Triste com a notícia do falecimento do crítico de cinema Christian Petermann, com quem tive o prazer de conviver em festivais de cinema pelo Brasil afora - e juntos escrevemos para o boletim Colunas & Notas. Christian partiu na noite desta terça-feira, aos 49 anos, depois de ficar internado por seis dias em decorrência de um infarto. Meus sentimentos à família. Que ele descanse em paz.
terça-feira, 3 de maio de 2016
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Comentários do blogueiro
Bom dia, leitores cinéfilos!
Fui o entrevistado do último final de semana do site "Tudo Sobre Seu Filme", do amigo crítico de cinema Marcus Pacheco (MV Paxton). Respondi às suas famosas "7 Perguntas Capitais". Para ler a entrevista, na íntegra, acesse o link abaixo:
http://www.tudosobreseufilme.com.br/2016/04/felipe-boso-brida-responde-7-perguntas.html
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Resenha especial
Ted 2
O desbocado
urso de pelúcia Ted (voz de Seth MacFarlane), hoje casado com a sexy Tami-Lynn
(Jessica Barth), vai parar no tribunal por não ser reconhecido como humano pelo
Estado de Massachussets. Com o auxílio do amigo John Bennett (Mark Wahlberg),
contrata uma advogada chamada Samantha (Amanda Seyfried) para que ele seja “legalizado”.
Em meio a confusões extremas envolvendo policiais nervosos e traficantes, Ted e
John unem mais forças ainda para que o caso judicial dê voto favorável ao urso
de pelúcia.
O primeiro
“Ted” (2012) foi grande sucesso de público, popularizou-se rapidamente nos
Estados Unidos, com mais de U$ 220 milhões nas bilheterias mundiais, uma comédia
de linguajar pesado, piadas picantes e situações absurdas e divertidas
protagonizadas pela estrela máxima da fita, o urso de pelúcia Ted, malandrão,
de boca suja, viciado em maconha e bebidas alcoólicas (desconstruindo a imagem
do fofinho Ted Bear). Com o êxito do original, os mesmos produtores e o diretor
(Seth MacFarlane, ator esporádico que empresta a voz ao Ted) aproveitaram a
ocasião para uma segunda aventura, com resultado acima da média, seguindo a mesma
linha, com piadas grosseiras, palavrões, insinuações sexuais, disfarçada apologia
às drogas, diálogos com grau de preconceito, ou seja, uma comédia politicamente
incorreta, que sem sombra de dúvida, se não nos atentarmos à moralidade e à
ética, diverte à beça (pelo menos eu ri bastante, os diálogos escrachados e
irônicos dão a cara ao filme, e a relação bestial entre Ted e o amigo John torna
tudo muito engraçado).
Assim
como o anterior, a trama afunila para uma regra só: aqui, Ted está casado com a
gostosona Tami-Lynn, e o casal pretende ter um filho. Porém o urso recebe
intimação de comparecer ao tribunal, acusado de não ser uma “pessoa de carne e
osso”, o que poderá anular o casamento. Louco da vida, recorre ao velho
companheiro John, contrata uma advogada novata e bem bonita, e parte para a
guerra com os juízes. No interim, inúmeras confusões vão rolar, desde uma ida
ao banco de esperma (uma sequência das mais asquerosas vistas no cinema), bebedeiras
descontroladas com ressacas bravas e, claro, os longos confrontos mano a mano
entre Ted e John. Resumindo: bem relacionado com o primeiro filme, escrachado
para quem procura este tipo de humor, passatempo acima da média (cuidado com a
classificação indicativa de 16 anos!).
O
bonitão Mark Wahlberg continua o cara de sempre (como no outro Ted, à vontade
no papel), a voz grossa e cômica de Seth MacFarlane dá o tom adequadíssimo ao urso
ardiloso e há a presença interessante de Amanda Seyfried. Há participações momentâneas
do apresentador Jay Leno, dos atores Liam Neeson (olha só, ele topou uma zoeira
ao brincar com os personagens batidos de justiceiro, como vem fazendo a rodo
nos últimos dez anos), Dennis Haysbert, Morgan Freeman, John Slattery (criador
da série “Mad Men”) e de Giovanni Ribisi (vilão no outro filme), além do
jogador de futebol americano Tom Brady (na cena do “pênis sagrado”, num momento
bem inusitado), e a volta do ator Sam J. Jones, ex-Flash Gordon, como ele mesmo,
e da atriz Jessica Barth como Tami-Lynn, no estereótipo da loira burra. Quase
esqueci, tem a narração de Patrick Stewart (de “Star Trek” e “X-Men”) da
abertura ao desfecho.
Com
orçamento maior que o primeiro, em termos de bilheteria não obteve o mesmo
sucesso. Custou U$ 68 milhões, mas rendeu U$ 81 milhões. Agora está disponível
em DVD. No brasil, saiu apenas a versão de cinema, de 115 minutos, enquanto nos
EUA há a sem cortes, com 10 minutos a mais (podemos ver algumas cenas retiradas
da projeção estendida nos extras).
Arrisque
para uma diversão descompromissada, tenho certeza que irá curtir. Por Felipe Brida
Ted 2 (Idem). EUA, 2015, 115 min.
Comédia. Dirigido por Seth MacFarlane. Distribuição: Universal
Comentários do blogueiro
Saiu essa semana o catálogo do 42o. Festival Sesc Melhores Filmes, um dos mais antigos e conceituados festivais do Brasil. Minha votação dos melhores de 2015 está registrada lá nas páginas da "Votação dos Críticos" (em ordem alfabética ao lado de outros 109 colegas críticos brasileiros). O festival já começou! No Sesc Catanduva a programação será de 10 a 13 de maio, com oito filmes selecionados e sessões gratuitas às 15h e 19h.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Morre o cineasta e roteirista Guy Hamilton
Faleceu ontem aos 93 anos Guy Hamilton, roteirista e cineasta francês, mas radicado na Inglaterra. Dirigiu quatro filmes da franquia James Bond - 007 contra Goldfinger (1964), 007: Os diamantes são eternos (1971), Com 007 viva e deixe morrer (1973) e 007 contra o homem com a pistola de ouro (1974), além de outros 15 filmes, dentre eles Escapando do inferno (1955), O melhor dos inimigos (1961), As duas faces da lei (1964), Funeral em Berlim (1966), A batalha da Grã-Bretanha (1969), O comando 10 de Navarone (1978), A maldição do espelho (1980) e Assassinato num dia de sol (1982).
sexta-feira, 18 de março de 2016
Crítica de cinema
O fim do mundo, enfim
Documentário
acompanhado de um show exclusivo em comemoração aos 30 anos do festival “O
Começo do Fim do Mundo”, que marcou o movimento punk no cenário musical
brasileiro.
O
Selo Sesc acaba de lançar em DVD um bom documentário original sobre os 30 anos
do festival “O começo do fim do mundo”, evento único que abriu as portas da
música brasileira para o punk rock. O DVD, com 112 minutos de duração, é dividido
em duas partes: “O Fim do Mundo, Enfim: O documentário” (de 43 minutos), com
depoimentos de músicos e fundadores do festival, e “O Fim do Mundo, Enfim: O
show” (de 69 minutos), um empolgante show na íntegra, realizado no Sesc Pompeia
em 2012, com a participação de bandas que se apresentaram três décadas antes
naquele mesmo espaço.
O
documentário em si, bem detalhado por sinal, resgata o conceito do punk
brasileiro a partir de uma série de depoimentos de músicos representantes das principais
bandas do gênero, como Garotos Podres, Lixomania, Ratos do Porão, Inocentes,
Restos de Nada, Olho Seco e Cólera. Eles contam a estrondosa experiência de
quando pisaram nos palcos do então recém-inaugurado Sesc Fábrica Pompeia (hoje
Sesc Pompeia), nos dias 27 e 28 de novembro de 1982, para agitar o público com suas
letras agressivas, sarcásticas, niilistas, sempre com cunho de contestação, decretando
a autonomia pelo manifesto do “Faça você mesmo”. É interessante vê-los hoje,
mais velhos! Além disso, o documentário é ilustrado com trechos do antigo show,
e músicos como João Gordo e o escritor, dramaturgo e fundador do festival
Antonio Bivar relembram fatos históricos de “O começo do fim do mundo” que
repercutiram na mídia mundial – houve intervenção policial na época,
quebra-quebra, brigas, discriminação, histeria, mas também durante os dois dias
do evento os organizadores desenvolveram oficinas musicais, debates e exibição
de filmes, com nítida preocupação cultural.
Há
um espaço no documentário para grupos atuais do punk rock analisar a influência
de “mestres” do passado, por exemplo, Agrotóxico e Flicts, que estão no mercado
musical há 15, 20 anos.
O
Selo Sesc caprichou no DVD comemorativo, um produto fidedigno aos fãs do punk
rock; vale destacar que de uns anos para cá o Selo Sesc distribui documentários
criativos aqui no Brasil, boa parte com produção própria. Fiquem atentos para
novos títulos!
O fim do mundo, enfim (Idem). Brasil, 2016, 112 min.
Documentário/Show. Dirigido por Camila Miranda. Distribuição: Selo Sesc
quarta-feira, 16 de março de 2016
Crítica de cinema
A filha de Satã
O professor
universitário Normal Taylor (Peter Wyngarde) suspeita que a esposa, Tansy
(Janet Blair), pratica bruxaria. Ele descobre estranhos objetos em sua casa,
que reforçam sua ideia, e a partir daí inicia uma investigação particular.
Cultuada
fita inglesa sobre bruxaria moderna que custou barato para os padrões da época
(U$ 200 mil), com suspense mantido do começo ao fim graças ao roteiro preciso, repleto
de estranhos acontecimentos e alguns sustos. É o trabalho mais conhecido do
diretor escocês Sidney Hayers (1921-2000), o mesmo de “Circo de horrores”
(1960) e “A morte ronda a floresta” (1966), que no Brasil recebeu um título
sensacionalista e nos Estados Unidos outro bem chamativo, “Burn, witch, burn”,
como estratégia de marketing para garantir público nos cinemas.
Na
intrigante história, um cético professor procura desvendar o lado obscuro da
esposa quando encontra em casa pequenos objetos de bruxaria, magia negro e vodu,
como bonecos em miniatura com semblante humano, materiais pontiagudos e cartas de
Tarot queimadas. Quanto mais ele investiga, expondo a própria vida, mais ficam
visíveis as suspeitas sobre a mulher.
Rodado
na Inglaterra, em fotografia em preto-e-branco, o filme encabeça a lista dos
melhores sobre bruxaria moderna, chamando a atenção para os curiosos detalhes de
rituais e feitiçaria que as bruxas praticam para espalhar o mal. Inédito em
DVD, sai agora no Brasil em cópia restaurada pela Versatil, no box “Obras-primas
do terror – volume 4”, com cinco outros títulos: “Sob o poder da maldade”
(1967), “Nasce um monstro” (1974), “Schock” (1977), “A casa do cemitério”
(1981) e “A espinha do diabo” (2001).
A filha de Satã (Night of the eagle). Inglaterra, 1962,
90 min. Terror. Dirigido por Sidney Hayers. Distribuição: Versátil Home Video
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