Faleceu na madrugada de hoje aos 27 anos o promissor ator de origem russa Anton Yelchin, vítima de um bizarro acidente de carro e atropelamento. Atuante no cinema desde os 10 anos de idade, fez mais de 40 filmes, como Na teia da aranha (2001), Lembranças de um verão (2001), Alpha dog (2006), Star Trek (2009), O exterminador do futuro - A salvação (2009), Loucamente apaixonados (2011), Um novo despertar (2011), A hora do espanto (2011), O estranho Thomas (2013), Além da escuridão: Star Trek (2013), Amantes eternos (2013), Cymbeline (2014), Sala verde (2015) e Star Trek: Sem fronteiras (2016). Por Felipe Brida
domingo, 19 de junho de 2016
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Cine Lançamento
Evereste
Uma
severa avalanche no Monte Evereste aprisiona um grupo de alpinistas no alto da
montanha. Sem suprimentos, eles tentam sobreviver às baixíssimas temperaturas
enquanto aguardam o resgate.
Aventura
classe A da Universal, no melhor estilo “filme-catástrofe”, com pano de fundo
real que chocou o mundo em maio de 1996, inclusive anunciada como a maior
tragédia ocorrida no Evereste, a montanha mais alta da Terra, na cordilheira do
Himalaia, em Kathmandu (Nepal). Durante uma escala aparentemente tranquila, um
grupo de alpinistas de várias nacionalidades ficou encurralado após uma
avalanche tenebrosa. Os que não morreram no exato momento da queda da neve ficaram
submetidos a temperaturas de -50º, ventos de 130 km/h e a uma altitude de 8 mil
metros acima do nível do mar. O desastre culminou com a morte de oito pessoas
(metade da equipe) - corpos de alguns até hoje não foram encontrados.
Frente
ao triste caso real, o produtor e diretor islandês Baltasar Kormákur, de fitas
como “Contrabando” (2012) e “Dose dupla” (2013), arriscou a pele com a equipe
no ambiente onde tudo aconteceu. Dramatizou a história com realismo assustador
e impressionante ao filmar a 4,5 mil metros, na base do Evereste (e outras
cenas em Val Senales, na fronteira da Itália com a Áustria), ponto de difícil,
já que para chegar à montanha o trecho é íngreme, com solo irregular, bem
danificado. Nos dois making of presentes no DVD do filme o elenco narra os
desafios: dificuldade para respirar, pelo ar rarefeito, enjoos, frio intenso,
alerta de avalanches corriqueiras, acompanhamento médico etc. No processo de
gravação fizeram 200 viagens de helicópteros para subir e descer a equipe. E
por isso “Evereste” custou caro, U$ 55 milhões (e arrecadou apenas U$ 45 mi).
Baseado
no livro “No ar rarefeito”, de Jon Krakauer, um dos alpinistas da história, o
filme faz justiça aos fatos, com pinceladas dramáticas e pessoais, aventura e
ação em equilíbrio, efeitos visuais deslumbrantes, inserção de materiais reais,
como fotos e reportagens tanto dos mortos quanto dos sobreviventes. Como cinema
dá certo, atinge o público com precisão e vira um estudo de caso interessante
para dimensionar a grandeza das façanhas humanas e suas consequências.
No
elenco, nomes de peso da atualidade, como Jake Gyllenhaal, Josh Brolin, Keira
Knightley, John Hawkes, Sam Worthington, Jason Clarke, Robin Wright e Emily
Watson, garantem a sessão. Confira!
Evereste (Everest). EUA/Inglaterra/Islândia,
2015, 121 min. Aventura. Dirigido por Baltasar Kormákur. Distribuição:
Universal
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Resenha Especial

Schock
Viúva,
Dora (Daria Nicolodi) casa-se novamente e vai morar na antiga casa da família,
junto com seu filho pequeno. Tudo parece tranquilo, até que ela é assombrada
pelo fantasma do ex-marido, cujas aparições e a mudança de comportamento do
filho a levarão à loucura.
Último
terror italiano do “mestre do macabro”, Mario Bava (1914-1980), que faleceu
três anos depois de terminar a fita, escrita pelo filho, Lamberto Bava, com
auxílio de outros três roteiristas. De clima tenso, com aspecto contundente de
suspense psicológico, o trabalho de Bava flerta com o gore (sangrento) e estende-se
a elementos visuais impressionantes em cenas memoráveis, como a escultura da
mão que se mexe, a lâmina de barbear entre as teclas do piano, a criança em
estado de transe com os olhos virados e as breves manifestações do fantasma em
forma de corpo putrefato. Filmado em Roma e em São Francisco em pouquíssimos
dias, com orçamento reduzido, esse filme-despedida de Bava realça a marca
autoral plural e a estética do maior cineasta de horror italiano de todos os
tempos (quem não conhece dele “A maldição do demônio”, “As três máscaras do
terror”, “O ciclo do pavor” ou “Lisa e o diabo”, todos lançados pela Versátil,
esta obra pode ser uma boa iniciação à extensa filmografia do diretor).
Na
matriz do elenco vemos Daria Nicolodi, companheira de vida de Dario Argento (e
atriz recorrente dos filmes dele), mãe de Asia Argento, cujo papel de
protagonista cresce da sanidade à loucura, sempre com medo latente no olhar
diante dos sinistros acontecimentos que presencia. Um de seus melhores
desempenhos no cinema (Daria teve carreira curta, com 20 filmes, vários como
ponta e sem crédito, e está afastada das telas desde 2007).
“Schock”
sai no Brasil em versão restaurada pela Versátil, na caixa “Obras-primas do
terror – Volume 4”, acompanhado de cinco outros títulos altamente recomendados
aos fãs do gênero: “A filha de Satã” (1962), “Sob o poder da maldade” (1967),
“Nasce um monstro” (1974), “A casa do cemitério” (1981) e “A espinha do diabo” (2001).
PS:
No Brasil chegou a ser exibido na TV com o título “Os demônios da noite”, enquanto
nos Estados Unidos chamou-se “Beyond the door II” (não existe a parte um, e sim
uma fita de fantasma italiana “Espírito maligno”, de 1974, que lá recebeu o
nome de “Beyond the door”).
Schock (Idem). Itália, 1977, 94 min.
Terror. Dirigido por Mario Bava. Distribuição: Versátil Home Video
terça-feira, 14 de junho de 2016
Resenha Especial
Nasce um monstro
Um
bebê mutante nasce com instinto animal e fome voraz por carne humana. Foge do hospital
no dia do nascimento, causando pânico em uma pequena cidade americana.
Lendário
filme B escrito, produzido e dirigido por Larry Cohen durante o movimento da
Nova Hollywood, que gerou alarde pelo personagem grotesco do bebê canibal - e choveu
de opiniões negativas da crítica mundial. Apesar de não citar as causas que
levaram à anomalia do recém-nascido, subentende-se que o bebê é fruto do meio
caótico, um conjunto de “deformidades” que cercam o homem moderno, como a crise
moral e de valores, o abuso ao meio ambiente e a violência estarrecedora nas
ruas – há cenas rápidas que reforçam essa ideia. Está aí o ponto mais subjetivo
de todo o roteiro criativo, com momentos de muito sangue, perseguições
policiais e angústia.
Outro
fator crucial é aguçar a curiosidade do público no formato mais assustador de
se fazer cinema de terror, aquele em que o medonho surge em partes, em lances,
e nunca por completo. Aqui, não centraliza o monstro dos pés à cabeça, mas por
flashes de nuca, da mão, dos pés engatinhando, de barulhos estranhos, e a
câmera em primeira pessoa, para nós enxergarmos o que a criatura vê à frente. E
tudo sob a trilha enérgica do premiadíssimo compositor Bernard Herrmann.
Assista
sem critérios realistas, reflita sobre as prováveis causas das monstruosidades
contemporâneas. Um filme tenso, perturbador, feito para incomodar. Teve duas
continuações bem inferiores, também dirigidas por Cohen, “A volta do monstro”
(1978) e “A ilha dos monstros” (1987), e um remake desastroso, “Anjo maldito”
(2008). Opte pelo original, claro!
“Nasce
um monstro” sai no Brasil em versão restaurada pela Versátil, na caixa
“Obras-primas do terror – Volume 4”, acompanhado de cinco outros títulos: “A
filha de Satã” (1962), “Sob o poder da maldade” (1967), “Schock” (1977), “A
casa do cemitério” (1981) e “A espinha
do diabo” (2001).
Nasce
um monstro (It’s alive). EUA, 1974, 91 min. Terror. Dirigido por Larry Cohen.
Distribuição: Versátil Home Video
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Comentários do blogueiro
O livro Cinema em Foco - Críticas selecionadas (2012), de minha autoria, é a dica da semana no site "Tudo sobre seu filme". Para ler a matéria, acesse o link abaixo:
http://www.tudosobreseufilme.com.br/2016/06/cinema-em-foco-livro-recomendado-do-dia.html
E aproveitem para conferir a entrevista que concedi ao Marcos Pacheco (MV Paxton), proprietário do site, respondendo às suas Sete Perguntas Capitais, publicada em 30 de abril de 2016.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Cine Lançamento
Os
Minions habitam o planeta Terra há milhões de anos e sempre serviram os vilões
da História. Depois de um terrível incidente, ficam sem um mentor, fazendo com
que a comunidade das criaturinhas amarelas entre em depressão na clausura de
uma caverna. O tempo passa, e o trio Stuart, Kevin e Bob, planeja uma viagem ao
desconhecido para localizar um vilão que compactue com suas ideias. Só que eles
não imaginam cruzar, no caminho, com a ameaçadora Scarlett Overkill (voz de
Sandra Bullock), detentora de máquinas e poderes fora do comum.
Aventura
descontraída e bem caprichada com os três personagens de destaque do Minions -
Stuart, Kevin e Bob, adoráveis criaturas lançadas na animação “Meu malvado
favorito” (2010). Agora eles ganharam um filme próprio, e podemos ver como tudo
começou. De cara, na abertura, ouvimos o grupo soltando a voz para a vinheta da
Universal, uma sacada divertida. Logo acompanhamos uma breve linha do tempo com
os Minions em passagens da História do Mundo, desde o surgimento da Terra, a
briga com dinossauros milhões de anos atrás e até aloprar o exército de
Napoleão Bonaparte, por exemplo, embalados pela canção “Happy together”, de The
Turtles. No tempo atual, precisamente a década de 60, que é o eixo central da
trama, os três Minions mais famosos saem da escuridão (como no Mito da Caverna,
de Platão) para alcançar o novo, com a meta de encontrar um vilão que os
inspire. É o start de uma jornada frenética, onde percorrerão o mundo, sempre
com muita euforia, até cair nas graças da superpoderosa vilã Scarlett Overkill,
criada especialmente para o filme “Minions”.
Do
começo ao fim, vai por mim: a animação diverte crianças e adultos, e ainda tem
referências cinematográficas e musicais da cultura pop, para os entendidos –
como a turbulenta situação político-social dos Estados Unidos no fim da década
de 60, com citações à Guerra do Vietnã, movimento hippie, Contracultura etc
As
vozes dos Minions, todas feitas pelo diretor, Pierre Coffin, provocam riso à
parte - e ainda vemos nomes importantes do cinema emprestar a voz para
personagens secundários, como Sandra Bullock, Michael Keaton, Jon Hamm, Allison
Janney, Steve Coogan e narração de Geoffrey Rush.
Indicado
ao Bafta em 2016 na categoria melhor animação, “Minions” tem trilha sonora
assinada pelo brasileiro Heitor Pereira (ex-Simply Red) e fecha com uma
sequência surpreendente (não deixem que te contem para não estragar a boa
surpresa!).
Assim
como os dois filmes anteriores de “Meu malvado favorito”, produzidos pela mesma
equipe, o orçamento foi parecido (este aqui de U$ 74 milhões) com uma
bilheteria estrondosa, de U$ 337 mi; atingiu os top 10 dos mais rentáveis de
2015. O público lotou as salas, conferiu com prazer, parte dos exigentes
esperava mais, a crítica ficou dividida, porém na minha análise, como deu para
notar, aprovei o resultado - os Minions deram o ar da graça numa animação
engraçada, com viés inteligente, ou seja, um passatempo de primeira qualidade.
Já
em DVD pela Universal. Confira também o extra, o “Jingle Bells” do Minions.
Minions (Idem). EUA, 2015, 91 min. Animação.
Dirigido por Kyle Balda e Pierre Coffin. Distribuição: Universal
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Viva Nostalgia!
Lili
Órfã,
a garota francesa Lili Daurier (Leslie Caron), de 16 anos, arruma emprego em
uma companhia de teatro de marionetes. Apaixona-se pelo mágico Marc, o
Magnífico (Jean-Pierre Aumont), homem mais velho, que a despreza. Abalada com a
situação, pensa em suicídio, até que fica próxima do manipulador de marionetes
Paul Berthalet (Mel Ferrer), que faz de tudo para que ela esqueça aquela paixão
desastrosa.
Clássico
absoluto do cinema, “Lili” é relançado em DVD no Brasil pela distribuidora
Obras-Primas do Cinema – em janeiro de 2014 o filme saiu pela Colecione
Clássicos, empresa que se transformou na Obras-Primas e que vem dando atenção
especial a filmes marcantes realizados entre as décadas de 30 e 80.
Baseado
na história “Love of seven dolls”, de Paul Gallico, o drama/musical tem todo um
charme, ingenuidade e lirismo, devido a vários elementos técnicos e de elenco:
Leslie Caron, indicada ao Oscar de melhor atriz pelo trabalho em Lili, dá o
fôlego à obra, no papel da graciosa protagonista; a fotografia e a direção de
arte com cores vivas e ambientes de arranjo teatral completam o conteúdo –
também indicados ao Oscar em 1954.
A
personagem não é uma simples menina de 16 anos: ela se transforma ao longo do
filme, adquirindo maturidade quando começa a trabalhar, encontrando
dificuldades em lidar com uma paixão esquisita, tentando até o suicídio
(perceba que situação-limite polêmica para abordar num musical dos anos 50!),
até se ajustar com a amizade fortalecida com um criador de marionetes. Ela
dialoga com os bonecos, num tom fabular, que deixa no ar se ela vive um sonho
ou está ainda no mundo real. Como uma caixinha bem montada, “Lili” é uma
obra-prima do cinema americano, rico de detalhes, simbologia e encantamento.
Das
seis indicações ao Oscar, levou apenas o de melhor trilha sonora (as outras
duas que não foram citadas acima foram nas categorias de diretor e roteiro).
Recebeu ainda indicação ao grande prêmio em Cannes, ganhou o Bafta de atriz e o
Globo de Ouro de roteiro.
Assinado
por um diretor genial, Charles Walters, de comédias musicais que deram um gás
ao cinema, como “Desfile de Páscoa” (1948), “Alta sociedade” (1956) e “A
inconquistável Molly” (1964). Ele também é coreógrafo do filme, função esta que
desenvolveu em inúmeras fitas da década de 40, como “Louco por saias”, “À meia
luz” e “Agora seremos felizes”. Nesse relançamento em DVD, a distribuidora
inseriu como extra trailer de cinema, uma entrevista com Leslie Caron e o curta
musical “Festa dos piratas na Ilha de Catalina” (1935). Obrigatório.
Lili
(Idem). EUA, 1953, 81 min. Drama/Musical. Colorido. Dirigido por Charles
Walters. Disponível em DVD. Distribuição: Obras-Primas do Cinema
Assinar:
Postagens (Atom)
Especial de Cinema
Mostra Internacional de Cinema de SP comemora 50 anos e dá início na próxima semana A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo comemo...
-
Cine Debate exibe amanhã filme sobre eutanásia com Denise Fraga O Cine Debate, projeto de extensão do Imes Catanduva em parceria com o S...
-
49ª Mostra Internacional de Cinema de SP – Melhores filmes A 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo continua até o dia 30 na ca...
-
Especial “Psicose” Psicose Marion Crane (Janet Leigh), uma jovem secretária, rouba dinheiro da empresa onde trabalha e foge de carro p...






