quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Notícias sobre cinema

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A convite da querida amiga Aurora Miranda Leão estarei em Bagé/RS durante o IV Festival Internacional de Cinema da Fronteira, como júri das mostras competitivas. Serão seis dias de trabalho (de 20 a 25/11), e depois esticarei mais cinco dias das minhas férias no extremo sul do Uruguai, na capital, Montevidéu, numa viagem de 700 km. Retorno dia 01/12.



Conheçam mais sobre esse importante Festival acessando o link abaixo:
 http://www.festivaldafronteira.com/

A jornalista Aurora Miranda Leão também vem noticiando dia a dia o evento em seu blog. O link é:

http://auroradecinema.wordpress.com/
 
De lá irei postar informações e fotos no blog Cinema na Web, bem como em minha página no Facebook e via Twitter.
 
Um abraço a todos

Felipe


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cine Lançamento

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A difícil vingança
 
Com sede de vingança, o atirador John Mason (Christian Slater) procura pelos pistoleiros que mataram seu pai. Nessa caminhada pelo Velho Oeste em busca de justiça, ele se apaixona pela bela Alice (Jill Hennessy) iniciando um inconsequente triângulo amoroso.
 
Quando assisti ao trailer desse faroeste botei fé. A produção, mesmo modesta, aparentava trazer junto uma boa história sobre vingança e recompensa no meio do calorento Oeste americano. Sabemos que hoje o gênero é pouco explorado pela falta de público – no Brasil fizeram sucesso os western spaghetti nos anos 60 e 70, e uma minoria de cineastas atuais ainda se atreve. Recordo apenas de dois bons exemplares recentes: “Os indomáveis” (de 2007, remake de “Galante e sanguinário, de 1957) e “Appaloosa – Uma cidade sem lei” (2008).
Pois bem, produtores canadenses ‘atrevidos’ resolveram refilmar “A difícil vingança”, um western fraquinho com John Wayne em início de carreira. Lançado em 1935, era um média-metragem modesto, distante a milhares de léguas do que esse ícone do faroeste fazia. Novamente sem recurso, o remake ficou inferior, por incrível que pareça. Pobre de roteiro, pobre de elenco, pobre de vida... Um Christian Slater insatisfeito abusando de caretas, Donald Sutherland barbudo num esforço sobrehumano para sustentar o clima, coadjuvantes vindo da TV sem talento, cenários e locações de fundo de quintal (poderiam ter explorado melhor as montanhas de Vancouver, no sul do Canadá, onde o filme foi rodado).
Não tem liga a caçada do atirador em busca dos assassinos do pai com o triângulo amoroso em que se envolve – diga-se, um romance mal delineado. Nem mesmo os momentos de ação, com breves tiroteios, têm charme. Quem assistir ao trailer, como eu, vai se sentir enganado...
O filme é adaptado do argumento original de Lloyd Nosler, do faroeste de 1935 – esse cidadão ficou conhecido no cinema como editor/montador de épicos mudos, como a primeira versão de “Ben Hur” (1925). E outra: a própria ideia central, a do jovem no encalço de bandidos com o intuito de se vingar, gerou uma infinidade de projetos melhores para o cinema, especialmente aqueles voltados ao “bang-bang”.
Um filme perdido, que não deu certo, e que poderia ter ficado no papel. Por Felipe Brida.
 
A difícil vingança (Dawn rider). Canadá, 2012, 94 min. Faroeste. Dirigido por Terry Miles. Distribuição: Paramount Pictures

sábado, 3 de novembro de 2012

Cine Lançamento




O grande milagre

Em uma pequena cidade do Alaska, o repórter de TV Adam Carlson (John Krasinski) recruta um grupo de voluntários para salvar uma família de baleias-cinzentas presas no gelo, no coração do Círculo do Ártico. Quem ajuda Adam a articular a campanha é sua ex-namorada, Rachel (Drew Barrymore), uma voluntária do Greenpeace.

Um bonito filme com mensagem ecológica baseado em fatos reais. Infelizmente não fez sucesso nos cinemas nem aqui no Brasil nem nos EUA. Agora, em DVD, eis a boa oportunidade para conhecê-lo.
Pelo tema lembra “Winter, o golfinho” (cuja história também existiu de verdade), só que menos infantil e com discurso incisivo, de maior impacto.
Conta a história de uma campanha feita para resgatar três baleias-cinzentas em extinção, presas debaixo do gelo eterno do Alaska. O caso ocorreu em 1988 e mobilizou organizações protetoras de animais, atraindo a atenção para uma pequena cidade gelada do extremo norte dos EUA. Importantes equipes de TV do mundo inteiro se deslocaram para cobrir um fato inusitado, que aos poucos trazia à tona a discussão sobre a necessidade de se proteger as baleias da ameaça do homem – aqui o ser humano não tem participação efetiva na morte de baleias, porém abriu os olhos das pessoas para caças ilegais dos animais na região.
O filme se define a partir da estratégia de um jornalista novato (o simpático Krasinski, de “The Office”) e de sua ex-namorada, membro do Greenpeace (Drew Barrymore, sempre graciosa e meiga com olhar de criança arteira). Eles encabeçam um movimento de “Salvem as baleias”. Os gigantescos animais não conseguem retornar ao oceano devido a uma camada de gelo que bloqueia o acesso ao mar, impedindo ainda que eles captem oxigênio da superfície.
Pautada em torno de situações emocionantes e previsíveis, a saga ecológica, como produto, pode ser vista como um passatempo ou também como um filme sério, de denúncia, cujas questões sobre proteção dos animais palpitam na atualidade.
Leve e descontraído, o filme é baseado no livro “Freeing the whales”, de Thomas Rose, e o charminho está na tão esperada aparição das dóceis baleias, que não são reais – foram criadas a partir de “animatronics” (robôs).
Repare no desfecho, com trechos de reportagens televisivas da época sobre o caso. O talentoso Ken Kwapis dirige com muito talento – o mesmo do original e superdivertido “Quatro amigas e um jeans viajante” (2005). Procure já. Por Felipe Brida

O grande milagre (Big miracle). EUA/Inglaterra, 2012, 107 min. Drama. Dirigido por Ken Kwapis. Distribuição: Universal

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Cine Lançamento




Espelho, espelho meu

Com a morte do rei, sua esposa, a rainha (Julia Roberts), assume o trono. Mulher vaidosa e tirana, ela mantém presa em seu quarto a enteada, a jovem Branca de Neve (Lily Collins). Quando esta completa 18 anos, consegue sair pela primeira vez do castelo para conhecer o reino que o cerca. Transtornada com a miséria do povo, Branca de Neve volta-se contra a rainha, para derrubá-la do trono visando promover a justiça e a igualdade.

Outra livre adaptação do mundialmente famoso conto dos Irmãos Grimm escrito no início do século XIX. Lançado esse ano junto com “Branca de Neve e o caçador”, é mais cômico e sutil que o outro – e ambos receberam indicações ao Teen Choice, prêmio dado aos filmes para adolescente.
Tem maior clima dos tradicionais contos de fadas, certo humor e piadas, além de pastelão, drama e suspense. A grande diferença está na visão criativa do diretor – o indiano Tarsem Singh, cujos filmes de teor fantástico viraram cult (“A cela” e “The fall”, por exemplo). Sem meio termo, investe num visual estilizado, com direção de arte multicolorida, figurinos refinados e modestos efeitos visuais. Para reduzir gastos, optou em gravar tudo em estúdio, em Quebec, no Canadá. O orçamento moderado, de U$ 85 milhões, resultou em bilheteria abaixo do esperado (quase o dobro de lucro, apenas).
Quem dá um show e rouba o filme é Julia Roberts, muito bonita, numa má fase da carreira – ela está sumida do cinema, sem projetos significativos. Ela interpreta a tirana bruxa que domina o reino e quer a juventude e a beleza da Branca de Neve, sua enteada. Esplêndida no papel, Julia tem o timing perfeito para comédia sabendo alterná-lo aos momentos de fúria da vilã.
A protagonista, Lily Collins, também é correta, simpática, na pele da doce Branca de Neve – a atriz, filha do cantor Phil Collins, ingressou recentemente nas telonas.
Enquanto em “Branca de Neve e o caçador” convidaram atores britânicos conhecidos para interpretar os anões, num truque visual que diminui o tamanho deles, em “Espelho, espelho meu” os anões são verdadeiros (desconhecidos, vindos do circo).
Como adaptação da literatura para o cinema, esse filme se molda melhor com aquilo que o público se identifica, ou seja, as características de fábula e conto de fadas podem ser encontradas com nitidez na obra.
Para falar a verdade, “Espelho, espelho meu” não é uma aventura fantasiosa restrita às crianças. Pelo clima de suspense e uma história conhecida por todo mundo, deverá agradar jovens e até adultos. Um entretenimento de qualidade, perfeitamente consumível. Por Felipe Brida

Espelho, espelho meu (Mirror mirror). EUA, 2012, 106 min. Aventura. Dirigido por Tarsem Singh. Distribuição: Imagem Filmes

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cine Lançamento

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Branca de Neve e o caçador
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Detentora de uma invejável beleza, Branca de Neve (Kristen Stewart) vira uma ameaça à sua madrasta, a malvada rainha Ravenna (Charlize Theron), que a aprisiona na masmorra do castelo. Quando a jovem foge, Ravenna contrata um caçador (Chris Hemsworth) para matá-la. Perdida na Floresta Negra, Branca de Neve aproxima-se do caçador e vira sua aprendiz na arte de guerrear. Com o objetivo de destronar a rainha, a garota retorna ao reino com uma série de aliados.

Livre adaptação do conto dos Irmãos Grimm lançado esse ano junto com “Espelho, espelho meu”, que contam basicamente a mesma história, a da Branca de Neve. Aqui, há um visual requintado, repleto de efeitos visuais arrebatadores e um forte clima sombrio. Os pontos altos da obra. Devido ao grau de violência (lutas com espadas, sangue, monstros, figuras diabólicas), recebeu censura nos cinemas (14 anos), diferente de “Espelho, espelho meu”, que era mais engraçado e cheio de sutilezas.
A boa notícia: “Branca de Neve e o caçador” é um bom entretenimento, com roteiro original e pode ser classificado como épico – há um evidente cuidado nos acabamentos da direção de arte (por exemplo, a Floresta Negra, que dá medo de ver, com árvores assombradas cujos galhos viram serpentes). Tudo aliado a efeitos visuais em computação gráfica de indiscutível qualidade técnica. Por causa disso, o filme custou caro (U$ 170 milhões), e se olharmos bem obteve uma aceitável bilheteria (de u$ 309 milhões). E pelo fato da ambientação de filme de suspense, lembrou-me o curioso “Floresta Negra” (1997), outra adaptação de Branca de Neve, uma autêntica fita de terror, com anões perversos e Sigourney Weaver na pele da bruxa.
O defeito master era o que temíamos (e não teve jeito): escalaram a inexpressiva Kristen Stewart para ser Branca de Neve, aquela atriz com o habitual jeito Bella de ser, olhar pra baixo, tímida, sem expressão (ficou famosa na saga “Crepúsculo”, cuja herança tornou-se uma maldição para ela no cinema). Kristen ainda precisa aprender muito a atuar. E pelo andar da carruagem vai demorar.
Precisava de alguém talentoso para o papel central. Imagine a sacada brilhante da história: Branca de Neve foge das garras da madrasta má, caiu numa floresta amaldiçoada, contorna o caçador que quer mata-la e junto dele vira uma exímia guerreira, que vai liderar um grupo contra a rainha tirana. A ideia foi boa, porém a atriz não tem gás suficiente para encarar essa jornada de transformação. Uma pena.
Como contrapartida do péssimo trabalho da garota de “Crepúsculo”, eis que surge a belíssima e super boa atriz Charlize Theron, uma vilã de primeira, fria, como a madrasta de Branca de Neve, que conversa com o espelho – aqui, o espelho se transforma em um metal em formato de corpo humano, que sai da parede em direção à rainha (recurso novo). Ravenna é o nome dela, mulher fascinada pela beleza e que quer ser jovem pelo resto da vida, igualando-se à beleza da enteada, detentora de uma beleza única. Acho que não preciso me estender, pois a história é famosa em todos os cantos do planeta.
Claro que não poderiam faltar os anões, que auxiliam Branca de Neve na Floresta Negra. Aqui eles são criaturas arruaceiras e caçadores – o elenco de apoio conta com atores britânicos conhecidos, porém irreconhecíveis debaixo de uma maquiagem pesada, como Bob Hoskins, Ian McShane, Ray Winstone e Nick Frost.
Ainda sobre o elenco, o caçador, que não tem nome no filme, é interpretado pelo fortão Chris Hemsworth, o Thor do cinema, num papel parecido com o do deus da mitologia nórdica; inclusive luta contra monstros grandes. Uma variação do personagem que fez anos atrás, sem diferença alguma.
Todo filmado em locações próprias na Escócia e muitos ambientes modificados por computação gráfica, o filme é indicado para todos os públicos. Perdoam-se falhas no roteiro e deixa-se passar a interpretação pavorosa de Kristen (que não é novidade), pois o visual brilhante, a história diferente do que conhecemos, repleta de momentos incessantes de ação e efeitos gráficos, e o trabalho de Charlize Theron atingem um nível de alta sincronia.
Méritos do diretor inglês Rupert Sanders, que veio do cinema publicitário e realizou aqui seu primeiro longa, a bem da verdade uma produção consistente, segura. Pra encerrar, o romance dele com a atriz do filme, Kristen Stewart virou manchete nos principais jornais do mundo.  Ela, quase 20 anos a menos que ele, traiu o namorado, Robert Pattinson (seu par romântico na saga “Crepúsculo”), enquanto Sanders largou da esposa para iniciar o relacionamento, que dura até hoje. Mais um casal do cinema...
Indicado (e vendedor em algumas categorias) ao Teen Choice, prêmio dado a filmes para adolescente. Em DVD. Por Felipe Brida
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Branca de Neve e o caçador (Snow White and the huntsman). EUA, 2012, 127 min. Ação. Dirigido por Rupert Sanders. Distribuição: Universal

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Morre o ator de origem indígena Russell Means

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Aos 72 anos de idade, morreu ontem o ator americano Russell Means, vítima de câncer.
Nascido em uma família de índios Sioux no estado de Dakota do Sul, o ator começou a carreira em 1992, no fil
me "O último dos moicanos". Em duas décadas dedicadas ao cinema, atuou como coadjuvante em "Assassinos por natureza", "Dois contra o oeste", "Windrunner - O vencedor", "Pocahontas I e II" (voz), "Roda de fogo" e "Desbravadores". Também participou de seriados famosos, como "O toque de um anjo".
Na década de 70, antes de ser ator, destacou-se como ativista e líder de movimentos indígenas. Por Felipe Brida.
 

domingo, 21 de outubro de 2012

Cine Lançamento




Fúria de titãs 2

Poucos anos atrás, Perseu (Sam Worthington), filho de Zeus (Liam Neeson), derrotou bravamente o monstro Kraken, protegendo sua vila. Vive hoje como pescador e cuida do filho pequeno. Mas uma nova disputa entre os deuses ameaça libertar os Titãs. Para evitar o caos, Perseu aceita um novo desafio: descer ao submundo e resgatar Zeus das garras do demônio Hades (Ralph Fiennes), para assim fazer reinar a paz.

Uma continuação melhor do que a encomenda e em muitos aspectos (em especial os técnicos) até superior ao primeiro “Fúria de titãs” (de 2010) – que todos sabemos enfrentou dura rejeição da crítica. Vale lembrar que a produção de 2010 já era remake (desnecessário) de uma formidável fita cult de mesmo título, lançada em 1981.
Essa segunda epopeia com personagens da mitologia grega tem engrenagens consistentes: o roteiro intrigante aliado à ação sem parar (e agora com nova narrativa, inteiramente rodada com a câmera na mão, ou seja, com trepidações e movimentos realistas).
Aventura em dose dupla e maior teor de suspense. Tudo graças à mudança de diretor: no “Fúria” de 2010 quem assinava era o francês Louis Leterrier (de “Carga explosiva” e “Cão de briga”); agora, investiram em Jonathan Liebesman, um sul-africano sem muito crédito, já que seus projetos eram focados em fitas de terror barato (“No cair da noite” e “O massacre da serra elétrica: O início”). De maneira incrível, soube, com a câmera em punho, contar melhor a história do herói Perseu, infiltrando-se no centro dos conflitos, participando em primeiro plano dos vultosos ataques de monstros imbatíveis. Conseguiu um trunfo arriscado, que deu certo.
Outro destaque está no elenco. Três atores centrais do original retornam com mais presença: Worthington como o semideus Perseu; Fiennes, o guardião do inferno, Hades; e Neeson na figura de Zeus, irmão de Hades, em lado oposto.
Todo o filme é concebido em computação gráfica, com efeitos especiais de tirar o chapéu. Duas cenas memoráveis e bem recriadas valem destaque: a luta contra Ciclope (o gigante de um olho só) e o despertar do temível Deus Kronos.
Por essas e outras, “Fúria de titãs 2” surpreende, deixando pra trás o filme anterior. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre os deuses da mitologia e os dilemas existenciais que acompanham o homem desde seus primórdios, essa aventura é uma das opções. E serve, acima de tudo, como entretenimento.
Uma das boas bilheterias de 2012, arrecadando o dobro do custo da produção (que foi bem cara, de U$ 150 milhões). Já em DVD. Por Felipe Brida.

Fúria de titãs 2 (Wrath of the titans). EUA/Espanha, 2012, 99 min. Aventura. Dirigido por Jonathan Liebesman. Distribuição: Warner

Especial de Cinema

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