domingo, 8 de agosto de 2021

Resenhas especiais


Dois filmes para o público jovem, disponíveis no streaming. Recomendo!

Clouds

Zach Sobiech (Fin Argus), um jovem estudante com poucos meses de vida devido a um câncer agressivo, recorre à música para aproveitar seus últimos momentos. Uma de suas composições, chamada “Clouds”, fará enorme sucesso na internet.

Produzido pela Warner Bros, com distribuição mundial pela Disney+, o canal de streaming da Disney que vem se popularizando no Brasil, o filme é um drama para os jovens, humano e bem realizado, bem escrito e que deve levar boa parte deles às lágrimas. Isso porque conta a triste trajetória de um jovem estudante com muitos planos, Zach Sobiech (1995-2013), porém acometido por um câncer nos ossos, e que morreria prematuramente aos 18 anos, deixando para trás músicas compostas que seriam gravadas, depois, por outros cantores. Tinha talento e carisma, mas partiu cedo. “Clouds”, sua música mais conhecida, bombou no Youtube em 2012 poucos meses antes de Zach falecer e chegou a ser hit no Reino Unido, Canadá e França - e em 2020, por causa do lançamento do filme, voltou com tudo, atingindo o ‘top music’ no iTunes.


O filme tem momentos melodramáticos, o ator que o interpreta tem carisma e está adequado ao papel (Fin Argus, da série da Marvel “Agentes da S.H..I.E.L.D.”, de 2020), e praticamente tudo foi extraído do livro autobiográfico escrito pela mãe dele, Laura Sobiech, de título “Clouds: A memoir” – quem faz esse papel é Neve Campbell, da franquia de terror “Pânico”.
Direção do mesmo de “A cinco passos de você” (2019), o ator e produtor Justin Baldoni.

Clouds (Idem) EUA, 2020, 121 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por Justin Baldoni. Distribuição: Disney+


A guerra do amanhã

Num futuro incerto, em um mundo tomado por monstros, o pai de família Dan (Chris Pratt) é convocado para uma guerra para defender a humanidade, juntamente com uma tropa de elite. Mas a missão será a mais árdua de sua vida.

Já vimos filmes de ação assim, de mercenários preparados para uma guerra incerta contra criaturas. Seguindo o mote de filmes desse naipe, “A guerra do amanhã” virou da noite para o dia um blockbuster no streaming, um filme caro, explosivo, que não para e lembra um jogo de videogame infernal. A palavra de ordem é “destruição”, e mais nada, contando com uma equipe técnica que bolou ótimos efeitos digitais para segurar o público na cadeira (efeitos bons por sinal, sejam nas explosões ou na concepção dos monstros horripilantes). Para os que procuram algo pra se distrair e não se importam com barulheira, a dica é válida.
Protagonizado pelo simpático Chris Pratt, um dos rostos mais bonitos do cinema de entretenimento atual e que segura qualquer filme, seja aventura, romance ou comédia, a fita de ação distribuída pela Amazon Prime Video em sua plataforma de streaming quebrou recordes e foi visto por milhões de pessoas no fim de semana de estreia (na primeira semana de julho), o que indica o futuro do cinema, que agora está dentro da casa dos indivíduos. O streaming veio para ficar, queira ou não... O filme também contou com uma campanha de marketing extensiva e mundial, com milhares de anúncios em redes sociais, rádios e TV, além de display especiais com monstros espalhados em pontos estratégicos nos centros de grandes cidades, inclusive no Brasil. Outro indicativo do futuro do cinema: o filme foi produzido pela Paramount com a Skydance Media e o Amazon Studios, e adquirido pelo Prime por U$ 200 milhões para ser lançado no ambiente virtual/remoto – isso por conta da Covid, que fez com que o filme não fosse lançado no cinema. Essa é aposta de muitos produtores, de lançar suas obras de cinema na rede, já que o número de assinantes de streaming, como Netflix e Prime, cresceu absurdamente entre 2020 e 2021 em relação aos anos anteriores, uma das consequências da pandemia.


Dirige Chris McKay, da animação “Lego Batman: O filme” (2017), que foi montador de “Uma aventura Lego” (2014).

A guerra do amanhã (The tomorrow war). EUA, 2021, 138 minutos. Ação. Colorido. Dirigido por Chris McKay. Distribuição: Amazon Prime Video

 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Cine Especial



Nerve: Um jogo sem regras

* Resenha publicada em 30/05/2017

Vee (Emma Roberts), uma estudante do Ensino Médio, aceita, por intermédio de colegas da escola, entrar em um jogo online que propõe ao participante inúmeros desafios reais. Para completar as fases do jogo e ganhar prêmios e aumentar o número de seus seguidores, é necessário se jogar em atividades perigosas. Vee então se torna popular nas redes sociais, ao lado de um competidor de quem se torna parceiro, Ian (Dave Franco), enquanto os desafios do jogo tornam-se ainda mais arriscados.

Fita de ação de ótima montagem que escancara discussões acerca dos perigos das redes sociais, bem como da Darknet e Deepweb e dos jogos online que nos últimos anos causaram mortes de jovens devido aos perigosos desafios propostos, como a tão falada “Baleia Azul” (essa ganhou páginas e páginas das mídias nesse ano, e vale lembrar que a polícia russa investiga mais de 40 suicídios provavelmente relacionadas à ‘Baleia’).
Em “Nerve” (nome de um jogo fictício com tais propostas), jovens são inseridos num mundo cibernético em busca de satisfação e likes com torcida para que vençam desafios, feitos no plano da vida real. As competições são vigiadas, gravadas ao vivo e lançadas nas redes, virando um hit entre os jovens.
É um filme com linguagem jovial, para o público adolescente, sobre a “alta modernidade” e a construção do self na era da mediação, onde os personagens estão sob alta exposição. É o mundo atual, o da espetacularização da vida íntima pelas redes sociais, a alienação e narcose de mãos dadas, naquele espaço, o da cibercultura, em que principalmente os adolescentes se sentem pertencidos. Faz pensar como a tecnologia está presente em nossas relações e como ela modela os padrões sociais.


Baseado no romance de Jeanne Ryan, com roteiro de Jessica Sharzer, roteirista de episódios de “American horror story”, o filme tem à frente do elenco Emma Roberts (de “American horror story”) e Dave Franco, irmão mais novo de James Franco (de filmes como “Vizinhos 1 e 2”), e participação especial da indicada ao Oscar Juliette Lewis.
Nos cinemas fez boa carreira, rendendo nas bilheterias U$ 85 milhões (de um orçamento de U$ 19 milhões), e foi lançado há poucas semanas em DVD e Bluray pela Paris Filmes. A direção é da dupla que havia feito “Atividade paranormal 3 e 4”, Henry Joost e Ariel Schulman.

Nerve: Um jogo sem regras (Nerve). EUA, 2016, 96 minutos. Ação/Suspense. Colorido. Dirigido por Henry Joost e Ariel Schulman. Distribuição: Paris Filmes

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Dica de Livro


"3 de marsso: Dotor Strauss diz que eu deveria iscrever o que eu penso e mi lembra de tudo que acontese de agora endiante. Não sei por que mas ele diz que é importante  então eles vão poder ver se vão mi usar. Quero que eles mi usem porque a professora Kinnian disse que tal vez eles possão mi fazer intelijente. Eu quero ser intelijente. Eu mi chamo Charlie Gordon, trabalho na padaria Donners onde o senhor Donner mi dá 11 dolares por semana e pão e bolu se eu quero".

Abertura do livro "Flores para Algernon" (1966), de Daniel Keyes, lançado no Brasil pela editora Aleph (2018, 288 páginas, tradução de Luisa Geisler). O clássico romance da literatura americana inspirou o filme "Os dois mundos de Charlie" (1968), que deu a Cliff Robertson o Oscar de melhor ator, no papel do personagem principal. Trata de um homem chamado Charlie, que tem deficiência intelectual, que aceita participar de uma cirurgia pioneira para reverter seu QI. A inteligência dele cresce de forma assustadora, e o paciente passa a ter novas percepções da realidade.
Delicado, profundo e sem dúvida uma obra-prima do mundo da ficção científica, o livro também deu origem a um musical da Broadway. PS: A escrita do livro com erros de grafia é proposital, já que é a escrita do personagem com deficiência intelectual.




segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Dica de Leitura


"À medida que os dias passavam, a atmosfera da cidade foi ficando estranha. Era como se Nova York tivesse perdido algo - seu aspecto de realidade ou sua importância - e a cidade agora representasse uma peça, apenas para ele, uma peça colossal com seus ônibus, táxis, transeuntes apressados pelas ruas, os programas de televisão em todos os bares da Third Avenue, as marquises dos cinemas [...]"

Trecho de "O talentoso Ripley", o polêmico romance policial da escritora americana Patricia Highsmith, lançado em 1955 e que recebeu no mês passado uma caprichada edição em capa dura no Brasil pela editora Intrínseca (2021, 337 páginas, tradução de José Francisco Botelho). O livro conta a vida do golpista Tom Ripley em uma arriscada missão: convencer o herdeiro de uma fortuna, o playboy Dickie Greenleaf, a retornar para casa para assim assumir os negócios da família. Mas ao conhecer Dickie, Ripley tentará ficar cada vez mais próximo dele, pois pretende ter aquela vida de riqueza também.
Com elementos das autênticas tramas policiais de investigação e momentos de suspense e subversão, o livro tem um clima erótico entre os dois personagens masculinos centrais, que causou muita controvérsia na época do lançamento. E ganhou duas grandes versões para cinema: a primeira em 1960, "O sol por testemunha", com Alain Delon no papel do protagonista, e a mais famosa, em 1999, um thriller de Anthony Minghella, com Matt Damon na pele de Ripley - o filme foi indicado a cinco Oscars, incluindo melhor ator coadjuvante para Jude Law e melhor roteiro adaptado.
A Intrínseca também lançou esse mês a continuação, "Ripley subterrâneo", que em breve comento aqui. Por enquanto leia com atenção essa obra-prima da literatura contemporânea norte-americana.




domingo, 1 de agosto de 2021

Especial Netflix


Confira indicações de três filmes novos produzidos pela Netflix e disponíveis no streaming.


Céu vermelho-sangue

Bandidos fortemente armados sequestram um voo transatlântico e fazem os passageiros de refém. No avião, uma mulher portadora de uma estranha doença tentará salvar as pessoas, inclusive seu filho pequeno.

Bom filme alemão da Netflix que estreou semana passada e promete surpresas. Em partes lembra a estrutura de “Um drink no inferno”: começa com um sequestro (aqui a de um avião), numa típica fita de ação, com clima de desespero; só que a ação dá espaço para o terror, quando a personagem central, portadora de uma doença misteriosa, vira uma criatura vampiresca sedenta por sangue (calma que não é spoiler, a criatura aparece no trailer e na própria capa do filme). Para explicar ao público o que ocorreu com essa mulher, o filme recorre a flashbacks. Há mortes sangrentas, tiroteios e serve para quem procura um entretenimento diferente. Só acho um pouco longo e por vezes há momentos que se repetem – eu reduziria a duração de 121 minutos em 20 minutos pelo menos. Mesmo assim é prato cheio para apreciadores de filmes de horror.
Dirige o jovem cineasta Peter Thorwarth que colaborou no roteiro de um dos filmes mais impactantes da Alemanha nos anos 2000, o perturbador e atual “A onda” (2008).

Céu vermelho-sangue (Blood red sky). Alemanha/EUA, 2021, 121 minutos. Ação/Terror. Colorido. Dirigido por Peter Thorwarth. Distribuição: Netflix


Paternidade

Ao perder a esposa um dia após o parto, Matt (Kevin Hart) fica responsável pela filha recém-nascida. A grande tarefa de sua vida será cuidar sozinho da bebê e construir os laços de uma família.

Surpresa da Netflix, esse drama sincero e baseado em fatos reais é para todos os públicos, e chama a atenção a atuação de Kevin Hart num papel humano e sem melodramas. Isso porque ele deixa de lado o humor rasteiro com caras e bocas das comédias rasgadas que sempre fez para se entregar a um personagem mais desafiador, um homem que acaba de ficar viúvo e tem de cuidar da filha bebê. Ele promete ser um pai responsável para assumir o trabalho mais complexo de sua vida: a paternidade integral. Aos poucos ele vai superando dificuldades para cuidar sozinho da criança, a filha cresce e se ele torna um aliado vital para o desenvolvimento da garotinha.
Inspirado no livro autobiográfico escrito por Matt Logelin, tem no elenco duas grandes aparições, de Alfre Woodward e Lil Rel Howery. Atenção especial para a atuação fantástica da garotinha Melody Hurd, que faz a filha do protagonista e rouba as cenas! É um belo trabalho dessa atriz mirim.
O diretor e roteirista Paul Weitz manja de assuntos familiares, fez filmes dramáticos cativantes como “Um grande garoto” (2002 – onde recebeu indicação ao Oscar de melhor roteiro adaptado) e “A família Flynn” (2012) – ele é irmão de outro diretor e roteirista com quem já trabalhou, Chris Weitz. Até o humor que ele coloca no filme é leve e reflexivo, para tornar a história mais fluída. Produzido pela Columbia Pictures, foi distribuído pela Netflix.

Paternidade (Fatherhood). EUA, 2021, 109 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por Paul Weitz. Distribuição: Netflix


Interrompemos a programação

Na noite do Ano Novo de 1999, um rapaz invade os estúdios de uma rede de TV na Polônia, faz refém a apresentadora e insiste em entrar ao vivo para transmitir uma mensagem ao público. Aos poucos o caso toma grandes proporções.

Filme angustiante cuja trama se assemelha a de “Jogo do dinheiro” (2016, com George Clooney e Julia Roberts): em ambos um rapaz invade um estúdio de TV ao vivo e faz as pessoas de refém (também houve outro bom filme de ação parecido, que gosto muito, “O quarto poder”, de 1997, de Costa-Gavras, com John Travolta e Dustin Hoffman). Armado e ansioso, o jovem faz exigências e prepara uma mensagem-surpresa para falar durante a programação.
Primeiro longa de ficção do jovem cineasta polonês Jakub Piatek, o filme foi indicado ao Grande Prêmio do Juri no Festival de Sundance desse ano. O ator principal, na pele do sequestrador, é interpretado por Bartosz Bielenia, de 29 anos, que deu vida a um dos protagonistas mais impressionantes dos últimos tempos, o ex-detento que se torna padre, Daniel, na cultuada fita de arte indicada ao Oscar “Corpus Christi” (2019). Ele guarda expressões fortes, tem um rosto marcante, especialmente os olhos, e é uma promessa do cinema polonês. Aqui ele repete uma performance nervosa, com vigor, que nos deixa à flor da pele.
É um filmão de uma história só, que se passa integralmente dentro dos estúdios com o personagem fazendo reféns e exigências. Há um ou outro plot twist, que vale a pena ver de perto!

Interrompemos a programação (Prime time). Polônia, 2021, 93 minutos. Ação/Suspense. Colorido. Dirigido por Jakub Piatek. Distribuição: Netflix

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Dica de Leitura


"Fez um café fortíssimo, para se dopar, vagou por um momento, da cozinha ao escritório, do escritório à sala de espera. Aquela dor desconhecida que se instalava em seu corpo e em seu pensamento e o impedia de respirar direito, de refletir calmamente como estava acostumado a fazer, só podia ser amor".

Trecho do livro "Vertigo - Um corpo que cai", escritor em 1954 pela dupla Pierre Boileau e Thomas Narcejac, e publicado no Brasil pela editora Vestígio, selo do Grupo Autêntica (2016, 192 páginas, tradução de Fernando Scheibe).
O eletrizante romance policial foi adaptado para os cinemas em 1958 pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock, se transformando num dos grandes filmes de suspense de todos os tempos, com mesmo título do livro e que contava com James Stewart e Kim Novak (indicado a dois Oscars, de melhor direção de arte e som). A trama acompanha a exaustiva investigação de um detetive diante da bela esposa de seu cliente, que tem melancolia, costuma desaparecer sem deixar vestígios e aparenta sofrer de desvios psicológicos. Mas no decorrer do caso, ele se apaixona pela mulher.
Dividido em duas partes, o livro é um primor na construção dos personagens complexos e da trama instigante, que culmina em um final decisivamente arrebatador. Já nas livrarias.




terça-feira, 27 de julho de 2021

Cine Cult


Fome de viver

* Reedição

Em Manhattan, a vampira Miriam Blaylock (Catherine Deneuve) mantém-se viva e bela através dos séculos com o sangue de suas vítimas. Vive em uma mansão luxuosa com o atual parceiro, John (David Bowie), que, do dia para a noite, começa a envelhecer rapidamente. Ele descobre ser portador de uma doença grave e precisa correr contra o tempo para não morrer. Para tanto recorre à geriatra Sarah Roberts (Susan Sarandon), que desenvolve estudos pioneiros sobre envelhecimento. Até que Miriam sente-se atraída por esta médica, e ambas iniciam um tórrido relacionamento que trará consequências assustadoras.

Cultuado filme de terror com romance, “Fome de viver” (1983) reinventou o gênero, criando vampiros sensuais, neogóticos, que moram em mansões de luxo. São criaturas de bom gosto, vanguardistas, colecionadores de arte renascentista e de berloques egípcios, no caso de Miriam, papel interpretado pela atriz francesa Catherine Deneuve, cuja beleza é o grande torpor dessa fita de arte de excepcional fotografia que lembra formato de videoclipes dos anos 80. Foge das convenções e dos estereótipos. Aqui, em vez da capa preta e dos dentes afiados, eles vestem roupas elegantes, óculos escuros e não mordem pescoço, mas sugam o sangue das vítimas pelo pulso – ou rasgam a jugular delas com um objeto afiado em formato de cruz que carregam como colar.


A história tem tom macabro, em especial a cruel relação de posse da vampira pós-moderna, Miriam, que encaixota os amantes para que vivam eternamente com ela na mesma casa. Baseado no romance de Whitley Strieber, “Fome de viver”, autor de “Lobos”, sempre esteve na lista dos meus filmes preferidos. Vale destacar ainda a participação do cantor e ator David Bowie, caracterizado por uma maquiagem de arrepiar que mostra o envelhecimento repentino (a doença existe e chama-se ‘progeria’), além de Susan Sarandon, super sexy em início de carreira. Ficou famosa a sequência de lesbianismo (poética e nada abusada) entre ela e Deneuve, ao som da bonita música “Lakmé”, de Delibes.
Foi o longa-metragem de estreia do diretor inglês Tony Scott, irmão de Ridley, responsável por “Top Gun – Ases indomáveis”, “Dias de trovão”, “Amor à queima-roupa”, “Inimigo do estado” e “Incontrolável” – infelizmente cometeu suicídio aos 68 anos em 2012. Um primor em todos os sentidos! Procure conhecer, e espero que aprecie.
O filme tinha saído em DVD pela Warner há quase 10 anos, e nesse mês de julho acaba de ganhar uma edição de luxo no box “Tony Scott – The red collection”, pela Classicline, acompanhado dos filmes “Amor à queima-roupa” (1993, com Christian Slater), “Vingança” (1990, com Kevin Costner) e “Estranha obsessão” (1996, com Robert De Niro), todos em DVD.



Fome de viver (The hunger). Reino Unido/EUA, 1983, 96 min. Horror/Romance. Colorido. Dirigido por Tony Scott. Distribuição: Warner Bros e Classicline

* Reedição de resenha publicada em 13/11/2011

Especial de Cinema

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