Colisão: Acidente ou homicídio?
Cinema na Web
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 2
Colisão: Acidente ou homicídio?
domingo, 17 de maio de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 1
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Especial de cinema
Especial ‘Mortal Kombat’
Mortal
Kombat
Um
grupo de lutadores de artes marciais participa de uma violenta competição em
uma ilha mítica. Nas arenas espalhadas pela ilha, somente um poderá ganhar o torneio
de luta.
Jogos
de videogame de todos os estilos viraram adaptação para filme. “Tomb Raider”,
“Príncipe da Pérsia”, “Warcraft”, “Super Mario Bros” e “Sonic” são alguns
deles. Na linha de artes marciais, teve “Mortal Kombat”, uma das franquias mais
conhecidas de quem joga, criada em 1992 pela Midway Games (na época sediada em
Chicago e que depois abriu falência). O jogo, primeiro em arcade depois adaptado
para Super Nintendo, Mega Drive, PlayStation e Xbox, destaca-se pela violência
explícita, com dois competidores que lutavam até um morrer de forma cruel
(havia as famosas “Fatalities”, com desfecho sanguinário do coitado do
perdedor). Do jogo nasceram filmes, séries animadas e séries com atores, quadrinhos
e milhares de itens de colecionador, consolidando-se como uma franquia
multimídia.
Em 1995 o diretor inglês Paul W. S. Anderson realizou a primeira adaptação do jogo, numa fita puro suco do cinema B de ação dos anos 90, melhor que adaptações de jogos daquela época, como “Double dragon” (1994) e “Street fighter” (1994) - que ganhará nova versão esse ano. Foi uma tentativa de levar o universo dos games de luta para o cinema, mantendo o estilo frenético e de cores quentes de “Mortal Kombat”, com gráficos estilizados, bastante ação e violência. A trama acompanha quatro guerreiros escolhidos para enfrentar os campeões de Outworld em um torneio místico que decidirá o destino da Terra: Liu Kang (monge shaolin campeão do torneio), Johnny Cage (astro de TV que vira lutador), Kitana (princesa com leques de aço) e Sonya Blade (generala das Forças Especiais da Terra). Orientados por Raiden (Deus do trovão), eles enfrentarão na arena vilões difíceis de derrubar, como Sub-Zero (guerreiro com poderes de gelo), Kano (mercenário com olho cibernético), o vilão máximo, Shang Tsung (feiticeiro chinês), e Goro (monstro gigante de quatro braços).
Em 1995 o diretor inglês Paul W. S. Anderson realizou a primeira adaptação do jogo, numa fita puro suco do cinema B de ação dos anos 90, melhor que adaptações de jogos daquela época, como “Double dragon” (1994) e “Street fighter” (1994) - que ganhará nova versão esse ano. Foi uma tentativa de levar o universo dos games de luta para o cinema, mantendo o estilo frenético e de cores quentes de “Mortal Kombat”, com gráficos estilizados, bastante ação e violência. A trama acompanha quatro guerreiros escolhidos para enfrentar os campeões de Outworld em um torneio místico que decidirá o destino da Terra: Liu Kang (monge shaolin campeão do torneio), Johnny Cage (astro de TV que vira lutador), Kitana (princesa com leques de aço) e Sonya Blade (generala das Forças Especiais da Terra). Orientados por Raiden (Deus do trovão), eles enfrentarão na arena vilões difíceis de derrubar, como Sub-Zero (guerreiro com poderes de gelo), Kano (mercenário com olho cibernético), o vilão máximo, Shang Tsung (feiticeiro chinês), e Goro (monstro gigante de quatro braços).
O design dos personagens é mais
elaborado, com figurinos e efeitos digitais que conferem realismo às
habilidades sobrenaturais. A narrativa, embora criticada pela inclusão de um
protagonista novo, busca expandir o universo e criar uma mitologia própria, sem
deixar de lado referências diretas aos combates clássicos. Mais sério que o de
1995, é uma fita de ação violenta para fãs de artes marciais e de videogame. Saiu
em DVD no Brasil e está disponível na HBO Max.
Mortal
Kombat
(Idem). EUA, 2021, 110 minutos. Ação. Colorido. Dirigido por Simon McQuoid.
Distribuição: Warner Bros.
Mortal
Kombat 2
Os
campeões invictos do torneio Mortal Kombat, agora acompanhados pelo ex-ator
Johnny Cage (Karl Urban), são convocados para uma nova e decisiva batalha para
derrotar o domínio sombrio de Shao Kahn, que ameaça a existência do Earthrealm.
Está
nos cinemas desde semana passada (e indo bem de bilheteria) a continuação de
“Mortal Kombat” de 2021, com assinatura do mesmo diretor, produtor e elenco. E
o filme supera o anterior, em um longa empolgante, enérgico, que não dá fôlego
nem um só minuto. Prepare-se para ação e adrenalina até dizer chega nessa
sequência que prossegue no novo universo da franquia de jogos de videogame dos
anos 90 “Mortal Kombat”, trazendo finalmente o torneio oficial de Mortal Kombat
para o centro da trama. Com a chegada de personagens aguardados como Kitana e
Quan Chi, o filme mergulha fundo na mitologia dos reinos orientais, explorando
Outworld (a Exoterra) com cenários grandiosos e um design que mistura fantasia
épica e brutalidade. A estética é marcada por efeitos visuais de última
geração, que tornam os poderes dos lutadores mais impactantes e por figurinos
que equilibram fidelidade aos jogos com uma abordagem cinematográfica
sofisticada. A história se concentra na preparação dos guerreiros da Terra para
enfrentar Shao Kahn (um vilão sinistro, com sua armadura fortificada e capacete
de esqueleto), elevando o nível de ameaça e tensão. O filme é uma sucessão de
batalhas, coreografadas com atenção ao detalhe, incluindo fatalities que
homenageiam o clássico jogo. Kitana, Sonya Blade, Liu Kang, Kano, Shang Tsung,
Jax e Raiden retornam à trama (interpretados por outros atores), e aparece agora
em destaque Johnny Cage (que não aparecia no anterior e aqui é interpretado por
Karl Urban), além de Baraka, um guerreiro feroz da tribo Tarkatan, conhecido
por sua agressividade, boca enorme com dentes afiados e lâminas nos braços.
Diferente
da primeira parte, a narrativa é mais coesa, dando protagonismo aos personagens
já conhecidos, e tudo num ritmo frenético. Outras homenagens são diretas ao
jogo clássico dos anos 90: a trilha sonora e cenários como a ponte cercada por
ácido verde. Bom entretenimento para se ver na tela grande.
Mortal
Kombat 2
(Idem). EUA, 2026, 116 minutos. Ação. Colorido. Dirigido por Simon McQuoid.
Distribuição: Warner Bros.
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas – Parte 4
Nino de sexta a segunda
Em exibição nos cinemas (pela distribuidora Filmes do Estação), o drama francês premiado no César e exibido nos Festivais de Cannes e Toronto acompanha quatro dias na vida de um jovem que é diagnosticado com câncer após um exame de rotina devido a uma dor de garganta. Nino recebe a notícia numa sexta-feira e fica perplexo; ele passa o fim de semana, até segunda-feira, preparando-se para o tratamento e lidando com expectativa, ansiedade e medos. A ficha demora a cair, Nino não compreende a situação delicada em que está (mas a única coisa que resta a ele é aceitar e fazer o tratamento). Nino resolve contar para as pessoas próximas, como a mãe e alguns amigos. O filme é uma jornada de emoções de um personagem solitário cruzando ruas e distritos de Paris refletindo uma dor que o atravessa. É um filme íntimo, que capta o que acontece ao redor daquele protagonista vagando pela cidade – pessoas dançando em boate, a agitação das ruas da capital, ele de bike olhando pela paisagem, enquanto sua mente tenta abstrair a notícia da doença. Serão dias decisivos para Nino nessa caminhada de descobertas e reflexão sobre morte, vida, e tudo o que ele cultivou até então. Exibido na Semana da Crítica do Festival de Cannes em 2025, deu a Théodore Pellerin o prêmio de ator revelação (realmente um trabalho impressionante desse jovem ator canadense nascido na parte francesa, em Quebec, num filme todo dele). Lembra, mas é menos amargo que “É apenas o fim do mundo” (2016, de Xavier Dolan), uma fita que gosto muito, também sobre um jovem com doença terminal visitando família e amigos para contar a notícia estarrecedora. Exibido ainda nos Festivais de Toronto e do Rio, venceu o César de melhor primeiro filme (para a diretora Pauline Loquès) e também de ator revelação.
Era uma vez minha mãe
Novo título da California Filmes que entra nos principais cinemas brasileiros, a dramédia francesa coproduzida no Canadá é um bonito filme familiar, baseado na autobiografia do advogado francês Roland Perez, hoje um importante jurista. O título faz referência à mãe dele, Esther, uma mulher judia agarrada a princípios que a levaram até o fim a cuidar do filho – Roland nasceu com uma deficiência no pé que dificultava sua locomoção, e com auxílio da mãe, superou preconceitos e conseguiu estudar e se formar em Direito. São décadas na relação entre os dois, dos anos 60 até o presente; em uma família falante e agitada, Roland nasceu sob proteção daquela mãe que não media esforço em integrar o filho aos amigos do condomínio onde moravam e levá-lo no colo para passear pela cidade (já que ele não conseguia andar bem). O menino tem como fã a cantora popular da época Sylvie Vartan – ele canta suas músicas, tenta dançar como ela e sonha em encontrá-la (na trilha sonora do filme, há várias músicas da cantora, como “Irrésistiblement”, e Sylvie aparece numa rápida ponta como ela mesma, além de cenas dela antigas de TV). São vários atores interpretando Roland nas diferentes fases da vida do personagem (Gabriel Hyvernaud o faz dos 3 aos 5 anos, Naim Naji, dos 5 aos 7, Noé Schecroun, dos 11 aos 13, até a fase adulta, interpretado pelo bom ator Jonathan Cohen, de “Bastardos inglórios”). A mãe é encenada por Leïla Bekhti, atriz francesa de origem argelina, de “O profeta”, num papel acolhedor e reluzente, alternando momentos de drama e humor (a atriz foi indicada aqui ao César na categoria). É escrito e dirigido por Ken Scott, do filme inspirado em fatos reais “Meus 533 filhos” (2011, depois adaptado para uma versão americana com Vince Vaugh, “De repente pai”). Conta com bom trabalho de direção de arte, que refaz as décadas de 60 e 70 com todo aquele brilho, cores vibrantes e roupas extravagantes. Um filme sensível e agradável sobre uma mãe lutando contra tudo e todos para dar o melhor a seu filho.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 3
domingo, 10 de maio de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 2
O caminho para Saturno
sábado, 9 de maio de 2026
Especial de cinema
Vem aí a 15a edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
O Olhar de Cinema é viabilizado por leis de incentivo e patrocínios, como Ministério da Cultura (via Lei Rouanet) e Governo do Estado do Paraná, via Secretaria da Cultura e Profice (Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná). Conta com patrocínio do Terminal de Contêineres de Paranaguá, Sanepar, Mili, Fomento Paraná e Solvay Peróxidos, além de apoio do Projeto Paradiso, Uninter, Cine Passeio, Cinemateca de Curitiba, Teatro da Vila e Icac (Instituto Curitiba de Arte e Cultura) e incentivo da Prefeitura de Curitiba e da Fundação Cultural de Curitiba.
Serão novamente cinco locais de exibição do festival: Cine Passeio, Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), Cinemateca de Curitiba, Teatro da Vila e Ópera de Arame.
Filmes clássicos e restaurados
* Fotos extraídas do site oficial do festival
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