quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Morre no Rio o ator Fábio Sabag


O ator e diretor Fábio Sabag morreu na madrugada de hoje (dia 31) aos 77 anos no Rio de Janeiro. Vítima de câncer de próstata, estava internado desde o mês passado no Hospital Quinta D´Or, no Rio.
Nascido em 19 de novembro de 1931 em Bariri, Sabag era descendentes de libaneses. Estreou a carreira artística como ator de cinema em "Ladrão em noite de chuva" (1960). Atuou em cerca de 50 filmes, dentre eles "Mineirinho vivo ou morto" (1967), "Os raptores" (1969), "Memórias de um gigolô" (1970), "Os inconfidentes" (1972), "Os condenados" (1973), "Tati - A garota" (1973), "O casal" (1975), "Teu tua" (1979), "O homem do pau-brasil" (1982), "Luz Del Fuego" (1982), "Memórias do cárcere" (1984), "Ópera do malandro" (1986) e "Maria, mãe do filho de Deus" (2003).
Em novelas participou de "Elas por elas" (1982), "Partido alto" (1984), "Cambalacho" (1986), "Brega & Chique" (1987), "Pecado capital" (1998), "Kubanacan" (2003) e "A lua me disse" (2005), sua última aparição na TV.
Na Rede Globo, onde trabalhou nos anos 70 como produtor executivo, dirigiu, em conjunto com outros realizadores, as novelas "A cabana do pai Tomás" (1969), "Nina" (1977), "Mandala" (1987), "Que rei sou eu?" (1989), "Rainha da sucata" (1990), "Vamp" (1991) e "De corpo e alma" (1992).
Recentemente completou 60 anos de carreira no teatro, onde atuou em mais de 70 peças - as montagens mais famosas, "Gata em teto de zinco quente" e "O fiel camareiro". O corpo do ator será enterrado amanhã em São Paulo. Por Felipe Brida

domingo, 28 de dezembro de 2008

Cine Lançamento


Wall-E

No ano de 2800, o planeta Terra sofre com o acúmulo de lixo. Devido à poluição atmosférica os seres humanos trocaram suas casas por naves e foram viver em outra órbita. Wall-E, um dos robôs especiais programados para limpar o lixo, passa a trabalhar sozinho em uma área contaminada por gases tóxicos. Certo dia conhece uma robô, de nome Eva, que chega à Terra com a missão de procurar vida naquele ambiente devastado. Nasce então um estreito laço de amizade entre os dois.

Dirigido por Andrew Stanton, ganhador do Oscar de melhor animação por “Procurando Nemo” em 2004, quando dividiu o prêmio com o co-diretor Lee Unkrich, “Wall-E” rapidamente tornou-se sucesso de público e de crítica. A nova animação da Pixar/Disney liderou o primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas na estréia em junho deste ano, e a sensação repetiu-se no Brasil, onde o filme também ficou em primeiro lugar no final de semana quando lançado.
Bem escrito, o filme evita piadas e carrega um visual intenso de desolação pós-apocalipse, o que nem por intervenção divina irá agradar as crianças. A lenta narrativa inicial e a temática adulta deverão atrair em especial os jovens.
Como pano de fundo, mensagens de preservação ambiental e de preocupação com o futuro da vida humana. Os reduzidos diálogos ajudam a remeter ao clima de devastação de um planeta Terra engolido pelo lixo, conseqüência do consumismo capitalista. Como podemos notar os desenhos estão deixando de lado aquelas antigas historinhas para fazer criança sorrir. Questões de debate envolvendo problemáticas sociais já podem ser vistas em animações recentes – “Happy Feet – O pingüim”, por exemplo.
Os conhecedores de cinema encontrarão em “Wall-E” referências musicais de outras fitas, como o clássico tema “Assim falou Zaratustra”, de “2001 – Uma odisséia no espaço” (aliás, na seqüência que precede o clímax o sistema que comanda uma das naves rebela-se de forma parecida ao do personagem de Arthur C. Clarke, Hall-9000). As semelhanças não param por aí. A animação tem um quê de “Corrida Silenciosa” (1972) – a proteção de um ser em extinção, as plantas em ambos os casos. O modelo de Wall-E é o mesmo de “Short Circuit – Um robô em curto-circuito” (1986), e seu sentimento de solidão lembra “ET”, de Spielberg (até a voz é parecida). Tem ainda a homenagem-mote declarada a “Alô, Dolly” cuja música “Put on your Sunday clothes” repete incessantemente ao longo do filme.
Não é por acaso que Eva, a robô por quem Wall-E se apaixona, evoca o nome da primeira mulher criada por Deus e conseqüentemente a primeira a habitar o mundo. Acopla-se assim à idéia defendida por estudiosos de que, se a degradação ao meio ambiente continuar, as catástrofes, naturais ou induzidas, acometerão a vida na Terra, e o a humanidade se reorganizará a partir dos primórdios.
Por essas razões “Wall-E” fica distante de uma animação comum. E a ambientação recria um medonho futuro não muito longínquo ou impossível. Por Felipe Brida

Título original: Wall-E
País/Ano: EUA, 2008
Elenco: vozes de Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard, John Ratzenberger, Kathy Najimy, Sigourney Weaver, MacInTalk.
Direção: Andrew Stanton
Gênero: Animação
Duração: 98 min.
Lançamento em DVD: Primeira quinzena de dezembro
Distribuidora: Walt Disney

sábado, 27 de dezembro de 2008

Entrevista Especial


Selton Mello estréia como diretor em filme sobre desestruturação familiar (*)

Felipe Brida

Mineiro natural de Passos, o ator Selton Mello, que completa 36 anos na próxima terça-feira, dia 30, assinou recentemente seu primeiro filme como diretor de cinema. O drama “Feliz Natal” teve estréia nos cinemas brasileiros no dia 21 de novembro e, devido às críticas positivas, deverá permanecer nas salas de projeção até o próximo mês.
Premiado em festivais de cinema de todo o país, dentre eles três prêmios no Festival de Paulínia – melhor diretor, atriz coadjuvante (Darlene Glória e Graziella Moretto) e menção especial para o ator Fabrício Reis, e nove troféus no Festcine Goiânia, “Feliz Natal” é um dramático painel sobre desestruturação e tragédia familiar.
O longa-metragem narra a história de Caio (Leonardo Medeiros), um homem de 40 anos que, no dia de Natal, decide retornar à casa dos pais após vários anos longe da família. Lá reencontra o pai, Miguel (Lúcio Mauro), que não aceita a sua volta, o irmão Téo (Paulo Guarnieri), que enfrenta uma crise conjugal, e a mãe, Mércia (Darlene Glória), alcoólatra e perturbada. A presença de Caio altera a vida de todos os membros da família, provocando comportamentos extremos, como ódio e reconciliação.
Confira abaixo a entrevista exclusiva concedida pelo diretor Selton Mello ao Notícia da Manhã.


NM – Selton, nessa primeira investida como diretor de cinema você resolveu rodar um projeto de carga dramática densa, que aborda a desestruturação no ambiente familiar. Como foi levar essa temática tão séria ao cinema?

Mello – Foi uma tentativa de dizer algo que eu vinha querendo me expressar há tempos, mas como ator não tive a possibilidade de fazer. Resolvi então ir a fundo num projeto cuja idéia principal era de fazer um filme intenso sobre incomunicabilidade entre pais e filhos e ao mesmo tempo o da solidão em suas diversas formas. Outro diferencial do meu primeiro longa é que o caso gira em torno de uma família classe média, tão pouco abordada no cinema brasileiro hoje em dia. Espelhei-me nos ensinamentos de Arnaldo Jabor, que fazia tão bem filmes sobre a classe média em sua fase inicial da pornochanchada.


NM – Pelo fato de o filme ser dramático, pesado, angustiante, o que foge do gosto habitual do telespectador, acredita que “Feliz Natal” atingirá o público?

Mello – Espero que sim. As críticas são positivas, e o público vem demonstrando calorosa aceitação. Destaco que o longa é uma história próxima de nós; existe uma família em ruínas, o filho sai de casa, a mãe é alcoólatra e separou-se do marido, o irmão está infeliz com o casamento. Há um passado negro na vida do personagem central, só revelado nos momentos finais da fita, em uma seqüência marcante, puramente visual e poética. Estou confiante: acredito que fui feliz nesse projeto.

NM – Uma das críticas positivas sobre seu trabalho é de que você “dirige atores”. Por ser um estreante tal comentário torna-se um grande empurrão para continuar nesse ramo. No entanto, “dirigir atores” atrapalha num momento em que o cinema prefere almejar o mercado e a indústria?

Mello – O diferencial do filme é justamente ter reunido um time de atores e atrizes de primeira categoria, e, claro, ter rodado um projeto de cunho autoral e bastante peculiar. Cada um dos personagens traz uma história diferente. Darlene Glória não atuava há muito tempo, pelo menos num papel de destaque. Uma atriz grandiosa nos anos 70 e que hoje estava esquecida. E seu papel é uma explosão. Paulo Guarneiri não atuava desde 1996, e é um dos grandes atores brasileiros, também esquecido. Tem ainda Lúcio Mauro, Graziella Moretto e o principal, Leonardo Medeiros, que vem firmando carreira e é sem duvida um dos maiores nomes da geração atual de atores.

NM – Recentemente, no Festival de Cinema de Goiânia, você declarou ao público que irá a partir de agora dedicar-se à direção e possivelmente dará uma freada como ator. Você pretende deixar de atuar?

Mello – Não pretendo, por enquanto, deixar o trabalho de ator. Apenas estou me sentindo cansado, meu emocional anda esgotado. Eu sou uma pessoa bastante crítica; considero que meus trabalhos como ator, nos últimos tempos, vem se repetindo. E eu não quero continuar na mesmice. Por isso minha intenção é tirar férias, repensar meu trabalho e me reinventar.

(*) Entrevista publicada no jornal Notícia da Manhã, periódico de Catanduva, na edição do dia 27/12/2008. Crédito para as duas fotos: Divulgação.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Morre o diretor Robert Mulligan


Indicado ao Oscar como melhor diretor por "O sol é para todos" em 1963, o cineasta Robert Mulligan morreu na última sexta-feira (dia 19) aos 83 anos. Ele sofria de problemas cardíacos.
Irmão mais velho do falecido ator Richard Mulligan (1932-2000), Robert nasceu no Bronx, Nova York, em 23 de agosto de 1925. Iniciou a carreira na primeira metade dos anos 50, dirigindo filmes para TV e seriados. Dentre os trabalhos desse período estão "Suspense", "The Alcoa Hour", "Studio One" e "Playhouse 90".
No cinema dirigiu 20 filmes. Sua estréia deu-se em 1957 com "Vencendo o medo", cujo elenco contava com Anthony Perkins e Karl Malden. Logo depois vieram duas fitas com Tony Curtis como protagonista - "A taberna das ilusões perdidas" (1960) e "O grande impostor" (1961). Ainda em 1961 dirigiu "Quando setembro vier", clássica comédia romântica estrelada por Rock Hudson e Gina Lollobrigida. Voltou a trabalhar com Hudson no ano seguinte, em "Labirinto de paixões".
A partir de 1962 Mulligan foi responsável por filmes que receberam uma série de indicações ao Oscar. "O sol é para todos" ganhou três prêmios da Academia, dentre eles o de melhor ator para Gregory Peck. "O preço de um prazer" (1963) foi indicado a cinco categorias no Oscar - uma delas melhor atriz para Natalie Wood. O drama "À procura do destino" (1965) recebeu três indicações, incluindo atriz coadjuvante para a veterana Ruth Gordon, e a comédia dramática "Tudo bem no ano que vem" (1978), quatro.
Em 1971 Mulligan dirigiu "Verão de 72", filme-símbolo da época - aqui no Brasil recebeu o título de "Houve uma vez um verão". O drama projetou a atriz carioca Jennifer O'Neill ao mundo do cinema e deu a Michel Legrand o Oscar de melhor música.
Outros trabalhos do diretor incluem "Subindo por onde se desce" (1967), "A noite da emboscada" (1968), "A inocente face do terror" (1972), "Irmãos de sangue" (1978), "Clara's heart" (1988) e "No mundo da lua" (1991), seu último trabalho. Por Felipe Brida

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Morre o ator Van Johnson aos 92

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Astro de Hollywood nos anos 40 e 50, o ator Van Johnson morreu hoje aos 92 anos. Ele vivia em um asilo em Nova York e faleceu de causas naturais.
Nascido em 26 de agosto de 1916 em Newport, Rhode Island (EUA), Johnson iniciou a carreira em 1940 fazendo pontas em filmes. Em 1942, logo após assinar contrato com a MGM, foi convocado para combater na Segunda Guerra Mundial; porém não pôde servir seu país devido ao fato de que, em decorrência de um acidente automobilístico, havia implantado uma placa metálica na cabeça.
Longe de metralhadoras e bombas, firmou sólida carreira no cinema a partir dos anos 50. Atuou em mais de 100 filmes. Com Humphrey Bogart e Jose Ferrer participou do drama de guerra "A nave da revolta" (1954); no mesmo ano fez par romântico com Eizabeth Taylor em "A última vez que vi Paris" (1954). Trabalhou com grandes atrizes, dentre elas Esther Williams, Judy Garland, Janet Leigh e Jane Wyman. Na carreira de Johnson constam ainda os filmes "Dois no céu" (1943), "A comédia humana" (1943), "Ziegfeld Follies" (1946), "Mamãe, ele e eu" (1949), "O preço da glória" (1949), "A noiva desconhecida" (1949), "Meu coração tem dono" (1950), "Todos são valentes" (1951), "Brigadoon - A lenda dos beijos perdidos" (1954), "Pelo amor de meu amor" (1955), "A 23 passos da rua Baker" (1956), "Esposas e amantes" (1963), "Os seus, os meus e os nossos" (1968) e "O seqüestro do presidente" (1980).
Conhecido por usar meias vermelhas extravagantes, o ator atuou em seriados norte-americanos, como "Maude". A única indicação a um prêmio que Johnson recebeu ao longo da carreira foi um Emmy pela participação no seriado "Rich Man, Poor Man" em 1976. Johnson deixa uma filha. Por Felipe Brida

Especiais sobre Cinema


Lista com indicados ao Globo de Ouro é anunciada em Los Angeles (*)


Felipe Brida

A Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood anunciou na manhã de hoje, quinta-feira, a lista dos indicados à 66ª edição do Globo de Ouro. A divulgação ocorreu no hotel Beverly Hilton, em Los Angeles.
O ator Heath Ledger (foto ao lado), falecido em janeiro deste ano em decorrência de uma overdose de medicamentos, recebeu indicação de melhor ator coadjuvante em “Batman – O cavaleiro das trevas”, onde interpreta o famoso vilão Coringa. O brasileiro “Última Parada 174”, dirigido por Bruno Barreto, ficou de fora da disputa na categoria filme estrangeiro.
O drama biográfico “Frost/Nixon”, do aclamado diretor Ron Howard, e a fantasia “The Curious Case of Benjamin Button”, adaptação de uma história de F. Scott Fitzgerald dirigida por David Fincher, tiveram o maior número de indicações: cinco categorias cada um.
Considerado prévia do Oscar, o Globo de Ouro será realizado no dia 11 de janeiro, a partir das 17 horas em Los Angeles.

Confira abaixo a lista completa dos indicados (exceto as categorias relacionadas a seriados e minisséries).


Melhor filme - Drama:

"The Curious Case of Benjamin Button"
"Frost/Nixon"
"The Reader"
"Revolutionary Road"
"Slumdog Millionaire"

Melhor filme - Comédia ou musical:

“Queime Depois de Ler”
“Happy-Go-Lucky”
“Na mira do chefe”
“Mamma Mia! – O filme”
“Vicky Christina Barcelona”

Melhor diretor:

Danny Boyle, por “Slumdog Millionaire”
Stephen Daldry, por “The reader”
David Fincher, por “The Curious Case of Benjamin Button”
Ron Howard, por “Frost/Nixon”
Sam Mendes, por “Revolutionary Road”

Melhor atriz dramática:

Anne Hathaway, por “Rachel getting married”
Angelina Jolie, por “Changeling”
Meryl Streep, por “Doubt”
Kristin Scott Thomas, por “I've Loved You So Long”
Kate Winslet, por “Revolutionary Road”

Melhor ator dramático:

Leonardo DiCaprio, por “Revolutionary Road”
Frank Langella, por “Frost/Nixon”
Sean Penn, por “Milk”
Brad Pitt, por “The Curious Case of Benjamin Button”
Mickey Rourke, por “The wrestler”

Melhor atriz em comédia ou musical:

Rebecca Hall, por “Vicky Christina Barcelona”
Sally Hawkins, por “Happy-go-lucky”
Frances McDormand, por “Queime depois de ler
Meryl Streep, por “Mamma Mia! – O filme”
Emma Thompson, por “Last Chance Harvey”

Melhor ator em comédia ou musical:

Javier Bardem, por “Vicky Christina Barcelona”
Colin Farrell, por “Na mira do chefe”
James Franco, por “Pineapple Express”
Brendan Gleeson, por “Na mira do chefe”
Dustin Huffman, por “Last Chance Harvey”

Melhor ator coadjuvante:

Tom Cruise, por "Tropic Thunder"
Robert Downey Jr. por "Tropic Thunder"
Ralph Fiennes, por "The Duchess"
Philip Seymour Hoffman, por "Doubt"
Heath Ledger, por "Batman – O cavaleiro das trevas"


Melhor atriz coadjuvante:
Amy Adams, por "Doubt"
Penelope Cruz, por "Vicky Christina Barcelona"
Viola Davis, por "Doubt"
Marisa Tomei, por "The Wrestler"
Kate Winslet, por "The Reader"

Melhor roteiro:

Simon Beaufoy, por “Slumdog millionaire”
David Hare, por “The reader”
Peter Morgan, por “Frost/Nixon”
Eric Roth, por “The Curious Case of Benjamin Button”
John Patrick Shanley, por “Doubt”


Melhor filme de animação:

"Bolt"
"Kung Fu Panda"
"Wall-E"

Melhor trilha sonora:

Alexandre Desplat, por “The Curious Case of Benjamin Button”
Clint Estwood, por “Changeling”
James Newton Howard, por “Defiance”
A.R. Rahman, por “Slumdog millionaire”
Hans Zimmer, por “Frost/Nixon”


Melhor canção:

“Down to Earth” – Wall-E
“Gran Torino” – Gran Torino
“I thought I lost you” – Bolt
“The wrestler” – The wrestler
“Once in a lifetime” – Cadillac Records

Melhor filme em língua estrangeira:

“The Baader Meinhof Complex” (Alemanha)
“Everlasting Moments” (Suécia/Dinamarca)
“Gomorra” (Itália)
“I've Loved You So Long” (França)
“Waltz With Bashir” (Israel)



(*) Matéria publicada no jornal Notícia da Manhã, periódico de Catanduva, na edição do dia 12/12/2008. Crédito para as fotos: Divulgação.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Cine Lançamento

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Arquivo X – Eu quero acreditar

A ex-agente do FBI Dana Scully (Gillian Anderson) agora trabalha como médica em um hospital. Procurada para auxiliar em um estranho caso envolvendo uma agente seqüestrada e um padre pedófilo com visões sobrenaturais, Scully recorre ao antigo colega de trabalho, Fox Mulder (David Duchovny), também afastado do FBI. Juntos irão atuar na última investigação de suas vidas.

Dez anos após o primeiro filme baseado na franquia “Arquivo X”, o produtor do seriado Chris Carter aparece com a tentativa de resgatar da tumba os agentes do FBI Fox Mulder e Scully em um caso policial sobre seqüestro e visões do além. Infelizmente, com ajuda de Frank Spotnitz, outro produtor do seriado, escreveu um roteiro confuso, cheio de pequenas histórias paralelas que nunca se concluem e um final apressado, à beira do catastrófico. Aliás, o filme caminha sempre sem clima. Uma experiência decepcionante.
O seriado terminou de vez em 2002, após nove anos de exibição, e tudo já havia se concluído. Ou seja, não havia motivos para ressuscitarem os antigos fantasmas. É um desprazer reunir Scully médica, levando outra vida, e Mulder, isolado em um apartamento, barbudo e sem ânimo. Parece que a própria dupla central demonstra um baita desinteresse por estar nessa segunda continuação.
O intrigante caso do padre pedófilo, um dos chamarizes da fita, conclui-se de forma banal. Em tudo é um verdadeiro blergh (ou blasé, como queiram). Por Felipe Brida

Título original: The X-Files: I want to believe
País/Ano: EUA, 2008
Elenco: David Duchovny, Gillian Anderson, Amanda Peet, Billy Connolly, Xzibit, Mitch Pileggi.
Direção: Chris Carter
Gênero: Ficção científica
Duração: 104 min.
Lançamento: Primeira quinzena de dezembro
Distribuidora: 20th Century Fox

Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 1

Anatomia do caos   Com as eleições chegando, e o risco democrático que o Brasil corre, a distribuidora Descoloniza Filmes disponibilizou gra...