50ª
Mostra de SP anuncia vencedores e programa de repescagem
A 50ª
Mostra Internacional de Cinema de SP terminou ontem, mas segue até o dia 04/11
com a tradicional repescagem, para o público interessado em assistir mais
filmes da programação. Na edição dos 50 anos da Mostra foram exibidos 390
títulos de 93 países, como longas, médias e curtas-metragens. Na noite de ontem
foi anunciada a lista dos premiados, no Teatro Cultura Artística. O júri (composto
pelo cineasta estadunidense Boots Riley, o cineasta iraniano Ali Asgari, o
cineasta colombiano Cesar Augusto Acevedo e a cineasta brasileira Laís Bodanzky)
escolheu como melhor ficção da Competição Novos Diretores “Cinco Anos, Quatro
Meses”, uma coprodução Colômbia e EUA, de Esteban Hoyos García e Juan Miguel
Gelacio. O melhor documentário da Competição Novos Diretores foi “O Beija-Flor
Pinta Canções Perfumadas”, produção do Peru e Catar, de Matteo Norzi e Èlia
Gasull Balada. A cineasta Fernanda Tovar, de “Chicas Tristes”, coprodução
México, Espanha e França, recebeu o Prêmio do Júri de Melhor Direção, enquanto
o Prêmio Especial do Júri foi para o documentário norte-americano “Edward Said:
Entre Mundos”, de Maiken Baird.

Os
premiados pelo júri receberam o Troféu Bandeira Paulista, uma criação da
artista plástica Tomie Ohtake. Os quatro membros escolheram entre os longas
mais votados pelo público após as exibições da primeira semana do evento dentro
da Competição Novos Diretores, para primeiro e segundo filmes. Os favoritos do
público foram “Fernanda”, de Pedro Waddington, na categoria documentário
brasileiro, e “Feito Pipa”, de Allan Deberton, e “100 Dias”, de Carlos
Saldanha, entre os filmes de ficção brasileiros. A audiência ainda escolheu “O
Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas”, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada,
como melhor documentário internacional, e o japonês “O Sentido da Vida”, de
Ryūsuke Hamaguchi, como melhor ficção internacional.
O júri
da crítica concedeu dois prêmios: o de melhor filme internacional foi para “Chicas
Tristes”, de Fernanda Tovar, e o de melhor filme brasileiro para “Pequenas
Tragédias”, de Daniel Nolasco.
Já o
Prêmio Netflix foi para “Talismã”, de Thais Fujinaga (a Netflix entregou pelo
quarto ano consecutivo o prêmio, concedido a um título brasileiro participante
da 50ª Mostra que ainda não tem contrato com serviço de streaming, a partir da
escolha de uma comissão julgadora independente liderada pela plataforma; agora,
o vencedor é adquirido pela empresa e exibido em diversos países). O Prêmio
Paradiso foi para “A Professora de Francês”, de Ricardo Alves Jr (prêmio que dá
apoio à distribuição nos cinemas a um dos filmes da seção Mostra Brasil, cujo auxílio
visa o lançamento comercial da obra escolhida e assim estimula a conexão com o
público).
O 4º
Prêmio BRADA, de direção de arte, foi para o alemão “O Julgamento de Hein”, de
Kai Stänicke (escolhido por um coletivo de diretoras de arte do Brasil, que traz a visão de profissionais mulheres sobre o audiovisual, destacando o trabalho criativo, visual e sensorial da direção artística).
Em sua
segunda edição, o Prêmio Prisma Queer foi para a coprodução Alemanha, Sérvia e
EUA “Eu Planto Minha Mão no Jardim”, de Boris Hadžija e Hoda Taher, como melhor
filme internacional, e o brasileiro “London”, de Victor Di Marco e Márcio
Picoli, como melhor filme brasileiro. O filme brasileiro “A Paixão Segundo
G.H.B.”, de Gustavo Vinagre e Viva Couto, levou o Prêmio Especial do Júri – o Prisma
Queer visa celebrar, visibilizar e fomentar a produção audiovisual LGBTQIA+ no
Brasil e no mundo.
Outros
prêmios entregues na 50ª Mostra: Prêmio Humanidade para o diretor Marco Bechis;
e Prêmio Leon Cakoff para os cineastas James Gray e S.S. Rajamouli e ao
produtor Paulo Branco.
Repescagem
Também
foi anunciado ontem, dia 29, o programa de repesagem da 50ª. Mostra. As sessões
extras de 31 filmes apresentados durante o evento ocorrem entre hoje, dia
30/10, a 04/11, no CineSesc e no Cine Satyros Bijou. No Teatro Cultura
Artística haverá exibições entre hoje e domingo, dia 01/11. Os ingressos estão
disponíveis para compra na bilheteria dos cinemas no dia da sessão de cada
filme. As credenciais e pacotes de ingressos seguem válidos para a repescagem,
com trocas de ingressos diretamente pelo aplicativo da Mostra. Confira abaixo a
programação de cada local:
Teatro
Cultura Artística
30 de
outubro, sexta
12h00:
La Libertad Doble, de Lisandro Alonso
14h10:
Diário de um Velho Louco, de Wayne Wang
16h40:
Sombras da Nação, de Lucas Crystal + A Casa do Vento, de Auguste Bernard Kouemo
Yanghu
19h10: A
História do Concreto, de John Wilson
21h20: Salão
de Beleza, de Nathalia Acevedo
31 de
outubro, sábado
12h00:
Carmen, o Pássaro Rebelde, de Sébastien Laudenbach
13h50:
Silvestre, de João César Monteiro
16h10:
Projecto Global, de Ivo M. Ferreira
18h50:
A Aventura Sonhada, de Valeska Grisebach
22h00:
O Calor, de Stéphane Demoustier
1º de
novembro, domingo
12h00: O
Diário de uma Camareira, de Radu Jude
14h00: Clarissa,
de Arie Esiri e Chuko Esiri
16h45: A
Condessa Sangrenta, de Ulrike Ottinger
19h15: Deixem-nos
Passar, Caros Ancestrais, de Lav Diaz
Cine
Satyros Bijou
Sexta-feira,
30 de outubro
15h00:
A Providência e a Guitarra, de João Nicolau
17h30:
Todas as Minhas Viagens São Viagens de Regresso, de Manuel Ponce de León
20h00:
The Sandbox, de Kenya-Jade Pinto
Sábado,
31 de outubro
15h00:
A Batalha do Chile – Primeira Parte: A Insurreição da Burguesia, de Patricio
Guzmán
17h00:
Aquí, de Tiago Guedes
20h45:
Atcha Atcha, de Mamadou Dia
Domingo,
1º de novembro
15h00:
A Batalha do Chile – Segunda Parte: O Golpe de Estado, de Patricio Guzmán
17h00:
O Rei das Rosas, de Werner Schroeter
19h15:
A Aventura Sonhada, de Valeska Grisebach
Segunda-feira,
2 de novembro
15h00:
A Batalha do Chile – Terceira Parte: O Poder Popular, de Patricio Guzmán
17h00:
Poucos de Nós, de Šarūnas Bartas
19h15:
Frágil como o Mundo, de Rita Azevedo Gomes
Terça-feira,
3 de novembro
15h00:
O Beija-Flor Pinta Canções Perfumadas, de Matteo Norzi e Èlia Gasull Balada
17h00:
Cinco Anos, Quatro Meses, de Esteban Hoyos García e Juan Miguel Gelacio
19h00:
Chicas Tristes, de Fernanda Tovar
Quarta-feira,
4 de novembro
15h00:
O Diário de uma Camareira, de Radu Jude
17h00:
Union Town, de Barbara Kopple
19h30:
Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco
CineSesc
Sexta-feira,
30 de outubro
15h00:
Emergency Exit, de Lluis Miñarro
18h00:
Roma Elastica, de Bertrand Mandico
20h30:
A Prisioneira (La Captive), de Chantal Akerman
Sábado,
31 de outubro
15h00:
Uma Vida, Um Manifesto, de Jean-Gabriel Périot
17h30:
Ha-Chan: De Volta à Dança!, de Josef Kubota Wladyka
20h15:
O Samurai e o Prisioneiro, de Kiyoshi Kurosawa
Domingo,
1ª de novembro
18h00:
Fernanda, de Pedro Waddington
20h30:
144 - Apocalipse Não, de J.P. Cuenca
Segunda-feira,
2 de novembro
15h00:
London, de Victor Di Marco e Márcio Picoli
17h30:
Talismã, de Thais Fujinaga
19h30:
Mulher Desconhecida, de May el-Toukhy
Terça-feira,
3 de novembro
15h00:
A Paixão Segundo G.H.B., de Gustavo Vinagre e Viva Couto
17h00:
Edward Said: Entre Mundos, de Maiken Baird
19h30:
O Sentido da Vida, de Ryūsuke Hamaguchi
Quarta-feira,
4 de novembro
15h00:
Everytime, de Sandra Wollner
Realização
e patrocínio
A
Mostra de 2026 conta com o patrocínio master da Petrobrás, o patrocínio do
Itaú, a parceria institucional do Sesc, a parceria da SPCine e da Prefeitura de
São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado
de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria
Criativas, a colaboração da Embratur e da Netflix, o apoio do Projeto Paradiso,
a promoção da Globofilmes, do Canal Brasil, Folha de S.Paulo, da TV Cultura, da
Arte 1, do Instituto Bandeirantes e da Revista Piauí, além do apoio técnico da
Quanta e do Cultura Artística. Realização: Ministério da Cultura, por meio da
Lei Federal de Incentivo à Cultura. Site oficial da Mostra: https://mostra.org/ (além de redes
sociais, como Facebook e Instagram).