sexta-feira, 21 de julho de 2017

Nota do blogueiro


INGRESSOS
Seis ingressos do filme de terror "7 desejos" que a Image Filmes nos enviou para presentear no blog Cinema na Web, no Instagram e no Facebook. Quer ir ao cinema? Para participar e concorrer, siga a página da @imagemfilmes no Instagram e envie mensagem no meu email (felipebb85@hotmail.com) com os dizeres "Eu quero ganhar um ingresso". "7 desejos" estreia em todo o Brasil no dia 27 de julho! Não perca!
Valeu, @imagemfilmes, pelo gentil envio dos convites.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Comentários do blogueiro


" - É verdade, meu pai era fazendeiro na época.
Então a escuridão desaparece, e tudo fica dourado e verde quando o vento bate nos pendões do milho novo que chegam à nossa cintura, chacoalhando as hastes, como se uma tempestade em algum lugar estivesse se aproximando".

Trecho do prólogo do livro Interestelar, romantizado por Greg Keyes a partir do roteiro original de cinema de Jonathan e Christopher Nolan. Lançado no Brasil pela editora Gryphus com o selo Gryphus Geek (2014, 266 páginas, tradução de Vera Whately), a obra literária circula entre o drama existencial, a ação e o scifi, com pormenores e explicações acerca da incrível jornada do fazendeiro Cooper em sua viagem interespacial. Recomendo a leitura e também ao premiado filme de Nolan, uma obra-prima do cinema contemporâneo. Obrigado, equipe da Gryphus Editora, pelo gentil envio do exemplar.


sábado, 15 de julho de 2017

Cine Lançamento


Boys

Dois garotos maratonistas, de 15 anos, Sieger (Gijs Blom) e Marc (Ko Zandvliet), integram um time da cidade para disputar um campeonato mundial. Ao se conhecerem melhor no intervalo dos treinos, acabam se apaixonando, mas reprimem o sentimento.

Sincero e tocante, o telefilme holandês “Boys”, de 2014, teve lançamento comercial no Brasil no final do ano passado, exibido em poucas salas de cinema, e depois saiu em DVD pela Flashstar. Curtinho (com 77 minutos apenas), modesto e com uma bonita fotografia, conta a história decisiva na vida de dois rapazes que descobrem o amor pela primeira vez, mas escondem o fato entre eles. Imaturos para compreender esse sentimento novo e avassalador, ainda enfrentam pressão na escola, na competição esportiva e entre os colegas de turma; não bastasse isto, lidam, angustiados, com sérios problemas familiares. Tudo conspira para colocá-los à prova do amor recém-nascido, impulsionando-os a embarcar numa travessia de desafios e aceitações.
O filme não opta pelo romance conto de fadas ou colorido, nunca sabemos se haverá um beijo, toque ou abraço. O diferencial: a diretora Mischa Kamp trabalha em cima de minimalismos, com a câmera captando pormenores dos personagens centrais, como troca de olhares, tremores nas mãos, vozes estremecidas. Sentimos a palpitação do coração de Sieger e Marc, até o cheiro das apreensões, nessa fita bem intencionada, que beira a sinestesia.
Uma descoberta altamente recomendada que melhor representa tanto o cinema de temática gay quanto o cinema europeu independente. Recebeu indicação a prêmios em festivais ao redor do mundo e já está disponível para locação e venda.

Boys (Idem). Holanda, 2014, 77 min. Drama/ Romance. Dirigido por Mischa Kamp. Distribuição: Flashstar

Comentários do blogueiro


Clássicos e cult movies da Universal com capas no estilo Pop Art. Novos produtos em DVD no mercado brasileiro desde junho! "Gatinhas e gatões" (1984) é um deles, que comprei a preço bem baratinho. Desta primeira leva tem também quatro outros títulos: Orgulho e preconceito (2005), Psicose (1960), Mamma mia! (2008) e  Clube dos cinco (1985). Já à venda!


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Comentários do blogueiro


"O que fazia Phiona voltar dia após dia eram as lindas peças que a haviam atraído em primeiro lugar. Ela queria desesperadamente mover aquelas peças, assim como as outras crianças já estavam fazendo. Ela podia notar a excitação em seus rostos, mas no começo não estava sentindo aquela mesma emoção".
Trecho do comovente livro "Rainha de Katwe", uma história real sobre a garota Phiona Mutesi, nascida e criada nas miseráveis favelas da Uganda, que conquistou o mundo ao se tornar campeã nas Olimpíadas de Xadrez. Lançado pela Harper Collins em 2012, o livro, de autoria de Tim Crothers (221 páginas, tradução de Alda Lima), voltou às prateleiras em nova edição devido a obra ter se transformado em filme pela Disney em 2016, estrelado pela vencedora do Oscar Lupita Nyong'o. Um livro super bonito e bem escrito sobre esperança, renascimento e persistência. Já nas melhores lojas!
Obrigado, @harpercollinsbrasil, pelo envio do exemplar. 


sábado, 8 de julho de 2017

Resenha Especial


A montanha sagrada

Num mundo corrupto e violento, um ladrão (Horacio Salinas) caminha errante em busca de salvação. Cruza com um alquimista (Alejandro Jodorowsky), que o apresenta a sete pessoas vindas de sete planetas solares. Todos estão à procura da Montanha Sagrada.

Um dos filmes mais surrealistas de todos os tempos, ousado, hermético no sentido, de difícil interpretação e que contesta o consumismo, a ditadura da beleza, a guerra, o sensacionalismo da mídia e, claro, todas as formas de religião. Escrito e dirigido pelo chileno Alejandro Jodorowsky (que interpreta um alquimista meio guia espiritual) três anos depois do cultuado e bizarro faroeste “El topo” (1970), a obra extensivamente crua e filosófica gera incômodo pelas imagens fortes e profanas, como a marcha de soldados levantando cruzes com corpos de carneiros sem pele, excrementos em igrejas e fuzilamentos – na época muitas sequências passaram por censura em alguns países. Bem inserido na Estética do Feio, o polêmico filme se passa em um lugar qualquer da América Latina com evidências de regime ditatorial (foi produzido no México), discutindo o autoritarismo nas relações de poder e a repressão de grupos marginalizados, numa época onde Golpes de Estado e regimes militares invadiam o mundo espalhando o medo.
Um experimento sem limites de um diretor ultracriativo, que também pensou em cada milímetro de cenário, com pura geometria, e de figurinos excêntricos (as cores vibrantes inundam a tela num espasmo sensorial). Um delírio cinematográfico como só Jodorowsky ousou fazer. Para ver e refletir.

A montanha sagrada (La montaña sagrada). México/EUA, 1973, 115 min. Drama. Dirigido por Alejandro Jodorowsky. Distribuição: Obras-primas do Cinema

* Publicado na coluna Middia Cinema, na revista Middia, edição de julho/agosto de 2017

domingo, 2 de julho de 2017

Nota do blogueiro


DVD do documentário "Homem comum" (2014), lançado recentemente pelo Instituto Moreira Salles (IMS) com distribuição pela Bretz Filmes. Indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, o filme acompanha por 20 anos o cotidiano de um caminhoneiro, registrado pelas lentes do diretor Carlos Nader, e a íntima relação dos temas morte e vida com o filme dinamarquês "A palavra" (1955). Já em DVD - acompanha um bonito livreto ilustrado de 26 páginas.
Obrigado, @imoreirasalles, pelo envio do exemplar.


Especial de Cinema

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