Especial ‘Mortal Kombat’
Mortal
Kombat
Um
grupo de lutadores de artes marciais participa de uma violenta competição em
uma ilha mítica. Nas arenas espalhadas pela ilha, somente um poderá ganhar o torneio
de luta.
Jogos
de videogame de todos os estilos viraram adaptação para filme. “Tomb Raider”,
“Príncipe da Pérsia”, “Warcraft”, “Super Mario Bros” e “Sonic” são alguns
deles. Na linha de artes marciais, teve “Mortal Kombat”, uma das franquias mais
conhecidas de quem joga, criada em 1992 pela Midway Games (na época sediada em
Chicago e que depois abriu falência). O jogo, primeiro em arcade depois adaptado
para Super Nintendo, Mega Drive, PlayStation e Xbox, destaca-se pela violência
explícita, com dois competidores que lutavam até um morrer de forma cruel
(havia as famosas “Fatalities”, com desfecho sanguinário do coitado do
perdedor). Do jogo nasceram filmes, séries animadas e séries com atores, quadrinhos
e milhares de itens de colecionador, consolidando-se como uma franquia
multimídia.
Em 1995 o diretor inglês Paul W. S. Anderson realizou a primeira adaptação do jogo, numa fita puro suco do cinema B de ação dos anos 90, melhor que adaptações de jogos daquela época, como “Double dragon” (1994) e “Street fighter” (1994) - que ganhará nova versão esse ano. Foi uma tentativa de levar o universo dos games de luta para o cinema, mantendo o estilo frenético e de cores quentes de “Mortal Kombat”, com gráficos estilizados, bastante ação e violência. A trama acompanha quatro guerreiros escolhidos para enfrentar os campeões de Outworld em um torneio místico que decidirá o destino da Terra: Liu Kang (monge shaolin campeão do torneio), Johnny Cage (astro de TV que vira lutador), Kitana (princesa com leques de aço) e Sonya Blade (generala das Forças Especiais da Terra). Orientados por Raiden (Deus do trovão), eles enfrentarão na arena vilões difíceis de derrubar, como Sub-Zero (guerreiro com poderes de gelo), Kano (mercenário com olho cibernético), o vilão máximo, Shang Tsung (feiticeiro chinês), e Goro (monstro gigante de quatro braços).
Em 1995 o diretor inglês Paul W. S. Anderson realizou a primeira adaptação do jogo, numa fita puro suco do cinema B de ação dos anos 90, melhor que adaptações de jogos daquela época, como “Double dragon” (1994) e “Street fighter” (1994) - que ganhará nova versão esse ano. Foi uma tentativa de levar o universo dos games de luta para o cinema, mantendo o estilo frenético e de cores quentes de “Mortal Kombat”, com gráficos estilizados, bastante ação e violência. A trama acompanha quatro guerreiros escolhidos para enfrentar os campeões de Outworld em um torneio místico que decidirá o destino da Terra: Liu Kang (monge shaolin campeão do torneio), Johnny Cage (astro de TV que vira lutador), Kitana (princesa com leques de aço) e Sonya Blade (generala das Forças Especiais da Terra). Orientados por Raiden (Deus do trovão), eles enfrentarão na arena vilões difíceis de derrubar, como Sub-Zero (guerreiro com poderes de gelo), Kano (mercenário com olho cibernético), o vilão máximo, Shang Tsung (feiticeiro chinês), e Goro (monstro gigante de quatro braços).
O design dos personagens é mais
elaborado, com figurinos e efeitos digitais que conferem realismo às
habilidades sobrenaturais. A narrativa, embora criticada pela inclusão de um
protagonista novo, busca expandir o universo e criar uma mitologia própria, sem
deixar de lado referências diretas aos combates clássicos. Mais sério que o de
1995, é uma fita de ação violenta para fãs de artes marciais e de videogame. Saiu
em DVD no Brasil e está disponível na HBO Max.
Mortal
Kombat
(Idem). EUA, 2021, 110 minutos. Ação. Colorido. Dirigido por Simon McQuoid.
Distribuição: Warner Bros.
Mortal
Kombat 2
Os
campeões invictos do torneio Mortal Kombat, agora acompanhados pelo ex-ator
Johnny Cage (Karl Urban), são convocados para uma nova e decisiva batalha para
derrotar o domínio sombrio de Shao Kahn, que ameaça a existência do Earthrealm.
Está
nos cinemas desde semana passada (e indo bem de bilheteria) a continuação de
“Mortal Kombat” de 2021, com assinatura do mesmo diretor, produtor e elenco. E
o filme supera o anterior, em um longa empolgante, enérgico, que não dá fôlego
nem um só minuto. Prepare-se para ação e adrenalina até dizer chega nessa
sequência que prossegue no novo universo da franquia de jogos de videogame dos
anos 90 “Mortal Kombat”, trazendo finalmente o torneio oficial de Mortal Kombat
para o centro da trama. Com a chegada de personagens aguardados como Kitana e
Quan Chi, o filme mergulha fundo na mitologia dos reinos orientais, explorando
Outworld (a Exoterra) com cenários grandiosos e um design que mistura fantasia
épica e brutalidade. A estética é marcada por efeitos visuais de última
geração, que tornam os poderes dos lutadores mais impactantes e por figurinos
que equilibram fidelidade aos jogos com uma abordagem cinematográfica
sofisticada. A história se concentra na preparação dos guerreiros da Terra para
enfrentar Shao Kahn (um vilão sinistro, com sua armadura fortificada e capacete
de esqueleto), elevando o nível de ameaça e tensão. O filme é uma sucessão de
batalhas, coreografadas com atenção ao detalhe, incluindo fatalities que
homenageiam o clássico jogo. Kitana, Sonya Blade, Liu Kang, Kano, Shang Tsung,
Jax e Raiden retornam à trama (interpretados por outros atores), e aparece agora
em destaque Johnny Cage (que não aparecia no anterior e aqui é interpretado por
Karl Urban), além de Baraka, um guerreiro feroz da tribo Tarkatan, conhecido
por sua agressividade, boca enorme com dentes afiados e lâminas nos braços.
Diferente
da primeira parte, a narrativa é mais coesa, dando protagonismo aos personagens
já conhecidos, e tudo num ritmo frenético. Outras homenagens são diretas ao
jogo clássico dos anos 90: a trilha sonora e cenários como a ponte cercada por
ácido verde. Bom entretenimento para se ver na tela grande.
Mortal
Kombat 2
(Idem). EUA, 2026, 116 minutos. Ação. Colorido. Dirigido por Simon McQuoid.
Distribuição: Warner Bros.








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