domingo, 8 de março de 2009

Cine Lançamento


Resident Evil: Degeneração

Presas em um aeroporto, pessoas são atacadas por zumbis sedentos por sangue e carne humana. O caos está instalado em Raccoon City, cidade devastada por um incidente envolvendo grotescas experiências genéticas e poderosos mísseis.

Lançada em 1996, a hoje poderosa franquia de jogos de videogame “Resident Evil” virou sensação entre jovens do mundo inteiro. Tamanho o sucesso que a empresa japonesa Capcom, responsável pela criação e domínio dos jogos, liberou os direitos para a produção da cinessérie homônima, lançada em 2002. Irregulares, os três filmes feitos em Hollywood baseados no violento jogo sobre zumbis frutos de uma experiência genética mal sucedida não satisfizeram o gosto dos fãs. Críticos de cinema também não avaliaram positivamente tais fitas, estreladas por Milla Jovovich.
Para reverter a fórmula, a Capcom, em parceria com a Sony Pictures, assumiu a produção dessa animação, inteiramente rodada em computação gráfica (CG). Como resultado tem-se um trabalho que segue sem restrição a linha dos jogos, com muita carnificina em estilo gore, tiros, zumbis e discussões políticas que tratam a destruição do mundo.
Como conhecedor mínimo da franquia de jogos, achei a animação bem feitinha, com bons efeitos em CG. A história é difícil de assimilar, pois segue um ritmo atropelado cheio de pequenas tramas complementares – os motivos que levaram a organização Umbrella a cometer o incidente, uma teia de políticos gananciosos, a questão do caos urbano etc. Deverá ser melhor acompanhada pelos que entendem e jogam “Resident evil”.
Para chegar a uma conclusão sobre a animação, tive de consultar um amigo especialista em “Resident Evil”, que afirmou que a fita é fiel ao modelo preconizado pelos jogos. Sai-se melhor do que os filmes anteriores, considerados fracos.
O ambiente e os personagens são de alto nível de perfeccionismo, prova de que as animações contemporâneas conseguem recriar o mundo real e assim enganar nossos olhos.
Fãs de jogos de terror devem conferir o entretenimento. Por Felipe Brida

Título original: Resident Evil: Degeneration
País/Ano: Japão, 2008
Elenco: vozes de Alyson Court, Paul Mercier, Laura Baile, Roger C. Smith.
Direção: Makoto Kamiya
Gênero: Animação/Terror
Duração: 96 min.
Lançamento: Primeira quinzena de fevereiro
Distribuidora: Sony Pictures

sexta-feira, 6 de março de 2009

Especiais sobre cinema


Cinema nacional: comédia sobre troca de corpos bate recorde de público

Felipe Brida

Líder de bilheteria nos cinemas brasileiros em janeiro passado, a comédia Se Eu Fosse Você 2 bateu o recorde de público do cinema nacional recente. O filme foi visto por mais de 5,324 milhões de pessoas, e torna-se assim o mais assistido de toda a história da Retomada (desde 1995).
Inclusive desbancou do ranking o drama “2 filhos de Francisco”, que obtinha 5,319 milhões de público.
Em 2006, quando do lançamento da primeira parte de “Se eu fosse você, o filme já havia levado aos cinemas 3,644 milhões de pessoas. Agora, a mesma fórmula se repete; uma campanha publicitária organizada e articulações de estratégia de divulgação preconizavam o sucesso da continuação da franquia. Sinal dos primeiros resultados da indústria de cinema no país.
Agora, cineastas e produtores apostam que 2009 será promissor para o cinema nacional – e quem sabe reverter a queda sofrida nos últimos quatro anos.
Dirigida por Daniel Filho e estrelada por Tony Ramos e Glória Pires, “Se eu fosse você 2” ocupa ainda o 5º lugar no ranking dos filmes mais vistos em toda a história do cinema nacional – perde para “Dona Flor e seus dois maridos” (1976 - com 10,7 milhões de pessoas), “A dama do lotação” (1978 – 6,5 milhões), “O trapalhão nas minas do rei Salomão” (1977 – 5,7 milhões) e “Lúcio Flávio – O passageiro da agonia” (1977 – 5,4 milhões).

Confira abaixo as cinco maiores bilheterias de filmes brasileiros da Retomada

1) Se eu fosse você 2 – 5,324 milhões
2) 2 filhos de Francisco – 5,319 milhões
3) Carandiru – O filme – 4,693 milhões
4) Se eu fosse você – 3,644 milhões
5) Cidade de Deus – 3,370 milhões


1000 minutos

A mostra “1000 minutos de 80 países”, organizada pelo Festival do Minuto da Holanda, chega com furor em São Paulo. Aberta ao público desde a última quarta-feira no Museu de Arte de São Paulo (MASP), o evento reúne os melhores curtas do famoso festival. Ao todo são 17 horas de material produzido em 80 países diferentes, trazendo um amplo panorama de estilos no formato audiovisual.
Trabalhos de cineastas brasileiros como Kiko Goifman, André Abujamra (foto) e Marcelo Masagão podem ser conferidos na mostra até o dia 29 de março.
A edição do “1000 minutos” desse ano já passou por Pequim, Florença, Lisboa e Bruxelas, e depois de São Paulo, estará na África do Sul e Egito.
O ingresso custa R$ 15 (às terças a entrada é gratuita). Pelo site do festival do Minuto o público poderá acompanhar a programação da mostra e também assistir aos vídeos, todos na íntegra, das edições passadas. Acesse http://www.festivaldominuto.com.br/


Lançamentos em DVD

Confira os filmes lançados em DVD essa semana. Tem opção para quem curte ação, comédia, musical, drama e animação.

Adaptação do famoso jogo de videogame, o filme “Max Payne” conta a história do policial Max Payne, que após o assassinato da mulher e do filho, procura vingança a todos os custos. No departamento anti-drogas, é acusado de um crime que não cometeu, e passa a ser perseguido pela máfia e pela polícia.
Chega em DVD para a moçada “High School Musical 3: Ano da formatura”. Nessa nova história, os alunos da East High estão prestes a se formar; para que a amizade entre eles não termine, organizam uma apresentação musical.
Também em DVD está disponível a cinebiografia de um dos grandes líderes do espiritismo no Brasil, “Bezerra de Menezes: O diário de um espírito”. O personagem-título é interpretado por Carlos Vereza.
Outro lançamento é a comédia “Quase irmãos” (foto), sobre dois solteirões mimados, ambos de 40 anos, que vão morar juntos na mesma casa logo após o pai de um deles se juntar com a mãe do outro. A confusão está garantida, e os risos também.

(*) Coluna "Arte em Foco", do jornal Notícia da Manhã, periódico de Catanduva. Edição do dia 06/03/2009. Crédito para as fotos: Divulgação.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Cine Lançamento


Os estranhos

Numa noite tranqüila, o casal Kristen (Liv Tyler) e James (Scott Speedman) viaja com destino à casa de veraneio dos pais do rapaz. Eles passam por uma crise no relacionamento, e tentarão se reconciliar durante a estadia. Só que naquele dia a vida do casal correrá risco com a chegada de três pessoas mascaradas e armadas com facas e machados.

Inspirado em fatos reais, “Os estranhos” é uma fita de terror com boas doses de suspense e susto, conduzido por um clima de tensão no estilo “Halloween”. Apesar do tema saturado sobre maníacos que se escondem atrás de máscaras, cumpre seu papel como entretenimento.
Constrói-se o filme com poucas tomadas e somente dois personagens-chave – a história envolve apenas um casal e se desenrola no interior de uma casa isolada.
Logo nos letreiros iniciais, fiquem atentos com o aviso “até hoje não se sabe ao certo o que ocorreu naquela noite”. Isto porque alguns acontecimentos não são explicados na trama, a exemplo os motivos que levaram os assassinos – aparentemente uma família, composta por pai, mãe e filha – a invadir o local para atacar os namorados.
Dirigido pelo estreante Bryan Bertino, a maior falha da produção vem com a fotografia escura, que chega a aborrecer em determinadas seqüências de perseguição.
Como resultado tem-se uma fita de rotina, que não faz feio e deverá agradar os fãs do gênero. Longe de ser marcante, reserva uma discutível conclusão nada convencional. Assistam e percebam se estou errado.
De rosto tímido, Liv Tyler nunca foi boa atriz, mas aqui não está mal no papel da protagonista que tenta fugir das mãos dos doentios criminosos. Por Felipe Brida

Título original: The strangers
País/Ano: EUA, 2008
Elenco: Liv Tyler, Scott Speedman, Glenn Howerton, Gemma Ward.
Direção: Bryan Bertino
Gênero: Terror
Duração: 87 min.
Lançamento: Segunda quinzena de fevereiro
Distribuidora: Paris Filmes/ Universal Pictures

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Especiais sobre cinema


Aos piores e aos independentes


Anualmente, um dia antes da apresentação do Oscar, duas premiações menores prestam homenagem a artistas e aos filmes lançados ao longo dessa temporada. Enquanto uma avacalha concedendo troféus de “os piores do ano”, outra procura lembrar as melhores produções independentes. Conheça abaixo os vencedores do “Framboesa de Ouro” e do “Spirit Award” 2009, entregues no último sábado (dia 21).


Framboesa de Ouro

Criado em 1980, o ‘Razzie Awards’ é considerado o anti-Oscar. Nele são premiados os piores do ano em diversas categorias, escolhidos por mais de 600 pessoas em 45 estados americanos e 19 países no exterior.
Na edição de 2009 Paris Hilton e Mike Myers tiveram de engolir, a ferro e fogo, a nada saborosa framboesa. A pior fita do ano foi “Guru do amor”, estrelado por Myers. E “Indiana Jones e o reino da caveira de cristal” levou a de pior seqüência. Confira abaixo todos os vencedores.


Pior filme: “Guru do Amor”

Pior ator: Mike Myers, por “Guru do Amor”

Pior atriz: Paris Hilton, por “A Gostosa e a Gosmenta”

Pior ator coadjuvante: Pierce Brosnan, por “Mamma Mia!”

Pior atriz coadjuvante: Paris Hilton, por “Repo: The Genetic Opera”

Pior casal: Paris Hilton com Christin Lakin ou Joel David Moore, por “A Gostosa e a Gosmenta”

Pior sequência, prequel ou remake: “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”

Pior diretor: Uwe Boll por “Tunnel Rats”, “Em Nome do Rei” e “Postal”

Pior roteiro: “Guru do Amor”

Pior carreira: Uwe Boll, pelo ‘conjunto da obra’


Spirit Award

Como forma de fortalecer a indústria do cinema independente, o ‘Film Independent Spirit Awards’ premia os melhores filmes norte-americanos lançados em 2008/2009. O grande vencedor da edição desse ano, “O lutador” (foto), recebeu três prêmios – melhor filme, fotografia e ator (Mickey Rourke). "Milk – A voz da igualdade", “Vicky Cristina Barcelona” e “Rio congelado” empataram com dois prêmios cada. Veja abaixo os vencedores.


Primeiro Roteiro: Dustin Lance Black, por “Milk”

Roteiro: Woody Allen, por “Vicky Cristina Barcelona”

Primeiro Filme: Charlie Kaufman, por “Sinédoque, New York”

Atriz Coadjuvante: Penelope Cruz, por “Vicky Cristina Barcelona”

Ator Coadjuvante: James Franco, “Milk”

Atriz: Melissa Leo, “Rio Congelado”

Filme Estrangeiro: “The Class”, de Laurent Cantet

Documentário: “O Equilibrista”

Diretor: Tom McCarthy, por “O Visitante”

Prêmio Piaget (Produtores): Heather Rae, por “Rio Congelado”


Lançamentos em DVD

Filmes para curtir o sábado e o domingo em casa? Conheça alguns lançamentos da semana e reserve-os já em sua locadora.
Em DVD chega a fita policial “RocknRolla – A grande roubada”, sobre o submundo do crime em Londres. Dirigido por Guy Ritchie, tem no elenco Gerard Butler e Tom Wilkinson. Fãs de ficção científica poderão curtir “Outlander – Guerreiro VS. Predador”, cuja história retrata vikings em uma batalha para destruir uma sanguinária criatura. Tem também outro lançamento, a aventura familiar “A ilha da imaginação”, com Jodie Foster e Abigail Breslin, sobre uma menina que, com a ajuda de uma autora de livros infantis, deverá reencontrar o pai desaparecido em uma ilha remota.
Sai em DVD dois premiados documentários brasileiros: em “Santiago”, o diretor João Moreira Salles procura reconstruir a figura do mordomo de sua família, um homem culto e de vasta memória. O filme venceu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro nas categorias melhor documentário e melhor fotografia. Já “1958 – O ano em que o mundo descobriu o Brasil”, dirigido por José Carlos Asbeg, relembra a vitória do primeiro título mundial do futebol brasileiro, pelo ponto de vista dos jogadores. Um filme elogiado e indicado para os amantes do futebol.
A Flashstar lança os melhores episódios do programa “Selvagem ao extremo”, transmitido pela Rede Record. Nos três DVDs, que totalizam seis horas de duração, o público poderá acompanhar o biólogo Richard Rasmussen em suas explorações pelo Pantanal, pela Amazônia e pela Mata Atlântica.
Pela Lume saem dois filmes raros e desconhecidos do público: “Império do crime” (1955), um noir norte-americano, e o proibido “A cor da romã” (1968 - foto), co-produção Rússia e Armênia, que retrata a biografia de um poeta, um músico e um revolucionário. Não perca!

(*) Trecho da coluna "Arte em Foco", do jornal Notícia da Manhã, periódico de Catanduva. Edição do dia 27/02/2009. Crédito para as fotos: Divulgação.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Especiais sobre cinema


Reformulada, festa do Oscar 2009 é marcada por show business e exageros

Cerimônia rápida, discursos anti-preconceitos, poucas surpresas e muito exagero. Mudanças perceptíveis marcaram a 81ª festa de entrega do Oscar na noite de ontem (domingo, dia 22).
O palco central do Kodak Theater, em Los Angeles, transformou-se em show business. O apresentador Hugh Jackman, um charmoso showman na vida real, soltou os passos e cantou numa mistura de coreografias agitadas. Em certos momentos caía no exagero e no brega-chique.
O amarelo ouro, símbolo do Oscar, deixou de existir. As cores da iluminação principal no palco mudaram para um azul forte mesclado com branco.
No anúncio dos indicados nas categorias ator e atriz – coadjuvantes e principais – cinco vencedores em cada modalidade prestavam uma homenagem aos que concorriam ao prêmio. Além de cansativo, no pior estilo de puxação de saco e piegas, os artistas já premiados assumiam a pose de advogados, defendendo o réu: “você, fulano, merece ganhar o Oscar hoje”.
O grande vencedor e favorito da noite, “Quem quer ser um milionário”, levou oito Oscars, inclusive os de melhor filme e diretor (Danny Boyle). Bollywood mostrou a força ao literalmente tomar a frente do espetáculo no final da cerimônia. Com o maior número de indicações, “O curioso caso de Benjamin Button” ficou apenas com três prêmios técnicos. E “Batman – O cavaleiro das trevas” recebeu dois – como era esperado, Heath Ledger ganhou mesmo como o prêmio póstumo como melhor ator coadjuvante; quem recebeu a estatueta foram os pais acompanhados da irmã do ator falecido.
Corrigiram injustiças, entregando a Kate Winslet o Oscar de melhor atriz. Desde 1996 vem juntando cinco indicações, e só ontem teve o gostinho de ganhar o tão famoso prêmio pela primeira vez. Sean Penn, melhor ator da noite, defendeu, no discurso, os gays e pediu para que as pessoas sejam mais conscientes em relação ao preconceito contra a classe. No microfone posicionou-se a favor do casamento entre homossexuais, o que gerou palmas e lágrimas do público.
A reformulação da cerimônia da 81ª edição havia sido anunciada com antecedência, mas ninguém imaginou tanta novidade – boas e ruins – para uma só noite! Por Felipe Brida

Confira abaixo a relação completa dos vencedores do Oscar 2009.


Melhor filme

Quem Quer Ser um Milionário?

Frost/Nixon
O Curioso Caso de Benjamin Button
O Leitor
Milk - A Voz da Igualdade



Melhor ator

Sean Penn, por Milk - A Voz da Igualdade

Brad Pitt, por O Curioso Caso de Benjamin Button
Frank Langella, por Frost/Nixon
Mickey Rourke, por O Lutador
Richard Jenkins, por The Visitor






Melhor atriz

Kate Winslet, por O Leitor
Meryl Streep, por Dúvida
Anne Hathaway, por O Casamento de Rachel
Angelina Jolie, por A Troca
Melissa Leo, por Rio Congelado





Melhor ator coadjuvante

Heath Ledger, por Batman - O Cavaleiro das Trevas

Josh Brolin, por Milk - A Voz da Igualdade
Robert Downey Jr., por Trovão Tropical
Philip Seymour Hoffman, por Dúvida
Michael Shannon, por Foi Apenas Um Sonho


Melhor atriz coadjuvante

Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona

Viola Davis, por Dúvida
Amy Adams, por Dúvida
Taraji P. Henson, por O Curioso Caso de Benjamin Button
Marisa Tomei, por O Lutador



Melhor diretor

Danny Boyle, por Quem Quer Ser Um Milionário?
Stephen Daldry, por O Leitor
David Fincher, por O Curioso Caso de Benjamin Button
Gus Van Sant, por Milk - A Voz da Igualdade
Ron Howard, por Frost/Nixon




Melhor filme estrangeiro

Departures (Japão)
Valsa com Bashir (Israel)
The Baader-Meinhof Complex (Alemanha)
Entre Les Murs (França)
Revanche (Áustria)



Melhor animação

Wall-E
Kung Fu Panda
Bolt - Supercão




Melhor roteiro adaptado

Quem Quer Ser Um Milionário?

Dúvida
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost/Nixon
O Leitor


Melhor roteiro original

Milk - A Voz da Igualdade

Wall-E
Na Mira do Chefe
Simplesmente Feliz
Rio Congelado


Melhor fotografia

Quem Quer Ser um Milionário? (Anthony Dod Mantle)

A Troca (Tom Stern)
O Curioso Caso de Benjamin Button (Claudio Miranda)
Batman - O Cavaleiro das Trevas (Wally Pfister)
O Leitor (Chris Menges e Roger Deakins)


Melhor direção de arte

O Curioso Caso de Benjamin Button

A Troca
Foi Apenas Um Sonho
Batman - O Cavaleiro das Trevas
A Duquesa


Melhor figurino

A Duquesa
Austrália
O Curioso Caso de Benjamin Button
Milk - A Voz da Igualdade
Foi Apenas Um Sonho


Melhor montagem

Quem Quer Ser Um Milionário?
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Frost/Nixon
Milk - A Voz da Igualdade


Melhor maquiagem

O Curioso Caso de Benjamin Button

Batman - O Cavaleiro das Trevas
Hellboy 2 - O Exército Dourado


Melhor trilha sonora original

Quem Quer Ser Um Milionário? (A.R. Rahman)
O Curioso Caso de Benjamin Button (Alexandre Desplat)
Um ato de liberdade (James Newton Howard)
Milk - A Voz da Igualdade (Danny Elfman)
Wall-E (Thomas Newman)


Melhor canção

“Jai Ho” - Quem Quer Ser Um Milionário?

“O Saya” - Quem Quer Ser Um Milionário?
“Down to Earth” - Wall-E


Melhor edição de som

Batman - O Cavaleiro das Trevas

Homem de Ferro
Wall-E
Quem Quer Ser um Milionário?
Procurado


Melhor mixagem de som

Quem Quer Ser Um Milionário?
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Wall-E
Procurado


Melhores efeitos visuais

O Curioso Caso de Benjamim Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro


Melhor documentário em longa-metragem

O equilibrista

The Betrayal (Nerakhoon)
Encounters at the End of the World
The Garden
Trouble the Water


Melhor documentário em curta-metragem

Smile Pinki
The Conscience of Nhem En
The Final Inch
The Witness - From the Balcony of Room 306


Melhor curta-metragem de animação

La Maison de Petits Cubes

Lavatory - Lovestory
Oktapodi
Presto
This Way Up


Melhor curta-metragem

Spielzeugland (Toyland)

Auf der Strecke (On the Line)
Manon on the Asphalt
New Boy
The Pig


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Cine Lançamento


Noites de tormenta

A vida de Adrienne Willis (Diane Lane) está de cabeça para baixo. Sofrendo com a instabilidade do marido ausente e o comportamento instintivo da filha mais velha, Adrienne sai de casa por uns dias e viaja para Rodanthe, cidade litorânea na Carolina do Norte, aonde vai cuidar da pousada de uma amiga. No local chega o médico Paul Flanner (Richard Gere), que esconde um segredo e parece sofrer de uma crise de consciência. Sozinhos, os dois buscam se consolar e acabam iniciando um romance.

O astro Richard Gere e a sempre correta atriz Diane Lane estrelam esse drama romântico sem novidades, mas ainda uma boa opção para os apaixonados. Diane interpreta uma mãe que se distancia de casa com a finalidade de reorganizar sua vida, sufocada por uma filha problemática e o marido indiferente. Morando na casa de praia em Rodanthe, um esplêndido paraíso no meio do nada, conhece um médico que pretende resolver uma antiga dívida. Dá para perceber que é daquelas histórias previsíveis e batidas, em que dois totais desconhecidos passam por situações semelhantes – problemas pessoais – e encontram apoio um ao outro. E o resto já sabemos como se desenrola. Há ainda uma tempestade de intenção metafórica, o ponto catalisador do rápido romance entre os isolados.
Como gosto pessoal não me agradam fitas românticos usuais (aliás, os críticos de cinema odeiam esse gênero de filme), porém confesso que, pelo carisma da atriz principal, deixe-me levar. Diane, sempre ótima e bonita, é o maior destaque.
O final foge do padrão, e com certeza vai fazer o público, em especial as mulheres, tirar os lencinhos do bolso. Mesmo banal, vê-se tranquilamente.
É o terceiro trabalho de Gere e Diane juntos como par central. Antes estiveram no policial sobre gângsters “Cotton Club” (1984) e mais recentemente interpretaram o casal em crise em “Infidelidade” – Diane chegou a ser indicada ao Oscar de melhor atriz em 2003. Por Felipe Brida

Título original: Nights in Rodanthe
País/Ano: EUA/Canadá, 2008
Elenco: Richard Gere, Diane Lane, Scott Glenn, Viola Davis, Christopher Meloni, Mae Whitman, James Franco (não-creditado)
Direção: George C. Wolfe
Gênero: Romance/Drama
Duração: 97 min.
Lançamento: Segunda quinzena de janeiro
Distribuidora: Warner Bros Pictures

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Especiais sobre cinema


Oscar: mudanças e apostas

Felipe Brida

O Carnaval esse ano não atrairá a atenção apenas dos foliões e sambistas. Será também um “carnaval de cinema”. Isto porque o Oscar, considerado a maior festa da cinematografia mundial, acontece em pleno domingo, dia 22. Um prato cheio para os cinéfilos de carteirinha.
Por causa da transmissão ao vivo do desfile das escolas de samba do Rio, a Globo não irá exibir a festa do Oscar esse ano. Apenas a TNT (canal fechado) ficará com a transmissão, a partir das 23 horas (horário de Brasília). Aqueles que gostam de acompanhar os bastidores e as celebridades no tapete vermelho do Kodak Theater, em Los Angeles, poderão ligar a TV com duas horas de antecedência, no “Pré-show” da TNT.
Mudanças prometem trazer uma nova configuração ao velho e batido formato do Oscar. A partir desse ano, em sua 81ª edição, não haverá humorista apresentando a festa, como era de praxe. Nem mesmo o famoso monólogo de abertura será mantido. Quem conduzirá o Oscar será o ator australiano Hugh Jackman (foto), o Wolverine da trilogia “X-Men”. O diretor de cinema Bill Condon e o produtor Laurence Mark estão juntos na organização do evento, e ambos prometem uma celebração radicalmente diferente e para todos os gostos.
Quanto aos filmes, duas produções disputam a ferro e fogo prêmios nas categorias principais. De um lado, “O curioso caso de Benjamin Button”, que recebeu o maior número de indicações - 13 ao todo; do outro, “Quem quer ser um milionário?”, com 10 indicações. No domingo o público poderá conferir toda a premiação em tempo real. Não perca.


Lançamentos em DVD

Baseado em um fato real que chocou o Brasil em 2000, o filme “Última parada 174”, dirigido por Bruno Barreto, chega às videolocadoras essa semana. A história remonta a vida de Sandro do Nascimento, rapaz que sobreviveu à chacina da Candelária e que em 2000 seqüestrou um ônibus da linha 174 no Rio de Janeiro, cuja ação terminou em tragédia.
Também nas locadoras chegam duas fitas de suspense. Estrelado por Kiefer Sutherland e de abordagem sobre além-vida, “Espelhos do medo” traz um segurança que investiga terríveis aparições nos espelhos do shopping aonde trabalha; já “Os estranhos”, com Liv Tyler, mostra a fuga de um casal perseguido por sádicos assaltantes.

Confira o lançamento da semana na linha de cinema antigo e cult movies

A Videofilmes lançou, em edição especial recheado de extras, o documentário “Grey Gardens”, de 1976. A história gira em torno de duas ex-socialites, tia e prima de Jacqueline Kennedy, que vivem reclusas numa mansão decadente na região de Nova York e, devido à falta de condições sanitárias, são ameaçadas de expulsão pela polícia.
Sai em DVD o média-metragem cult dirigido pelo então estreante Peter Sykes, “O comitê”, fita considerada perdida por muitos críticos de arte. Um drama sobre conflitos sociais e com teor existencialista, e trilha sonora de Pink Floyd.
Pela Silver Screen sai “A um passo da liberdade” (foto), meticuloso drama de prisão dirigido pelo francês Jacques Becker, que morreu prematuramente poucos meses depois de terminar as filmagens desse seu maior clássico, em 1960.
A Europa Filmes lança, na coleção “Os trapalhões”, cinco novos títulos para o público matar saudade do quarteto formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Todas as edições vêm também com o filme em MP4, com preços especiais e tabelados. São eles: “Simbad, o marujo trapalhão” (1976), “Os três mosqueteiros trapalhões” (1980), “O rei e os trapalhões” (1980), “Os vagabundos trapalhões” (1982) e “Os heróis trapalhões – Uma aventura na selva” (1988).
A Paramount lança a segunda temporada do seriado “Os intocáveis” (1960/1961), a saga do heróico policial Elliott Ness e seus agentes em luta com o poderoso mafioso Al Capone, e também a quinta temporada da clássica série de espionagem “Missão Impossível” (1970/1971). Adquira os títulos nas melhores lojas especializadas em DVD e multimídia.


Latinos em Berlim

Uma verdadeira festa latina marcou o encerramento da 59ª edição do Berlinale – Festival de Berlim, no último sábado, dia 14. “La teta asustada” (foto), produção peruana dirigida por Claudia Llosa sobre mulheres abusadas sexualmente durante a violência política no Peru, recebeu, para surpresa do público e dos críticos, o maior prêmio do festival, o Urso de Ouro na categoria melhor filme. “Gigante”, co-produção Uruguai, Argentina, Alemanha e Holanda, dirigida por Adrían Biniez, venceu nas categorias melhor primeira produção, prêmio especial “Alfred-Bauer” e ainda dividiu com a produção alemã “Alle Anderen” o Urso de Prata no Grande Prêmio do Júri.
Na categoria melhor realização, ficou o iraniano “About Elly”, que recebeu o Urso de Ouro.
Nos 10 dias de programação o Berlinale 2009 contou com 26 filmes na seleção oficial – destes, apenas 18 entraram na mostra competitiva.


Prêmio Fiesp de cinema

Estão abertas até a próxima sexta-feira (dia 20) as inscrições para o “V Prêmio FIESP/SESI-SP do Cinema Paulista”. Esse ano a edição irá premiar longas e curtas-metragens em 12 categorias: melhor filme, diretor, roteiro, atriz, ator, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, fotografia, montagem, trilha sonora, direção de arte e melhor curta-metragem. Os vencedores receberão prêmio em dinheiro, troféus e certificados, que totalizam R$ 45 mil. A cerimônia de entrega dos prêmios será no dia 23 de março, na sede da Fiesp, em São Paulo.
Quanto à inscrição, os filmes em longa-metragem devem atender a dois pré-requisitos: ser produzido por empresas paulistas e ter estreado nas salas de cinema do circuito comercial no ano de 2008. Já os curtas devem apresentar nota fiscal da primeira cópia em 35mm, emitida obrigatoriamente no ano passado.
A premiação procura incentivar a produção cinematográfica no estado de São Paulo, bem como divulgar o cinema brasileiro e facilitar o acesso público às últimas produções de filmes nacionais. A iniciativa é da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do SESI-SP (Serviço Social da Indústria), em parceria com o Siaesp (Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo).
Mais informações no site da Fiesp: www.fiesp.com.br/cinema

(*) Coluna "Arte em Foco", do jornal Notícia da Manhã, periódico de Catanduva. Edição do dia 20/02/2009. Crédito para as fotos: Divulgação.

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