terça-feira, 30 de março de 2010

Cine Lançamento

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Atividade paranormal

Casal de namorados instala câmeras dentro de casa com o objetivo de registrar tudo o que acontece enquanto eles dormem. Isto porque desde pequena Katie (Katie Featherston) ouve ruídos e sussurros, possivelmente vindos de assombrações. Noite após noite fatos estranhos irão atormentar os jovens namorados.

Exibido em festivais independentes nos EUA em 2007, “Atividade paranormal” virou sensação em inúmeros países, com bom acerto na bilheteria, e agora chega em DVD no Brasil para assegurar novos fãs. Mas fiquem atentos: o filme é ruim, e confesso que foi uma das piores decepções que tive recentemente.
Nem sempre causa sustos, o estilo amador (um fake proposital) não tem sacadas, o casal central é fraco e não transmite angústia ou medo, como seria o esperado.
Para chamar o público, os produtores utilizaram uma enganação nos mesmos moldes de “A bruxa de Blair”, cujas semelhanças de técnica e tema são visíveis: o filme seria um documentário, cujos atores usam seus nomes reais (Katie e Micah), ou seja, não seria ficção, supondo-se que o casal vivia aqueles momentos tensos. Porém, foi logo desmascarado quando resolveram dispor na internet e no próprio DVD finais alternativos... Loucura, não?
Um filme previsível, lento e sem conclusão. Ou melhor, sem explicações consistentes sobre as tais atividades paranormais e sobrenaturais. Não recomendo a ninguém – em contrapartida, no mesmo estilo, dêem uma conferida em “REC”. Por Felipe Brida

Título original: Paranormal activity
País/Ano: EUA, 2007
Elenco: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs
Direção: Oren Peli
Gênero: Terror
Duração: 86 min
Distribuidora: Playarte
Site oficial: http://www.atividadeparanormal.com.br/

domingo, 28 de março de 2010

Viva nostalgia!

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Rio Grande

Tenente-coronel da Cavalaria Norte-Americana, Kirby Yorke (John Wayne) recebe a árdua tarefa de treinar um grupo de recrutas para controlar uma tribo de índios apaches em Rio Grande, na divisa com o México. Em meio a uma sangrenta batalha, Yorke terá de proteger sua família e seus companheiros.

Um dos bons faroestes de John Ford, o mestre do western psicológico, daqueles que dirigiu sobre a Cavalaria, enaltecendo a bravura dos norte-americanos durante a Guerra Civil. Na linha de “Marcha de heróis” e “Legião invencível”, ambos com seu ator preferido, John Wayne, Ford optava por histórias sobre a redenção do ser humano, sempre utilizando, como protagonistas, homens valentes e sem esperança, sedentos em dominar o inimigo. Como aqui, os finais nem sempre eram tão felizes e deixava de escanteio patriotismos baratos.
“Rio Grande” também é um dos grandes momentos de John Wayne, que de bigode comprido, e da bela Maureen O’Hara, uma das lendas vivas do cinema, que completa em agosto 90 anos de idade.
O faroeste traz, como de praxe nos trabalhos de Ford, romance, sequências dramáticas e perseguições movimentadas com cavalos. Bom filme para os apreciadores do gênero.
Sai na coleção “Clássicos Paramount”, que a distribuidora lança no mercado a preços especiais para os colecionadores.
Curiosidade: John Wayne atuou em quatro filmes que tem no título o nome Rio: “Rio Vermelho” (1948), “Rio Grande” (1950), “Rio Bravo” (1959 - que no Brasil chamou-se “Onde começa o inferno”) e “Rio Lobo” (1970). Por Felipe Brida

Título original: Rio Grande
País/Ano: EUA, 1950
Elenco: John Wayne, Maureen O'Hara, Ben Johnson, Claude Jarman Jr., Harry Carey Jr., Chill Wills, Victor McLaglen, J. Carrol Naish.
Direção: John Ford
Gênero: Faroeste/Romance
Duração: 105 min
Distribuidora: Paramount Pictures

quarta-feira, 24 de março de 2010

Cine Lançamento

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Tá chovendo hambúrguer

Flint Lockwood é um jovem cientista que cria uma máquina capaz de transformar água em comida. Após uma interferência, ela é lançada para a estratosfera, no meio das nuvens. Com a vinda de um temporal, um efeito extraordinário deixa a cidade de Boca Grande em estado de emergência: uma chuva de hambúrgueres dos mais variados tamanhos. Os moradores entram em pânico, e as ruas viram um caos quando a máquina começa a lançar todo tipo de comida para baixo: almôndegas gigantes, tornados de espaguete, melancias e cachorro-quente. Flint e seus amigos precisarão correr contra o tempo para restaurar a ordem e impedir uma calamidade.

Os roteiros para cinema, em especial para as animações, não têm limite. Veja quão absurda é a história desse novo projeto da Sony Pictures, indicado ao Globo de Ouro de melhor animação esse ano, ficando fora dos finalistas para o Oscar. A máquina, criada pelo cientista adolescente, sobe para as nuvens e de lá passa a produzir, em larga escala, todo tipo de comida. E, conforme a Lei da Gravidade, tudo que tem massa e peso desce, o que transforma a cidadezinha de Boca Grande em uma enxurrada de refeições.
É divertido sim, bastante agitado, com peripécias fugazes, porém mais voltado às crianças. Esquisito demais para os adultos, de um nonsense maluco e por vezes escatológico. Imagine uma tonelada de macarrão com molho vermelho espalhada na calçada de nossa casa! Enoja só de pensar.
Na direção, estréia da dupla Phil Lord e Chris Miller, e, perdão do trocadilho, esperamos que da próxima vez os cineastas façam algo mais digestivo para o público. Por Felipe Brida

Título original: Cloudy with a chance of meatballs
País/Ano: EUA, 2009
Elenco: Vozes de Bill Hader, Anna Faris, James Caan, Andy Samberg, Bruce Campbell, Mr. T, Benjamin Bratt.
Direção: Phil Lord/ Chris Miller
Gênero: Animação
Duração: 90 min
Distribuidora: Warner Home Video
Site oficial:

sábado, 20 de março de 2010

Cine Lançamento

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A mulher invisível

Pedro (Selton Mello) está desiludido amorosamente. Romântico nato, encontra, certo dia, a mulher ideal para passar o resto de sua vida: Amanda (Luana Piovani), sua bela vizinha. Quando inicia um romance com a beldade, começa a ser tachado de lunático pelos amigos. Tudo porque Amanda é fruto da imaginação de Pedro, ou seja, ela não existe.

Vez ou outra, bem raramente mesmo, aparece uma comédia brasileira original, divertida e sem apelações. É o caso desse novo trabalho de Cláudio Torres (o mesmo diretor de “Redentor”, outro bom exemplo de filme nacional), equilibrado pela presença do bom elenco central – Selton Mello e Luana Piovani. Mello não precisa mais provar que é bom ator, e Luana, no papel da garota invisível, que representa a idealização da mulher boazuda na mente dos homens, está sensacional e simpática. Ou seja, o principal em uma comédia romântica tem aqui: química entre o casal.
Produção assinada por Daniel Filho, o filme liderou bilheteria no Brasil por três semanas consecutivas, chegando à marca de R$ 2,5 milhões. Comprova o bom momento da produção cinematográfica no país, a aderência do público para com filmes nacionais de qualidade e, consecutivamente, o fortalecimento do cinema brasileiro nas salas de cinema. Assista e bom divertimento! Por Felipe Brida

Título original: A mulher invisível
País/Ano: Brasil, 2009
Elenco: Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Karina Bacchi, Maria Luísa Mendonça, Paulo Betti, Fernanda Torres, Lúcio Mauro, Danni Carlos, Marly Bueno
Direção: Cláudio Torres
Gênero: Comédia
Duração: 105 min
Distribuidora: Warner Home Video

quarta-feira, 17 de março de 2010

Cine Lançamento

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Guerra ao terror

Esquadrão de elite formado por soldados norte-americanos tem pela frente perigosas missões na Guerra do Iraque, como desarmamento de minas terrestres e controle de insurgentes. Em meio ao caos do conflito, um dos sargentos da tropa, William James (Jeremy Renner), vive um difícil dilema: permanecer lutando pelo seu país ou retornar para a família.

Grande campeão do Oscar esse ano, “Guerra ao terror” venceu seis das nove categorias indicadas, dentre elas o maior prêmio da noite, o de melhor filme. Algo inesperado para uma fita independente, pouco comercial, sem cara de Oscar. Confesso ser um bom filme, que trata com seriedade os dilemas da guerra (em sentido universal, todas as guerras). Porém não vejo razões para tanto auê em cima do projeto. O Oscar é pura surpresa, e nem sempre as premiações são merecidas.
Pelo título em português (diferente do americano), sacamos o teor: parte da premissa dos EUA em combater os terroristas no Oriente Médio após os ataques do 11 de setembro, que culminaram com as violentas Guerra do Afeganistão e do Iraque. Transfere a ação para o dia-a-dia turbulento de um grupo de soldados que, ajuizados pela Doutrina Bush, tem como tarefa controlar áreas do Iraque logo após a queda de Saddam Hussein, bem como desarmar minas e bombas.
Há uma evidente mensagem antiguerra ao mostrar a angústia desses soldados no país dos homens-bomba, cujo perigo sempre está à espreita. Dos filmes de mesmo tema (como os ótimos documentários “Procedimento Operacional Padrão” e “Baghdad ER”), com certeza é o que teve melhor realização e repercussão.
Além de melhor filme, ganhou os Oscars de direção (Kathryn Bigelow é a primeira mulher da história a vencer na categoria), roteiro original, edição, som e edição de som. Destronou o blockbuster da temporada, “Avatar”, o favorito de 2010 e que acabou levando apenas três estatuetas.
Foi lançado em DVD pela Imagem Filmes no segundo semestre do ano passado; agora, por causa do Oscar, está sendo exibido nas salas de cinema e deverá sair novamente em DVD a partir do próximo dia 24.
Curiosidade: Kathryn Bigelow é ex-esposa de James Cameron, o diretor de “Avatar”. Uma mulher com mão firme para o cinema, que tem no currículo projetos sem graça, como o movimentado thriller “Jogo perverso”, a fita sobre submarinos na Guerra Fria “K19” e a paranóica ficção científica “Estranhos prazeres”. Por Felipe Brida

Título original: The hurt locker
País/Ano: EUA, 2008
Elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, David Morse, Guy Pearce, Brian Geraghty, Ralph Fiennes
Direção: Kathryn Bigelow
Gênero: Guerra/Drama
Duração: 131 min
Distribuidora: Imagem Filmes

terça-feira, 16 de março de 2010

Morre o ator Peter Graves

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O ator norte-americano Peter Graves morreu no último domingo (dia 14), em Los Angeles, quatro dias antes de completar 84 anos. Ele sofreu um ataque cardíaco quando voltava de uma festa em família. Mais lembrado por sua atuação como o agente James Phelps, protagonista de todas as temporadas da clássica série de espionagem “Missão impossível” (1966-1973), onde inclusive ganhou um Globo de Ouro de melhor ator em 1971.
Graves nasceu no dia 18 de março de 1926 em Minneapolis, Minnesota. Na juventude estudou música, foi saxofonista e ainda trabalhou em uma rádio anunciando propagandas. Dois anos depois de entrar para a Força Aérea, passou a estudar arte dramática na Universidade de Minnesota. Em 1951 estreou no cinema em “Rogue river”, ao lado de Rory Calhoun.
Atuou em mais de 60 filmes e fez participações em 30 seriados. Dentre seus trabalhos no cinema estão “Inferno no. 17” (1953), “O mensageiro do diabo” (1955), “A corte marcial de Billy Mitchell” (1955), “Wichita” (1955), “Covil de feras” (1955), “A paixão de uma vida” (1955), “A indomável” (1967), “Apertem os cintos... o piloto sumiu” (1980 - foto) e “Apertem os cintos... o piloto sumiu 2” (1982).
O ator era casado e deixa três filhos. Por Felipe Brida

segunda-feira, 15 de março de 2010

Resenhas & Críticas

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O fabuloso destino de Amélie Poulain

Amélie Poulain (Audrey Tautou) é uma inocente garota do subúrbio de Paris que se muda para o aconchegante bairro de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Numa noite, sozinha em seu apartamento, encontra uma caixa escondida atrás da parede do banheiro, com pertences de um antigo morador. Amélie, então, sai à procura do desconhecido para devolver seus objetos pessoais. Numa viagem repleta de aventuras, adquire uma nova percepção do mundo. Conhece pessoas exóticas e acaba descobrindo o amor.

Enorme sucesso de público e de crítica, “Amélie Poulain” recebeu cinco indicações ao Oscar em 2002, com certeza o melhor filme (e menos surrealista) de Jean-Pierre Jeunet. Uma experiência visual desconcertante, única, em que as cores vivas adquirem identidade de personagens da história. Aliás, é marca dos trabalhos de Jeunet a direção de arte estilizada em teor surrealista.
Audrey Tautou, talentosa atriz francesa, interpreta a jovem inocente e sonhadora, que desde pequena cria um mundo paralelo em sua rica imaginação. Ao longo do filme conhecemos uma gama de personagens esquisitos e ao mesmo tempo vazios na essência – em contato com eles, a garota, uma genuína multiplicadora de felicidade, transforma a vida de cada um.
Pequena jóia do cinema francês contemporâneo, agradável e voltada para todos, que parte do propósito de que a felicidade mora dentro de nós, e os sonhos, quando buscados com sabedoria, podem viram uma realidade marcante. Por Felipe Brida

Título original: Le fabuleux destin d’Amélie Poulain
País/Ano: França/Alemanha, 2001
Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Dominique Pinon, Lorella Cravotta, Clotilde Mollet, Claire Maurier
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Gênero: Drama/ Romance
Duração: 122 min
Distribuidora: Miramax Films

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