À sombra do vulcão
Dirigido pelo mestre John
Huston em sua fase final, o filme também recebeu indicação ao Oscar de trilha
sonora, assinada por Alex North, e foi lembrado em Cannes, concorrendo à Palma
de Ouro. Está disponível em DVD pela Versátil Home Vídeo.
À sombra
do vulcão (Under the volcano).
EUA/México, 1984, 112 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por John Huston.
Distribuição: Versátil Home Video
A
rainha Margot
Em
1572, a França vivia mergulhada em violentas guerras religiosas entre católicos
e protestantes. Para apaziguar os conflitos, Catarina de Médicis (Virna Lisi),
mãe do rei Carlos IX (Jean-Hugues Anglade), obriga a filha Margarida de Valois,
conhecida como Margot (Isabelle Adjani), a se casar com um primo distante, Henrique
de Navarra (Daniel Auteuil), líder dos huguenotes (nome dado aos protestantes
franceses adeptos ao Calvinismo) e primeiro monarca da Casa de Bourbon. O
enlace, celebrado em Paris, deveria simbolizar a reconciliação, mas vira estopim
de uma das maiores tragédias da História francesa: a Noite de São Bartolomeu,
quando milhares de protestantes foram brutalmente assassinados pelos católicos.
Drama
de época com ares de romance gótico, o premiado filme de Patrice Chéreau é
inspirado no romance de Alexandre Dumas (pai), primeira parte de uma série de
livros históricos de Dumas intitulado “Os romances Valois”. Com precisão
histórica e sem economia de violência, o falecido Chéreau recriou a tensão da
França no reinado de Carlos IX (compreendido entre 1560 e 1574),
focando no casamento da princesa católica Margot com o protestante Henrique de
Navarra, que serviria para liquidar com a guerra religiosa entre os dois
grupos, travada há 10 anos. Até a metade, o filme reconta os passos desse
casamento forjado, bem como a trama política por trás disso tudo, até culminar,
da metade para o fim, com o trágico episódio da Noite de São Bartolomeu, que
começou em Paris e se espalhou para diversas cidades da França durante dois
dias. Naquela noite de 23 de agosto de 1572, houve uma terrível repressão
católica contra os huguenotes – estima-se que entre 5 e 25 mil pessoas foram massacradas
(os números são incertos até hoje). Isabelle Adjani brilha como Margot, ao lado
de Daniel Auteuil, Vincent Perez, Jean-Hugues Anglade e Virna Lisi (que
interpreta uma implacável Catarina de Médicis, uma senhora maquiavélica). A
superprodução, com trilha de Goran Bregović, conquistou o Prêmio do Júri e o de
melhor atriz em Cannes (justamente para Virna Lisi), e é considerada uma das
mais impactantes representações da Noite de São Bartolomeu no cinema. Indicado
ainda ao Oscar de figurino, ao Globo de Ouro de filme estrangeiro e ao Bafta de
produção estrangeira, ganhou cinco prêmios Cesar, o Oscar
francês, nas categorias de melhor atriz (Isabelle), coadjuvantes (Anglade e
Virna), fotografia e figurino –
aliás, figurino, direção de arte e fotografia são de um capricho ímpar, um
verdadeiro estudo de representação e contexto, que recria perfeitamente a
França do século XVI.
Sensual, ao mesmo tempo violento, o filme ficou conhecido
na época do extinto VHS, e saiu em DVD em duas ocasiões – pela editora NBO, em
2010, em formato incorreto de tela, com cortes, totalizando 143 minutos, e pela
Versátil Home Video, em 2020, na versão do diretor (com 153 minutos) – a cópia
da Versátil está ótima, que foi restaurada pela Pathé, e o filme vem em disco
duplo com 1h30 de extras e no enquadramento correto de tela, Widescreen. Um de
meus filmes de época preferidos. Recomendo!
A rainha Margot (La reine Margot).
França/Alemanha/Itália, 1994, 153 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por Patrice
Chéreau. Distribuição: NBO
(DVD de 2010) e Versátil Home Video (DVD de 2020)




Nenhum comentário:
Postar um comentário