sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Nota do blogueiro


"O melhor a fazer por enquanto era ficar no meio da multidão, mas sem dar a impressão de estar me escondendo. E evitar que nos vejam juntos, Maurice e eu. Misturo-me aos grupos, mas, de repente, vejo-os vindo em minha direção. Meu coração para de bater. Devia ter desconfiado que aqueles crápulas não iam deixar barato. E eu que estava tão orgulhoso por tê-los enrolado!"
Trecho do livro "Os meninos que enganavam nazistas", escrito e publicado em 1973 por Joseph Joffo, best seller com mais de 20 milhões de exemplares vendidos, e agora lançado no Brasil pela Editora Vestígio, do Grupo Autêntica (2017, 284 páginas). Tem como base fatos vividos pelo autor e seu irmão, ambos judeus, durante a ocupação nazista na França, na Segunda Guerra Mundial. No auge da guerra, Maurice e Joseph, ainda crianças, bolaram planos mirabolantes para escapar dos alemães para sobreviver ao holocausto. Livro emocionante e obrigatório, que deu origem ao aplaudido filme de Cristian Duguay, ainda em cartaz nos cinemas!
Obrigado, equipe da Vestígio, pelo gentil envio do exemplar.


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Nota do blogueiro


"Depois que os alemães atacaram, o sucesso inimigo reforçou aqueles pensamentos e gerou novos: Hitler era um gênio militar, e sua máquina de guerra era invencível. Apesar disso tudo, a verdade era que os Aliados tinham um milhão de homens a mais que os alemães, e os franceses sozinhos tinham mais tanques e aviões de linha de frente do que o exército inimigo".
Trecho do livro "Dunkirk - A história real por trás do filme", um ótimo e recente lançamento da editora Harper Collins aqui no Brasil (2017, 320 páginas). Escrito pelo jornalista e apresentador de TV Joshua Levine, autor de vários bestsellers, a obra, produzida após a estreia do filme, narra histórias mirabolantes de heroísmo de soldados britânicos, franceses e belgas na trágica Operação Dynamo - ou retirada de Dunkirk, ocorrida em 1940, que culminou com a morte de 80 mil homens, durante a Segunda Guerra Mundial. No livro há um prefácio do próprio autor, uma entrevista do Levine com o cineasta Christopher Nolan, ilustrações de mapas e uma seção com fotos da guerra e dos bastidores do filme. Imperdível! Obrigado, equipe da @harpercollinsbrasil, pelo gentil envio do livro.




Resenha Especial


Gatinhas e gatões

Em estado de pura tensão, Samantha Baker (Molly Ringwald) se prepara para completar 16 anos. Para ela, a sorte passa longe em todos os aspectos de sua vida: é apaixonada por um rapaz que não corresponde, o foco da família está em sua irmã que irá se casar, os pais são desligados e os colegas da escola, esquisitos. Diante de um mundo que conspira contra ela, Samantha sobreviverá a esse turbilhão de sentimentos e situações?

Comédia adolescente extrovertida escrita e dirigida por John Hughes, papa do gênero e do diálogo com o mundo teen, que retrata com perfeição e entusiasmo a cultura pop oitentista, assim como o sentido da vida para os jovens da época. Engraçado, com pitadas dramáticas, o filme marcou gerações, influenciou cineastas, abriu escola e virou um emblema cinematográfico, exibido infinitas vezes na Sessão da Tarde.
Estreando na direção, Hughes (1950-2009) aproxima-se, com detalhes pontuais, da febre dos 16 anos, sob a perspectiva de uma garota comum americana que explode em dilemas. Ela caminha para a fase crucial de amadurecimento, não consegue equilibrar as emoções, enfrentando assim problemas em casa e na escola. Procura um lugar ao sol, busca atenção, carinho e afeto, e quer se tornar uma mulher logo – mas para isto precisará provar o gostinho do fracasso, dos medos, das frustrações.
Na bolha do mundinho adolescente em que Samantha reside, os amigos mais próximos seguem no mesmo barco: assim como ela, são os “patinhos feios” da turma, jovens com espinhas, óculos e aparelhos nos dentes, com dificuldade de concentração nos estudos, mais atentos a xavecos no corredor, quase sempre com paqueras malsucedidas - e até arriscam um beijo desastroso na balada. Todos, conforme o relógio da vida, terão um longo caminho pela frente para saltarem à idade adulta.
Hughes apropriou-se bem das picardias estudantis para realçar o mundo teenager dos anos 80, talvez o diretor que melhor falou disto. Logo depois faria três de seus maiores sucessos, com a mesma pegada e discussão, exibidos sem fim na TV aberta – “Clube dos cinco” (1985), “Mulher nota 1000” (1985) e “Curtindo a vida adoidado” (1986).
Atriz recorrente de seus filmes, Molly Ringwald (de “Clube dos cinco” e “A garota de rosa-shocking”, este somente escrito por Hughes) sumiu das telas por um período e recentemente voltou a aparecer em seriados e longas menores, como o recente drama “King Cobra” (2016). Em “Gatinhas e gatões” chama a atenção a participação especial de atores de clássicos do Sétima Arte em rápidos desfiles cômicos, como Max Showalter, Carole Cook, Billie Bird e Edward Andrews.
Foi relançado há alguns meses com capa diferenciada, numa linha criativa intitulada pela Universal de “pop”, com arte bem bacana, juntamente com quatro outros títulos: “Clube dos cinco”, “Orgulho & preconceito”, “Mamma mia!” e “Psicose”. Sem extras.


Gatinhas e gatões (Sixteen candles). EUA, 1984, 92 min. Comédia. Dirigido por John Hughes. Distribuição: Universal

domingo, 24 de setembro de 2017

Nota do blogueiro


Uau! Grandes filmes em DVD que a Classicline enviou aqui em casa! Títulos do lindo catálogo da distribuidora lançados novamente no mercado brasileiro. "A garota do adeus" (1977), "Deuses e monstros" (1998), "Histórias de fantasmas" (1981), "A festa de Babette" (1987), "A semente maldita" (1956), "Tobruk" (1967) e a edição especial em três discos de "Os vampiros" (1915). Já nas lojas! Obrigado, Classicline, pelos filmes - conheça o catálogo completo e os lançamentos da distribuidora pelo link www.classicline.com.br









sábado, 23 de setembro de 2017

Nota do blogueiro


Primeiros passos da 41a. Mostra Internacional de Cinema

E já temos as primeiras informações da 41a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, um dos principais eventos de cinema do país, que este ano ocorrerá de 19 de outubro a 01 de novembro. O documentarista chinês Ai Weiwei assina o poster oficial da MIC, e novo filme, "Human flow", que concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza, será o filme de abertura.
Alguns filmes de destaque para a edição de 2017: Happy end (de Michael Haneke), 24 Frames (obra póstuma de Abbas Kiarostami), O amante de um dia (de Philippe Garrel), O outro lado da esperança (de Aki Kaurismäki), La Cordillera (de Santiago Mitre), L’Atelier (de Laurent Cantet), Free and easy (de Jun Geng), Scary mother (de Ana Urushadze), Three billboards outside Ebbing, Missouri (de Martin McDonagh) e Jusqu'à la garde/ Custody (de Xavier Legrand), além de premiados em Cannes, como o vencedor da Palma de Ouro "The square"(de Ruben Östlund) e "Visages, Villages" (de Agnès Varda e JR).
A Suíça será o foco da MIC, com retrospectiva do diretor Alain Tanner.
Vamos aguardar novas divulgações oficiais! Já estou ansioso!!


sábado, 16 de setembro de 2017

Resenha especial


O fascismo de todos os dias

Ascensão e queda do Nazi-Fascismo contada com criatividade neste importante documentário soviético.

E para a comemoração dos cinéfilos sai em DVD no Brasil mais um incrível filme da série ‘Cinema Soviético’, distribuído pela CPC-Umes Filmes, numa cópia muito boa. Produzido pela Mosfilm, este documentário histórico de 1965 faz uma revisão cautelosa e dramática do surgimento do Nazismo e do Fascismo no mundo, com imagens impressionantes de Benito Mussolini e Adolf Hitler flagrados em caretas e discursos cabulosos, intercaladas com registros de “hoje” (no caso, o hoje era 1965), de como as pessoas encaravam o cotidiano após a guerra. Todo o material utilizado veio do Ministério de Propaganda do III Reich, outros da coleção particular de Hitler e muitos capturados de soldados alemães da SS, para remontar temas tétricos cruciais da Segunda Guerra Mundial, como o genocídio dos judeus, o ideal do Arianismo e a alienação das massas pelo regime totalitário. Perceba que a narração ácida e extasiante, feita pelo próprio diretor, Mikhail Romm, em seu penúltimo trabalho no cinema, é pontuada com comentários cínicos, ora com comicidade ora com duplos sentidos, numa construção cabalmente inusitada, daí a alta criatividade desse filme soviético.
Dividido em duas partes com uma gama incontável de capítulos entre eles, o doc mantém-se atual e deflagra reflexões constantes do dia a dia, sobre abuso de autoridade, preconceito, idolatrias em excesso, individualismo, censura e poder sem mensuração. Uma obra inigualável, para ser assistida com urgência, revista e discutida.



O fascismo de todos os dias (Obyknovennyy fashizm). URSS, 1965, 130 min. Documentário. PB. Dirigido por Mikhail Romm. Distribuição: CPC-Umes Filmes

* Publicado na coluna Middia Cinema, na revista Middia, edição de outubro/novembro de 2017.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Comentários do blogueiro


"Bingo - O rei das manhãs" é o indicado brasileiro para concorrer ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2018. Estava na torcida por ele, "Como nossos pais" e por "Era o hotel Cambridge". Muito bom! Merecido!


Especial de Cinema

  Mostra Internacional de Cinema de SP comemora 50 anos e dá início na próxima semana   A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo comemo...