quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Especial de Cinema

 
Mostra Intl. de Cinema de SP começa hoje; confira filmes de destaque
 
Chegou o tão aguardado momento para os cinéfilos de São Paulo. Tem início hoje a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que comemora em 2026 50 anos. É um dos festivais mais importantes do país, que ocorre em mais de 50 cinemas e espaços culturais da capital paulista, além de exibições de filmes no streaming (nos três streamings parceiros da Mostra, Spcine Play, Sesc Digital e Itaú Cultural Play). Serão 390 títulos de 93 países, como longas, médias e curtas-metragens, exibidos entre hoje, dia 15, e 29 de outubro. A noite de abertura para convidados foi ontem na Sala São Paulo, com a exibição do longa-metragem “Tigre de Papel’, dirigido pelo norte-americano James Gray, e de “Sul de Teerã”, novo curta de Kleber Mendonça Filho. O cineasta James Gray (de “Era uma vez em Nova York” e “Armageddon time”) assina o cartaz oficial da 50ª Mostra, além da vinheta.
A Mostra de 2026 conta com o patrocínio master da Petrobrás, o patrocínio do Itaú, a parceria institucional do Sesc, a parceria da SPCine e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da Embratur e da Netflix, o apoio do Projeto Paradiso, a promoção da Globofilmes, do Canal Brasil, Folha de S.Paulo, da TV Cultura, da Arte 1, do Instituto Bandeirantes e da Revista Piauí, além do apoio técnico da Quanta e do Cultura Artística. Realização: Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Site oficial da Mostra: https://mostra.org/ (além de redes sociais, como Facebook e Instagram).
Confira abaixo filmes já assistidos e que indico:


 
Fiz um foguete imaginando que você vinha
(Brasil - 2026, de Janaína Marques)
 
Apresentado na seção Forum da Berlinale 2026 e indicado lá ao Teddy Bear, o filme brasileiro não apenas conta uma história de reencontro de mãe com filha, mas reconfigura a própria ideia de memória. A estreia da cineasta Janaína Marques, até então curtametragista, reflete o mundo íntimo de uma forte protagonista, Rosa (Verônica Cavalcanti), que sai em uma viagem de carro pelo interior do sertão revisitando a infância. Em um carro velho, ela leva junto a mãe, Dalva (Luciana Souza), que percorrem centenas de quilômetros entre risadas e lembranças. O tempo parece voar naqueles dias descritos por Rosa como “quase os mais felizes de sua vida”. Dado momento sabemos que as duas não se viam há muito tempo, e que Dalva foi presa acusada de matar o marido de uma vizinha, quando Rosa era pequena, trauma que a filha carrega até hoje. As duas seguem para a cidade da melhor amiga da mãe, Consuelo, numa viagem que será um divisor de águas na relação daquelas duas mulheres. O filme segue uma linearidade comum em filmes desse tipo, até que na metade há uma ruptura: a realidade se distancia, dando espaço para a imaginação/ficção. Memórias de Rosa ecoam vivas, como se fossem atuais, enquanto busca se reconectar com a mãe por meio de toques e olhares. O filme é um percurso também pelo subconsciente da protagonista, vasculhando traços da infância de Rosa. Cada cenário parece existir num limiar entre o concreto e o simbólico, o presente e o passado, como se o mundo externo fosse moldado pela instabilidade das lembranças de Rosa. Uma viagem que se desdobra em ciclos, onde há espaço para discutir violência doméstica, inseguranças e julgamentos transmitidos de geração para geração. A fotografia é belamente construída destacando as figuras femininas no quadro – elas cruzam por territórios distintos, de paredões de pedras a dunas que cintilam, fazem paradas em motéis à beira de estrada e se comunicam com novos indivíduos que aparecem, como uma motorista de caminhão e um rapaz apelidado de “profeta das chuvas”. As atrizes completam uma à outra em performance digna de aplausos – enquanto Veronica é mais contida como a filha em fase de restabelecimento emocional, Luciana traz leveza e alto astral, alternado a momentos de drama. A música “Sangue latino” (cantada por Ney Matogrosso) surge em várias passagens, adaptada na voz da mãe, em passagens de ternura e reaproximação. O filme integra a Mostra Brasil da 50ª Mostra, com exibição nos dias 15 e 27/10.


 
Dao
(França/Senegal/Guiné-Bissau - 2026, de Alain Gomis)
 
“Dao” abre com uma definição que funciona como um manifesto: “Um movimento perpétuo e circular que flui em tudo e une o mundo”. A partir desse discurso, o filme mergulha numa narrativa que oscila entre o íntimo e o performático, entre o que é vivido e o que é encenado. Gloria (Katy Correa), de 50 anos, é a protagonista, uma mulher africana que preserva na França suas tradições. Ela se prepara para o casamento da filha em Paris, mas a Cidade Luz se mostra como um dos polos desse movimento circular. O outro está em Guiné‑Bissau, onde anos atrás enterrou o pai, numa cerimônia marcada por dança e lembrança dos antepassados. O filme se transpõe entre as duas nações, rompendo as fronteiras entre documentário e ficção ao nos levar para um casting da produção de um filme; “Dao” é construído em duas partes, uma de um filme ficcional e a segunda, de uma espécie de documentário que registra a preparação daquele filme que será encenado. A voz fora de cena, quase onipresente, anuncia que o primeiro passo é formar esta família que surgirá na tela. Atores e não atores são convocados para serem os membros daquele clã familiar - não apenas no papel, mas na construção de uma comunidade temporária que atravessará continentes, rituais e lutos. É como se a obra cinematográfica nos lembrasse que toda família, real ou inventada, é sempre uma ficção partilhada. À medida que viajamos entre Paris e Guiné‑Bissau, as histórias individuais se entrelaçam com heranças comuns. Amor, risos, rituais, dor e memória surgem como fios condutores que costuram um tecido híbrido, onde fatos e imaginação se confundem. O movimento circular anunciado no início reaparece constantemente, não como metáfora abstrata, mas como forma de olhar: tudo retorna, tudo se dobra sobre si mesmo, tudo ecoa. É um filme sobre complexas relações humanas, feito de uma autoralidade que há tempos não via tão bem formatada na tela. Ele não apresenta divisão em capítulos, tudo é encaixado de forma discreta, com cortes que fazem o longa transitar entre a ficção e o documentário. As tradições ritualísticas da cultura de Guiné Bissau, evocadas pelo canto e a dança, seja para o luto ou para a comemoração do casamento, trazem ritmo e brilho para a composição estética desse riquíssimo filme que é o terceiro trabalho do diretor Alain Gomis indicado ao Urso de Ouro, seguido de “Aujourd'hui” (2012) e “Felicidade” (2017). Esteve na competição oficial da Berlinale, cotado para vencer o Urso de Ouro (o que não ocorreu). O filme integra a Mostra Perspectiva Internacional da 50ª Mostra, com exibição nos dias 18, 20, 25 e 28/10.


 
Yellow Cake
(Brasil – 2026, de Tiago Melo)
 
Depois do excelente, mas bem inusitado “Azougue Nazaré” (2018), o cineasta pernambucano Tiago Melo volta a desafiar as convenções em mais uma obra autoral, “Yellow Cake”, que teve première no festival Olhar de Cinema depois de ser exibido no Festival de Rotterdam em janeiro deste ano. Não espere um filme fácil ou tão compreensível – o assisti na abertura do festival Olhar de Cinema, no Ópera de Arame, numa sessão com 1600 pessoas, e senti ali um misto de surpresa, dúvidas e aplausos. Misturando idioma português e inglês, com atores brasileiros e americanos (com momentos que conectam com “Bacurau”), é um filme simbólico sobre exploração do território (como um “neo-neocolonialismo” tecnológico, pelos norte-americanos) e os limites da sobrevivência em um mundo marcado por tensões ambientais. Na trama, um grupo de estrangeiros no sertão da Paraíba, na cidade de Picuí, buscam uma alternativa para acabar o mosquito aedes aegypti (transmissor da dengue). Ali é uma região rica de urânio, material radioativo capaz de eliminar a doença. O experimento se chama “Yellow Cake”, encabeçado por uma cientista brasileira (Rejane Faria) em conjunto com os americanos. Só que a situação foge totalmente de controle, desencadeando disputas políticas, econômicas e territoriais naquele fim de mundo. O filme tem uma trama muito particular para os tempos exaustivos que vivemos (de ameaças recorrentes de Trump de explorar minerais raros no Brasil), dialogando com a pressão social e como as comunidades periféricas lidam com as ameaças de invasão (personagens secundários entrarão nesse conflito, no caso os papéis de Tania Maria e Valmir do Côco). Tudo é árido e opressivo, com um toque menor de um humor mais direto (exatamente nas falas e ações de Tania Maria e Valmir do Côco). Parece ser futuro, mas um futuro sem distopia ou mudanças radicais de cenário – o que deixa o filme também ambíguo. O desfecho atinge a linha do brutal, quase um cinema raiz B de scifi setentista (o que gostei muito). O filme integra a Mostra Brasil da 50ª Mostra, com exibição nos dias 22 e 27/10.


 
Armageddon time
(EUA - 2022, de James Gray)
 
Indicado à Palma de Ouro em Cannes, o drama, coprodução EUA/Brasil, foi exibido na 46ª Mostra Internacional de Cinema de SP e agora retorna ao festival na Retrospectiva James Gray (em homenagem ao cineasta que está no evento e assina o pôster deste ano). Tem um elenco em bom momento (Anne Hathaway, Anthony Hopkins, Jeremy Strong, rápida participação de Jessica Chastain e o melhor de todos, o protagonista mirim, Banks Repeta, indicado ao Critics Choice pelo papel), e fala sobre a rotina de altos e baixos de um garoto de classe média às vésperas da eleição de 1981, que elegeu Ronald Reagan. Envolve-se em problemas na escola, é cobrado pelos pais a ter bom comportamento, e tem no avô uma inspiração. Até que um crime banal o coloca frente a frente com policiais. Nas entrelinhas, o drama explora o fim do “sonho americano”, critica o capitalismo à modo Reagan, traz as mudanças de comportamento com o fim dos anos 70 e tem um momento curioso que mostra a família Trump (no caso o pai e a irmã do ex-presidente Donald Trump). O filme tem traços autobiográficos, da infância e parte da adolescência do diretor James Gray (é dele o roteiro, bem autoral vale destacar, e o diretor já realizou obras de destaque que estarão na retrospectiva, como “Fuga para Odessa” e “Os donos da noite”, além da premiére de seu novo trabalho, que abriu ontem a Mostra, “Tigre de papel”). As sessões do filme na Retrospectiva James Gray serão nos dias 22 e 24/10.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Especial de Cinema

 
Festival do Rio anuncia vencedores e programação de repescagem
 
O 28º Festival do Rio terminou ontem, dia 11, com a tradicional cerimônia de entrega de prêmios no Cine Odeon. Foram anunciados os ganhadores dos Troféus Redentor da Première Brasil e Novos Rumos, os da Première Latina, da Mostra Expectativa e do Prêmio Felix. Também foram anunciados os escolhidos pela imprensa do júri FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema) e do júri da Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira. O público também escolheu seus preferidos em cinco categorias: Melhor Filme Ficção e Melhor Filme Documentário da Première Brasil; e Melhor Filme das mostras Novos Rumos, Expectativa e Première Latina. O filme mais votado pelo Voto Popular da Mostra Expectativa receberá o Prêmio Aquisição TV Globo, enquanto o vencedor de Melhor Filme da Première Latina levará o Prêmio Aquisição Telecine, garantindo janela de distribuição. A cerimônia foi apresentada pelos atores Vanessa Giácomo e Rafael Infante.
Na edição de 2026, o Festival do Rio recebeu mais de 150 mil pessoas. O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, Shell e Prefeitura do Rio. Tem patrocínio master da Shell através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e apoio especial da Prefeitura do Rio – por meio da RioFilme, órgão que integra a Secretaria Municipal de Cultura. Realização: Cinema do Rio e Ministério da Cultura / Governo Federal.


Confira abaixo os premiados do Festival do Rio 2026:
 
MOSTRA NOVOS RUMOS
 
Melhor Longa-Metragem: Não Estamos Sonhando, de Ulisses Arthur
 
Melhor Curta-Metragem: Ondas de Silêncio, de Caio J. Bonfim
 
Melhor Direção: Thais Fujinaga, por Talismã
 
Melhor Atriz: Nina Prado, por O Deserto de Luiza
 
Melhor Ator: Pedro Leão, por Não Estamos Sonhando
 
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Elenco do curta Um Domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque
 
PRÊMIO MELHOR LONGA VOTO POPULAR: O Deserto de Luiza, de Alan Minas
 
 
PRÊMIO FELIX
 
Melhor Filme Brasileiro: A Margem do Rio, de Enock Carvalho, Matheus Farias
 
Melhor Filme Internacional: Em Segredo (À voix basse), de Leyla Bouzid
 
Melhor Documentário: Pai e Pai (Father, Father), de Jake Witzenfeld
 
Prêmio Especial do Júri: Morfeu e Caronte, de Jocimar Dias Jr, Luiz Ulian
 
Menção Honrosa: Elefantes na Névoa (Tinīharū), de Abinash Bikram Shah
 
 
PRÊMIO SUZY CAPÓ - PERSONALIDADE DO ANO: Rita Von Hunty (Guilherme Terreri)
 
 
Mostra Expectativa - Prêmio aquisição TV Globo - VOTO DO PÚBLICO: Maria Vitória, de Mário Patrocínio
 
Mostra Première Latina - Prêmio Aquisição Telecine - VOTO DO PÚBLICO: Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo
 
Prêmio FIPRESCI
 
Melhor Filme Brasileiro: LONDON, de Victor di Marco e Márcio Picoli
 
Melhor Filme Latino: Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo
 
Prêmio Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira
 
Melhor Filme: Me deixa ser (Let Us Be), de Viviane D’Avilla
 
Menção Honrosa: 144 - Apocalipse Não, de João Paulo Cuenca
 
 
JÚRI OFICIAL PREMIÈRE BRASIL
 
Melhor Longa-Metragem de Ficção: A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias
 
Melhor Longa-Metragem Documentário: Elza, de Eryk Rocha
 
Melhor Curta-Metragem: Santo, de Maria Luísa Alves
 
Melhor Direção de Ficção: Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas
 
Melhor Direção de Documentário: Camila Valença, por Cão Sem Plumas
 
Melhor Ator: Victor di Marco, por LONDON
 
Melhor Atriz - ex aequo: Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês
 
Melhor Ator Coadjuvante: Pedro Goifman, por A Professora de Francês
 
Melhor Atriz Coadjuvante: Renna Costa, Artia e Ísis Broken, por A Margem do Rio
 
Melhor Roteiro: Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins
 
Melhor Montagem - ex aequo: Cristina Amaral, Fabio Meira e Juliano Castro, por A Extraordinária Vida de Vera Valdez, e Cristiane Oliveira e Tula Anagnostopoulos, por Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira
 
Melhor Fotografia: Luciana Baseggio, por A Margem do Rio
 
Melhor Direção de Arte: Ana Paula Cardoso, por Funk
 
Melhor Figurino: Samy Sill, por LONDON
 
Melhor Som: Moabe Filho, Guma Farias, Daniel Turini e João Victor Coura, por A Margem do Rio
 
Melhor Trilha Sonora Original: Florencia Di Concilio, por A Professora de Francês
 
Prêmio Especial do Júri: O Filho da Puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite
 
Melhor Longa-Metragem Documentário - VOTO POPULAR: Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo
 
Melhor Longa-Metragem Ficção - VOTO POPULAR: Vicentina pede Desculpas, de Gabriel Martins
 
 
Repescagem
 
O programa de repescagem do Festival do Rio começa hoje, segunda (dia 12), e segue em diversos cinemas até quarta-feira (dia 14), oferecendo novas oportunidades de descobrir filmes da programação ou rever obras que marcaram esta edição. As sessões são no Estação Claro Rio, no Estação Claro Gávea e no Cinesystem Belas Artes Botafogo. A programação inclui exibições especiais dos vencedores do Troféu Redentor em 2026. Os ingressos estão disponíveis no site do Festival do Rio, com exceção das sessões dos filmes premiados. Confira a programação da repescagem:
 
Segunda-feira, dia 12 de outubro
 
Estação Claro Rio
 
ESPECIAL TROFÉU REDENTOR, com exibição de todos os vencedores (Première Brasil, Prêmio Especial do Júri, longas e curtas, voto popular, Novos Rumos e Prêmio Félix)
 
 
Estação Claro Gávea 5
 
14:45 | Filho da Poeira (Child of Dust), de Weronika Mliczewska
 
16:45 | As Crianças Estão Bem (Les Enfants Vont Bien), de Nathan Ambrosion
 
19:15 | Óculos de Sol Pretos, de Pedro Ramalhete
 
21:45 | Sem Dor (No Pain), de Gianni Amelio
 
 
SESSÕES EXTRAS: Cinesystem Belas Artes Botafogo 6
 
14:00 | Rose, de Markus Schleinzer
 
16:00 | Covarde (Coward), de Lukas Dhont
 
18:00 | Josephine - Fragmentos de um Crime (Josephine), de Beth de Araújo
 
20:30 | A Bola Preta (La Bola Negra), de Javier Calvo, Javier Ambrossi
 
 
Terça-feira, dia 13 de outubro
 
Estação Claro Rio 3
 
14:00 | Amazomania, de Nathan Grossman
 
16:15 | In Waves, de Phuong Mai Nguyen
 
19:15 | O Resto é Ruído (Everything Else is Noise), de Nicolas Pereda
 
20:45 | A Mãe Bruxa (Motherwitch), de Minos Papas
 
 
Estação Claro Rio 4
 
14:15 | Só os Rebeldes Vencem (Only Rebels Win), de Danielle Arbid
 
16:00 | Lavanderia (Laundry), de Zamo Mkhwanazi
 
18:45 | Jean-Michel Basquiat, de Quinn Whitney Wilson, Viridiana Lieberman
 
21:00 | Cassowary, de Zhang Hanyi
 
 
Estação Claro Rio 5
 
14:30 | Amor Bruto (Tough Love), de Rosa von Praunheim
 
16:45 | Glaxo, de Benjamín Naishtat
 
19:00 | O Casamento de Djinn (Djinn Wedding), de Ferit Karahan
 
21:30 | Holy Wood Dust (Trillion), de Victor Kossakovsky
 
 
Estação Claro Gávea 5
 
14:45 | Sou Mario (Soy Mario), de Sharon Kleinberg
 
16:45 | Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Seis Meses en el Edificio Rosa con Azul), de Bruno Santamaría Razo
 
19:15 | Cavalo Selvagem Nove (Wild Horse Nine), de Martin McDonagh
 
21:45 | Bucking Fastard, de Werner Herzog
 
 
Quarta-feira, dia 14 de outubro
 
Estação Claro Rio 3
 
14:00 | Parasita do Coração (Heartworm), de Miriam Louise Arens, Mitchell Arens
 
16:15 | Discípulo: A História de Cilvaringz (The Disciple), de Joanna Natasegara
 
18:30 | Feito Pipa, de Allan Deberton
 
20:45 | Quem Matou Narciso? (Narciso), de Marcelo Martinessi
 
 
Estação Claro Rio 4
 
14:00 | Furies (Wolves), de Rami Kodeih
 
16:30 | Your Mother (Your Mother Your Mother Your Mother), de Bassam Tariq
 
18:45 | Making Marie Antoinette, de Eleanor Coppola
 
21:00 | Zona Zero (Colony), de Yeon Sang-ho
 
 
Estação Claro Rio 5
 
14:30 | Sr. Nelson, o Senhor Matou Pessoas? (Mr. Nelson, Did You Kill People?), de Shinya Tsukamoto
 
16:45 | Paraíso - Entre Duas Margens (Paradise), de Jérémy Comte
 
19:00 | Cidade das Almas Perdidas (City of Lost Souls), de Rosa von Praunheim
 
21:15 | Programa de Curtas Wim Wenders (Wim Wenders Shorts Program), de Wim Wenders
 
 
Estação Claro Gávea 5
 
15:00 | Dau, de Ilya Khrzhanovsky
 
19:15 | Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre, Gurcius Gewdner
 
21:45 | Tender Loving Care, de Mike Leigh
 
Confira abaixo outro filme que assisti em cabine online do Festival do Rio e recomendo – e que está na repescagem:
 
As crianças estão bem
 
Novo drama intimista do diretor e roteirista francês Nathan Ambrosioni, de “As bandeiras de papel” (2018), agora com um enfoque nu e cru sobre abandono de crianças. O encontro de duas irmãs é marcado por uma situação extremamente delicada e estranha: Suzanne (Juliette Armanet, de “Micmacs - Um plano complicado”) visita Jeanne (Camille Cottin, de “A noite das bruxas”), num dia de verão, e pede para a irmã olhar seus dois filhos pequenos. No dia seguinte, a mãe desaparece sem deixar vestígio, então Jeanne terá de se encarregar do cuidado deles, assumindo o lugar materno. Uma carta deixada por Suzanne pode indicar a pista onde ela esteja. A situação traumática moverá toda a família em prol da procura daquela mulher (de entender o que houve, pelo menos) e do auxilio no bem-estar dos pequenos, que começam a sentir o peso do abandono. É um drama duro, de uma situação extrema e penosa, que acompanha os três lados: o das crianças, com seus olhares de preocupação, o da mãe movida pelo ímpeto de largar tudo, e o da irmã, que tem a vida revirada após o caso. Um filme sobre abandono parental, misturado a questões sobre o papel responsável de ser mãe e da saúde mental/depressão de mães solo exauridas e pressionadas pela sociedade. O filme foi exibido no Festival de Karlovy e conta com excelente trabalho feminino (e também das duas crianças, chave de todo o filme). Integrou a competição Panorama do Festival do Rio e em sessões marcadas na repescagem dessa semana. A distribuição nos cinemas pelo Festival é pela Autoral Filmes, que deve lançar o longa nas salas em breve.

domingo, 11 de outubro de 2026

Especial de Cinema

 
50ª Mostra de Cinema de SP começa na próxima quinta-feira; veja programação
 
A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo chega à 50ª edição com uma ampla programação, como exibição de filmes, lançamento de livros, masterclass e encontro do audiovisual. A Mostra este ano será de 15 a 29 de outubro, em mais de 50 cinemas e espaços culturais da capital paulista, além de exibições de filmes no streaming. Serão 390 títulos de 93 países, como longas, médias e curtas-metragens. Conheça abaixo os destaques da Mostra:


 
Filmes de destaque da programação internacional
 
·                     Primetime (de Lance Oppenheim)
·                     Ray Gunn (de Brad Bird)
·                     Fjord (de Cristian Mungiu)
·                     Mulher Desconhecida (de May el-Toukhy)
·                     Behemoth: Uma Vida Composta em Peças (de Tony Gilroy)
·                     O Outro Lado das Redes (de Aaron Sorkin)
·                     O Dia em que Ela Volta (de Hong Sang-Soo)
·                     Onde Repousar Meus Olhos (de Hong Sang-Soo)
·                     Minotauro (de Andrey Zvyagintsev)
·                     Dao (de Alain Gomis)
·                     O Último Batedor de Carteiras (de Noah Segan)
·                     Look Back (de Hirokazu Kore-eda)
·                     A Condessa Sangrenta (de Ulrike Ottinger)
·                     A Terra do Meu Pai (de Pawel Pawlikowski)
·                     O Samurai e o Prisioneiro (de Kiyoshi Kurosawa)
·                     O Sentido da Vida (de Ryûsuke Hamaguchi)
·                     A Aventura Sonhada (de Valeska Grisebach)
·                     Everytime (de Sandra Wollner)
·                     Diário de um Velho Louco (de Wayne Wang)
·                     Deixem-nos Passar, Caros Ancestrais (de Lav Diaz)
·                     Amor Possível (Possible Love), de Lee Chang-Dong
·                     A Violência de Ninguém (de Denis Côté)
·                     A Vida e as Mortes de Wilson Shedd (de Tim Blake Nelson)
·                     18 Buracos para o Paraíso (de João Nuno Pinto)
·                     Rehearsals for a Revolution (de Pegah Ahangarani)
·                     Amor Possível (de Lee Chang-dong)
·                     Musk (de Alex Gibney)
·                     Cameron Winter at Carnegie Hall (de Paul Thomas Anderson)
·                     The Sandbox (de Kenya-Jade Pinto)
·                     Angh (de Theja Rio)
·                     A Sombra de Turim (de Jia Zhangke) – curta
·                     I Love Boosters (de Boots Riley)
·                     Joy of Joys (de Jonathan Glazer) – curta
·                     O Sentido da Água (de Mohammad Rasoulof) – curta
·                     Dust (de Tsai Ming-Liang)
·                     Ela Olhava sem Nada Ver (de Fanny Ardant)
·                     Full Phil (de Quentin Dupieux)
·                     Guerrilha no Asfalto (de Edgar Pêra)
·                     Homem ao Mar (de Gael García Bernal)
·                     Imperium (de Sergei Loznitsa)
·                     Mouse (de Kelly O’Sullivan e Alex Thompson)
·                     O Calor (de Stéphane Demoustier)
·                     O Caminho para Jericó (de Amos Gitai)
·                     O Diário de uma Camareira (de Radu Jude)
·                     O Homem Mais Solitário da Cidade (de Tizza Covi e Rainer Frimmel)
·                     O Ser Querido (The Beloved), de Rodrigo Sorogoyen)
·                     Rochas Vermelhas (Red Rocks), de Bruno Dumont
·                     Um Pouco de Esperança (de Ali Asgari)
·                     Sob o Braço de Deus (de Peter Brunner)
·                     Wolfram (de Warwick Thornton)
·                     Zi (de Kogonada)
·                     Poeira (Dust), de Anke Blondé
·                     Ponderosa (de Rob Rice)
 


 
Filmes de destaque da programação nacional
 
·                     A Margem do Rio (Enock Carvalho e Matheus Farias)
·                     100 Dias (de Carlos Saldanha)
·                     Funk (Aly Muritiba)
·                     Se Eu Fosse Vivo... Vivia (André Novais Oliveira)
·                     Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha (Janaína Marques)
·                     Yellow Cake (Tiago Melo)
·                     Feito Pipa (de Allan Deberton)
·                     London (de Victor di Marco e Márcio Picoli)
·                     A Paixão Segundo G.H.B. (Gustavo Vinagre e Vinicius Couto)
·                     Privadas de Suas Vidas (Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner)
·                     Vicentina Pede Desculpas (Gabriel Martins)
·                     A Professora de Francês (Ricardo Alves Jr.)
·                     Pardo É Papel (Alexis Zelensky)
·                     Coração de Lona (Tuca Siqueira)
·                Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira (Cristiane Oliveira e Gustavo Galvão)
·                     Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz? (de Hugo Prata e Felipe Novaes)
·                     O Filho da Puta (Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite)
·                     Me Deixa Ser (Viviane D'Avilla)
·                     Medley (Ana Luiza Azevedo)
·                     Alucinação (Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano)
·                     Cansei de Ser Galã (Bento Marzo e Eduardo Ades)
·                     Di Cavalcanti (Ana Carolina)
·                     Elza (Eryk Rocha)
·                     A Extraordinária Vida de Vera Valdez (Fabio Meira)
·                     Fernanda (Pedro Waddington)
·                     Ney por Trás das Máscaras (Esmir Filho)
·                     Tribalistas: O Baú da Hora Fértil (Dora Jobim)
 


 
Filmes - Coproduções internacionais com o Brasil
 
·                    La Perra (Dominga Sotomayor) – Chile/Brasil
·                    Elefantes na Névoa (Abinash Bikram Shah) – Nepal/Brasil/França/Alemanha/Noruega
·                    Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (Bruno Santamaría Razo) – México/Brasil/Dinamarca
·                    Glaxo (Benjamín Naishtat) – Argentina/Brasil
·                    Quem Matou Narciso? (Marcelo Martinessi) – Paraguai/Brasil/Portugal/Alemanha/Espanha/França/Uruguai
 
 
Sessões Especiais, Clássicos e Restauros
 
Homenageados
 
Prêmio Leon Cakoff | Retrospectiva James Gray
 
·                     Armaggedon Time, de James Gray (EUA)
·                     Caminho Sem Volta (The Yards), de James Gray (EUA)
·                     Era Uma Vez em Nova York (The Immigrant), de James Gray (EUA)
·                     Fuga para Odessa (Little Odessa), de James Gray (EUA)
·                     Os Donos da Noite (We Own the Night), de James Gray (EUA)
 
 
Prêmio Leon Cakoff | Retrospectiva Paulo Branco
 
·                     A Cidade dos Piratas (City of Pirates), de Raúl Ruiz (França, Portugal)
·                     A Prisioneira (The Captive), de Chantal Akerman (França, Bélgica)
·                     Branca de Neve (Snow White), de João César Monteiro (Portugal)
·                     Casa de Lava (Down to Earth), de Pedro Costa (Portugal, França)
·                     Frágil como o Mundo (Fragile as the World), de Rita Azevedo Gomes (Portugal)
·                     Francisca (Francisca), de Manoel de Oliveira (Portugal)
·                     Maine Océan (Maine-Ocean Express), de Jacques Rozier (França)
·                     Mistérios de Lisboa (Mysteries of Lisbon) de Raúl Ruiz (Portugal, França)
·                     O Estado das Coisas (The State of Things), de Wim Wenders (Alemanha Ocidental, Portugal)
·                     O Rei das Rosas (The Rose King), de Werner Schroeter (Alemanha Ocidental, Portugal)
·                     Poucos de Nós (Few Of Us), de Šarūnas Bartas (Lituânia, França)
·                     Silvestre (Silvestre), de João César Monteiro (Portugal)
·                     Vou para Casa (I’m Going Home), de Manoel de Oliveira (França, Portugal)
 
Prêmio Leon Cakoff | S.S. Rajamouli
 
·                     RRR: Revolta, Rebelião, Revolução (RRR), de S.S. Rajamouli (Índia)
 
Prêmio Humanidade | Marco Bechis
 
·                     Retorno a Buenos Aires (Back to Buenos Aires), de Marco Bechis (Itália, Argentina)
 
 
Centenário Andrzej Wajda
 
·                     Cinzas e Diamantes, de Andrzej Wajda (Polônia)
·                     O Bosque de Bétulas, de Andrzej Wajda (Polônia)
·                     Sem Anestesia, de Andrzej Wajda (Polônia, França)
 
 
Restaurados
 
·      O Primeiro Ano, de Patricio Guzmán (Chile)
 
·      A Batalha do Chile – Primeira Parte: A Insurreição da Burguesia, de Patricio Guzmán (Cuba, Chile, França)
 
·      A Batalha do Chile - Segunda Parte: O Golpe de Estado, de Patricio Guzmán (Cuba, Chile, França)
 
·      A Batalha do Chile - Terceira Parte: O Poder Popular, de Patricio Guzmán (Cuba, Chile, França)
 
·      A Casa no Bosque, de Maurice Pialat (França)
 
·      Aurora, de F. W. Murnau (EUA)
 
·      Despedida de Ontem, de Alexander Kluge (Alemanha)
 
·      Lá e Cá, de Sandra Kogut (Brasil)
 
·      O Trem Bala (The Bullet Train), de Junya Sato (Japão)
 
·      Projeto Pelechian (Pelechian Project), de Artavazd Pelechian (URSS, Armênia)
 
·      Robert Wilson & the CIVIL warS (Robert Wilson & the CIVIL warS), de Howard Brookner (EUA)
 
·      Vento Norte, de Salomão Scliar (Brasil)
 
 
Mostra em Série (séries exclusivas apresentadas na Mostra)
 
·                    Sócrates Brasileiro (2 episódios em finalização), de Walter Salles (Brasil)
·                    Coligay – Episódios 1 e 2 (Coligay – The Impossible Fan Club), de Paulo Machline (Brasil)
·                    Colônia - Segunda Temporada (Colônia - Segunda Temporada), de André Ristum (Brasil)
·                    Leve Chico (Chico Buarque, Reimagined), de Marianna Brennand (Brasil)
·                    O Oligarca e o Negociante de Arte (The Oligarch and the Art Dealer), de Andreas Dalsgaard (Dinamarca, França, Países Baixos, Suíça, EUA)
 
 
A Mostra expande suas fronteiras com itinerâncias em 10 unidades do Sesc no interior paulista e uma extensão para Belém do Pará após o término do evento. Ela conta com o patrocínio master da Petrobrás, o patrocínio do Itaú, a parceria institucional do Sesc, a parceria da SPCine e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da Embratur e da Netflix, o apoio do Projeto Paradiso, a promoção da Globofilmes, do Canal Brasil, Folha de S.Paulo, da TV Cultura, da Arte 1, do Instituto Bandeirantes e da Revista Piauí, além do apoio técnico da Quanta e do Cultura Artística. Realização: Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Site oficial da Mostra: https://mostra.org/ (além de redes sociais, como Facebook e Instagram).

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