terça-feira, 29 de junho de 2010

Cine Lançamento

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Pandorum


Após um período aprisionados em câmaras criogênicas, os astronautas Payton (Dennis Quaid) e Bower (Ben Foster) despertam dentro de uma nave espacial desconhecida. Ambos não lembram o que aconteceu, e, isolados, procuram por ajuda. No entanto, estranhos sons dão indícios de que eles não estão sozinhos.

Na década de 80 o mercado de cinema era invadido por fitas de terror ambientadas em naves espaciais. “Alien – O 8º passageiro” (1979) criou escola, e sem dúvida é o maior exemplo desse segmento, insuperável pelo roteiro original e pela condução da trama, ainda hoje assustadora. Podemos dizer que “Pandorum” nada mais é do que um filho desleixado de Alien, uma produção B escura, cheia de clichês, sem novidade.
Começa com o personagem de Dennis Quaid desorientado, em busca de respostas sobre onde está e para onde vai. Logo se depara com outro astronauta, interpretado por Ben Foster, tão atordoado quanto ele. Juntos, unem-se a um grupo de sobreviventes que estão fugindo de criaturas mutantes (e boas de briga) sedentas por sangue. A partir daí se prevê a conclusão: os seres humanos vão combater os inimigos, no caso os monstrengos siderais.
Preocupa-se em mostrar violência exagerada, deixando de lado alguns porquês, que não são respondidos. E outra, certos lances do roteiro são confusos, e fica no ar dúvidas sobre a origem dos personagens e das criaturas.
Quando lançado, o filme agradou uma parcela do público americano, e alguns críticos de lá embarcaram na ideia. Gosto é gosto, não tem jeito. Eu, pelo menos, não vejo razões para tanto falatório sobre essa fita de terror/ficção. De uma coisa tenho certeza: não se fazem mais “Alien” como antigamente. Por Felipe Brida

Título original:
Pandorum
País/Ano: EUA, 2009
Elenco: Dennis Quaid, Ben Foster, Cam Gigandet, Antje Traue, Cung Le
Direção: Christian Alvart
Gênero: Ficção científica/Terror
Duração: 108 min
Distribuição: Imagem Filmes

sábado, 26 de junho de 2010

Cine Lançamento

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Brideshead – Desejo e poder

Na Segunda Guerra Mundial, o capitão Charles Ryder (Matthew Goode) aloja-se no Castelo de Brideshead, onde se envolve com os ricos donos do local. Ryder irá conviver com a aristocrática família católica Flyte e, particularmente, compartilhar segredos íntimos com o jovem Sebastian (Ben Wishaw), um homossexual com quem passa a ter um caso secreto.

Inspirado no famoso romance “Memórias de Brideshead”, escrito pelo inglês Evelyn Waugh em 1945, este drama de época fica muito distante da suntuosa minissérie britânica de 1981, lançada em 11 capítulos, cuja história era mais fiel ao livro e reunia, no elenco, Jeremy Irons, Anthony Andrews e Sir. John Gielgud. Nessa revisão, a história é arrastada, cansativa, com excessivos diálogos filosóficos. Não explora com dinamismo os conflitos entre os dois personagens centrais masculinos, que desenvolvem uma tortuosa afinidade amorosa. Matthew Goode não tem marca presença em cena e Ben Wishaw (assustador em “Perfume”) está chato como o homossexual rebelde, com aquele ar enfadonho que contamina o público. Tem ainda as rápidas aparições de renomados artistas europeus, como Emma Thompson (em papel importante), Michael Gambon e a italiana Greta Scacchi. Gosto particularmente da presença notória dos figurinos, muito bem recriados, que faz uma viagem à primeira metade do século passado, e da excepcional escolha das locações; o filme foi rodado em exuberantes paisagens reais de Oxford, Marrakesh e Veneza, ou seja, carrega uma linha de elegância. O tema do filme é bem sério, pois trata da homofobia e da repressão aos homossexuais, grupo mal visto pela sociedade britânica da época (e ainda hoje martirizados por muitos). Um filme que fica meio lá, meio cá, com acertos e erros. Os apreciadores de filmes de época vão curtir mais. Por Felipe Brida

Título original:
Brideshead revisited País/Ano: Inglaterra/Itália, 2008 Elenco: Matthew Goode, Ben Wishaw, Emma Thompson, Hayley Atwell, Michael Gambon, Greta Scacchi. Direção: Julian Jarrold Gênero: Drama Duração: 132 min Distribuição: Paramount Pictures

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cine Lançamento

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A caixa

Em um subúrbio norte-americano, a professora Norma Lewis (Cameron Diaz) vive em harmonia com o marido e com o filho pequeno. No entanto, a tranqüilidade do casal é ameaçada quando recebe a visita de um homem misterioso, Steward (Frank Langella), que traz debaixo do braço uma caixa lacrada. A vinda do estranho tem, por trás, uma proposta macabra, que mudará completamente a rotina de Norma e de todos que a cercam.

O roteiro completamente desconexo e a direção vergonhosa são os dois principais pontos que tornam “A caixa” a pior fita da temporada. Quando assisti ao filme (no cinema, há quase dois meses), fiquei indignado, pensando “Como é possível um cineasta ter coragem de acreditar em um projeto tão lastimável, tão medonho?”. Pois é, tudo o que um diretor de cinema não deve colocar no seu filme encontramos aqui. A história muda de tom a cada instante, ficando impossível para definirmos um gênero. Afinal, “A caixa” é um drama, suspense, horror ou ficção científica? Até a aparição do misterioso senhor que carrega a caixa (Langella, cansado e sem inspiração) há um clima de suspense; a partir da proposta sobre abrir a caixa e ativar o botão, que é o lance do roteiro, o filme escorrega em absurdos tremendos. Recorrem até a viagens no tempo (vale lembrar que o diretor Richard Kelly, em 2002, rodou um bom projeto, ainda que confuso, sobre viagem ao tempo, chamado “Donnie Darko”, na mesma linha de “Efeito borboleta”).
Fica para Cameron Diaz o papel principal, sem chances como a professora encurralada. O pior dos personagens é, sem dúvida, o do vilão, interpretado pelo premiado ator Frank Langella, em uma composição bizarra; ele tem o rosto carcomido na região da bochecha, onde um corte profundo nos permite ver seus dentes laterais! É de um mau gosto sem proposta alguma.
O desfecho, para mim bastante amoral e falho, poderá surpreender alguns menos atenciosos. Enfim, um filme ruim, desperdiçado, que desmerece créditos. Não perca tempo com tamanha bobagem. Por Felipe Brida

Título original: The box
País/Ano: EUA, 2009
Elenco: Cameron Diaz, Frank Langella, James Marsden, James Rebhorn, Holmes Osborne.
Direção: Richard Kelly
Gênero: Suspense/Ficção científica
Duração: 115 min
Distribuição: Imagem Filmes
Site oficial: http://thebox-movie.warnerbros.com/dvd/index.html

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Viva nostalgia!

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Ladrão de casaca

John Robie (Cary Grant), um ladrão de jóias “aposentado”, é suspeito de uma onda de assaltos na Riviera Francesa. Para provar sua inocência, ele terá de emboscar o verdadeiro bandido, que se utiliza das mesmas técnicas de roubo de Robie. Em meio a essa estratégia para ajudar a polícia, conhece a elegante dama Frances Stevens (Grace Kelly), cujas jóias dela e da mãe serão colocadas como alvo para atrair o ladrão.

Um dos filmes que Hitchcock menos gostava. Não pela história, que continua impecável, mas pelo fato de a atriz Grace Kelly, uma de suas principais musas, ter se enamorado com o príncipe Rainier de Mônaco, seu futuro marido. Hithchcock não aceitava a situação, e por isso odiava esse seu suntuoso thriller/drama, que ainda surpreende pela fotografia paradisíaca, todo rodado em Cannes e Monte Carlo.
Gravado em 1955, entre “Janela indiscreta” e “O terceiro tiro”, a fita tem, como protagonista, Cary Grant, que carrega o ar de “homem errado”, tão comum nos filmes do mestre do suspense Alfred Hitchcock.
É uma genuína caçada entre gato e rato, um ladrão atrás do outro, tentando desvendar o rosto do criminoso que rouba jóias de damas e príncipes franceses. Obviamente que o final é surpresa – a única cena mais movimentada (e a melhor de todo o filme) está no desfecho, na perseguição em cima dos telhados, cuja montagem é um primor de edição e de trilha sonora.
Venceu o Oscar de melhor fotografia e ainda foi indicado nas categorias figurino e direção de arte.
O título em português (nada a ver com o inglês, que seria “Pegar o ladrão”) faz menção ao ladrão cavalheiro das histórias policiais de Maurice Leblanc - o termo “Ladrão de casaca” popularizou-se e se enraizou na nossa língua.
Lançado pela Paramount Pictures em duas edições: uma especial para colecionador e outra no box Grace Kelly (junto com “As pontes de Toko-Ri”), ambos com caprichado making of e dois documentários especiais. Por Felipe Brida

Título original: To catch a thief
País/Ano: EUA, 1955
Elenco: Cary Grant, Grace Kelly, Jessie Royce Landis, Brigitte Auber, John Williams, Charles Vanel
Direção: Alfred Hitchcock
Gênero: Romance/Suspense
Duração: 106 min
Distribuição: Paramount Pictures

sábado, 12 de junho de 2010

Cine Lançamento

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Nine

O notório diretor de cinema Guido Contini (Daniel Day-Lewis) entra em uma profunda crise pessoal e profissional. Desalentado e com bloqueio criativo, isola-se em um mundo próprio, recorrendo a lembranças das mulheres que cruzaram sua vida, como prostitutas vorazes e várias musas de seu imaginário.

Decepcionante musical baseado no famoso número homônimo da Broadway, que por sua vez bebeu na fonte do imortal “Oito e meio”, a maior obra-prima de Federico Fellini. Infelizmente aqui o resultado é tão sem graça, tão sem sal, tão passageiro... Pra começar nem musical é – há três ou quatro canções irrisórias interpretadas pelo elenco, nenhuma marcante.
Outro ponto crítico está justamente no elenco, essencialmente feminino, que chama a atenção pelos nomes conhecidos e dos mais bem pagos do cinema atual. Analisando bem, é apenas um desfile de mulheres lindas, como Nicole Kidman, Penélope Cruz (aqui indicada sem justa causa ao Oscar de melhor atriz coadjuvante), Kate Hudson, Marion Cottilard e as veteranas Sophia Loren (como a mãe conselheira de Guido) e Judi Dench. Elas aparecem, choram, outras cantam e dançam, e logo saem de cena. Por isso resulta irregular, um tanto quanto desperdiçado.
A estrutura é de um filme metalingüístico, que fala do filme dentro do filme, do processo criativo de um diretor autoral que, sem idéias fortes para a construir o novo projeto cinematográfico, fecha-se numa depressão de proporções estarrecedoras. Quem o ergue são as mulheres enfurnadas em seu pensamento, que fermentam a criatividade do cineasta e o faz voltar à vida profissional. O roteiro, para quem conhece “Oito e meio”, não muda muita coisa, porém o original dispensa qualquer tipo de comentário. Basta lembrar que está na lista dos grandes monumentos do cinema!
Dirigido por Rob Marshall, do premiado musical “Chicago”, “Nine” recebeu ainda três indicações ao Oscar, além de atriz coadjuvante para Penelope Cruz: direção de arte, figurino e canção (“Take it all”). Para contrabalancear as perdas acima citadas, figurinos e direção de arte são um show à parte, repleto de glamour, brilho e cores fortes.
Atenção especial para a aparição de Stacy Ferguson, a Fergie (ex-Black Eyed Peas) como a prostituta Saraghina, no original interpretado pela falecida Eddra Gale. Diferente desta, Fergie está sensual, como de praxe, na melhor cena da fita. Em DVD pela Sony Pictures. Por Felipe Brida

Título original: Nine
País/Ano: EUA/Itália, 2009
Elenco: Daniel Day-Lewis, Nicole Kidman, Penélope Cruz, Kate Hudson, Marion Cottilard, Sophia Loren, Judi Dench, Stacy Ferguson, Andrea Di Stefano, Ricky Tognazzi
Direção: Rob Marshall
Gênero: Musical/Drama
Duração: 118 min
Distribuição: Sony Pictures

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Cine Lançamento

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Comendo pelas beiradas

No sofisticado restaurante do ex-campeão de pesos pesados “Slammin Salmon” (Michael Clarke Duncan), os pratos estão na lista dos melhores do mundo. Já os garçons são malucos e desajeitados. Certa noite, precisando juntar dinheiro para acertar uma dívida com a máfia, Salmon lança um desafio aos seus funcionários: o garçom que mais vender naquele dia ganhará um abono milionário! A confusão está armada, com direito a traições, subornos e muitas trapalhadas.

Comédia rasa lançada diretamente em homevideo pela Paramount Pictures, divertida para quem curte o estilo pastelão. O filme acompanha o dia-a-dia de um grupo de garçons em um requintado restaurante em Miami, onde lá freqüentam pessoas importantes, da alta sociedade. Com o desafio lançado pelo chefe, o grupo, até então unido, encara uma rivalidade ferrenha – quem vende mais, ganha mais; quem vender menos, coitado... sofrerá as conseqüências frente às mãos pesadas do boxeador Slammin Salmon.
As situações cômicas giram em torno das peripécias e da corrida contra o tempo desses garçons, um mais atrapalhado que outro, sempre sujeitos a piadas escrachadas.
Quem se diverte com bagunças infernais, poderá aceitar esse passatempo de sessão da tarde. Em DVD pela Paramount Pictures. Por Felipe Brida

Título original: The Slammin Salmon
País/Ano: EUA, 2009
Elenco: Michael Clarke Duncan, Jeff Chase, Carla Gallo, Paul Soter, Michael Yurchak, Nat Faxon, Vivica A. Fox, Morgan Fairchild, Lance Henriksen
Direção: Kevin Heffernan
Gênero: Comédia
Duração: 98 min
Distribuição: Paramount Pictures

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Resenhas & Críticas

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Medopontocombr

Detetive Mike Reilly (Stephen Dorff), com o apoio de policiais de Nova York, investiga um estranho website cujos usuários morrem 48 horas após acessá-lo. Por trás desses crimes está um torturador de mulheres, disposto a tudo para alcançar seus cruéis objetivos.

Fez pouco sucesso em seu lançamento em 2002 essa fita de terror rotineira e banal, que procura explorar dois eixos similares: a violência dentro da internet e como a rede virtual pode ser usada como estratégia para bandidos e/ou assassinos cometerem seus crimes. Nessa linha de pensamento, o diretor (o mesmo de “A casa da colina”) dá um modesto enfoque aos efeitos da alienação e da narcose provocadas pelas mídias – no caso do filme, um matador paranóico, interpretado por Stephen Rea, grava a tortura de mulheres e joga os vídeos em tempo real para que os internautas tão neuróticos quanto ele se deleitem com os brutais assassinatos. Paralelamente, uma estranha força se apodera dos usuários desse site maldito, fazendo-os morrer dias depois.
Misturando thriller com horror, “Medopontocombr” pode causar sustos e até mesmo rápidos calafrios. Mas nada demais ou inovador. Não nega em copiar outros filmes do gênero, como “O chamado” (por exemplo, a aparição do fantasma de uma menina morta. Lembram-se da famosa Samara?). Como destaque sobressai a fotografia escura que incomoda, com o visual de uma Nova York suja e poluída.
Atenção: a grafia do título em português é assim mesmo, escrita sem espaços. Disponível em DVD. Por Felipe Brida


Título original: Feardotcom
País/Ano: EUA/Inglaterra/Alemanha, 2002
Elenco: Stephen Dorff, Natascha McElhone, Stephen Rea, UdoKier, Amelia Curtis, Jeffrey Combs, Michael Sarrazin
Direção: William Malone
Gênero: Terror
Duração: 101 min
Distribuição: Columbia Pictures

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cine Lançamento

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Assalto ao carro blindado

Seguranças de uma transportadora de valores, encabeçados por Mike Cochrone (Matt Dillon), organizam um assalto da própria empresa onde trabalham. O valor do furto: US$ 10 milhões. No entanto, o plano não sai como esperado.

Fita de ação no melhor estilo norte-americano sobre assalto a banco e reviravoltas espetaculares, que não hesita em homenagear (ou copiar?) Quentin Tarantino, em especial “Cães de aluguel”. As sacadas estão nos erros, nos deslizes dos personagens, cujas trapalhadas os colocam em situações de risco, com direito a traições, tiroteios e obviamente mortes. Não vou contar mais para não estragar as surpresas (e são muitas!).
Criativo e com roteiro engenhoso, é um típico filme para público masculino, com elenco composto essencialmente por homens, muitos palavrões e adrenalina. Apesar de o tema ser um velho conhecido de Hollywood, é um bom passatempo para o fim de semana. Por Felipe Brida


Título original: Armored
País/Ano: EUA, 2009
Elenco: Matt Dillon, Jean Reno, Laurence Fishburne, Fred Ward, Skeet Ulrich, Amaury Nolasco, Lorna Raver.
Direção: Nimród Antal
Gênero: Ação
Duração: 88 min
Distribuição: Sony Pictures