terça-feira, 25 de abril de 2017

Nota do blogueiro


Um grande pacote de filmes da A2 acabou de chegar em casa! Dentro dele, sete lançamentos de abril em DVD, com os selos Mares Filmes, Focus e Flashstar. São eles: a ação "Resgate suicida" (2015), o policial sci-fi "Flashes" (2015), o drama religioso "Salvo pela graça" (2016), a comédia dramática "Segundas intenções" (2014), a comédia dramática franco-romena indicada à Palma de Ouro "Sieranevada" (2016), o drama italiano "Belos sonhos" (2016) e o drama de guerra francês "Longe dos homens" (2014). Já nas locadoras. Obrigado, equipe da A2 Filmes, pelo envio das amostras. Logo logo tem resenhas no ar!



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Nota do blogueiro


"A peste havia se espalhado tão rápido... Isso podia ter acontecido se fossem apenas os vampiros a disseminá-la?". Já está à venda nas melhores livrarias a edição em capa dura do livro Eu sou a lenda (editora Aleph, 2015, 382 páginas, tradução: Delfin), pedra fundamental da literatura sci-fi de horror, que inspirou escritores contemporâneos e deu origem a três filmes norte-americanos (o mais conhecido deles com Will Smith no papel principal, o solitário Robert Neville). Publicado em 1954, de autoria de Richard Matheson, o livro projeta uma visão aterradora de um futuro pós-apocalipse, onde a população mundial morreu contaminada por uma terrível praga, só restando um homem, um cachorro e criaturas noturnas sedentas por sangue. A primorosa edição brasileira reúne um material extra sensacional: prefácio de Stephen King, um artigo científico sobre a obra e uma entrevista com o autor, além das assustadoras ilustrações espalhadas pelas páginas. Obrigado, equipe da Aleph, pelo envio do livro.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Comentários do blogueiro


Amostras de abril em DVD da Universal Pictures: "Capitão Fantástico", um drama familiar fora de série, com Viggo Mortensen arrasando no papel do pai, que lhe rendeu indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro; e o intrigante suspense "Animais noturnos", com Amy Adams e Jake Gyllenhaal. Já nas locadoras e também à venda. Valeu, @universalpicsbr, pelos filmes.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Viva Nostalgia!


Monstros

Em um circo de horrores de quinta categoria, a bonita trapezista Cleopatra (Olga Baclanova) rejeita o amor do anão Hans (Harry Earles), que é o gerente do empreendimento. Quando descobre que ele herdará uma grande fortuna, elabora, com o amante, um plano maquiavélico: casar-se com o pequenino para depois matá-lo e assim ficar com todo o dinheiro. Mas as “criaturas” que habitam o circo passarão a desconfiar da mudança de atitude de Cleopatra.

Até que enfim chega ao Brasil uma das obras mais polêmicas da História do Cinema, cult classic dramático com convite ao horror que abalou a sociedade na época, foi rejeitado por décadas e censurado em vários países. O motivo do rumor: a utilização de pessoas, no elenco, com deficiências físicas e intelectuais, apresentadas como criaturas repugnantes, num desfile chocante de aberrações. Xifópagos, anões, mulher barbada, portadores da Síndrome da Talidomida, em suma, os freaks, atrações comuns do mundo do circo de horrores, interpretam eles mesmos, desnudados, aguçando e atraindo o olhar do telespectador às suas reais deficiências. Diante do burburinho, o roteiro meio policial, com trama de assassinato, cai para segundo plano. Não se permite margem para enxergarmos o filme além da fronteira do estranho, da condição humana adversa, pois o projeto nasceu com esse duro e tenebroso propósito e assim foi vendido, como fita de terror.
Nessa versão definitiva e restaurada há, como extra, um prólogo de três minutos, uma mensagem especial sobre a triste história das “criaturas”, dos deformados, forçados a viver à margem, ridicularizados pela sociedade, e que criaram um código entre eles, bem discutido no filme: “a alegria de um é a de todos, e o sofrimento de um é o de todos”.
Emblemático na galeria dos filmes bizarros do cinema, “Monstros” causa inquietação e consternação, perturba, questiona o preconceito atroz e a pobreza do comportamento do ser humano frente aos marginalizados e nos deixa estarrecidos pela forma como os deficientes eram tratados no início do século passado (o filme é de 1932). É um dos trabalhos mais estranhos feitos em estúdio nos EUA, produzido com dificuldade pela MGM, numa onda de filmes de horror de entretenimento que a Universal estrearia com “Drácula” e “Frankenstein”. Aliás, o diretor, Tod Browning (1880-1962), havia rodado no ano anterior o notório “Drácula” e por ter trabalhado em circo soube como encarar um diálogo direto, cruel, sobre os bastidores desse ambiente único.
Em DVD pela Obras-primas do Cinema, “Monstros” é um filme seríssimo, melancólico, controverso e pungente, pioneiro do ponto de vista do processo criativo, indicado aos cinéfilos de primeira ordem.


Monstros (Freaks). EUA, 1932, 64 min. Drama/Horror. Dirigido por Tod Browning. Distribuição: Obras-primas do Cinema

* Publicado na coluna 'Middia Cinema', da revista Middia Magazine, edição de abril/maio de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Viva Nostalgia!


Sinal vermelho

Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, soldados americanos e canadenses alistam-se no regimento britânico de paraquedistas para uma missão altamente especial: atacar uma estação de radar alemã na comuna francesa de Bruneval. O grupo, liderado pelo audacioso Steve Canada (Alan Ladd), correrá intenso perigo, no ar e na terra, para chegar ao destino.

Aventura, drama, guerra e romance misturam-se nesse modesto filme patriótico de 1953, co-produção Inglaterra e Estados Unidos, originalmente da Columbia e agora em DVD no Brasil pela Classicline. Feito com simplicidade e rodado em estúdios, reúne no elenco bons nomes do cinema americano dos anos 50, a destacar Alan Ladd, ator de inúmeros faroestes (morreu prematuro aos 50 anos, de overdose) e homenageia, desde as primeiras linhas dos créditos, os paraquedistas aliados que lutaram na Segunda Guerra. A história tem início a partir da batalha de 10 dias de Dunkirk, onde 400 mil soldados britânicos e franceses foram encurralados pelas forças alemãs no Nordeste da França, e 80 mil deles acabaram mortos. No episódio seguinte, na operação Bruneval, foco do filme, milhares de paraquedistas, boinas vermelhas (por isso o título ‘The red beret’), treinados arduamente durante intermináveis meses, atacaram uma base de radar na França, ligada aos nazistas, mas não tiveram sorte e caíram nas garras dos alemães – parte do grupo morreu, outros ficaram feridos. Sem mensagem antiguerra, o filme, pelo contrário, mostra com louvor os esforços dos soldados aliados, que sucumbiram para salvar a pátria; “Sinal vermelho”, assim como incontáveis fitas de aventura da época, registra a glória e a gana dos bravos americanos nos campos de batalha para eliminar o mal nazista.
Gravado no London Film Studio, com visível cromaqui nas cenas de treinamento, o filme completa a narrativa com imagens aéreas panorâmicas bem legais, saltos de paraquedas e breves sequências de explosão e ataques, tudo baseado nas páginas do livro homônimo de Hilary St. George Saunders. Teve como diretor Terence Young (1915-1994), nascido na China e radicado na Inglaterra, famoso por thrillers de espionagem e responsável por três grandes fitas da franquia James Bond – os dois primeiros, “O satânico Dr. No” (1962) e “Moscou contra 007” (1963), e o quarto da série, “007 contra a chantagem atômica” (1965). Inclusive a produção de “Sinal vermelho” é assinada pelo principal produtor dos 007, Albert R. Broccoli, além do famoso diretor Irving Allen.
Um filme desconhecido no Brasil, de entretenimento simples, barato, ágil e que cumpre com a proposta, feito para consumo rápido. Está na lista dos novos lançamentos da Classicline, que felizmente renovou o projeto gráfico das capas e contracapas, agora soltando DVDs no mercado com edições caprichadas.

Sinal vermelho (The Red Beret/ Paratrooper). EUA/Inglaterra, 1953, 85 min. Drama/Guerra. Dirigido por Terence Young. Distribuição: Classicline

* Publicado na coluna 'Middia Cinema', da revista Middia Magazine, edição de abril/maio de 2017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Nota do blogueiro


"[...] Mais ao longe, na trilha do jardim, algumas pessoas podiam ser vistas aproximando-se da casa. Pérola, em total desprezo pela tentativa da mãe em acalmá-la, deu um grito apavorante e depois ficou em silêncio, não por qualquer noção de obediência, mas porque a ágil e volátil curiosidade de sua disposição se empolgou com o aparecimento daquelas novas personagens". Trecho do clássico romance A letra escarlate, do escritor Nathaniel Hawthorne, recém-lançado no Brasil pela editora Martin Claret (2016, 271 páginas, tradução de Diego Raigorodsky).
Publicada em 1850, a influente obra-prima da literatura americana trata de temas controversos como pecado, intolerância, julgamento, fé e humilhação, e deu origem a três filmes - de Victor Sjöström em 1926, de Wim Wenders em 1973 e outro de Roland Joffé em 1995. Destaque para a bonita capa vermelha em alto relevo. Já nas livrarias! Obrigado, equipe da Editora Martin Claret, pelo envio do livro.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Nota do blogueiro


"Todas as crianças crescem, menos uma". Trecho de abertura do notório e mundialmente conhecido livro "Peter Pan", de J. M. Barrie, recém-lançado no Brasil pela editora Martin Claret (2016, 248 páginas). Publicado como romance em 1911, com o título "Peter and Wendy", o livro cativou crianças e adultos e inspirou gerações de escritores e cineastas. A linda edição da @editoramartinclaret, em capa dura, reúne ainda no miolo dezenas de ilustrações caprichadas de Weberson Santiago. Já nas livrarias! Obrigado, equipe da Martin Claret, pelo livro.


Especial de Cinema

  Mostra Internacional de Cinema de SP comemora 50 anos e dá início na próxima semana   A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo comemo...