sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Especiais sobre Cinema


Lista com indicados ao Globo de Ouro é anunciada em Los Angeles (*)


Felipe Brida

A Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood anunciou na manhã de hoje, quinta-feira, a lista dos indicados à 66ª edição do Globo de Ouro. A divulgação ocorreu no hotel Beverly Hilton, em Los Angeles.
O ator Heath Ledger (foto ao lado), falecido em janeiro deste ano em decorrência de uma overdose de medicamentos, recebeu indicação de melhor ator coadjuvante em “Batman – O cavaleiro das trevas”, onde interpreta o famoso vilão Coringa. O brasileiro “Última Parada 174”, dirigido por Bruno Barreto, ficou de fora da disputa na categoria filme estrangeiro.
O drama biográfico “Frost/Nixon”, do aclamado diretor Ron Howard, e a fantasia “The Curious Case of Benjamin Button”, adaptação de uma história de F. Scott Fitzgerald dirigida por David Fincher, tiveram o maior número de indicações: cinco categorias cada um.
Considerado prévia do Oscar, o Globo de Ouro será realizado no dia 11 de janeiro, a partir das 17 horas em Los Angeles.

Confira abaixo a lista completa dos indicados (exceto as categorias relacionadas a seriados e minisséries).


Melhor filme - Drama:

"The Curious Case of Benjamin Button"
"Frost/Nixon"
"The Reader"
"Revolutionary Road"
"Slumdog Millionaire"

Melhor filme - Comédia ou musical:

“Queime Depois de Ler”
“Happy-Go-Lucky”
“Na mira do chefe”
“Mamma Mia! – O filme”
“Vicky Christina Barcelona”

Melhor diretor:

Danny Boyle, por “Slumdog Millionaire”
Stephen Daldry, por “The reader”
David Fincher, por “The Curious Case of Benjamin Button”
Ron Howard, por “Frost/Nixon”
Sam Mendes, por “Revolutionary Road”

Melhor atriz dramática:

Anne Hathaway, por “Rachel getting married”
Angelina Jolie, por “Changeling”
Meryl Streep, por “Doubt”
Kristin Scott Thomas, por “I've Loved You So Long”
Kate Winslet, por “Revolutionary Road”

Melhor ator dramático:

Leonardo DiCaprio, por “Revolutionary Road”
Frank Langella, por “Frost/Nixon”
Sean Penn, por “Milk”
Brad Pitt, por “The Curious Case of Benjamin Button”
Mickey Rourke, por “The wrestler”

Melhor atriz em comédia ou musical:

Rebecca Hall, por “Vicky Christina Barcelona”
Sally Hawkins, por “Happy-go-lucky”
Frances McDormand, por “Queime depois de ler
Meryl Streep, por “Mamma Mia! – O filme”
Emma Thompson, por “Last Chance Harvey”

Melhor ator em comédia ou musical:

Javier Bardem, por “Vicky Christina Barcelona”
Colin Farrell, por “Na mira do chefe”
James Franco, por “Pineapple Express”
Brendan Gleeson, por “Na mira do chefe”
Dustin Huffman, por “Last Chance Harvey”

Melhor ator coadjuvante:

Tom Cruise, por "Tropic Thunder"
Robert Downey Jr. por "Tropic Thunder"
Ralph Fiennes, por "The Duchess"
Philip Seymour Hoffman, por "Doubt"
Heath Ledger, por "Batman – O cavaleiro das trevas"


Melhor atriz coadjuvante:
Amy Adams, por "Doubt"
Penelope Cruz, por "Vicky Christina Barcelona"
Viola Davis, por "Doubt"
Marisa Tomei, por "The Wrestler"
Kate Winslet, por "The Reader"

Melhor roteiro:

Simon Beaufoy, por “Slumdog millionaire”
David Hare, por “The reader”
Peter Morgan, por “Frost/Nixon”
Eric Roth, por “The Curious Case of Benjamin Button”
John Patrick Shanley, por “Doubt”


Melhor filme de animação:

"Bolt"
"Kung Fu Panda"
"Wall-E"

Melhor trilha sonora:

Alexandre Desplat, por “The Curious Case of Benjamin Button”
Clint Estwood, por “Changeling”
James Newton Howard, por “Defiance”
A.R. Rahman, por “Slumdog millionaire”
Hans Zimmer, por “Frost/Nixon”


Melhor canção:

“Down to Earth” – Wall-E
“Gran Torino” – Gran Torino
“I thought I lost you” – Bolt
“The wrestler” – The wrestler
“Once in a lifetime” – Cadillac Records

Melhor filme em língua estrangeira:

“The Baader Meinhof Complex” (Alemanha)
“Everlasting Moments” (Suécia/Dinamarca)
“Gomorra” (Itália)
“I've Loved You So Long” (França)
“Waltz With Bashir” (Israel)



(*) Matéria publicada no jornal Notícia da Manhã, periódico de Catanduva, na edição do dia 12/12/2008. Crédito para as fotos: Divulgação.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Cine Lançamento

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Arquivo X – Eu quero acreditar

A ex-agente do FBI Dana Scully (Gillian Anderson) agora trabalha como médica em um hospital. Procurada para auxiliar em um estranho caso envolvendo uma agente seqüestrada e um padre pedófilo com visões sobrenaturais, Scully recorre ao antigo colega de trabalho, Fox Mulder (David Duchovny), também afastado do FBI. Juntos irão atuar na última investigação de suas vidas.

Dez anos após o primeiro filme baseado na franquia “Arquivo X”, o produtor do seriado Chris Carter aparece com a tentativa de resgatar da tumba os agentes do FBI Fox Mulder e Scully em um caso policial sobre seqüestro e visões do além. Infelizmente, com ajuda de Frank Spotnitz, outro produtor do seriado, escreveu um roteiro confuso, cheio de pequenas histórias paralelas que nunca se concluem e um final apressado, à beira do catastrófico. Aliás, o filme caminha sempre sem clima. Uma experiência decepcionante.
O seriado terminou de vez em 2002, após nove anos de exibição, e tudo já havia se concluído. Ou seja, não havia motivos para ressuscitarem os antigos fantasmas. É um desprazer reunir Scully médica, levando outra vida, e Mulder, isolado em um apartamento, barbudo e sem ânimo. Parece que a própria dupla central demonstra um baita desinteresse por estar nessa segunda continuação.
O intrigante caso do padre pedófilo, um dos chamarizes da fita, conclui-se de forma banal. Em tudo é um verdadeiro blergh (ou blasé, como queiram). Por Felipe Brida

Título original: The X-Files: I want to believe
País/Ano: EUA, 2008
Elenco: David Duchovny, Gillian Anderson, Amanda Peet, Billy Connolly, Xzibit, Mitch Pileggi.
Direção: Chris Carter
Gênero: Ficção científica
Duração: 104 min.
Lançamento: Primeira quinzena de dezembro
Distribuidora: 20th Century Fox

Morre o ator Robert Prosky


O ator Robert Prosky morreu aos 77 anos na última segunda-feira, dia 8, conforme anunciado hoje pelos familiares. Vítima de complicações decorrentes de uma cirurgia no coração, Prosky faleceu em um hospital próximo à sua residência, em Washington DC.
O ator, nascido em Philadelphia, Pennsylvania, no dia 13 de dezembro de 1930, formou-se em Economia. Enquanto estudava teatro em Nova York, trabalhava como guarda-livros no Federal Reserve Bank.
Iniciou a carreira artística no teatro durante os anos 60. No cinema, atuou em aproximadamente 60 filmes, dentre eles "O quarto poder" (1997), "O segredo" (1996), "A letra escarlate" (1995), "O último grande herói" (1993), "Hoffa - Um homem, uma lenda" (1992), "Um sonho distante" (1992), "As coisas mudam" (1988), "As grandes férias" (1988), "Nos bastidores da notícia" (1987), "Christine - O carro assassino" (1983) e "Profissão ladrão" (1981).
Prosky era casado com Ida Hove, mãe de seus três filhos. Por Felipe Brida

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Especiais sobre Cinema


Restauração de “São Bernardo” realça visão capitalista corrosiva de Leon Hirszman (*)

Felipe Brida

Lançado em 1972 após sete meses de censura pelo Regime Militar, o filme “São Bernardo”, baseado na obra de Graciliano Ramos escrita em 1934, sai agora em um DVD especial distribuído pela Vídeo Filmes. O lançamento é resultado do projeto de restauro digital da obra de Leon Hirszman (1937-1987), diretor do longa-metragem. Encabeçam o trabalho de restauração o crítico de cinema Carlos Augusto Calil, os irmãos Lauro e Eduardo Escorel, diretores de fotografia, e os filhos do cineasta, Maria e João Pedro Hirszman.
“São Bernardo” retrata a vida do modesto caixeiro-viajante Paulo Honório (Othon Bastos), que, no interior de Alagoas, enriquece de uma hora para outra e torna-se um homem rude e inescrupuloso. Adquire terras, escraviza seus funcionários e tenta de todas as formas comprar a fazenda de São Bernardo. Arranja um casamento forçado com a professora Madalena (Isabel Ribeiro), a qual a trata como objeto. O conflito entre o casal se intensifica quando Madalena resolve se livrar da dominação do marido.
Em 1974 “São Bernardo” recebeu prêmios em diversos festivais de cinema no Brasil, dentre eles Gramado. A obra restaurada teve sua primeira exibição em tela de cinema na noite de abertura do 41º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, no dia 18 de novembro. O Teatro Nacional recebeu um público de 600 pessoas e contou ainda com a presença dos três últimos integrantes vivos da produção: os atores Othon Bastos e Nildo Parente e o diretor de fotografia Lauro Escorel.
Em entrevista especial ao Notícia da Manhã, o ator Othon Bastos relembrou as dificuldades em se adaptar a obra de Graciliano Ramos para o cinema em plena época do Regime Militar. Confira.


NM – Othon, diante do período turbulento do Regime Militar, em épocas de “Brasil: ame-o ou deixe-o”, como foi construir o personagem Paulo Honório?

Bastos – Vivíamos uma época de repressão, era difícil se manifestar naqueles anos. O personagem não poderia ser outro em circunstância do período que passávamos então: Paulo Honório é rude, frio, perturbado. Ele não aceitava idéias socialistas, revolucionárias. Chega ao ponto de combater o padre, acusando-o de ser comunista. E como poderia amar uma mulher que dizia a realidade, que os empregados da fazenda deveriam receber melhor tratamento, um salário digno? Paulo Honório é a imagem do capitalismo selvagem e violento – ele vem do nada e rapidamente atinge a ascensão, e torna-se um fazendeiro inescrupuloso. E ao mesmo tempo um opressor. Falar desses assuntos durante o Regime Militar era uma questão polêmica. Ao decorrer do filme (e do livro) fica evidente a auto-destruição daquele homem, reflexo dos tempos modernos. É sem dúvida um personagem difícil e que ainda hoje incomoda. As questões do filme e do livro não envelheceram e continuam super-atuais.

NM – O senhor foi um dos rostos marcantes do Cinema Novo, talvez por ter se sobressaído com personagem-chave do filme de maior destaque desse período, “Deus e o Diabo na terra do sol”, dirigido por Glauber Rocha. Como era trabalhar na efervescência do cinema de vanguarda no Brasil?

Bastos – Eu entrei no Cinema Novo pelas portas do fundo; não fazia parte da elite do Cinema Novo, composto por Glauber Rocha, Ruy Guerra, Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e o próprio Leon Hirzsman. Inicialmente, não tinha muita ligação com esse grupo que pensava política e socialmente o movimento cinematográfico. Comecei mesmo em “Deus e o diabo”, em 1964. Depois desse filme, tornei-me a própria imagem do Cinema Novo. Mais tarde, devido a convites, comecei a andar com os fundadores do Cinema Novo. Fiz poucos filmes desse período, aliás antes de “Deus e o Diabo” participei em ponta de dois filmes inaugurais do movimento. Mas o que marcou mesmo foi a figura dual e impressionante do Corisco na obra máxima de Glauber. Trabalhar em cinema nesse período era escolher papéis e saber aonde deveríamos pisar para não ser “comido” pelo Regime Militar. Eram tempos duros.

NM – Antes, diretores e atores estavam à mercê da repressão no Brasil. E hoje, é possível apontar um inimigo cuja classe artística fica acuada?

Bastos – Nos anos 60 e 70 tínhamos um inimigo comum e todos sabiam quem era ele. Sabíamos aonde pisar, como driblar o sistema e, claro, tínhamos a noção de que qualquer passo errado poderia se transformar em uma situação de vida ou morte. O risco era iminente não só para os artistas, mas para políticos e pensadores. Atualmente não sabemos quem são nossos inimigos. Talvez o maior deles seja a parte financeira: muitos diretores e atores tentam fazer cinema, mas por falta de incentivo acabam parando. Alguns conseguem verba com patrocínio, outros recorrem à ajuda estrangeira. Fazer cinema no Brasil hoje é um trabalho árduo e penoso.


Saiba mais sobre o ator

Nascido em Tucano, Bahia, no dia 23 de maio de 1933, Othon Bastos atua em cinema e televisão desde os anos 60. Iniciou a carreira como ator em 1962 participando de uma ponta no filme “Tocaia no asfalto”. No cinema trabalhou em mais de 40 filmes e foi premiado três vezes: melhor ator por “Os deuses e os mortos” em 1970 no Festival de Brasília e na mesma categoria por “São Bernardo” em 1974 no Festival de Gramado, e ator coadjuvante por “Bicho de sete cabeças” em 2002 no Grande Festival de Cinema Brasileiro. Trabalhou em mais de 40 filmes, dentre eles “Bicho de sete cabeças” (2001), “Mauá – O imperador e o rei” (1999). Atuou em 30 novelas, dentre elas “Roque Santeiro” (1985), “Selva de pedra” (1986), “Despedida de solteiro” (1992), “A padroeira” (2001) e “Desejo proibido” (2007), e minisséries como “Desejo” (1990), “O quinto dos infernos” (2002) e “Mad Maria” (2005).


(*) Entrevista publicada no jornal Notícia da Manhã, periódico de Catanduva, na edição do dia 05/12/2008. Crédito para a primeira foto, cena de "São Bernardo": Divulgação. Duas outras fotos: Felipe Brida

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Cine Lançamento


Kung Fu Panda

Urso panda desajeitado, Po (voz de Jack Black) recebe uma missão divina: treinar kung fu ao lado dos mais importantes lutadores de sua terra a fim de proteger o Vale da Paz do vingativo leopardo Tai Lung.

Junto com “Shrek” e “Wallace & Gromit – A batalha dos vegetais”, “Kung Fu Panda” é uma das melhores animações produzidas pela DreamWorks. Tornou-se sucesso de público imediato. No final de semana de estréia nos EUA, na primeira quinzena de junho, arrecadou USS 60 milhões desbaratinando filmes que já estavam consolidados em cartaz – “Indiana Jones e o reino da caveira de cristal”, “Sex and the city - O filme” e “Homem de ferro”.
Diverte e agrada jovens e adultos. No entanto os meninos irão curtir mais as incríveis seqüências de lutas e pancadaria produzidas em computação gráfica cujas técnicas ainda recriam um visual deslumbrante de uma China que preserva os tempos medievais. O uso adequado do sistema digital neste caso comprova a eficácia da incorporação do vídeo-game no cinema, questão bastante debatida hoje por cineastas e estudiosos na área de cinema.
A voz do comediante Jack Black é combinação perfeita para o panda trapalhão e sem jeito para o kung fu. Como não poderia faltar, as mensagens positivas (sobre perseverança, crescimento pessoal etc) conduzem as ações dos personagens da fita.
Em sua primeira animação em formato longa-metragem, Mark Osborne (indicado ao Oscar de curta-metragem de animação em 1998 por “More”) levantou, dentro e fora dos Estados Unidos, nova franquia. A continuação de “Panda”, anunciada recentemente, está prevista para 2011. Por Felipe Brida

Título original: Kung Fu Panda
País/Ano: EUA, 2008
Elenco: Vozes de Jack Black, Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Jackie Chan, Ian McShane, Lucy Liu, James Hong, Seth Rogen, Randall Duk Kim, Michael Clarke Duncan, Wayne Knight.
Direção: Mark Osborne/ John Stevenson
Gênero: Animação
Duração: 92 min.
Lançamento: Segunda quinzena de novembro
Distribuidora: DreamWorks Animation/ Paramount Pictures/ UIP

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Comentários do blogueiro


Amigos leitores

Após 28 dias sem atualização, o blog retorna ao seu funcionamento normal. Devido a compromissos de trabalho estive impossibilitado de sequer disparar uma postagem. Retorno dos festivais de Goiânia e Brasília com muitas novidades, dentre elas entrevistas exclusivas que vocês poderão conferir aqui a partir de hoje. Logo abaixo trago uma matéria - um panorama geral - sobre o 41º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, publicada hoje no jornal Notícia da Manhã.
O email mantém-se aberto para sugestões, críticas e dúvidas; só enviar mensagem para felipe@epipoca.com.br
Um grande abraço e boa leitura.

Especiais sobre Cinema


Festival de Brasília consagra filme sobre fobias com quatro Candangos (*)

Felipe Brida

Mesmo sob uma chuva de vaias do público na noite de entrega dos troféus Candango, o diretor Kiko Goifman saiu-se o vencedor do 41º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, na última terça-feira (dia 25). Seu novo longa-metragem, “FilmeFobia” (foto acima) levou quatro prêmios – melhor filme, ator (Jean-Claude Bernardet), montagem e direção de arte. A fita é um falso documentário em que o ensaísta e crítico de cinema Jean-Claude Bernardet interpreta um cineasta que procura testar diferentes fóbicos. Para isto, reúne um grupo de pessoas que deverá aparecer em seu filme encarando aquilo que os apavora – anões, pombos, aranhas, seringas, altura, sexo, mar e palhaços. Segundo o diretor Kiko Goifman, grande parte do elenco é composta por pessoas que realmente sofrem de uma fobia e, portanto, tiveram de ficar frente a frente com seus medos reais. Em Brasília, o filme, cuja primeira exibição pública ocorreu no 61º Festival de Locarno (Suíça) em agosto passado, causou mal estar e indignação no público.
Considerado por críticos e pelo próprio público como um dos mais insatisfatórios dos últimos anos, a edição 2008 do Festival de Brasília de Cinema Brasileiro trouxe, na seleção oficial, quatro documentários – “À margem do lixo”, “O milagre de Santa Luzia”, “Tudo isso me parece um sonho” e “Ñande Guarani”, uma ficção (Siri-Ará) e outra ficção semi-documental, “FilmeFobia”. O número de interessados no festival também sofreu uma queda violenta em relação aos anos anteriores; estima-se um decréscimo de 25% no público esse ano.

Terceira parte

Logo atrás de “FilmeFobia” ficou “À margem do lixo”, documentário que retrata a vida de catadores de lixo. O filme recebeu três prêmios – especial do Júri, melhor filme (Júri popular) e fotografia. Dirigido por Evaldo Mocarzel, é a terceira parte de uma tetralogia iniciada com “À margem da imagem” (2003) e “À margem do concreto” (2005).

São Bernardo

Na abertura da 41ª edição do Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, duas apresentações especiais marcaram a noite do dia 18 de novembro: um concerto da orquestra do Teatro Nacional Cláudio Santoro, coordenador pelo regente Ira Levin, e, logo após, a exibição do filme “São Bernardo” (1972), do diretor Leon Hirszman, em edição remasterizada. Os últimos integrantes vivos da equipe do filme estiveram presentes no festival para participar de um debate sobre a obra, uma adaptação do livro de Graciliano Ramos: os atores Othon Bastos e Nildo Parente e o diretor de fotografia Lauro Escorel. Confira, na próxima semana, no Notícia da Manhã, entrevista exclusiva com o ator Othon Bastos, realizada diretamente do Festival de Brasília.

Programação

Além da exibição de longas e curtas-metragens, o festival contou com seminários, debates sobre filmes e workshops. O cineasta Nelson Pereira dos Santos, idealizador do movimento Cinema Novo nos anos 60, foi o grande homenageado da edição desse ano.
Na noite de encerramento do festival foi exibido o filme “Lance maior”, em comemoração aos 40 anos do drama, estréia do diretor Sylvio Back no cinema.
Criado em 1965 pelo crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes, o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro é o segundo maior festival de cinema realizado no país – perde apenas para Gramado.


Confira os principais vencedores do troféu Candango na categoria longa-metragem

Prêmios oficiais:

Melhor filme (Júri oficial): “Filmefobia”, de Kiko Goifman
Prêmio especial do Júri: “À margem do lixo”, de Evaldo Mocarzel
Melhor filme (Júri popular): “À margem do lixo”
Melhor direção: Geraldo Sarno, por “Tudo isto me parece um sonho”
Melhor ator: Jean-Claude Bernadet, por “FilmeFobia”
Melhor atriz e Melhor atriz coadjuvante: Elenco feminino de “Siri-Ará”
Melhor ator coadjuvante: Everaldo Pontes, por “Siri-Ará”
Melhor roteiro: Geraldo Sarno e Werner Salles, por “Tudo isto me parece um sonho”
Melhor fotografia: Gustavo Hadba e André Lavenere, por “À margem do lixo”
Melhor direção de arte: Cris Bierrenbach, por “FilmeFobia”
Melhor trilha sonora: “O milagre de Santa Luzia”
Melhor som: Fernando Cavalcante, por “Ñande Guarani”
Melhor montagem: Vania Debs, por “FilmeFobia”

(*) Matéria publicada no jornal Notícia da Manhã, periódico de Catanduva, na edição do dia 28/11/2008. Créditos para a foto: Divulgação

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