sábado, 19 de janeiro de 2013

Cine Lançamento




O que esperar quando você está esperando

As aventuras e desventuras de cinco casais que em breve terão filhos.

Comédia romântica leve, leve, leve, água com açúcar (em doses elevadas), voltada ao público feminino e que recebeu esse ano duas indicações ao Framboesa de Ouro, os “piores do ano”, na categoria atriz coadjuvante – Brooklyn Decker e Jennifer Lopez concorrem ao prêmio-paródia do Oscar. Na verdade, uma perseguição: Brooklyn não está mal e também foi indicada ao Framboesa por “Battleship”, junto com “O que esperar...”, e esta é mais uma para a coleção de Jennifer (menos irritante que de costume).
Simpática, a comédia não incomoda, traz humor sem agressividade e situações universais que identificam e aproximam as pessoas. Resultado: um olhar sutil sobre jovens casais que, de uma forma ou outra, querendo ou não, vão ter filhos. E acompanha toda a reviravolta na vida dos futuros papais e mamães.
O destaque, para nós brasileiros, envolve a participação de Rodrigo Santoro. Ele faz par com Jennifer Lopez, e não fica apenas em gesticular e falar pouco como em outros filmes americanos em que atuou; aqui ele domina a cena, está maduro e pode ser considerado um protagonista (difícil definir o grau de importância dos personagens na história, porque como é um ‘filme de elenco’, em pequenos episódios entrelaçados, os atores e as atrizes entram e saem). Outros nomes conhecidos compõem o elenco, alguns sem compostura, outros exagerados: Cameron Diaz, Chris Rock, Elizabeth Banks, Anna Kendrick e Dennis Quaid.
Baseado no bestseller de Heidi Murkoff, o filme tem direção de Kirk Jones, que já realizou fitas premiadas e melhores no passado, como “A fortuna de Ned” (1998) e “Estão todos bem” (2009). Nessa fita de segunda, um passatempo sem compromisso. Por Felipe Brida

O que esperar quando você está esperando (What to expect when you're expecting). EUA, 2012, 110 min. Comédia. Dirigido por Kirk Jones. Distribuição: Universal

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Morre o ator Walmor Chagas



O ator Walmor Chagas foi encontrado morto com um tiro, em sua chácara na cidade de Guaratinguetá (SP). Ele estava com 82 anos. A Polícia Civil investiga o caso.
Gaúcho de Porto Alegre, nascido em 1930, Chagas era uma das lendas vivas da TV e do cinema brasileiro. Versátil, de voz grave e rouca e cabelos bem brancos, atuou em filmes, novelas, seriados e em uma infinidade de peças de teatro.
No cinema fez São Paulo Sociedade Anônima (1965), Beto Rockfeller (1970), Xica da Silva (1976), Asa Branca - Um sonho brasileiro (1980), Filhos e amantes (1981), Luz del Fuego (1982), Parahyba, mulher macho (1983), Beijo 2348/72 (1990), Memórias póstumas (2001), Valsa para Bruno Stein (2007), Bodas de papel (2008) e A coleção invisível (2012). Atuou em diversas novelas como O grito (1975), Locomotivas (1977), Coração alado (1980), Final feliz (1982), Eu prometo (1983), Vereda tropical (1984), Selva de pedra (1986), Mandala (1987), Sonho meu (1993), Salsa e merengue (1996), Esperança (2002), Pé na jaca (2006), Caminhos do coração (2007) e A favorita (2008), e ainda nas microsséries O pagador de promessas (1988), Os maias (2001) e Mad Maria (2005).
Foi casado com atriz Cacilda Bdcker até a morte dela em 1969. Por Felipe Brida

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Um divã para dois

O casal de meia idade Kay (Meryl Streep) e Arnold (Tommy Lee Jones) completa 30 anos de matrimônio. A rotina maçante permeada por uma vida sexual inativa faz com que a esposa convença o marido a iniciar uma terapia de casal intensiva, com um conceituado médico na cidade de Hope Springs, chamado Dr. Feld (Steve Carell). Com as sessões, Kay e Arnold irão descobrir, um do outro, segredos muito bem guardados.

Meryl Streep é a atriz viva mais brilhante do cinema. Versátil, espontânea, com uma naturalidade de ficar espantado. Como em "Um divã para dois", ela passa da comédia para o drama num estalo. Sabe fazer o público rir na hora certa, emocionar-se na hora certa. Com certeza a melhor da sua geração. E aqui recebeu indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz, fazendo par com outro monstro sagrado, Tommy Lee Jones, também sem a necessidade de comentários.
Se a história já conhecemos de outros carnavais (novelas exploram o tema até esgotar), o brusco diferencial está exatamente na dupla central, que arrasa. Meryl é a dona de casa Kay, exaurida do monótono dia a dia, pautado em preparar o café da manhã para o marido ranzinza, Arnold (Jones) e dar conta dos afazeres domésticos. E só. Sem amigos, ela não tem vida sexual justamente por causa do esposo, que não sente falta nem de um simples beijo no rosto. Na verdade, ele tem toques, manias esquisitas e velhos traumas. Quando decide dar um basta como forma de reavivar a relação, Kay obriga Arnold a passar uma semana na idílica cidadezinha de Hope Springs, onde lá existe uma renomada clínica de terapia de casal, mantida por um médico especializado e escritor de livros da área (Carell, supercontido e discreto, sem uma careta ou macaquice sequer). Forçado, ele vai resmungando; feliz da vida, ela encara o "tratamento", tudo porque a esposa ama demais o marido e quer dar uma segunda chance à própria vida a dois. Será que haverá mudanças?
O roteiro explora a fundo a tentativa de um casal em crise na esperança de dias melhores não só na parte do sexo, mas acima de tudo na de calor humano, do simples tato, da conversa banal na hora do jantar, ou seja, a rotina saudável de marido e esposa. Em tom leve, agradável, sem exageros ou resoluções forçadas.
Uma fita para todos os públicos. Tem seu charme pessoal, ora faz rir ora emocionar, atores fora de série, duração curta, e lições para tirarmos proveito.
É a segunda parceria de Meryl Streep com o diretor David Frankel; antes, ele dirigiu a atriz em “O diabo veste Prada” (e para constar, dirigiu também “Marley & eu”). Não deixe de assistir. Por Felipe Brida

Um divã para dois (Hope springs). EUA, 2012, 100 min. Comédia dramática. Dirigido por David Frankel. Distribuição: Imagem Filmes

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Morre o comediante Clayton Silva, aos 74 anos




O humorista brasileiro Clayton Silva morreu hoje em Campinas aos 74 anos, vítima de câncer. Ele estava internado desde dezembro passado.
Mineiro de Uberlândia, Silva trabalhou em seriados e no cinema. Como ator, fez pornochanchadas nos anos 70 e 80, dentre elas “Ninguém segura essas mulheres” (1976), “O bem dotado – O homem de Itu” (1978), “Retrato falado de uma mulher sem pudor” (1982) e “Pecado horizontal” (1982), além de comédias como “As aventuras de Mário Fofoca” (1982).
Destacou-se no programa “A praça é nossa” onde atuava desde 1987.
Seu corpo será velado em Indaiatuba e depois cremado em São Paulo, na tarde de hoje. Por Felipe Brida

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Morre o polêmico cineasta japonês Nagisa Oshima

 
Nagisa Oshima, diretor de "O império dos sentidos" (1976) e "Furyo - Em nome da honra" (1983), obras controversas que causaram polêmica e foram censuradas em vários países, morreu hoje aos 80 anos. Estava internado em um hospital em Tóquio, para tratar uma pneumonia.
Nascido em Okayama, Japão, realizou mais de 50 produções desde o início da carreira, em 1959. Seus filmes, sempre ousados, carregam fortes traços autorais regidos sob temas provocativos, como O império da paixão (1978), Max, meu amor (1986) e Tabu (1999 - seu último trabalho).
Oshima recebeu quatro indicações à Palma de Ouro em Cannes, vencendo como melhor diretor por "O império da paixão". Era casado com a atriz Akiko Koyama, que costumava participar como ponta em suas produções. Por Felipe Brida

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Loucamente apaixonados

A estudante britânica Anna (Felicity Jones) vai estudar em uma faculdade americana e lá se apaixona por um colega de classe, Jacob (Anton Yelchin). Iniciam o namoro e vão viver juntos. Porém o visto dela está prestes a expirar. O casal então fará de tudo para continuar junto.

Não passou nos cinemas brasileiros esse bonito drama romântico rodado em pontos turísticos de Londres, com dois atores da nova geração, que se superam na carreira que vem se fortalecendo (Anton Yelchin e Felicity Jones).
O público comum sentirá falta de calor humano na história. Isto porque o novato diretor (Drake Doremus) optou por uma narrativa distanciada, fria, sem emoção ou qualquer tipo de pegada mais sentimental. O que eu achei bom, porque sai do padrão.
Felicity interpreta uma estudante inglesa numa faculdade americana, sem amigos. Conhece um rapaz franzino (Yelchin), por quem se apaixona, e logo ambos começam a namorar, e pouco depois a morar juntos. Só que o casal encontrará um desafio quando o visto dela expira. Como permanecer no país? E como lidar com um possível relacionamento à distância, caso a jovem retorne para o país onde vive?
Esses são alguns dos dilemas enfrentados pelos personagens, algo que culminará com um desfecho ambíguo, meio pra baixo. Vale conferir até porque são histórias de vidas comuns, de jovens em situações delicadas e que necessitam de tomada de atitudes, muitas delas vitais.
Ganhou prêmios em festivais por aí, como o mais importante voltado a filmes independentes, o Sundance, nas categorias ‘grande prêmio do júri’ e ‘melhor atriz’ em 2011.
Por ser um filme menor, fora do circuito comercial, até que rendeu bem nas bilheterias - custou U$ 250 mil e nos cinemas obteve U$ 3,3 milhões, ou seja, pagou-se o filme e deu lucro aos produtores. Um número expressivo, já que “Loucamente apaixonados” foi exibido em poucas dezenas de salas nos Estados Unidos. Já em DVD. Por Felipe Brida

Loucamente apaixonados (Like crazy). EUA, 2011, 90 min. Drama/ Romance. Dirigido por Drake Doremus. Distribuição: Paramount

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Cine Lançamento



Katy Perry: Part of me

Documentário sobre a vida da cantora pop Katy Perry a partir da notória turnê “California Dreams”.

Katy Perry, um dos nomes de destaque da música pop e dance americana dos últimos cinco anos, revela bastidores da sua trajetória pessoal e profissional nesse documentário frufru, alegre, gay digamos (não no sentido pejorativo do termo). Como marca nítida do processo criativo da cantora, seus shows se transformam em um espetáculo visual altamente carregado, com cores berrantes e figurinos com exagerados adornos, na raiz do camp, bizarros, principalmente na turnê que a consolidou, e que é justamente o foco desse filme, “California Dreams”.
No velho estilo de documentários musicais, conhecemos a vida e a obra da artista: a infância (ela era filha de pastores evangélicos e desde criança demonstrava dom para a música), a juventude, a crise no casamento com o ator Russell Brand (que durou apenas 14 meses), os shows ao redor do mundo (dentre eles em São Paulo, que registrou o maior público de toda a carreira da jovem de 28 anos), tudo entremeado por fotografias antigas, vídeos de família, entrevistas com amigos etc.
São 1h30 de uma Katy Perry pra frente, bem humorada, explorando menos seus momentos difíceis. A produção não é bem cuidada, falta o lado humano e real da “personagem” (como comentei, cadê os problemas, as dúvidas, os percalços da vida?), porém serve como um meio de entretenimento para que o público saiba pelo menos o básico da cantora, que hoje continua fazendo enorme sucesso. Para se ter uma base, ela está na ativa desde 2007 com músicas que estouraram nas rádios do mundo todo, como “Firework”, “Hot n cold”, “I kissed a girl” e “California girls”, e já vendeu mais de 75 milhões de singles e quase 10 milhões de álbuns.
Pela popularidade de Katy Perry, esperava-se repercussão maior nas bilheterias; o filme custou U$ 12 milhões e rendeu pouco mais que o dobro nos cinemas – e olha que estreou em quase três mil salas!
Vencedor do Teen Choice desse ano, tem como diretor Dan Cutforth, o mesmo que realizou o documentário de outro cantor teen, Justin Bieber, chamado “Justin Bieber: Never say never” (2011). Cutforth ganhou tempos atrás o Primetime Emmy. Tem experiência atrás das câmeras, porém só pecou em não humanizar Katy Perry como pessoa que também sofre com dilemas e crises reais. Em DVD. Por Felipe Brida

Katy Perry: Part of me (Idem). EUA, 2012, 93 min. Documentário. Dirigido por Dan Cutforth/ Jane Lipsitz. Distribuição: Universal

Especial de Cinema

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