após vesti-las com um vestido de noiva. Escrita por Dias Gomes e Ferreira Gullar a partir de um caso verídico, a minissérie As noivas de Copacabana”, exibida pela Rede Globo em junho de 1992, virou sucesso de crítica e de público devido à sua trama policial envolvente. Sai agora em DVD, compactado em oito episódios totalizando seis horas, reunidos em dois discos. Distribuído pela Som Livre, chega também para a venda.

As mãos de Orlac

A distribuidora Cult Classic traz, pela primeira vez em DVD, As mãos de Orlac, obra esquecida do Expressionismo Alemão, lançada em 1924. A história: o pianista Orlac tem as mãos decepadas em um grave acidente de trem. Por meio de um procedimento experimental, recebe duas novas mãos implantadas. Só que os membros pertenciam a um assassino que fora executado horas antes. Orlac acredita que poderá absorver a personalidade do morto e assim cometer assassinatos. Mudo e em preto-e-branco, o filme dirigido por Robert Wiene (o mesmo de “O gabinete do Dr Caligari”, clássico que inaugurou o movimento expressionista na Alemanha em 1920) tem no elenco o notório Conrad Veidt (que ficou mundialmente conhecido como o antagonista de "Casablanca", o major Strasser) na pele do pianista Orlac, um homem dedicado à música que aos poucos enlouquece após receber as mãos implantadas. Tem-se aqui um bom exemplar do Expressionsimo com toda sua estética ímpar: história que mistura terror e fantasia, cenários pintados, geométricos e distorcidos que remetem ao pós-guerra e também lembram um sonho, uso de sombras, personagens excêntricos acometidos pela loucura etc. O movimento alemão inspirou o cinema de horror moderno, como o americano a partir dos anos 30. A cópia do filme pela Cult Classic está boa e na maior metragem disponível no mercado, de 113 minutos, restaurada - a versão de cinema da época era de 92 minutos. Ah, e vale mencionar que o longa foi inspirado no livro original de Maurice Renard, e existem outras versões, como a coprodução França/Reino Unido de mesmo título, feita em 1960, com Mel Ferrer no papel central e participação de Christopher Lee.
Fiquem atentos para os próximos lançamentos da Cult Classic, já em pré-venda nas melhores lojas especializadas em DVD: “O estudante de Praga” (1926, de Henrik Galeen), “Os pescadores de Sargaços” (1929, de Jean Epstein), “A cadela” (1931, de Jean Renoir) e “O homem da linha” (1986, de Jos Stelling). Um deleite para os colecionadores!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Cine Lançamento

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Quarentena

A repórter de TV Ângela Vidal (Jennifer Carpenter), junto com seu cameraman, vai cobrir uma reportagem sobre a atuação do Corpo de Bombeiros em uma cidade norte-americana. Um chamado de emergência em um prédio na área central coloca os oficiais em estado de alerta. A equipe de TV passa então a registrar os acontecimentos, que se tornam cada vez mais horripilantes quando um vírus passa a transformar as pessoas em zumbis canibais.

Remake descarado de “[REC]”, cult espanhol de terror, sem tirar nem por. Os produtores dessa versão norte-americana retomam as mesmas situações apresentadas no bom filme original, quadro a quadro, sem modificar sequer o nome dos personagens. Tem o Corpo de Bombeiros e o semelhante desfecho e, assim como o outro, não traz créditos iniciais. Quem assistiu a “[REC]”, não tem razão para perder tempo com essa variante sem um ponto de criatividade. É mais do mesmo, um pouco menos artificial, perdendo a ideia do amadorismo, que era peça-chave para a concepção do projeto. Sangrento, torna-se aperitivo apenas para os fãs do gênero. Por Felipe Brida

Título original: Quarantine
País/Ano: EUA, 2008
Elenco: Jennifer Carpenter, Steve Harris, Jay Hernandez, Rade Serbedzija.
Direção: John Erick Dowdle
Gênero: Terror
Duração: 89 min.
Lançamento: Segunda quinzena de junho
Distribuidora: Sony Pictures
Site oficial: http://www.sonypictures.com/homevideo/quarantine

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cine Lançamento


Verônica

Rio de Janeiro, dias atuais. Na capital carioca, a rotina da professora Verônica (Andréa Beltrão) vira de cabeça para baixo quando resolve encarar uma difícil missão: cuidar de um aluno rebelde cujos pais foram assassinados devido a uma dívida com traficantes de droga. Ameaçada de morte, colocará em risco sua própria vida para salvar o garoto.

Mesmo com a batelada de clichês do gênero policial tradicional, essa assumida versão moderna de “Glória” (fita de John Cassevetes que deu à ótima Gena Rowlands sua segunda indicação ao Oscar de melhor atriz, em 1981) não desaponta. Pelo contrário, é até agora o maior acerto na carreira do diretor Maurício Farias, especialista em novelas da Rede Globo e que no cinema escorregou em projetos não tão animadores, como os recentes “O coronel e o lobisomem” (2005) e “A grande família – O filme” (2007). A trama não disfarça a ideia do filme original, deslocando apenas a ação para o Brasil (especificamente nos arredores de uma favela carioca).
A narrativa ágil, erguida pela trilha feroz assinada por Branco Mello (em parceria com Emerson Villani), obriga o público a acompanhar o martírio da protagonista, interpretada pela atriz Andréa Beltrão, sempre competente. Aqui ela deixa de lado a comédia, que tanto a consagrou, para assumir um papel de pura tensão. Chega a ser um trabalho visceral e intenso.
Revelam-se temas secundários sem colocar panos quentes, como o abuso de poder, a organização de máfias e a corrupção nos órgãos policiais.
Filme recomendado, que tenta responder a velha pergunta: “Até que ponto arriscar a própria vida para salvar uma pessoa?”. Já nas locadoras. Por Felipe Brida

Título original: Verônica
País/Ano: Brasil, 2008
Elenco: Andréa Beltrão, Marco Ricca, Matheus de Sá, Giulio Lopes, Flávio Migliaccio, Camila Amado, Patrícia Selonik, Ailton Graça.
Direção: Maurício Faria
Gênero: Drama/Policial
Duração: 90 min.
Lançamento: Segunda quinzena de junho
Distribuidora: Europa Filmes
Site oficial: http://veronicaofilme.uol.com.br/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Comentários do blogueiro


Cinema na Web fecha parceria com DVD Nostalgia

Felipe Brida

A loja virtual DVD Nostalgia, especializada em venda de DVDs, é a mais nova parceira do blog Cinema na Web. A empresa, que está no mercado de vídeos há 26 anos, conta atualmente com um acervo de mais de 900 títulos, de todos os gêneros e nacionalidades.
Fundada em 1983 na avenida Faria Lima, em São Paulo, sob o nome de “Vídeo Home Shop”, foi uma das dez primeiras locadoras da capital. O acervo inicial, com 300 fitas VHS, passou rapidamente para cinco mil títulos, estabilizando-se assim no ramo de locação.
Desde 1995, com o advento das redes de videolocadoras, a loja difere-se pela venda de filmes raros e antigos. Passou a adotar o nome DVD Nostalgia em 2001, após a empresa aderir à venda pela internet.
Comandada por Antônio Vicente, a loja reúne hoje mais de onze mil clientes espalhados por todo o Brasil, dentre eles fãs de cinema antigo, nicho principal que a DVD Nostalgia atende.
Para conhecer mais sobre a loja virtual acesse o site http://www.dvdnostalgia.com.br/
E fique de olho nas promoções, novidades e sorteio de prêmios que a DVD Nostalgia traz a cada semana.

Especial de Cinema

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