quarta-feira, 17 de julho de 2013

Morre o ator Sebastião Vasconcellos



O ator brasileiro Sebastião Vasconcellos faleceu na última segunda-feira aos 86 anos. Ele estava internado com pneumonia. 
Nascido na Paraíba, Sebastião Vasconcellos se destacou em papéis importantes na TV brasileira. Fez as novelas Cabocla (1959), Bandeira 2 (1971), O grito (1975), Saramandaia (1976), Sem lenço, sem documento (1977), Sétimo sentido (1982), Champagne (1983), Selva de pedra (1986), Vale tudo (1988), bebê a bordo (1988), Tieta (1989), Felicidade (1991), Mulheres de areia (1993), Irmãos coragem (1995), História de amor (1995), Anjo de mim (1996), Por amor (1997), Corpo dourado (1998), Andando nas nuvens (1999), O clone (2001), Cabocla (2004), Caminhos do coração (2007) e Os mutantes (2008), seu último trabalho.
Esteve no elenco das minisséries Padre Cícero (1984), Grane sertão: Veredas (1985), Riacho doce (1990), Memorial de Maria Moura (1994), Chiquinha Gonzaga (1999) e A casa das sete mulheres (2003), e fez ainda os filmes Assassinato em Copacabana (1959), Os raptores (1969), Índia, a filha do sol (1982), Inocência (1983 - onde venceu o Candango no Festival de Brasília). Por Felipe Brida

terça-feira, 16 de julho de 2013

Nota de Cinema




Ainda deslumbrado com a fotografia de "A lista de Schindler" (do mestre Janusz Kaminski, que ganhou o Oscar pelo trabalho), mega realçada em Blu-Ray. Do caramba! Quem não viu, não perca tempo!
O BD, lançamento recente da Universal, é uma bela aquisição, e sai no Brasil em edição especial em comemoração aos 20 anos do filme.
Além do Schindler em alta qualidade, há um disco, em DVD, de extras (os mesmos que saíram em DVD há algum tempo). Outra novidade para os colecionadores está no encarte especial: vem junto um pequeno livreto fotográfico (booklet) com informações sobre a produção.
Em uma revisão, agora em BD, a obra-prima do Spielberg, vencedor de 8 Oscars em 1994 - incluindo o de melhor filme e melhor direção, permanece monumental, intacta ao tempo, que ainda arranca lágrimas com a homenagem sincera ao povo judeu. Por Felipe Brida

domingo, 14 de julho de 2013

Cine Lançamento


Jack Reacher: O último tiro

Escondido no estacionamento de um prédio, um atirador de elite mata cinco pessoas aleatoriamente, em questão de segundos. As investigações recaem sobre o veterano de guerra James Barr (Joseph Sikora). No interrogatório, o acusado levanta o nome de Jack Reacher (Tom Cruise), exímio ex-combatente de guerra, dado como desaparecido pelas autoridades. Barr exige que Reacher seja trazido até ele, pois acredita que os assassinatos estejam ligados a uma trama perversa envolvendo o alto escalão do governo e empreiteiras. Reacher aparece e inicia a investigação por conta própria, com seus métodos nada convencionais.

Um excelente exemplar de fita de ação fora do corriqueiro, com roteiro intrínseco e resoluções diretas, que não caem no senso comum. Tende a dar certo primeiramente pelo personagem central, um cidadão “fantasma”, que surge das cinzas para desvendar um crime brutal premeditado, cuja forma de pensar e agir não denota características de investigadores casuais. Jack Reacher é um cérebro ativo dentro de uma máquina de matar, uma espécie de andróide de carne, osso e sangue que não erro nos cálculos nem nas teorias e raramente se engana com o alvo. Tom Cruise, com seus 51 anos de idade (aparentando 15 a menos), personifica bem esse ex-combatente de guerra linha dura, com táticas específicas de fazer justiça com as próprias mãos. O ator é bom e faz jus ao papel.
Óbvio que Reacher irá encontrar desafetos pelo caminho e obstáculos ferozes, até porque os truculentos métodos de investigação que utiliza desagradam autoridades policiais. A única aliada é uma advogada, Helen (a boa atriz britânica Rosamund Pike), que passa a ter noites de sono mal dormidas para solucionar o estranho caso com Reacher.
Pelo fato de o filme ter mínimos detalhes que complementam a teia tétrica do plot, fico numa posição complicada de explorar o conteúdo. Se explicar mais uma linha serei estraga-prazer; então deixo ao leitor a dica para conferir essa superfita de ação, um quebra-cabeça explosivo com muita sequência de perseguição de carros e pancadaria. Empolgante dos créditos iniciais ao desfecho.
Há dois destaques curiosos: a pequena aparição do cineasta alemão Werner Herzog, como um sinistro ex-presidiário e manda-chuva local (o diretor às vezes faz ponta ou outra em filmes, porém aqui tem uma importância estratégica da metade pra frente da história) e a participação especial de Robert Duvall como atirador veterano que ajudará Reacher na investigação.
É o segundo filme do diretor Christopher McQuarrie, ganhador do Oscar como roteirista por “Os suspeitos” (1995). Por Felipe Brida

Jack Reacher: O último tiro (Jack Reacher). EUA, 2012, 130 min. Ação. Dirigido por Christopher McQuarrie. Distribuição: Paramount Pictures

terça-feira, 9 de julho de 2013

Nota de Cinema



Pouca gente ouviu falar em João Bennio (foto abaixo), cineasta mineiro nascido em Mutum em 1927 e falecido precocemente, aos 57 anos, em 1984. Produziu e dirigiu seus filmes de forma independente, fixando-se em Goiânia, terra escolhida para morar e trabalhar - hoje é considerado um dos grandes expoentes do cinema goiano.

Pois bem, para lembrar esse diretor praticamente esquecido, o Canal Brasil exibe logo mais às 11h35 a comédia "O azarento - Um homem de sorte" (1972). Nesse filme Bennio dirige, produz, atua e escreve o roteiro. No elenco, há também uma preciosidade nostálgica: a presença do falecido ator Geraldo Alves (1935-1993), nascido em Itápolis, cidade vizinha a Catanduva (Geraldo ficou conhecido pelo personagem Bill Bebes na Escolinha do Professor Raimundo, uma brincadeira em homenagem a Gil Gomes - e morreu tragicamente em um acidente de carro). Outros artistas de peso estão em "O azarento", como Henriqueta Brieba, Rodolfo Arena e Sandra Barsotti.

Quem tiver canal por assinatura confira essa preciosidade de João Bennio, e redescubra um talentoso cineasta, infelizmente apagado. E parabéns ao Canal Brasil pela homenagem. Por Felipe Brida

sábado, 6 de julho de 2013

Cine Lançamento


Cirque Du Soleil: Outros mundos

A jovem Mia (Erica Linz) vaga solitariamente por um campo, em território desconhecido. Avista um circo que está prestes a abrir um espetáculo naquela noite. Ela adentra o espaço e troca olhares com o trapezista (Igor Zaripov), que a convida para assistir sua performance. Durante a cena, ele se desequilibra da corda e cai na arena; a terra se abre, “engole” o rapaz e leva Mia junto para outro mundo, um lugar quimérico, habitado por excêntricas figuras circenses.

Primeiro projeto de cinema da notória companhia circense do Canadá Cirque Du Soleil, produzido totalmente em 3D pelo mago James Cameron e dirigido pelo cineasta do momento Andrew Adamson (o mesmo de “Shrek” - partes 1 e 2, e dos dois primeiros capítulos de “As crônicas de Nárnia” - “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa” e “Príncipe Caspian”).
De indiscutível beleza sensorial e plasticidade que transcende os fotogramas comuns de cinema, o filme pode ser classificado em um gênero específico, o de fantasia, que não esconde sua base na performance circense. Há uma breve sequência inicial, da personagem chegando ao circo, que nada mais serve como pretexto para o grandioso show do “Circo do Sol”. São uma hora e meia de magia, que começa com a queda do trapezista, quando a arena se abre ao meio e leva para o fundo os dois jovens da história. Perdidos e assustados no desconhecido, ambos se envolvem diretamente em uma série de acontecimentos surreais, como barcos voadores conduzidos por figuras místicas e cavaleiros de brinquedo, numa suprema alegoria carnavalesca típica do Cirque Du Soleil (que sabe fazer bem feito!).
A inventividade da companhia de circo aliada à megalomaníaca mente de James Cameron resulta num brilhantismo técnico de som, cores e efeitos visuais incríveis.
As cenas, esquematizadas em fração de quadros de quatro a sete minutos, se planejam de forma orgânica à trilha sonora, composta por músicas do Beatles – do grupo britânico são sete no total, “Blackbird”, “Octopus’s garden”, “Lucy in the sky with diamonds”, “Being for the benefit of Mr. Kite”, “Get back”, “While my guitar gently weeps” e “All you need is Love”, e outras intimistas inéditas, feitas exclusivamente para o filme.
Foi rodado em cenários apropriados na cidade de Montreal, Canadá, berço do Cirque Du Soleil – que em 2014 completa 30 anos de existência.
É ver para crer! Sinta a energia do grupo com sua magnânima sensação cósmica. Por Felipe Brida

Cirque Du Soleil: Outros mundos (Cirque Du Soleil: Worlds away). EUA, 2012, 91 min. Fantasia. Dirigido por Andrew Adamson. Distribuição: Paramount Pictures

terça-feira, 2 de julho de 2013

Morre o ator Felipe Wagner, aos 82 anos


Faleceu ontem no Rio de Janeiro, de infarto, aos 82 anos, o ator Filip Szafran, artisticamente conhecido como Felipe Wagner. Nascido na capital da França e radicado no Brasil, Wagner tinha origem judia e era irmão da falecida atriz Ida Gomes (uma das irmãs Cajazeira da novela "O bem-amado").
Começou a carreira no cinema, com a comédia "A família Lero Lero" (1953); trabalhou nos filmes "O cantor e o milionário" (1958), "Amante latino" (1978), "Pedro Mico" (1985), "A terceira morte de Joaquim Bolívar" (2000) e "Copacabana" (2001).
Interpretou personagens cômicos e dramáticos em telenovelas, como Irmãos Coragem (1970), O rebu (1974), Senhora (1975), Maria, Maria (1978), Amizade colorida (1981), Quem ama não mata (1982), Olho por olho (1988), Gente fina (1990), Mandacaru (1997) e Terra Nostra (1999), além das minisséries República (1989) e Tereza Batista (1992). Por Felipe Brida

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nota de Cinema


Colunas & Notas completa 11 anos

O boletim eletrônico diário Colunas & Notas completou 11 anos em 2013.
Ainda não conhecem esse importante veículo de comunicação que preza pela divulgação de notícias e resenhas de cinema e informações sobre teatro e música?
Organizado e mantido pelos queridos amigos Marcelo Pestana e Carlos Cirne Marcelo Pestana Carlos Cirne), o C&N está aí fazendo acontecer! E sua equipe de colaboradores conta com um rol de profissionais altamente gabaritados. Fico feliz por fazer parte dela há quase 5 anos (desde novembro de 2008).
Por lá já passaram os críticos Rubens Ewald Filho e Christian Petermann, e o renomado jornalista e produtor cultural Mauricio Kus.
Além de mim, o C&N tem, na equipe, os críticos Celso Sabadin, Ricardo Antonio Domeneghetti, André Azenha, Otávio Almeida e Wanda de Andrade e o cineasta brasileiro Alfredo Sterheim, com colunas atrativas e sempre bem intencionais.
Conheça o Colunas & Notas e receba online o boletim diário.


Especial de Cinema

  Mostra Internacional de Cinema de SP comemora 50 anos e dá início na próxima semana   A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo comemo...