quinta-feira, 2 de junho de 2016

Viva Nostalgia!



Lili

Órfã, a garota francesa Lili Daurier (Leslie Caron), de 16 anos, arruma emprego em uma companhia de teatro de marionetes. Apaixona-se pelo mágico Marc, o Magnífico (Jean-Pierre Aumont), homem mais velho, que a despreza. Abalada com a situação, pensa em suicídio, até que fica próxima do manipulador de marionetes Paul Berthalet (Mel Ferrer), que faz de tudo para que ela esqueça aquela paixão desastrosa.

Clássico absoluto do cinema, “Lili” é relançado em DVD no Brasil pela distribuidora Obras-Primas do Cinema – em janeiro de 2014 o filme saiu pela Colecione Clássicos, empresa que se transformou na Obras-Primas e que vem dando atenção especial a filmes marcantes realizados entre as décadas de 30 e 80.
Baseado na história “Love of seven dolls”, de Paul Gallico, o drama/musical tem todo um charme, ingenuidade e lirismo, devido a vários elementos técnicos e de elenco: Leslie Caron, indicada ao Oscar de melhor atriz pelo trabalho em Lili, dá o fôlego à obra, no papel da graciosa protagonista; a fotografia e a direção de arte com cores vivas e ambientes de arranjo teatral completam o conteúdo – também indicados ao Oscar em 1954.
A personagem não é uma simples menina de 16 anos: ela se transforma ao longo do filme, adquirindo maturidade quando começa a trabalhar, encontrando dificuldades em lidar com uma paixão esquisita, tentando até o suicídio (perceba que situação-limite polêmica para abordar num musical dos anos 50!), até se ajustar com a amizade fortalecida com um criador de marionetes. Ela dialoga com os bonecos, num tom fabular, que deixa no ar se ela vive um sonho ou está ainda no mundo real. Como uma caixinha bem montada, “Lili” é uma obra-prima do cinema americano, rico de detalhes, simbologia e encantamento.
Das seis indicações ao Oscar, levou apenas o de melhor trilha sonora (as outras duas que não foram citadas acima foram nas categorias de diretor e roteiro). Recebeu ainda indicação ao grande prêmio em Cannes, ganhou o Bafta de atriz e o Globo de Ouro de roteiro.
Assinado por um diretor genial, Charles Walters, de comédias musicais que deram um gás ao cinema, como “Desfile de Páscoa” (1948), “Alta sociedade” (1956) e “A inconquistável Molly” (1964). Ele também é coreógrafo do filme, função esta que desenvolveu em inúmeras fitas da década de 40, como “Louco por saias”, “À meia luz” e “Agora seremos felizes”. Nesse relançamento em DVD, a distribuidora inseriu como extra trailer de cinema, uma entrevista com Leslie Caron e o curta musical “Festa dos piratas na Ilha de Catalina” (1935). Obrigatório.

Lili (Idem). EUA, 1953, 81 min. Drama/Musical. Colorido. Dirigido por Charles Walters. Disponível em DVD. Distribuição: Obras-Primas do Cinema

quinta-feira, 5 de maio de 2016

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ENTREVISTA NO AR
Quem ainda não conferiu a entrevista que concedi ao Catanduva Post, sobre minha carreira de crítico de cinema e uma análise sobre o cinema brasileiro atual, acesse o link abaixo (lá na seção de "Personalidades Artísticas de Catanduva", comandada pelo ator e diretor Lucas De Lucca, tem a entrevista escrita e os vídeos gravados no estúdio do Sobrado Verde). Comentem, opinem!

http://catanduvapost.com.br/pac-felipebrida


terça-feira, 3 de maio de 2016

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Triste com a notícia do falecimento do crítico de cinema Christian Petermann, com quem tive o prazer de conviver em festivais de cinema pelo Brasil afora - e juntos escrevemos para o boletim Colunas & Notas. Christian partiu na noite desta terça-feira, aos 49 anos, depois de ficar internado por seis dias em decorrência de um infarto. Meus sentimentos à família. Que ele descanse em paz.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

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Bom dia, leitores cinéfilos!
Fui o entrevistado do último final de semana do site "Tudo Sobre Seu Filme", do amigo crítico de cinema Marcus Pacheco (MV Paxton). Respondi às suas famosas "7 Perguntas Capitais". Para ler a entrevista, na íntegra, acesse o link abaixo:
http://www.tudosobreseufilme.com.br/2016/04/felipe-boso-brida-responde-7-perguntas.html


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Resenha especial


Ted 2

O desbocado urso de pelúcia Ted (voz de Seth MacFarlane), hoje casado com a sexy Tami-Lynn (Jessica Barth), vai parar no tribunal por não ser reconhecido como humano pelo Estado de Massachussets. Com o auxílio do amigo John Bennett (Mark Wahlberg), contrata uma advogada chamada Samantha (Amanda Seyfried) para que ele seja “legalizado”. Em meio a confusões extremas envolvendo policiais nervosos e traficantes, Ted e John unem mais forças ainda para que o caso judicial dê voto favorável ao urso de pelúcia.

O primeiro “Ted” (2012) foi grande sucesso de público, popularizou-se rapidamente nos Estados Unidos, com mais de U$ 220 milhões nas bilheterias mundiais, uma comédia de linguajar pesado, piadas picantes e situações absurdas e divertidas protagonizadas pela estrela máxima da fita, o urso de pelúcia Ted, malandrão, de boca suja, viciado em maconha e bebidas alcoólicas (desconstruindo a imagem do fofinho Ted Bear). Com o êxito do original, os mesmos produtores e o diretor (Seth MacFarlane, ator esporádico que empresta a voz ao Ted) aproveitaram a ocasião para uma segunda aventura, com resultado acima da média, seguindo a mesma linha, com piadas grosseiras, palavrões, insinuações sexuais, disfarçada apologia às drogas, diálogos com grau de preconceito, ou seja, uma comédia politicamente incorreta, que sem sombra de dúvida, se não nos atentarmos à moralidade e à ética, diverte à beça (pelo menos eu ri bastante, os diálogos escrachados e irônicos dão a cara ao filme, e a relação bestial entre Ted e o amigo John torna tudo muito engraçado).
Assim como o anterior, a trama afunila para uma regra só: aqui, Ted está casado com a gostosona Tami-Lynn, e o casal pretende ter um filho. Porém o urso recebe intimação de comparecer ao tribunal, acusado de não ser uma “pessoa de carne e osso”, o que poderá anular o casamento. Louco da vida, recorre ao velho companheiro John, contrata uma advogada novata e bem bonita, e parte para a guerra com os juízes. No interim, inúmeras confusões vão rolar, desde uma ida ao banco de esperma (uma sequência das mais asquerosas vistas no cinema), bebedeiras descontroladas com ressacas bravas e, claro, os longos confrontos mano a mano entre Ted e John. Resumindo: bem relacionado com o primeiro filme, escrachado para quem procura este tipo de humor, passatempo acima da média (cuidado com a classificação indicativa de 16 anos!).
O bonitão Mark Wahlberg continua o cara de sempre (como no outro Ted, à vontade no papel), a voz grossa e cômica de Seth MacFarlane dá o tom adequadíssimo ao urso ardiloso e há a presença interessante de Amanda Seyfried. Há participações momentâneas do apresentador Jay Leno, dos atores Liam Neeson (olha só, ele topou uma zoeira ao brincar com os personagens batidos de justiceiro, como vem fazendo a rodo nos últimos dez anos), Dennis Haysbert, Morgan Freeman, John Slattery (criador da série “Mad Men”) e de Giovanni Ribisi (vilão no outro filme), além do jogador de futebol americano Tom Brady (na cena do “pênis sagrado”, num momento bem inusitado), e a volta do ator Sam J. Jones, ex-Flash Gordon, como ele mesmo, e da atriz Jessica Barth como Tami-Lynn, no estereótipo da loira burra. Quase esqueci, tem a narração de Patrick Stewart (de “Star Trek” e “X-Men”) da abertura ao desfecho.
Com orçamento maior que o primeiro, em termos de bilheteria não obteve o mesmo sucesso. Custou U$ 68 milhões, mas rendeu U$ 81 milhões. Agora está disponível em DVD. No brasil, saiu apenas a versão de cinema, de 115 minutos, enquanto nos EUA há a sem cortes, com 10 minutos a mais (podemos ver algumas cenas retiradas da projeção estendida nos extras).
Arrisque para uma diversão descompromissada, tenho certeza que irá curtir. Por Felipe Brida

Ted 2 (Idem). EUA, 2015, 115 min. Comédia. Dirigido por Seth MacFarlane. Distribuição: Universal

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Saiu essa semana o catálogo do 42o. Festival Sesc Melhores Filmes, um dos mais antigos e conceituados festivais do Brasil. Minha votação dos melhores de 2015 está registrada lá nas páginas da "Votação dos Críticos" (em ordem alfabética ao lado de outros 109 colegas críticos brasileiros). O festival já começou! No Sesc Catanduva a programação será de 10 a 13 de maio, com oito filmes selecionados e sessões gratuitas às 15h e 19h.


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Morre o cineasta e roteirista Guy Hamilton


Faleceu ontem aos 93 anos Guy Hamilton, roteirista e cineasta francês, mas radicado na Inglaterra. Dirigiu quatro filmes da franquia James Bond - 007 contra Goldfinger (1964), 007: Os diamantes são eternos (1971), Com 007 viva e deixe morrer (1973) e 007 contra o homem com a pistola de ouro (1974), além de outros 15 filmes, dentre eles Escapando do inferno (1955), O melhor dos inimigos (1961), As duas faces da lei (1964), Funeral em Berlim (1966), A batalha da Grã-Bretanha (1969), O comando 10 de Navarone (1978), A maldição do espelho (1980) e Assassinato num dia de sol (1982).


Especial de Cinema

  Mostra Internacional de Cinema de SP comemora 50 anos e dá início na próxima semana   A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo comemo...