terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Comentários do blogueiro


Temporada de premiações do cinema
Sigo na louca corrida (contra o tempo) para assistir aos indicados ao Oscar 2015 - premiação será daqui cinco dias, no domingo à noite.
Dos 45 longas indicados em 21 categorias, já vi 29. Esse é um dos tantos prazeres imensuráveis de se trabalhar com crítica de cinema.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Morre o ator Louis Jordan


O ator francês, mas radicado nos EUA, Louis Jordan, faleceu ontem aos 93 anos em sua residência em Beverly Hills. Indicado ao Globo de Ouro de melhor ator pelo musical "Gigi" (1958), Louis iniciou a carreira no cinema francês com apenas 17 anos. Em 50 anos de carreira, atuou em cerca de 70 produções, dentre elas Agonia de amor (1947), Carta de uma desconhecida (1948), O pintor de almas (1948), A sedutora madame Bovary (1948), A fonte dos desejos (1954), O cisne (1956), Sob o signo do sexo (1959), Can can (1960), A vingança de Monte Cristo (1961), Leviathan (1962), Gente muito importante (1963), Amante à italiana (1966), A ordem é matar (1967), O banco dos trapaceiros (1978), O monstro do pântano (1982), 007 contra Octopussy (1983 - foto), A volta do monstro do pântano (1989) e O ano do cometa (1992 - seu último trabalho).
Irmão mais velho do falecido diretor francês Pierre Jourdan, Louis era viúvo e tinha apenas um filho, morto em 1981. Por Felipe Brida


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Resenha especial



Só nos resta chorar

Dois amigos falastrões, Mário (Massimo Troisi) e Savério (Roberto Benigni) voltam inesperadamente ao tempo, no ano de 1492, e partem em incríveis aventuras ao lado de Cristóvão Colombo, Leonardo da Vinci e outras figuras históricas do século XV.

Divertidíssima comédia italiana de inspiração surrealista escrita, protagonizada e dirigida por Roberto Benigni e pelo falecido Massimo Troisi (1953-1994), ambos em início de carreira.
Ingênua, essa fábula engraçada deu muito certo devido ao brilhante timing de humor entre os dois atores centrais, que interpretam uma dupla de amigos que vivem nos anos 80, mas regressam de repente ao final do século XV, mais precisamente poucos dias antes de Colombo viajar às Índias (e o consequentemente “descobrimento” da América). Todo o foco da câmera vira-se para Massimo Troisi, mais lembrado pelo papel que lhe rendeu indicação ao Oscar de ator, o do carteiro Mario (mesmo nome do personagem que vive aqui) em “O carteiro e o poeta” (1994), e para Benigni, grande comediante que cometeu sucessivos erros de uns anos para cá e hoje está em decadência e sumido das telas. Ou seja, é um passatempo agradável montada a partir de situações de dois únicos personagens em sucessivas trapalhadas e romances proibidos, tudo em tom de fantasia - na verdade uma gostosa brincadeira entre amigos, no caso Troisi e Benigni.
Até então estava inédita no Brasil, e o público nem tinha conhecimento da existência dessa joia italiana da década de 80, resgatada em DVD pela Versátil.
Uma curiosidade para os cinéfilos: o roteiro também teve colaboração de Giuseppe Bertolucci, irmão mais novo de Bernardo Bertolucci, roteirista esporádico e falecido em 2012. Vale conhecer esse pequeno tesouro. Por Felipe Brida


Só nos resta chorar (Non ci resta che piangere). Itália, 1984, 107 min. Comédia. Colorido. Dirigido por Roberto Benigni e Massimo Troisi. Distribuição: Versátil. Disponível em DVD.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Morre a atriz Odete Lara, aos 85 anos


RIP: Odete Lara (1929-2015)


Atriz e cantora paulistana faleceu hoje no Rio, aos 85 anos. As causas da morte não foram reveladas.
Grande expoente do Cinema Novo e musa do cinema brasileiro, Odete era filha única de imigrantes italianos e iniciou a carreira aos 17 anos como modelo e garota-propaganda na TV Tupi. Trabalhou em 40 filmes, como O gato da madame (1956), Absolutamente certo (1957), Uma certa Lucrécia (1958), Dona Xepa (1959), Moram em Concordata (1959), Dona Violante Miranda (1960), Boca de Ouro (1962), Bonitinha, mas ordinária (1963), Sonhando com milhões (1963), Noite vazia (1964), Copacabana me engana (1969), O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), Em família (1970), Os herdeiros (1970), Vida e glória de um canalha (1970), As aventuras de Tio Maneco (1971), Quando o carnaval chegar (1972), Vai trabalhar, vagabundo (1973), A estrela sobe (1973), A rainha diaba (1974), Assim era a Atlântida (1975) e Vai trabalhar, vagabundo II - A volta (1991), além das novelas As bruxas (1970), A volta de Beto Rockfeller (1973), O dono do mundo (1991) e Pátria minha (1994).
Foi casada com o dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho e com o diretor Antonio Carlos Fontoura. Por Felipe Brida

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Cine Lançamento


Amor sem fim

Jade (Gabriella Wilde) é uma garota inteligente, de família rica e superprotegida pelos pais. Um dia, conhece o carismático David (Alex Pettyfer), rapaz de origem humilde e com um passado misterioso, e ambos se apaixonam perdidamente. O pai de Jade, Hugh (Bruce Greenwood), não aprova o relacionamento, a ponto de pressionar a filha a se separar. Os jovens amantes decidem então fugir para viver o poderoso amor que nasceu entre eles.

Adequado remake de uma fita romântica melodramática que marcou o início dos anos 80, “Amor sem fim”, dirigida por Franco Zefirelli, em um momento equivocado da imponente carreira, quando, sem paixão alguma, tentou um olhar moderno de seu poderoso “Romeu e Julieta” (1968) – há elementos de tragédia shakespeariana no original de Zefirelli, que nesta versão de 2014 ficou de fora. Os produtores, sabiamente, decidiram aqui por uma história ultracontemporânea, menos cafona e com realismo da geração teen atual, e por isso a refilmagem deu certo – com certeza sai-se melhor que o primeiro filme.
Dialoga sobre o poder da paixão entre dois jovens imaturos, capazes de abandonar a família para viver um romance proibido e efervescente. Jade e David não se melindram nessa tentativa desafiadora, enfrentando o pai da garota, que não aceita a relação – isto reflete num conflito de corpo a corpo com o jovem protagonista (há relação, mínima que seja, com os Capuletos e os Montecchios). O atrito emerge pela distinção de classes sociais entre os jovens amantes (ela rica, ele pobre), ponto-chave de discussão da fita (o preconceito).
Bem fotografado, com direção assinada por Shana Feste, especialista em romance/drama, reúne elenco de jovens promissores (Gabriella Wilde e Alex Pettyfer) e outros rostos de coadjuvantes conhecidos dos anos 80/90, como Bruce Greeenwood, Joely Richardson e Robert Patrick. Um bom filme romântico de uma safra fraca de fitas do gênero. Não teve o reconhecimento merecido nos cinemas (de um orçamento de U$ 20 milhões, arrecadou quase U$ 25 milhões nos EUA – no Brasil a bilheteria foi vergonhosamente irrisória). Já em DVD e Blu-ray. Por Felipe Brida


Amor sem fim (Endless love). EUA, 2014, 104 min. Drama/Romance. Dirigido por Shana Feste. Distribuição: Universal

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Morre a atriz e cantora Vanja Orico



RIP: Vanja Orico (1930-2015)

Atriz e cantora brasileira, nascida no Rio,Vanja faleceu ontem aos 84 anos, de câncer.
Descoberta por Federico Fellini no início dos anos 50, quando morou em Roma fazendo shows musicais patrocinados pela RAI, no Brasil ficou conhecida por personagens interpretados no 'Ciclo do Cangaço', como o emblemático O cangaceiro (1953). Trabalhou como atriz em cerca de 20 produções, dentre elas Mulheres e luzes (1950),  Paixão das selvas (1955), Clube de mulheres (1956), A rosa dos ventos (1957), Lampião - O rei do cangaço (1965), Arrastão (1967), O santo milagroso (1967), Cangaceiros de Lampião (1967), Independência ou morte (1972), Jesuíno Brilhante, o cangaceiro (1972), O segredo da Rosa (1974 - escrito, dirigido e produzido por ela), O caçador de esmeraldas (1979), Ele, o boto (1987) e A terceira margem do rio (1994).
Como cantora, lançou cinco discos entre 1964 e 1997. Por Felipe Brida

domingo, 25 de janeiro de 2015

Morre a atriz Maria Della Costa, aos 89



RIP: Maria Della Costa (1926-2015), dama do teatro brasileiro.

Atriz gaúcha, de notável trabalho no teatro, também atuou em novelas, como Beto Rockfeller (1969), As bruxas (1970), Estúpido cupido (1976), Te contei? (1982) e Sétimo sentido (1982), e fez muito cinema, como os filmes Inocência (1949), Caminhos do sul (1950), Areião (1952), Moral em Concordata (1959), Cristo de lama (1966), Como ganhar na loteria sem perder a esportiva (1971) e O signo do escorpião (1974). Por Felipe Brida

Especial de Cinema

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