sábado, 12 de dezembro de 2009

Cine Lançamento


Jean Charles

História real do brasileiro Jean Charles de Menezes (Selton Mello), que, confundido com um homem-bomba durante a onda de ataques terroristas em Londres, em 2005, foi assassinado pela polícia britânica dentro do metrô da capital.

O cineasta Henrique Goldman adaptou para as telas (assinando roteiro e direção) a vida do jovem emigrante Jean Charles, mundialmente conhecido após ser inocentemente morto a tiros pelas forças armadas da Scotland Yard em Londres, há quatro anos. O resultado é um excelente filme biográfico, produzido e rodado na Inglaterra, e infelizmente esquecido nas premiações de cinema tanto dentro quanto fora do Brasil.
Retrata, de forma humana e muito sincera, não só a história de Jean Charles de Menezes, o rapaz nascido em Minas Gerais, mas a de tantos outros Jeans, jovens sonhadores em busca de trabalho na cidade grande, obcecados pelo sucesso, à procura de melhores condições de vida, correndo atrás de um suposto futuro promissor.
Desde o início o público sabe qual será o desfecho, portanto a fita é triste e pode emocionar.
O bom elenco faz a diferença – Selton Mello está mais natural que de costume, no papel principal; a ótima Vanessa Giácomo marca naturalidade; e o humorista Luís Miranda dá um show com seu tom cômico moderado. E tem ainda a participação especial do cantor Sidney Magal, no final.
Desta safra de nacionais, um dos melhores da lista. Por Felipe Brida

Título original: Jean Charles
País/Ano: Inglaterra, 2009
Elenco: Selton Mello, Vanessa Giácomo, Luís Miranda, Renu Setna. Participações especiais: Sidney Magal, Daniel de Oliveira.
Direção: Henrique Goldman
Gênero: Drama
Duração: 91 min.
Distribuidora: Imagem Filmes

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Morre o ator Gene Barry aos 90 anos


O ator Gene Barry morreu na noite da última quarta-feira aos 90 anos em sua casa, em Los Angeles. Vencedor do Globo de Ouro de melhor ator pelo seriado de TV “Burke’s Law” (1965), Barry faleceu de causas naturais, segundo informou a agência de notícias Associated Press.
Nascido em 14 de junho de 1919 na cidade de Nova York, Barry dedicou-se a inúmeros trabalhos na TV. Protagonizou o seriado western “Bat Masterson” (1958-1961) e fez participações especiais em “A ilha da fantasia”, “O barco do amor”, “As panteras” e “Além da imaginação”.
Foram poucos os trabalhos no cinema. Das produções destacam-se as duas versões de “Guerra dos mundos” (a de 1953 e a de 2005), ”Cidade atômica” (1952), “Ligas encarnadas (1954) e “O aventureiro de Hong Kong” (1955). Atuou ainda em dois filmes dirigidos por Samuel Fuller, ambos em 1957 - “China gate” e “Dragões da violência”.
O ator era viúvo e deixa três filhos, três netos e dois bisnetos. Por Felipe Brida

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Resenhas & Críticas


Viva o Gordo

Chega em DVD, pela Som Livre em parceria com a Globo Marcas, uma coletânea especial com as melhores esquetes do programa humorístico “Viva o gordo”, exibido pela Rede Globo entre 1981 e 1987. O DVD duplo totaliza 5h30 de puro riso e nostalgia, com os personagens mais hilários imortalizados pelo comediante e hoje apresentador de TV Jô Soares, influenciado pelo modelo de fazer comédia de Chico Anísio.
Na época de seu lançamento, o país vivia os anos finais da Ditadura – a Anistia já havia sido decretada, as eleições diretas circulavam na boca do povo, e o regime militar ruía com o presidente João Baptista Figueiredo. Devido a tais fatos históricos, “Viva o gordo” traça, de forma irônica e também cínica, assuntos daquele momento, por exemplo o fim da censura e do exílio, ou seja, há um sem número de críticas sociais certamente datados se vistos atualmente. Para aqueles que não viveram a década de 80 ou para a geração mais nova que desconhece a História Contemporânea do Brasil, poderá não acompanhar as piadas. Se olharmos bem, todo programa de humor em formato de esquetes, seja aqui ou lá fora, são elaborados a partir de atualidades, momentos do hoje.
Bem editado, o DVD, embalado em uma lata redonda toda colorida, vem dividido por ano de exibição, cada qual com os personagens de maior destaque do período, como a atriz da pornochanchada Bô Francineide, o sonegador Bianor, Múcio, Al Cafona, Don Casqueta, Zé da Galera, Capitão Gay (foto ao lado), Dr. Caldeira e a amante argentina, Reizinho etc. E os bordões? “Tem pai que é cego” (dita por Tavares, pai de filhos homossexuais), “Olha como é que eu tô” (Geléia, o guarda medroso) e “Bocãão” (Turíbio, o dentista doido por mulheres).
Um bom material para se ter na coleção, para ver, rever e gargalhar. Por Felipe Brida

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Morre o ator Richard Todd


O ator irlandês Richard Todd, ex-combatente na Segunda Guerra Mundial, morreu ontem aos 90 anos em Lincolnshire, Inglaterra. Nas seis décadas dedicadas ao cinema, Todd atuou em dezenas de filmes de guerra, drama e aventura. Recebeu inclusive uma indicação ao Oscar de melhor ator por "Coração amargurado" (1949).
Nascido em Dublin, no dia 11 de junho de 1919, antes da carreira artística trabalhou no Exército. Na Segunda Guerra, comandou um pelotão de soldados durante o desembarque da Normandia (no chamado "Dia D"), tornando-se um dos heróis da batalha.
Iniciou-se como ator a partir dos anos 40. Dentre as produções de destaque estão "Labaredas do inferno" (1955), "A rainha tirana" (1955), "O dia D" (1956), "Joana D'Arc" (1957), "Intent to kill" (1958), "O mais longo dos dias" (1962) e "À beira do abismo" (1978).
O ator era casado e deixa quatro filhos. Por Felipe Brida

Cine Lançamento


Biografia do imperador mongol Genghis Khan (1168-1227), um dos maiores conquistadores da história universal. Nascido no sul da Sibéria com o nome de Temudjin, a vida de Khan foi cercada por lendas xamânicas e mitos orientais. Após presenciar o clã familiar ser destruído, cresceu em busca de vingança. Na ascensão do seu império, organizou um exército impiedoso, reconhecido pelas estratégias e táticas de guerra bem sucedidas.

Épico exemplar e emocionante, produzido no Cazaquistão e rodado em diversos países, como Sibéria, Rússia e China. Indicado ao Oscar de filme estrangeiro em 2008, perdeu para o polonês “Os falsários” (divulgado na edição do dia 13 de novembro na coluna Cinema em foco).A narrativa acompanha uma “meia” saga de Genghis Khan (da infância até a ascensão ao poder), líder dos guerreiros mongóis. No poder, conquistou o império persa, engolindo as fronteiras do sul da Rússia, e partes da China e da Ucrânia. Seu grupo, lotado de homens frios e vingativos, foi responsável por mais de um milhão de mortes diante das centenas de batalhas travadas.Um filme sobre heroísmo e vingança, com uma espetacular fotografia das gélidas paisagens da Sibéria que enche o olhar do público.O russo Sergei Bodrov dirige essa aventura épica, feita sumariamente para substituir dois antigos projetos comerciais e desastrosos sobre Genghis Khan, que nunca deram certo – são eles “Sangue de bárbaros” (1956), com John Wayne na pele do imperador (que loucura!), considerado uma fita maldita, já que após as gravações, nas planícies de Utah, grande parte do elenco morreu de câncer, em decorrência de o lugar ter sido contaminado por bombas químicas, e Omar Sharif no filme “Genghis Khan”, de 1965.Digno de méritos, aplausos e calorosa recepção. Por Felipe Brida

Título original: Mongol
País/Ano: Cazaquistão/Mongólia/Rússia/Alemanha, 2007
Elenco: Tadanobu Asano, Honglei Sun, Khulan Chuluun, Aliya, Ba Sen.
Direção: Sergei Bodrov
Gênero: Aventura/Drama
Duração: 126 min.
Distribuidora: Europa Filmes

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Morre a atriz brasileira Leila Lopes


A atriz Leila Lopes, de 50 anos, foi encontrada morta na madrugada de ontem, em sua residência, no bairro Morumbi (São Paulo), vítima de uma parada cardiorrespiratória. A polícia investiga a hipótese de suicídio.
Nascida em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, no dia 19 de novembro de 1959, Leila iniciou a carreira como atriz na extinta Rede Manchete, nas novelas “Pantanal” (1990) e “O guarani” (1991). Contratada pela Rede Globo, atuou em “Despedida de solteiro” (1992), “Renascer” (1993), “Tropicaliente” (1994) e “O rei do gado” (1996), e ainda participou de episódios de “Você decide” e “Malhação” (1997). Sua última aparição na TV deu-se em “Marcas da paixão” (2000), na Rede Record.
Em 2008 causou polêmica no meio artístico ao atuar em três filmes pornográficos. Por Felipe Brida

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Viva Nostalgia!

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O gato de nove caudas

Com a ajuda do ex-jornalista Franco Arno (Karl Malden), hoje cego e aposentado, o repórter Carlo Giordani (James Franciscus) tenta resolver uma série de mortes relacionadas a uma empresa farmacêutica.

Nos anos 70, o cultuado diretor Dario Argento inovou o cinema italiano com uma nova perspectiva de filmes de suspense sobre serial killers, cujo estilo recebeu o nome de “giallo” – além de ser responsável pelas fitas de terror em tom sobrenatural com cores estilizadas (como Suspiria, seu melhor projeto). Antes de “O gato” Argento rodou “O pássaro das plumas de cristal” (1970) e logo depois “Quatro moscas no veludo azul” (1971), todos “gialli” da fase inicial do cineasta, com aquele gostinho de Hitchcock.
“O gato de nove caudas” é o único com elenco de famosos – Karl Malden, recentemente falecido, e James Franciscus, morto precocemente em 1991, formam a dupla de jornalistas investigadores.
Repleto de cortes bruscos e close-up, técnicas comuns do diretor italiano, só descobrimos o assassino na conclusão. Ao longo da fita só vemos os olhos do cruel matador, em flashes embaçados, piscando – outro recurso diferenciado de Argento, que virou efeito do suspense norte-americano “Os olhos de Laura Mars” (1978). Vale também a bonita trilha sonora, assinada pelo mestre Ennio Morricone.
Aos apreciadores de thriller, uma opção para se redescobrir agora em DVD, lançado pela Platina Filmes. Aliás, a edição em widescreen traz boa qualidade de imagem, com a dublagem em inglês e italiano. Por Felipe Brida


Título original: Il gatto a nove code
País/Ano: Itália/França/Alemanha, 1971
Elenco: Karl Malden, James Franciscus, Catherine Spaak, Pier Paolo Capponi, Horst Frank.
Direção: Dario Argento
Gênero: Suspense
Duração: 112 min.
Distribuidora: Platina Filmes

Especial de Cinema

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