Cine Debate traz neste sábado filme brasileiro premiado em festivais nacionais
Cinema na Web
terça-feira, 23 de junho de 2026
Nota do blogueiro
Cine Debate traz neste sábado filme brasileiro premiado em festivais nacionais
domingo, 21 de junho de 2026
Especial de cinema
Festival In-Edit Brasil segue com dezenas de documentários inéditos ao público
O In-Edit Brasil é uma realização da In Brasil Cultural, do Ministério da Cultura (via Lei Rouanet), do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Sesc São Paulo, e conta com patrocínio do Itaú Unibanco e da Spcine, além da parceria com a Cinemateca Brasileira. O festival foi criado em Barcelona, na Espanha, em 2003, e é realizado no Brasil desde 2009. Paralelamente ocorrem edições do In-Edit em cinco países: Espanha, Chile, Países Baixos, Grécia e México, além de, no Brasil, contar com mostras itinerantes em cidades do interior de São Paulo, como Piracicaba e São Luiz do Paraitinga. Conheça mais sobre o Festival In-Edit Brasil no instagram https://www.instagram.com/ineditbrasil/ e no site oficial https://br.in-edit.org. Confira abaixo mais filmes que assisti no festival e indico:
(2025, de Rodrigo Pinto)
(2025, de Luiz Eduardo Ozório)
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Especial de cinema
In-Edit Brasil 2026 começa com mais de 60 filmes na programação
O In-Edit Brasil é uma realização da In Brasil Cultural, do Ministério da Cultura (via Lei Rouanet), do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Sesc São Paulo, e conta com patrocínio do Itaú Unibanco e da Spcine, além da parceria com a Cinemateca Brasileira.
O festival foi
criado em Barcelona, na Espanha, em 2003, e é realizado no Brasil desde 2009.
Paralelamente ocorrem edições do In-Edit em cinco países: Espanha, Chile,
Países Baixos, Grécia e México, além de, no Brasil, contar com mostras
itinerantes em cidades do interior de São Paulo, como Piracicaba e São Luiz do
Paraitinga. Conheça mais sobre o Festival In-Edit Brasil no instagram https://www.instagram.com/ineditbrasil/ e no site oficial https://br.in-edit.org
Confira filmes que assisti no festival e indico:
Massa funkeira
(Brasil, 2025, de Ana Rieper)
Documentário musical sobre o universo do funk, gênero musical popular que fala das ruas, com linguagem dinâmica, aborda sexo e modos de viver de maneira livre e, às vezes, arbitrária. O filme capta depoimentos de cantoras e cantores de funk (que ganha ouvintes e adeptos todos os dias) em que contam as inspirações diárias, de sua visão de mundo, e de como as letras e as danças expressam identidade, resistência e desejo. Produzido nas comunidades periféricas do Brasil, traz cenas de bailes e pancadão, com todo o linguajar pesado que sintetiza esse movimento da música que ganhou fama a partir dos anos 90, que celebra a diversidade cultural. Da diretora dos documentários musicais ‘Vou rifar meu coração’ (2012) e ‘Clementina’ (2018), Ana Rieper. Exibido na Mostra Internacional de SP, está na Competição Brasileira do festival In-edit, com sessões nos dias 20, 25 e 27/06.
Confira filmes que assisti no festival e indico:
(Brasil, 2025, de Ana Rieper)
Documentário musical sobre o universo do funk, gênero musical popular que fala das ruas, com linguagem dinâmica, aborda sexo e modos de viver de maneira livre e, às vezes, arbitrária. O filme capta depoimentos de cantoras e cantores de funk (que ganha ouvintes e adeptos todos os dias) em que contam as inspirações diárias, de sua visão de mundo, e de como as letras e as danças expressam identidade, resistência e desejo. Produzido nas comunidades periféricas do Brasil, traz cenas de bailes e pancadão, com todo o linguajar pesado que sintetiza esse movimento da música que ganhou fama a partir dos anos 90, que celebra a diversidade cultural. Da diretora dos documentários musicais ‘Vou rifar meu coração’ (2012) e ‘Clementina’ (2018), Ana Rieper. Exibido na Mostra Internacional de SP, está na Competição Brasileira do festival In-edit, com sessões nos dias 20, 25 e 27/06.
(Brasil, 2026, de Lírio Ferreira)
Novo trabalho do diretor pernambucano Lírio Ferreira, cuja carreira é alternada entre filmes de ficção, como “Baile perfumado” (1996) e “Árido movie” (2005), e documentário (ele já realizou docs sobre Cacá Diegues, Cartola e Cachorro Grande, por exemplo). Ferreira volta-se, novamente, ao universo da música, agora para trazer um pouco sobre Alceu Valença, focando no emblemático álbum “Vivo” (1976), primeiro disco ao vivo do cantor e segundo álbum solo dele, que entrou em listas do mundo todo como um dos discos mais influentes daquela década. O doc celebra tanto os 50 anos de “Vivo” quanto os 80 anos de Alceu (que comemora em julho próximo), reunindo entrevistas atuais dele e muito material de arquivo. “Vivo” trazia músicas importantes do repertório, como “Sol e chuva” e “Papagaio do futuro”, marcado por influências da psicodelia, misturando ritmos como rock, pop, forró e experimentações de vanguarda (algo típico nos processos criativos de Valença, a mistura efusiva de sons e ritmos). Nesse percurso audiovisual, o cantor e compositor surge como figura central do underground nordestino, articulando música, poesia e rebeldia estética em um momento de efervescência política – 1976 era Ditadura, e Alceu e amigos compositores, como Geraldo Azevedo, que aparece no doc, foram perseguidos e presos em tal período. Trata-se de um tributo à vitalidade de Alceu Valença e à potência transformadora da música nordestina. “Vivo” foi o filme de abertura do Festival “É Tudo Verdade” no Rio e agora está na Competição Nacional do festival In-edit, com sessões nos dias 23, 26 e27/06.
(Brasil, 2026, de Rafael Saar)
Novo trabalho autoral do cineasta carioca Rafael Saar, que já dirigiu documentários musicais, além de especiais para TV, de nomes cultuados da música brasileira, como Maria Alcina (no filme “Sem vergonha”) e a dupla Luli & Lucina (no maravilhoso “Yorimatã”). Agora ele faz uma viagem tresloucada ao mundo de Baby Consuelo, a Baby do Brasil, num doc inteiramente narrado por ela (em primeira pessoa). A obra se constrói a partir da pluralidade transgressora da artista, hoje com 73 anos; ela relembra quando fugiu de casa aos 17 para explorar o campo da música, onde conheceu no Rio Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Moraes Moreira e com eles fundou o grupo “Os Novos Baianos”. Com muitas imagens de arquivo, de bastidores e dos shows, Baby também relembra o espírito hippie nos anos 70, período influenciado pela contracultura, e depois o pop multicolorido que marcou sua presença na década de 80. O filme reforça a liberdade criativa da cantora e compositora (cuja inspiração principal foi Janis Joplin), sua versatilidade, o estrondo de seus figurinos extravagantes e ousados e a vida compartilhada com o cantor e compositor Pepeu Gomes, com quem teve seis filhos. O terço final do doc foca no trabalho atual de Baby, como pregadora religiosa (e os motivos, como visões sagradas, que a levaram a incursionar ao campo religioso). “Apopcalipse segundo Baby” é um retrato da liberdade a partir da própria natureza multifacetada da cantora, mostrando como a artista atravessou décadas sem se enquadrar nos padrões. A première do doc se deu no festival ‘É Tudo Verdade’, e agora está na seção ‘Mostra Brasil’ do festival In-edit, com sessões nos dias 20 e 26/06.
(Brasil, 2025, de André Weller)
Estreias da semana - Nos cinemas e streamings - Parte 2
Labirinto dos garotos perdidos
terça-feira, 16 de junho de 2026
Estreias da semana - Nos cinemas - Parte 1
Amor apocalipse
Olhe o mar
Resenhas especiais - Parte 3
À sombra do vulcão
Dirigido pelo mestre John
Huston em sua fase final, o filme também recebeu indicação ao Oscar de trilha
sonora, assinada por Alex North, e foi lembrado em Cannes, concorrendo à Palma
de Ouro. Está disponível em DVD pela Versátil Home Vídeo.
À sombra
do vulcão (Under the volcano).
EUA/México, 1984, 112 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por John Huston.
Distribuição: Versátil Home Video
A
rainha Margot
Em
1572, a França vivia mergulhada em violentas guerras religiosas entre católicos
e protestantes. Para apaziguar os conflitos, Catarina de Médicis (Virna Lisi),
mãe do rei Carlos IX (Jean-Hugues Anglade), obriga a filha Margarida de Valois,
conhecida como Margot (Isabelle Adjani), a se casar com um primo distante, Henrique
de Navarra (Daniel Auteuil), líder dos huguenotes (nome dado aos protestantes
franceses adeptos ao Calvinismo) e primeiro monarca da Casa de Bourbon. O
enlace, celebrado em Paris, deveria simbolizar a reconciliação, mas vira estopim
de uma das maiores tragédias da História francesa: a Noite de São Bartolomeu,
quando milhares de protestantes foram brutalmente assassinados pelos católicos.
Drama
de época com ares de romance gótico, o premiado filme de Patrice Chéreau é
inspirado no romance de Alexandre Dumas (pai), primeira parte de uma série de
livros históricos de Dumas intitulado “Os romances Valois”. Com precisão
histórica e sem economia de violência, o falecido Chéreau recriou a tensão da
França no reinado de Carlos IX (compreendido entre 1560 e 1574),
focando no casamento da princesa católica Margot com o protestante Henrique de
Navarra, que serviria para liquidar com a guerra religiosa entre os dois
grupos, travada há 10 anos. Até a metade, o filme reconta os passos desse
casamento forjado, bem como a trama política por trás disso tudo, até culminar,
da metade para o fim, com o trágico episódio da Noite de São Bartolomeu, que
começou em Paris e se espalhou para diversas cidades da França durante dois
dias. Naquela noite de 23 de agosto de 1572, houve uma terrível repressão
católica contra os huguenotes – estima-se que entre 5 e 25 mil pessoas foram massacradas
(os números são incertos até hoje). Isabelle Adjani brilha como Margot, ao lado
de Daniel Auteuil, Vincent Perez, Jean-Hugues Anglade e Virna Lisi (que
interpreta uma implacável Catarina de Médicis, uma senhora maquiavélica). A
superprodução, com trilha de Goran Bregović, conquistou o Prêmio do Júri e o de
melhor atriz em Cannes (justamente para Virna Lisi), e é considerada uma das
mais impactantes representações da Noite de São Bartolomeu no cinema. Indicado
ainda ao Oscar de figurino, ao Globo de Ouro de filme estrangeiro e ao Bafta de
produção estrangeira, ganhou cinco prêmios Cesar, o Oscar
francês, nas categorias de melhor atriz (Isabelle), coadjuvantes (Anglade e
Virna), fotografia e figurino –
aliás, figurino, direção de arte e fotografia são de um capricho ímpar, um
verdadeiro estudo de representação e contexto, que recria perfeitamente a
França do século XVI.
Sensual, ao mesmo tempo violento, o filme ficou conhecido
na época do extinto VHS, e saiu em DVD em duas ocasiões – pela editora NBO, em
2010, em formato incorreto de tela, com cortes, totalizando 143 minutos, e pela
Versátil Home Video, em 2020, na versão do diretor (com 153 minutos) – a cópia
da Versátil está ótima, que foi restaurada pela Pathé, e o filme vem em disco
duplo com 1h30 de extras e no enquadramento correto de tela, Widescreen. Um de
meus filmes de época preferidos. Recomendo!
A rainha Margot (La reine Margot).
França/Alemanha/Itália, 1994, 153 minutos. Drama. Colorido. Dirigido por Patrice
Chéreau. Distribuição: NBO
(DVD de 2010) e Versátil Home Video (DVD de 2020)
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Resenhas especiais - Parte 2
Explosão no trem-bala
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