sexta-feira, 22 de julho de 2016

Resenha


Fábrica de Hooligans

Danny (Jason Maza) mora no flat do avô, anda indeciso e quer um plus na vida. Seu caminho cruza com o de Dexter (Nick Nevern), um conhecido hooligan do futebol, que acabara de sair da prisão e quer se vingar de um antigo rival.

Saiu direto em home video no Brasil pela Universal esse engraçado filme inglês com típicas piadas britânicas e violência sobre o mundo do hooliganismo, assunto pouco explorado no cinema. O humor provocativo dá licença a uma visão crítica do vandalismo, destruição e truculência dos temidos hooligans, dentro e fora dos estádios de futebol. Um deles é o explosivo Dexter, vivido pelo próprio diretor, Nick Nevern, numa composição bruta, grosseira; trancado em uma cela por anos, planeja vingança contra um velho desafeto; quando sai da cadeia, bota o plano em ação, com auxílio de Danny e alguns amigos desajustados que reencontra pelas esquinas. Pancadaria e sangue serão as palavras de ordem de Dexter, que, sem regras, comandará as ruas a partir de agora.
A edição jovial com cortes exatos, misturando congelamento de cenas e slow motion, a pegada underground e o ritmo veloz da narrativa refinam a criativa fita independente, desconhecida do grande público. Fica a dica para conhecer agora disponível em DVD.

Fábrica de Hooligans (The Hooligan factory). Inglaterra, 2014, 90 min. Comédia. Dirigido por Nick Nevern. Distribuição: Universal

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cine Lançamento


Momentum

Alex Farraday (Olga Kurylenko), uma ladra audaciosa, participa de um roubo de diamantes, que termina com troca de tiros e morte. Ao suspeitar que aquele fatídico dia não era apenas um assalto, foge sem deixar pistas. Torna-se então alvo de um perigoso assassino, Mr. Washington (James Purefoy), que coloca atiradores no seu encalço.

Retomando fôlego no mercado brasileiro com nova marca visual, a distribuidora Flashstar lança em DVD essa intensa fita de ação com curiosas investidas em thriller e suspense, protagonizada por uma mulher, a belíssima ucraniana Olga Kurylenko, boa atriz que vem ganhando espaço no cinema (já trabalhou em “007: Quantum of solace”, “Amor pleno” e “Oblivion”). No formato clássico de um James Bond feminino, “Momentum” faz vibrar a poltrona com perseguições bem gravadas, tiroteios ensurdecedores, numa história cheia de reviravoltas. Não é uma obra altamente original, mas garante surpresas e adrenalina pela alta voltagem do roteiro. Todo filme policial que se preza exige um bom vilão, e aqui o ator inglês James Purefoy faz jus ao papel, como o assassino-chefe de um perigoso esquadrão, que segue na caçada à protagonista.
A trama é complexa, envolve políticos (Morgan Freeman aparece poucos minutos como um senador) e corporações inescrupulosas, e encerra de forma convincente.
Estreia de Stephen S. Campanelli como diretor, assistente de câmera de mais de 90 filmes desde os anos 80, muitos dirigidos por Clint Eastwood, como “As pontes de Madison” (1995), “Menina de ouro” (2004), “Gran Torino” (2008) e “Sniper americano” (2014). Assinam o roteiro a atriz Debra Sullivan e um diretor chamado Adam Marcus, que juntos, escreveram o sofrível “O massacre da serra elétrica 3D: A lenda continua” (2013). Neste segundo trabalho em parceria, aprenderam a arte de conceber um verdadeiro script de cinema ao reunir ingredientes sofisticados do cinema de ação. Para quem curte o gênero, um prato cheio. Gostei e indico!


Momentum (Idem). EUA/África do Sul, 2015, 96 min. Ação. Dirigido por Stephen S. Campanelli. Distribuição: Flashstar

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Morre o ator John McMartin


O ator norte-americano John McMartin faleceu ontem aos 86 anos, vítima de câncer. Dentre os mais de 60 trabalhos no cinema destacam-se Charity, meu amor (1969), Todos os homens do presidente (1976), Brubaker (1980), Um tiro na noite (1981), Dinheiro do céu (1981), Perigosamente juntos (1986), Quem é essa garota? (1987), Minhas ideias assassinas (1990), Kinsey - Vamos falar de sexo (2004) e Sem reservas (2007).



terça-feira, 5 de julho de 2016

Morre o premiado cineasta iraniano Abbas Kiarostami, aos 76 anos


Faleceu no último dia 4, de câncer, aos 76 anos, Abbas Kiarostami, diretor iraniano vencedor da Palma de Ouro em Cannes por "Gosto de cereja" (1997) e do Grande Prêmio do Juri no Festival de Veneza por "O vento nos levará" (1999). Roteirista de mais de 40 filmes dos quais dirigiu, também trabalhou como produtor e editor. Recebeu outras quatro indicações à Palma de Ouro em Cannes, por Através das oliveiras (1994), Dez (2002), Cópia fiel (2010) e Um alguém apaixonado (2012). Deixa dois filhos.


sábado, 2 de julho de 2016

Morre o diretor Michael Cimino, vencedor do Oscar


Faleceu hoje aos 77 anos Michael Cimino, diretor, roteirista e produtor norte-americano. Dirigiu oito filmes, como O franco atirador (1978, que lhe rendeu dois Oscars - melhor filme e melhor direção), O último golpe (1974), O portal do Paraíso (1980) e Na trilha do sol (1996), esses dois indicados à Palma de Ouro em Cannes. Foi roteirista de 10 trabalhos, dentre eles Corrida silenciosa (1972) e Magnum 44 (1973).


sábado, 25 de junho de 2016

Morre o editor Eder Mazini, aos 66 anos


Faleceu na última quinta feira (dia 23) o editor e produtor de cinema Eder Mazini, aos 66 anos. Natural de Catanduva (SP), Mazini trabalhou na montagem de aproximadamente 40 filmes brasileiros, muitos deles na fase áurea da Pornochanchada e da Boca do Lixo, entre as décadas de 70 e 80.
Como editor, ganhou o Kikito de Ouro por "Filme demência" (1986, de Carlos Reichenbach, com que trabalhou em "Amor, palavra prostituta", de 1982, e "Anjos do arrabalde", de 1987) e o troféu APCA pela edição de "Amor voraz" e "Extremos do prazer", ambos de 1984.
Outros filmes da carreira do montador: "Amor, estranho amor" (1982), "Forever" (1991) e "Paixão perdida" (1998), os três dirigidos por Walter Hugo Khouri, "As safadas" (1982), "Onda nova" (1983), "Estrela nua" (1984), "Os bons tempos voltaram: Vamos gozar outra vez" (1985), "O corpo" (1991) e "Cinderela baiana" (1998), seu último trabalho. Deixa esposa e filhas.

PS: Eder Mazini era meu conterrâneo, amigo pessoal de meu falecido pai, e pessoa de sensibilidade ímpar. Querido no meio cinematográfico, deixa agora um importante legado para o cinema brasileiro. Confira abaixo reportagem sobre a repercussão da morte de Mazini, com breve depoimento meu, concedido ontem ao jornal "Diário da Região", de São José do Rio Preto.

http://www.diariodaregiao.com.br/cultura/natural-de-catanduva-editor-eder-mazini-morre-aos-66-anos-1.434237


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Cine Lançamento


Cobain: Montage of Heck

Documentário sobre a trajetória do cantor e compositor norte-americano Kurt Cobain (1967-1994), desde a infância na pequena cidade de Aberdeen, em Washington, até o ápice da carreira musical como vocalista da banda Nirvana, bem como sua morte prematura aos 27 anos.

Um brilhante retrato do líder do Nirvana, Kurt Cobain, indicado a sete prêmios Emmy em 2015. No documentário autorizado pela família (o único liberado para fins comerciais), acompanhamos a tumultuada vida do músico por depoimentos reveladores de familiares, amigos íntimos e colegas de trabalho, intercalado por um vasto arquivo fotográfico, gravações caseiras da família e animações criativas. A obra relembra Cobain de extremo a extremo, reconstruindo a amarga identidade do cantor, um artista em constante conflito, do nascimento até o estranho suicídio em 1994. Ícone de uma das bandas notórias dos anos 80 (de músicas repercutidas até hoje como “Como as you are”, “Lithium” e “Smells like teen spirit”, que toca em diferentes momentos do filme), Cobain vibrava o mundo no palco, porém fora da cena musical era introspectivo, solitário e triste, sem saber lidar com a fama e com a mídia (ele se recusava a dar entrevistas, por exemplo).
Aparição assustadora da atriz e cantora Courtney Love, ex-mulher de Cobain, deformada pelo uso excessivo de drogas, aplicações de botox e plásticas. Ela fala abertamente da relação turbulenta com o cantor, sem qualquer melindre, inclusive entrando em polêmicas.
Os fãs aprovaram o intimista documentário, considerado definitivo, dirigido com clareza pelo documentarista Brett Morgen, do excelente “O show não pode parar” (2002), sobre a vida do produtor da Paramount Robert Evans (outra figura controversa).
Além do Emmy, concorreu em dezenas de festivais de cinema pelo mundo, dentre eles Sundance. Exibido também no Festival de Cinema de Berlim.
Como extras do DVD, entrevistas do diretor e do pai de Kurt, Don Cobain. Obrigatório para os fãs!


Cobain: Montage of Heck (Idem). EUA, 2015, 132 min. Documentário. Dirigido por Brett Morgen. Distribuição: Universal Pictures

Especial de Cinema

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