Explosão no trem-bala
Cinema na Web
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Resenhas especiais - Parte 2
Explosão no trem-bala
domingo, 14 de junho de 2026
Resenhas especiais - Parte 1
A primeira Barbie negra
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Especial de cinema - Parte 2
Festival “Olhar de Cinema” termina amanhã; confira mais filmes vistos
Confira
abaixo mais filmes que assisti no festival e recomendo:
Barbara
forever (2026)
Grande
vencedor do Teddy Bear na Berlinale de 2026, prêmio entregue a obras de
temática LGBTQIAPN+, o documentário de estreia de Brydie O'Connor é uma
homenagem de corpo e alma a uma cineasta independente que marcou a cena da
contracultura novaiorquina dos anos 60 e 70, Barbara Hammer (1939-2019). O
filme acompanha o legado deixado por ela na fotografia, no cinema e na
videoarte, com seus trabalhos ousados sobre o corpo feminino e questões de
gênero. Barbara deixou marcas tanto no cinema experimental quanto na arte
contemporânea ao trazer para o centro da discussão as experiências lésbicas e
feministas vividas por ela e por suas companheiras. Construiu uma carreira
original, produzindo mais de 90 obras audiovisuais entre filmes, fotografias, performances,
videoarte, colagens e instalações, inspirada por nomes como a diretora Maya
Deren. Explorou técnicas visuais inovadoras, desde montagem fragmentada a
sobreposição de imagens e experimentações com o corpo em movimento, criando uma
linguagem única que desafiava convenções abrindo espaço para formas diferentes de
representação (num período em que havia uma profusão de novidades no campo das
artes visuais, décadas de 60 e 70). A obra de Barbara é pioneira porque, em uma
época em que a homossexualidade feminina era invisibilizada, colocou o desejo e
a intimidade entre mulheres como protagonistas, em filmes que chegaram a
festivais, como “Dyketactics” (1974), “Women I love” (1976) e “Nitrate kisses”
(1992), este exibido em Toronto e Sundance. Parte de seus longas e
curtas-metragens tornaram-se marcos do cinema queer ao exibir o afeto e a
sexualidade lésbica de maneira poética, muito libertadora. O documentário traz momentos
de sua vida privada, declarações e depoimentos antigos e atuais, com ela mesma
em perspectiva e muito da colaboração de sua esposa, a ativista de direitos
humanos Florrie Burke, que ajudou na finalização do filme. No terço final, os
momentos mais duros: a descoberta do câncer de Barbara, que a levou a fazer
trabalhos sobre a finitude da vida. O doc também foi premiado em Sundance desse
ano, e é um dos grandes documentários da temporada. No festival Olhar de Cinema
está na seção “Exibições especiais” e conta com mais uma exibição, amanhã, dia
13/06.
terça-feira, 9 de junho de 2026
Especial de Cinema
15a edição do Olhar de Cinema reúne milhares de pessoas na capital do Paraná
A programação inclui filmes das Competitivas Brasileira e Internacional, além de clássicos restaurados (sendo seis em homenagem ao cineasta polonês Andrzej Wajda, e ainda títulos de Béla Tarr, David Lynch e Frederick Wiseman) e exibições especiais de filmes do mundo todo realizados entre 2025 e 2026,
Criado como um festival de cinema independente em 2012, o Olhar de Cinema já levou mais de 250 mil pessoas para as salas de cinema e exibiu mais de 1200 filmes do mundo inteiro. Consolida-se, assim, como um dos mais importantes festivais internacionais de cinema do Brasil. Além das exibições de filmes, há também o Seminário de Cinema de Curitiba (com debates, palestras e encontros com profissionais do audiovisual), três oficinas e o CuritibaLab (laboratório de pós-produção de filmes, com consultoria de montagem e marketing).
Os ingressos e credencais estão à venda tanto pelo site oficial do evento, https://olhardecinema.com.br quanto pelo aplicativo e nas bilheterias das salas. Há ainda sessões gratuitas, com retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão. O festival acontece em cinco locais de exibição: Cine Passeio, Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), Cinemateca de Curitiba, Teatro da Vila e Ópera de Arame.
Fotos da sessão de abertura, de salas de exibição e de seminários, feitos por Felipe Brida
O Olhar de Cinema é viabilizado por leis de incentivo e patrocínios, como Ministério da Cultura (via Lei Rouanet) e Governo do Estado do Paraná, via Secretaria da Cultura e Profice (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná). Conta com patrocínio do Terminal de Contêineres de Paranaguá, Sanepar, Mili, Fomento Paraná e Solvay Peróxidos, além de apoio do Projeto Paradiso, Uninter, Cine Passeio, Cinemateca de Curitiba, Teatro da Vila e Icac (Instituto Curitiba de Arte e Cultura) e incentivo da Prefeitura de Curitiba e da Fundação Cultural de Curitiba.
Confira abaixo os filmes que integram as Mostras Competitivas Brasileira e Internacional, de longas-metragens:
Estreias da semana – Nos cinemas – Parte 2
Backrooms: Um não-lugar
Cordélicos – A origem do Cabra da Peste
Todo
mundo em pânico
As
bilheterias no mundo engordaram com o novo “Todo mundo em pânico”, o sexto
filme da franquia que retornou com tudo aos cinemas no último fim de semana, uma
fita escrachada que implode os vícios da cultura americana e parodia os filmes
de terror da atual safra (além de fazer uma série de autocríticas do próprio
elenco). A comédia besteirol é de uma liberdade criativa infinita, bem superior
aos anteriores (que foram ficando envelhecidos, esculachados, mal-feitos e sem
sentido). Há reciclagem das piadas e referências, reunindo o elenco original (como
Regina Hall, os irmãos Marlon e Shawn Wayans, Anna Faris, Lochlyn Munro, Chris
Elliott, Carmen Electra e Dave Sheridan), que usam e abusam de zoeiras,
cafonices e ousadia para manter o legado da franquia. As piadas políticas se
superam: tem citações aos movimentos “Me too” e “Vidas negras importam”,
críticas ferozes a Trump e sua polícia fascista que caça imigrantes, o “Ice”,
referência à invasão ao Capitólio, a Musk e ao pedófilo Jeffrey Epstein.
Criticam a cultura das lives e dos influencers e a era do cancelamento, caçoam
da linguagem como gírias e pronome neutro, e parodiam mais de 20 longas da
última década, não só de terror, mas animações e policial, como “Corra!”, “Pânico”,
“Pecadores”, “Halloween”, “Guerreiras do K-pop”, “Sorria”, “Michael”, “Longlegs
– Vínculo mortal”, “A substância”, “John Wick” e “Bailarina, “Candyman”, “A hora
do mal” e até uma passagem de segundos, muito engraçada, de “As branquelas”.
Abre com Teyana Taylor como ela mesma numa referência a ter perdido o Oscar
desse ano. Curti e rachei de rir em alguns momentos (pelo menos me aliviei
nesse puro suco de entretenimento que não se disfarça em ser “enlatado cultural”).
Como disse, é bem melhor que os filmes anteriores da franquia que completou 26
anos – quase todos os outros foram campeões de indicações no Razzie Awards, com
Lindsay Lohan e Carmen Electra vencendo de “pior atriz”, junto de The Stinkers
Bad Movie Awards, que também existiu em Los Angeles por quase 30 anos para
premiar os piores. A cinessérie nasceu em 2000, numa década marcada pelo
besteirol que enchia as salas de jovens (como “American pie” e “Jackass”), e a
cada dois anos aparecia um novo filme zoeira do grupo; desde 2013 não havia um exemplar,
e este, que se chamaria “parte 6”, devido ao lapso de tanto tempo, ficou, a
mando da distribuidora Universal, apenas “Todo mundo em pânico” - já que também
em nenhum há relações diretas de continuação. Está nos cinemas fazendo boa
bilheteria - vá para rir muito e se soltar, e espere até os últimos minutos,
pois há duas cenas pós-créditos.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Estreias do mês – Nos cinemas - Parte 1
Dolores
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas – Parte 5
Diamantes
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