sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Especial de Cinema

 
Festival do Rio abre com mais de 300 filmes, premiados em Cannes e Berlim
 
Teve início na noite de ontem, dia 1º, a 28ª edição do Festival do Rio, um dos festivais de cinema mais queridos do público. Considerado uma das vitrines do cinema em nosso país, o evento segue com extensa programação até o dia 11/10. Ao todo 359 filmes integram a lista de títulos em exibição, como longas, curtas e séries, nacionais e internacionais. Títulos premiados em festivais como Sundance, Cannes, San Sebastián, Gramado e Berlim, bem como representantes de seus países ao Oscar de 2027, completam a lista.
Alguns dos filmes da programação eu já conferi em festivais que cobri ao longo desse ano, como Berlinale, Olhar de Cinema, In-Edit Brasil e É Tudo Verdade. Republico, portanto, com alguns ajustes, críticas que escrevi sobre eles, acrescidas dos dias de exibição no Festival do Rio. Confira abaixo:


 
Josephine: Fragmentos de um crime
(EUA, 2026, de Beth de Araújo)
 
Assisti a 16 longas no Festival de Berlim de 2026, a maior parte em sessão de imprensa na Berlinale Palast, e “Josephine” foi o filme que teve mais aplausos da imprensa (composta por 1200 jornalistas e críticos de cinema do mundo inteiro). O aplauso acalorado como resposta não tem exagero nenhum: é um dos melhores títulos do Festival de Berlim, que me deixou extasiado. Na coletiva de imprensa, uma hora depois da exibição, com a participação do elenco, fui saber, pelas falas da diretora Beth de Araújo, que a história era verídica, baseada em uma ocorrência de estupro que ela presenciou quando tinha oito anos de idade. Tudo fez mais sentido, me causando mais impacto. Beth, que tem descendência brasileira por parte de pai e chinesa por parte de mãe, vive em São Francisco há muitas décadas e escreveu o roteiro puxando essa dolorosa imagem do passado, de como foi atravessada por um trauma ao ser testemunha de um crime sexual. O filme começa com Josephine (papel cativante e de pura singularidade da garotinha Mason Reeves), uma menina de oito anos, caminhando pelo parque Golden Gate em São Francisco ao lado do pai, Damien (Channing Tatum). Ela anda mais à frente dele e segue por um corredor de árvores altas, até que se esconde atrás de um tronco e vê algo estranho a poucos metros: é um homem cometendo estupro contra uma mulher. A garota observa sem entender a cena, até que Damien chega, percebe o ocorrido e corre atrás do criminoso, ligando em seguida para a polícia. Confusa, pois viu uma mulher gritar de dor e ser forçada a algo que não queria, a menina aguarda a polícia. E a partir daí sua rotina infantil é estraçalhada, sendo assombrada constantemente pela figura do abusador sexual (que aparece em suas visões, no quarto, na escola). Josephine desenvolve um comportamento violento, e os pais tentam encontrar uma solução para ajudá-la (quem interpreta a mãe de Josephine é Gemma Chan, em ótimo papel também). Mais uma questão surge e instalará uma nova crise na família e dentro do íntimo da menina, quando ela terá de depor no tribunal sobre o caso, já que é a única testemunha do estupro. Josephine passa a enxergar o mundo com um olhar duro, pessimista, reflexo do que viu no parque e da pressão que sofre agora para ir todo dia na delegacia relembrar o trágico ocorrido. Beth filma a menina em primeiro plano, com closes perfeitos para demonstrar a angústia silenciosa que a pequena protagonista enfrenta – e que é ela, Beth, no passado. A construção do filme mergulha na tensão familiar, com enfoque na instabilidade dos pais e no novo modo de enxergar a vida de Josephine (que perde um pouco do encanto da infância ao levar um baque como aquele). Recebeu o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio do Público em Sundance no mês passado, e em Berlim concorreu Urso de Ouro. Sessões no Festival do Rio nos dias 09, 10 e 11/10.


 
Rose
(Áustria e Alemanha, 2026, de Markus Schleinzer)
 
“Rose” integrou a competição oficial da Berlinale 2026 e foi um forte candidato ao Urso de Ouro – ganhou o de melhor atriz, num papel estupendo e desafiador, Sandra Hüller. A fita de arte de altíssimo impacto visual marca o retorno de Markus Schleinzer, diretor de “Angelo” (2018), num trabalho difícil de ser realizado e que tem tudo para dar a Sandra Hüller indicação ao Oscar no próximo ano: ela está extraordinária, em uma performance de precisão emocional. A fotografia em preto-e-branco de Gerald Kerkletz é arrebatadora com seus contrastes duros e texturas quase táteis, que dá ao longa uma aura de fábula sombria. Trata-se de um folk tale inspirado em um provável caso real, de uma mulher do início do século XVII que utiliza a identidade de um homem morto para ser aceita em uma sociedade regida pela religião. A história se passa em algum lugar longínquo da Alemanha. Rose é uma desconhecida que chega a um vilarejo protestante e se identifica como um soldado recém-saído da guerra. Com uma queimadura no rosto e uma cicatriz profunda na bochecha (marcas daquela guerra), ela apresenta aos moradores de lá documentos que indicam a herança de um lote de terra abandonado. Rose se instala numa casa na floresta, e naquele pedaço de chão tido como seu, passa a plantar e colher, sendo aceita pelos aldeões. Até que é forçada a se casar; para tanto, apresentam para ela uma mulher vinda de uma cidade vizinha. Sandra Hüller tem uma força de expressão indescritível, traz carga dramática, sentimento no olhar e na delicadeza dos gestos para levar nas costas uma história sobre construção de identidade e combate à intolerância, de uma mulher solitária que tem de se esconder para ser aceita, desde mudar o nome até usar roupas apertadas para apagar os traços de mulher. Schleinzer transforma essa premissa histórica em um estudo sobre moralidade, patriarcado e violência estrutural, sem abrir mão de uma mise-en-scène rigorosa e de um olhar profundamente humano. Sublime na forma, a plasticidade da paisagem salta da tela, verdadeiros quadros fotogênicos. As locações são do Vale de Glasebach (Glasebachtal), localizado no estado alemão da Saxônia-Anhalt. Indicado ainda ao Teddy Bear em Berlim, deve ser finalista do Oscar do próximo ano nas categorias de melhor filme estrangeiro, atriz e fotografia. Sessões no Festival do Rio nos dias 03, 04, 05, 06, 07, 08, 10 e 11/10.
 



Rainha ao mar
(EUA/Reino Unido, 2026, de Lance Hammer)
 
Um dos longas mais belos (e trágicos) do Festival de Berlim de 2026, a coprodução britânica-americana (lá exibida com o título original “Queen at sea”) é um devastador retrato sobre a impotência da velhice, que reúne um elenco em estado de graça – todos estavam cotados para os prêmios principais da Berlinale, e a dupla de veteranos Anna Calder-Marshall e Tom Courtenay acabaram levando, dividindo o prêmio de coadjuvantes. Uma família é atravessada pela demência da mãe, Leslie (Anna Calder-Marshall), que já não fala e expressa pouco seus sentimentos. Ela é cuidada pelo atual marido, Martin (Tom Courtenay), ambos com mais de 80 anos. Certa manhã, a filha, Amanda (Juliette Binoche), vai visitar a mãe e leva um choque ao vê-la transando com o padrasto. Ela expulsa Martin da cama e ameaça chamar a polícia – segundo Amanda, ele não deveria mais fazer sexo com Leslie, já que a idosa fica estática, sem reação, alegando uma agressão às vontades da mãe. Martin e Amanda iniciam um duro embate moral que arrastará toda a discussão do filme, trazendo luz para temas como velhice, doença, decisões próprias, cuidado, companhia e solidão. O diretor e roteirista Lance Hammer, que venceu o Prêmio do Júri em Berlim pelo filme, dirige com maestria seu segundo longa-metragem fazendo um belo trabalho de atores, com presença marcante do trio composto por Anna Calder-Marshall, Tom Courtenay (numa interpretação notavelmente contundente) e Juliette Binoche. Uma história paralela, menos importante, é traçada, sobre a filha jovem e rebelde de Amanda, Sara (papel de Florence Hunt), que pouco acrescenta à trama original. Nossa atenção toda é voltada para a crescente crise que se instala naquela família, fazendo com que nossos olhos não saiam da tela um minuto sequer. Gostei muito e espero que o filme ganhe asas em outros festivais e chegue logo ao circuito no Brasil para que o público conheça. Sessões no Festival do Rio nos dias 04, 05 e 07/10.
 

 
Vivo 76
(Brasil, 2026, de Lírio Ferreira)
 
Novo trabalho do diretor pernambucano Lírio Ferreira, cuja carreira é alternada entre filmes de ficção, como “Baile perfumado” (1996) e “Árido movie” (2005), e documentário (ele já realizou docs sobre Cacá Diegues, Cartola e Cachorro Grande, por exemplo). Ferreira volta-se, novamente, ao universo da música, agora para trazer um pouco sobre Alceu Valença, focando no emblemático álbum “Vivo” (1976), primeiro disco ao vivo do cantor e segundo álbum solo dele, que entrou em listas do mundo todo como um dos discos mais influentes daquela década. O doc celebra tanto os 50 anos de “Vivo” quanto os 80 anos de Alceu (que comemorou aniversário em julho), reunindo entrevistas atuais dele e muito material de arquivo. “Vivo” trazia músicas importantes do repertório, como “Sol e chuva” e “Papagaio do futuro”, marcado por influências da psicodelia, misturando ritmos como rock, pop, forró e experimentações de vanguarda (algo típico nos processos criativos de Valença, a mistura efusiva de sons e ritmos). Nesse percurso audiovisual, o cantor e compositor surge como figura central do underground nordestino, articulando música, poesia e rebeldia estética em um momento de efervescência política – 1976 era Ditadura, e Alceu e amigos compositores, como Geraldo Azevedo, que aparece no doc, foram perseguidos e presos em tal período. Trata-se de um tributo à vitalidade de Alceu Valença e à potência transformadora da música nordestina. “Vivo” foi o filme de abertura do Festival “É Tudo Verdade” no Rio (quando assisti), esteve na Competição Nacional do festival In-edit e agora tem sessões no Festival do Rio, nos dias 06, 07 e 08/10.
 

 
Barbara Forever
(EUA, 2026, de Brydie O'Connor)
 
Grande vencedor do Teddy Bear na Berlinale de 2026, prêmio entregue a obras de temática LGBTQIAPN+, o documentário de estreia de Brydie O'Connor é uma homenagem de corpo e alma a uma cineasta independente que marcou a cena da contracultura novaiorquina dos anos 60 e 70, Barbara Hammer (1939-2019). O filme acompanha o legado dela na fotografia, no cinema e na videoarte, com seus trabalhos ousados sobre o corpo feminino e questões de gênero. Barbara deixou marcas tanto no cinema experimental quanto na arte contemporânea ao trazer para o centro da discussão as experiências lésbicas e feministas vividas por ela e por suas companheiras. Construiu uma carreira original, produzindo mais de 90 obras audiovisuais entre filmes, fotografias, performances, videoarte, colagens e instalações, inspirada por nomes como a diretora Maya Deren. Explorou técnicas visuais inovadoras, desde montagem fragmentada a sobreposição de imagens e experimentações com o corpo em movimento, criando uma linguagem única que desafiava convenções abrindo espaço para formas diferentes de representação (num período em que havia uma profusão de novidades no campo das artes visuais, décadas de 60 e 70). A obra de Barbara é pioneira porque, em uma época em que a homossexualidade feminina era invisibilizada, colocou o desejo e a intimidade entre mulheres como protagonistas, em filmes que chegaram a festivais, como “Dyketactics” (1974), “Women I love” (1976) e “Nitrate kisses” (1992), este exibido em Toronto e Sundance. Parte de seus longas e curtas-metragens tornaram-se marcos do cinema queer ao exibir o afeto e a sexualidade lésbica de maneira poética e muito libertadora. O documentário traz momentos de sua vida privada, declarações e depoimentos antigos e atuais, com ela mesma em perspectiva e muito da colaboração de sua esposa, a ativista de direitos humanos Florrie Burke, que ajudou na finalização do filme. No terço final, os momentos mais duros: a descoberta do câncer de Barbara, que a levou a fazer trabalhos sobre a finitude da vida. O doc também foi premiado em Sundance desse ano, e é um dos grandes documentários da temporada. Assisti ao filme no festival curitibano Olhar de Cinema, e agora tem sessões especiais no Festival do Rio, nos dias 03 e 11/10.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Especial de cinema

 
Festival do Rio começa hoje; 359 filmes integram programação
 
O 28º Festival do Rio, um dos festivais de cinema mais aguardados do público, começa hoje, dia 1º de outubro, e segue com extensa programação até o dia 11. Nesta edição de 2026, 359 filmes integram a lista de títulos a serem exibidos – são longas, curtas e séries, produções nacionais e internacionais, documentários e ficção, dentre eles obras premiadas em festivais como Cannes e Berlim, e representantes indicados por seus países ao Oscar de 2027.
Os pacotes de ingressos estão disponíveis para compra desde o dia 24/09, pelo site Ingresso.com e nas bilheterias dos cinemas participantes, e os ingressos avulsos começaram ontem a ser vendidos.


A abertura do Festival do Rio 2026 será hoje no tradicional Cine Odeon - CCLSR, com a exibição de “A bola preta”, em sessão para convidados. O longa dos cineastas espanhóis Javier Calvo e Javier Ambrossi (apelidados de “Los Javis”) ganhou o prêmio de melhor direção no Festival de Cannes desse ano. E a Gala de Encerramento, marcada para o dia 10/10, traz sessão dupla: a Gala Internacional, com a exibição de “Club Kid”, de Jordan Firstman, indicado a três prêmios em Cannes e em San Sebastián; e a Gala de Encerramento Brasileira, com a exibição de “100 dias”, de Carlos Saldanha.
Além dos filmes, o Festival do Rio promove uma grande agenda de atividades, como encontros com diretores, atores e técnicos brasileiros e estrangeiros, masterclass, e o encontro do RioMarket, em que os profissionais do mercado debatem os rumos e desafios do audiovisual.
 
Seções e salas do Festival
 
O Festival do Rio conta com diversas seções e mostras. A Première Brasil reúne 110 filmes entre longas e curtas-metragens. Os filmes em competição concorrem ao Troféu Redentor em diversas categorias, premiando talentos e profissionais de diversas áreas. Já as mostras competitivas Novos Rumos e O Estado das Coisas promovem sessões populares seguidas de conversas com as equipes no Estação Claro Rio e no Cinesystem Belas Artes Botafogo, sempre no dia seguinte à sessão de gala. E na nova sala do Centro Cultural da FGV haverá sessões de gala da Première Brasil, totalmente gratuitas. Também serão exibidos vários filmes nas mostras que abrem diálogo para linguagens diferenciada no cinema, como a Midnight Movies e a Retratos, sem contar a seção Clássicos e Cults, com filmes restaurados de Wim Wenders e Michael Haneke.
Serão ao todo 28 salas comerciais e espaços com programação do Festival. As principais são Estação Claro Gávea, Estação Claro Rio, CineSystem Belas Artes Botafogo, Reserva Cultural Niterói, Centro Cultural FGV, Cine Odeon - CCLSR, Kinoplex São Luiz, Cine Santa Teresa, Cine Carioca José Wilker, Cine Carioca Nova Brasília, Cine Carioca Penha, Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), Areninha Carioca Renato Russo, Parque Realengo Susana Naspolini.


 
Filmes da programação
 
Confira abaixo títulos que estão na programação de 2026, muitos deles premiados em festivais importantes:
 
·         Rose, de Markus Schleinzer
·         Josephine - Fragmentos de um crime, de Beth de Araújo
·         Rainha ao mar, de Lance Hammer
·         Zona zero, de Yeon Sang-ho
·         Tender loving care, de Mike Legh
·         A grande estreia, de Jesse Eisenberg
·         Cavalo selvagem nove, de Martin McDonagh
·         Cartas amarelas, de Ilker Çatak
·         I want your sex, de Gregg Araki
·         Covarde, de Lukas Dhont
·         Sheep in the box, de Hirokazu Koreeda
·         Ink, de Danny Boyle
·     Contos paralelos, de Asghar Farhadi (o diretor virá ao Festival do Rio apresentar uma masterclass)
·         Bucking fastard, de Werner Herzog
·         Your mother your mother your mother, de Bassam Tariq
·         Prima facie, de Susanna White
·         Se eu partir, vão sentir minha falta?, de Walter Thompson-Hernandez
·         Eu juro, de Kirk Jones
·         Os frutos da Terra, de Hans Petter Moland
·         Um longo inverno, de Andrew Haigh
·         Somos todos estranhos, de Anthony Chen
·         Elefantes na névoa, de Abinash Bikram Shah
·         Um homem do seu tempo, de Emmanuel Marre
·         O resto é ruído, de Nicolás Pereda
·         A História do cinema documentário, de Mark Cousins
·         Monstro gentil, de Marie Kreutzer
·         The man I love, de Ira Sachs
·         Em segredo, de Leyla Bouzid
 

 
Filmes da mostra “Midnight Movies”
 
·         Hope - O primeiro impacto, de Na Hong-jin
·         Seu inferno particular, de Nicolas Winding Refn
·         Leviticus, de Adrian Chiarella
·         Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicolas Athané
·         A mãe bruxa, de Minos Papas
·         Mãe, engravidei de um alien, de Sean Wallace e Jordan Mark Windsor
·         Memória sob custódia, de Sabu
·         Sanguínea, de Marion Le Coroller
 
 
Filmes da seção “Clássicos e Cults”
(parte deles em parceria com o Goethe-Institut)
 
·         A piscina (La Piscine, 1969), de Jacques Deray
·         Corações desertos (Desert Hearts, 1985), de Donna Deitch
·         A visita da velha senhora (La visite de la vieille dame, 1971), de Alberto Cavalcanti
·         A Bettwurst (Die Bettwurst, 1970), de Rosa von Praunheim
·         Não é o homossexual que é perverso, mas a situação em que ele vive (Nicht der Homosexuelle ist pervers, sondern die Situation, in der er lebt, 1971), de Rosa von Praunheim
·         Cidade das almas perdidas (Stadt der verlorenen Seelen, 1983), de Rosa von Praunheim
·         Sobrevivendo em Nova York (Überleben in New York, 1989), de Rosa von Praunheim
·         O Einstein do sexo (Der Einstein des Sex, 1999), de Rosa von Praunheim
·         Minhas mães – Em busca de rastros em Riga (Meine Mütter - Spurensuche in Riga, 2007), de Rosa von Praunheim
·         Amor bruto (Härte, 2015), de Rosa von Praunheim
·         Wim Wenders Shorts Program (1967–1982), de Wim Wenders
·         O mesmo jogador atira novamente (Same Player Shoots Again, 1967), de Wim Wenders
·         Silver City revisitada (Silver City Revisited, 1968), de Wim Wenders
·         Quarto 666 (Chambre 666, 1982), de Wim Wenders
·         Ângulo inverso (Reverse Angle: Ein Brief aus New York, 1982), de Wim Wenders
·         Três caminhos para o lago (Drei Wege zum See, 1976), de Michael Haneke
·         Lêmingues, parte I: Arcádia (Lemminge, Teil 1: Arkadien, 1979), de Michael Haneke
·         Lêmingues, parte II: Feridas (Lemminge, Teil 2: Verletzungen, 1979), de Michael Haneke
·         A rebelião (Die Rebellion, 1993), de Michael Haneke
·         The Story of Documentary Film - Programa I (2026), de Mark Cousins
·         The Story of Documentary Film - Programa II (2026), de Mark Cousins
·         The Story of Documentary Film - Programa III (2026), de Mark Cousins
·         Autor desconhecido (Unknown Author, 2026), de Daniel Wierman e Paulo Menezes
 

 
Filmes da mostra “Itinerários Únicos”
 
·         Amílcar, de Miguel Eek
·         Bajañi, de Fernando Trueba
·         Barbara Forever, de Brydie O'Connor
·         Discípulo: A História de Cilvaringz, de Joanna Natasegara
·         Douglas Gordon por Douglas Gordon, de Finlay Pretsell
·         Faca: Reflexões sobre um atentado, de Alex Gibney
·         Gerry Adams: O levante de Ballymurphy, de Trisha Ziff
·         Jean-Michel Basquiat, de Quinn Whitney Wilson e Viridiana Lieberman
·         Making Marie Antoinette, de Eleanor Coppola
·         Siri Hustvedt - Dança em torno do Eu, de Sabine Lidl
·         Tutu, de Sam Pollard
 
 
Filmes da “Première Latina”
 
·         Glaxo, de Benjamín Naishtat (Argentina, Brasil)
·         Seis meses no prédio rosa e azul, de Bruno Santamaría Razo (Brasil, Dinamarca, México)
·         Cinzas na boca, de Diego Luna (México, Espanha)
·         O degelo, de Manuela Martelli (Chile, Espanha, EUA, México)
·         La perra, de Dominga Sotomayor (Brasil, Chile)
·         Quem matou Narciso? (Narciso), de Marcelo Martinessi (Alemanha, Brasil, Espanha, França, Paraguai, Portugal, Uruguai)
 

 
Filmes da mostra “Expectativa”
 
·         Furies, de Rami Kodeih (Brasil, Líbano)
·         Elefantes na névoa, de Abinash Bikram Shah (Alemanha, Brasil, França, Nepal, Noruega)
·         Memória de menina, de Judith Godrèche (França)
·         O casamento de Djinn, de Ferit Karahan (Turquia)
·         Iván & Hadoum, de Ian de la Rosa (Espanha, Alemanha, Bélgica)
·         Lady, de Olive Nwosu (Nigéria, Reino Unido)
·         Allegro Pastell, de Anna Roller (Alemanha)
·         Enjaulados (Animol), de Ashley Walters (Reino Unido)
·         Flor de fogo, de Ana Vaz (França, Brasil)
·         A gradiva, de Marine Atlan (França, Itália)
 
 
Filmes da “Première Brasil” (Competição longas de ficção)
 
·         Diário do fogo, de Maju de Paiva e Bernardo Florim
·         Ela foi ali guardar o coração na geladeira, de Cristiane Oliveira e Gustavo Galvão
·         O filho da puta, de Erica Maradona, Tania Anaya, Otto Guerra e Sávio Leite
·         Funk, de Aly Muritiba
·         London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
·         A margem do rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias
·         Maria de Maria, de Luiza Shelling Tubaldini
·         Oceânico, de Guilherme Coelho
·         A professora de francês, de Ricardo Alves Jr.
·         Vicentina pede desculpas, de Gabriel Martins
 
 
Filmes da “Première Brasil” (Competição longas de documentário)
 
·         Alucinação, de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano
·         Cão sem plumas, de Camila Valença
·         Dragões, de Miguel Antunes Ramos
·         Elza, de Eryk Rocha
·         A extraordinária vida de Vera Valdez, de Fabio Meira
·         Fui olhar você dormir, de Anna Azevedo
·         O sertão das nossas memórias, de Lucia Murat
·         Uma missa para Dom Angélico, de Emilia Silveira
 
 
Filmes da “Première Brasil” (Competição curtas-metragens)
 
·         3x4, de Juliana Tizatto
·         Better future, de Jungle
·         Boulevard Arrudas, de Matheus Moura
·         A casa de Dona Carlota, de Lili Fialho e Bruna Linzmeyer
·         Fissuras, de Diana Coelho
·         Fortaleza, de Michel Stolnicki
·         Joqueta, de Luciana Vieira
·         Lagoa do abandono, de Diego Maia
·         Pedra-mar, de Janaína Lacerda
·         Reteté, de Donna Oliveira
·         Santo, de Maria 
Luísa Alves



Filmes da “Première Brasil” (Competição ‘Novos rumos – Longas’)
 
·         144 - Apocalipse não, de João Paulo Cuenca
·         O deserto de Luiza, de Alan Minas
·         Isabel, de Gabe Klinger
·         Jardim dos silêncios, de Henrique Dantas
·         Malick, de Cassio Tolpolar, Modou Awa Dieye
·         Não estamos sonhando, de Ulisses Arthur
·         Talismã, de Thais Fujinaga
·         Turma 101, de Wagner Novais
 
 
Filmes da “Première Brasil” (Competição ‘Novos rumos – Curtas)
 
·         Os beatos, de Valentin Lebeau
·         Consolo, de Johnny Massaro
·         Um domingo, de Maíra Bühler e Rô Albuquerque
·         Floresta do fim do mundo, de Felipe M. Bragança e Denilson Baniwa
·         Fundura, de Catapreta
·         Laser-gato, de Lucas Acher
·         Mira, de Daniella Saba
·         Ondas de silêncio, de Caio J. Bonfim
 
 
Filmes da “Première Brasil” (Hors concours)
 
·         As dez vantagens de morrer depois de você, de Diego Freitas
·         Depois do impacto: A História do Coritiba Crocodiles, de Rafael Moraes
·         Feito pipa, de Allan Deberton
·         Fernanda, de Pedro Waddington
·         Justino – Nos bastidores do reino, de José Eduardo Belmonte
·         Ney por trás das máscaras, de Esmir Filho
·         Pai de primeira viagem, de Mariana Youssef
·         Pitico - Hermes Ayres Azevedo (1881-1959) - Historiador da província, de Julio Bressane
·         Sedução, de Zelito Viana e Marcos Palmeira
·         Se eu fosse você 3, de Anita Barbosa
·         Verão da lata, de Santiago Dellape
 

 
Filmes da “Première Brasil” (Hors concours especial)
 
·         Paraíso semiárido, de Eduardo Escorel
·         Tempo à faca, de Diogo Oliveira
·         O tempo e o lugar, de Eduardo Escorel (2008)
·         Janela da alma, de João Jardim e Walter Carvalho (2001)
·         Tarantino’s mind, de 300ml (2006) – curta-metragem
 
 
Filmes da “Première Brasil” – Retratos
 
·         Aldir Blanc – Resposta ao tempo, de Marcus Fernando e Hugo Sukman
·         Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina, de Elizabete Martins Campos
·         Amor e fé: Chica Xavier, de Clementino Junior
·         Baile das luzes, de Vincent Rosenblatt
·         Cansei de ser galã, de Bento Marzo e Eduardo Ades
·         Cony, retrato íntimo, de Marcos Ribeiro
·         Flora & Airto: O som revolucionário, de Jom Tob Azulay
·         O gesto entre nós, de Roberto Bomtempo
·         Mario Carneiro – Gravura feita de luz, de Beth Formaggini
·         Mr. Wonderful, de Susanna Lira
·         Squel: Confissões de uma porta-bandeira, de Celina Torrealba e Zeca Brito
·         Vivo 76, de Lírio Ferreira
·         Tempos de inocência, de Gregory Baltz e Kaio Caiazzo - curta
·         Taísa Machado: Em estado de encontro, de Milena Manfredini - curta
 
 
Filmes da “Première Brasil” – O Estado das Coisas
 
·         Nação Ubuntu - A voz dos silenciados, de Paulo Henrique Fontenelle
·         No passo da cobra, de Estevão Ciavatta Pantoja Franco
·         Pontos de partida, de Silvio Tendler
·         Por que não?, de Maria Prata
·         Vitória da paz, de Ricardo Calil, Fábio Gusmão e Dudu Levy
·         Vozes na sua cabeça, de Douglas Duarte
·         Duwid Tuminkiz - Makunaima é Duwid?, de Gustavo Caboco Wapixana - curta
·         Tanaru, de Julia Mariano - curta
 
 
Filmes da “Première Brasil” – Midnight Movies
 
·         Chuva ácida: Histórias do crepúsculo de Cubatão, de Cláudia Pereira
·         Overman, de Tomás Portella
·         Privadas de suas vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner
·         Morfeu e Caronte, de Luiz Ulian e Jocimar Dias Jr. – curta
 
 
Filmes da “Première Brasil” – Nova Geração
 
·         Amadeo e o hipotético mundo novo, de Edu Felistoque, Brenda Lígia e Everton Amorim
·         O capitão engarrafado, de Guilherme Reis
·         Medley, de Ana Luiza Azevedo
·         Minha primeira namorada, de Jonathan Haagensen e Kátia Lund
·         Cinderela do samba, de Magna Domingues - curta
·         Esperança, de Marcelo Corrêa da Costa Pereira e Amora Moreira - curta
 
 
Filmes da “Première Brasil” – Panorama Carioca
 
·         O cinema possível, de Luiz Carlos Lacerda
·         A última noite, de Pedro Belchior Costa e Jhenifer Emerick
·         Amor inteligente, de José Bial - curta
·         A casa do pai, de Patrick Sampaio - curta
·         Helena! Cinema!, de Cavi Borges e Christian Caselli - curta
·         Pique-pega, de Mia Lima Rocha - curta
·         Revelação, de Gabriela I. Gaia - curta
 
 
Filmes da “Première Brasil” – Itinerários Únicos
 
·         Me deixa ser (Let us be), de Viviane D’Avilla - Brasil, Índia, EUA
·         Mounir, de Juliana Borges
·         Pardo é papel, de Alexis Zelensky - Brasil, França, Portugal
·         Cadu Barcellos - Cria não morre, vira lenda, de Wagner Novais - curta
 
 
Séries da “Première Brasil”
 
·         Amora, de Juliana Rojas, para Canal Brasil
·         Cidade de Deus 2: A luta não para, de Aly Muritiba, para HBO Max
·         Delegado, de Leonardo Lacca e Marcelo Lordello, para Canal Brasil
·         Especial Afronta!, com direção geral de Juliana Vicente
·         Marília Mendonça: Sentimento louco, de Susanna Lira, para Amazon MGM Studios
 

Especial de Cinema

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