Levada da breca
Ganhadora de
quatro Oscars, Katherine está maravilhosa, trazendo a atenção toda nela como
uma protagonista carismática e envolvente. Antes de virar um dos mestres do
faroeste, dirigindo dezenas de westerns com John Wayne, Howard Hawks fez muitos
filmes policiais, romances, dramas sociais e comédias, como esta. O filme foi
lançado em DVD pela Versátil há muitos anos e recentemente saiu pela
Classicline, na mesma versão, com ótima imagem e som.
Levada da breca (Bringing up baby). EUA, 1938, 102
minutos. Comédia. Preto-e-branco. Dirigido por Howard Hawks. Distribuição:
Classicline
Estamos todos bem
Matteo Scuro (Marcello
Mastroianni) é um idoso que bota um sorriso no rosto e viaja
atrás dos filhos no dia de seu aniversário. Todo ano eles vinham visitá-lo em
casa, saindo de diferentes regiões da Itália. Esse ano nenhum se prontificou a
vir, então Matteo parte de trem para reencontrá-los, nesta que pode ser a
última viagem de sua vida.
Drama melancólico com momentos de graça e humor com
um personagem memorável, o velho Matteo, brilhantemente interpretado por
Mastroianni, que integra a galeria de figuras inesquecíveis que ele fez na
telona. No filme o idoso viajante de trem olha para a câmera e conversa com os
espectadores, sempre risonho, enquanto segue um longo caminho para reencontrar
os filhos – esta “quebra da quarta parede” ficou perfeita para o tipo de filme
que se propõe, pensando em envolver o público na história, num estilo
confessional. Ele é um idoso solitário, quase no fim da vida; puxa conversa com
passageiros desconhecidos no trem, mostra a eles fotos antigas dos filhos
quando crianças, mas as pessoas não dão bola. Ele está radiante, suas memórias
o levam para 40 atrás quando os filhos passeavam com ele na praia. Fã de música
clássica, colocou o nome deles de peças e personagem de óperas, como Tosca e
Canio. Só que a realidade é outra – as crianças estão crescidas, são pessoas
formadas, casadas, todos atarefados no trabalho. Matteo, tomado pelo amor e ao
mesmo tempo solidão, parte nessa jornada atravessando o país em busca de um
abraço. É um filme envolvente e que emociona, feito com maestria por um dos
maiores cineastas vivos da Itália, Giuseppe Tornatore (hoje com 69 anos), que o
rodou logo após o maior sucesso dele, “Cinema Paradiso” (1988). Prepare os
lenços e embarque nesta viagem emotiva ao lado de Mastroianni, numa obra que
discute a velhice e a relação de pais e filhos.
Estamos todos bem
Indicado à Palma de Ouro,
ganhou o prêmio do Juri Ecumênico em Cannes. A trilha sonora de Ennio
Morricone, parceiro de Tornatore, é um deleite musical. Teve um bom remake
americano, com Robert De Niro no papel central, “Estão todos bem” (2009), que
também recomendo.
Estamos todos bem (Stanno
tutti bene). Itália/França, 1990, 121 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por Giuseppe
Tornatore. Distribuição: Versátil Home Video




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