sábado, 14 de março de 2020

Resenha Especial



Palhaços assassinos do espaço sideral

Palhaços alienígenas pousam sua nave espacial numa pequena cidade americana espalhando o terror entre os habitantes.

Outra fita cultuada por fãs americanos, exibida no Brasil nas antigas sessões da tarde da TV aberta, agora redescoberta pela Obras-primas do Cinema, que a lançou no box “Sessão de terror anos 80 – volume 1” - em disco duplo, com extras e cards, contendo na caixa os também cult-movies “O cérebro” (1988), “A bolha assassina” (1988) e “Shocker – 100 mil volts de terror” (1989). Trash, funny, na linha do terrir (terror com comédia), é uma descontraída homenagem aos antigos filmes B, com situações incrivelmente bizarras que lembram “A bolha” (1958) e o remake “A bolha assassina” (1988 – do mesmo ano). Até reinventaram, com humor, as sementes gigantes de “Vampiros de almas” (1956) e seu remake, “Invasores de corpos” (1978), nessa versão um casulo de algodão doce onde as vítimas são aprisionadas.
Na trama maluca, cheia de palhaçadas macabras, uma luz rasga o céu de uma cidadezinha americana, e quando os moradores vão verificar o que é se deparam com alienígenas sob a forma de palhaços que pousam sua nave (um circo) numa área descoberta. O terror estará só começando...


Com orçamento pequeno (U$ 2 milhões), o filme foi escrito pelos irmãos Charles e Stephen Chiodo, uma dupla consagrada de designer e manipuladores de bonecos, que trabalharam em departamento de efeitos visuais de estúdios; Stephen dirigiu, foi seu único longa, e recentemente anunciou a continuação, sem data prevista para estrear, chamada “The return of the killer klowns from outer space in 3D”.
Sessão-pipoca descompromissada e muito divertida! Recomendo!



Palhaços assassinos do espaço sideral (Killer klowns from outer space). EUA, 1988, 88 minutos. Terror/Comédia. Colorido. Dirigido por Stephen Chiodo. Distribuição: Obras-primas do Cinema

Resenha Especial


A onda

O geólogo Kristian (Kristoffer Joner) investiga um possível cataclisma num fiorde norueguês. A região, tomada por turistas, será palco de uma onda gigantesca que destruirá as cidades no entorno e colocará a vida de centenas de pessoas em risco.

Com a estreia tardia nos cinemas brasileiros da fita de ação norueguesa “Terremoto” (2018), essa semana, que passou nos cinemas da Europa há quase dois anos, vale rever o empolgante e bem construído “A onda” (2015), já que “Terremoto” é sua continuação – o roteirista de ambos é o premiado Harald Rosenløw-Eeg, de “Hawaii, Oslo” (2004). Os dois filmes são disaster-movies classe A, com efeitos visuais que impressionam pela qualidade técnica, feitos num país onde não existem produções desse naipe (Noruega é conhecida por dramas densos, fitas de arte etc). Em “A onda”, um dos pontos turísticos mais visitados da Noruega, o fiorde de Geiranger, vira alvo de um tsunami sem precedentes – realmente no local, como informa no início do filme, vários casos foram registrados de ondas enormes, tremores e tsunamis, desde 1904, que deixaram mortos e feridos. Na história, um geólogo, com um grupo de cientistas, corre contra o tempo para evitar a destruição de uma cidade por um tsunami.


Do diretor Roar Uthaug, de fitas populares de ação e aventura em seu país natal, “Presos no gelo” (2006) e “Fuga” (2012), e que depois dirigiu nos Estados Unidos “Tomb Raider: A origem” (2018). Uma produção cara para os padrões da Noruega (6 milhões de euros), rodada no verdadeiro fiorde de Geiranger (em Sunnmøre, na região de Møre og Romsdal, extremo norte do país), e partes na Romênia.
É daqueles entretenimentos vibrantes, que nos deixa aflitos na poltrona de casa. Para quem curte, um prato cheio!
PS: Não confunda com o homônimo “A onda” (2008), uma impactante fita alemã sobre sistemas autoritários.

A onda (Bølgen). Noruega/Suécia, 2015, 104 minutos. Ação/Drama. Colorido. Dirigido por Roar Uthaug. Distribuição: California Filmes

segunda-feira, 9 de março de 2020

Resenhas Especiais


Três fitas de faroeste com Audie Murphy, em DVD pela Classicline!

  
Texano – O bandoleiro temerário

Ex-xerife refugiado no México, Jess (Audie Murphy) sai à procura do homem que assassinou seu irmão.

Rodado na Espanha, em estúdios na cidade de Barcelona, “Texano” é uma fita rápida de faroeste, com altas emoções, protagonizado por um dos astros do gênero, Audie Murphy. O ator serviu como soldado na Segunda Guerra Mundial, recebeu condecorações militares e é considerado um herói de guerra, depois dedicando-se ao cinema; fez cerca de 40 filmes, 80% deles western, ação e guerra, e morreu cedo, aos 46 anos, vítima de um acidente de avião, em 1971. Em homenagem a Murphy, a distribuidora Classicline lançou 22 filmes de faroeste com ele, como “Antro de desalmados” (1959), “Balas que não erram” (1959) e “Matar ou cair” (1966).
“Texano” é um bom exemplar para recordarmos a carreira de Murphy, que vive um ex-xerife disposto a tudo para capturar o assassino do seu irmão. Nessa história explosiva de justiça com as próprias mãos, ele cruzará o caminho de caçadores de recompensa e pistoleiros sanguinários no oeste sem lei, dominado por homens corruptos.
Trata de temas inerentes ao western americano, a destacar a vingança e a retaliação – por exemplo, a vítima da trama, o irmão do ex-xerife, foi morto pelo fato de ter denunciado no jornal atos de corrupção envolvendo o proprietário de um saloon.
Muitas fitas de bangue-bangue da época escalavam um ator lendário ou uma atriz de peso, para uma participação especial, e aqui vemos o grande Broderick Crawford, no papel do vilão – ele ganhou o Oscar por “A grande ilusão” (1949).
Dirige Lesley Selander, que entre os anos 20 e 60 realizou cerca de 140 fitas populares, muitas do gênero, como “À esquerda da lei” (1937) e “Renegados do oeste” (1949).

Texano – O bandoleiro temerário (The texican). EUA/Espanha, 1966, 88 minutos. Faroeste. Colorido. Dirigido por Lesley Selander. Distribuição: Classicline


Gatilhos em duelo

Ben Lane (Audie Murphy) é salvo da forca por um pistoleiro durão, Frank Jesse (Dan Duryea), e a dupla parte para uma cidadezinha no Oeste americano. Lá são contratados por uma rica mulher para escoltá-la até um vilarejo, onde cruzarão um território dominado por índios.

Originalmente da Universal e agora em DVD pela Classicline, este é outro bom faroeste popular protagonizado pelo ator Audie Murphy, astro do gênero, que morreu cedo vítima de um acidente de avião em 1971 (aos 46 anos). Numa história caprichada que poderia ter rendido um filme de suspense, dois homens desconhecidos se ajudam numa missão arriscada, a de levar uma mulher até sua família, num local dominado por índios. Na jornada pelo oeste selvagem, um segredo será revelado, complicando ainda mais o objetivo daqueles dois homens.
Audie Murphy manda bem no papel central, mas é Dan Duryea quem se destaca, roubando as cenas como coadjuvante, o pistoleiro durão e com ar de misterioso – Duryea também foi astro do cinema de faroeste e de aventura, atuando em filmes importantes do cinema como “Winchester '73” (1950) “O voo da Fênix” (1965).
Empolgante, nostálgico e com um desfecho brilhante! Do diretor de “Com amor no coração” (1961) e “Um gênio entrou lá em casa” (1964), Harry Keller.

Gatilhos em duelo (Six black horses). EUA, 1962, 80 minutos. Faroeste. Colorido. Dirigido por Harry Keller. Distribuição: Classicline


O passado não perdoa

Rachel (Audrey Hepburn) é uma garota indígena que foi secretamente adotada por brancos. Certo dia sua identidade é revelada, e a população, por não aceitar a condição dela, a quer morta. Porém os índios da tribo de Rachel, os Kiowa, acabam atacando a cidade para resgatá-la. Torna-se prisioneira de Ben (Burt Lancaster), um cowboy apaixonado por ela, disposto a enfrentar tanto os índios quanto os brancos para ficar com a mulher que ama.

Western melodramático e antirracista do lendário cineasta John Huston, pai da atriz Anjelica Huston, e que foi também um ótimo ator, um mestre absoluto na arte da direção (ele fez de tudo, drama, faroeste, noir, policial, aventura, thriller de espionagem, comédia). Atrás da câmera, Huston reliza uma história de amor proibida que discutia a questão indígena na impiedosa fronteira Estados Unidos e México. Ódio, vingança, disputa e preconceito circundam a atmosfera do filme produzido por Burt Lancaster e rodado em Durango, no México, que fracassou nas bilheterias na época e tampouco foi lembrado em qualquer premiação do cinema americano.
Baseado no romance clássico de Alan Le May, escritor de outro livro que virou um dos maiores western de todos os tempos, “Rastros de ódio” (1956), teve roteiro de Ben Maddow, indicado ao Oscar por “O segredo das joias” (1950), filme noir de John Huston, responsável por escrever faroestes, dentre eles “No velho Colorado” (1948).
Uma produção classe A da antiga MGM, que contou com um elenco ilustre, que ia de Lilian Gish (famosa atriz do cinema mudo) ao popular Audie Murphy (de bigode, em papel coadjuvante), de John Saxon a Charles Bickford, passando por novatos como Carlos Rivas, e o melhor de todos, Joseph Wiseman (o vilão Dr No, do primeiro “007”), num papel memorável. Lancaster é o dono da história inteira, e tinha como par romântico Audrey Hepburn – na época ela estava no auge da carreira, mas muita gente torceu o nariz pelo seu papel, a da índia (Audrey não tem traços indígenas algum, era um bibelô, toda certinha, jeito de boa moça novaiorquina... poderiam ter escalado uma atriz com aparência dos Kiowa, pelo menos – mas nessa época não havia essa preocupação em Hollywood, e o nome de Audrey puxava público para os cinemas).


Já havia saído em DVD pela Flashstar, e agora acaba de ser lançado pela Classicline. Conheça, e tenha uma boa sessão!

O passado não perdoa (The unforgiven). EUA, 1960, 121 minutos. Faroeste. Colorido. Dirigido por John Huston. Distribuição: Classicline (DVD de 2020) e Flashstar/MGM (DVD de 2011)

domingo, 8 de março de 2020

Nota do Blogueiro


CINEMAÇO

A distribuidora Classicline lança no mercado brasileiro nove títulos em DVD de filmes especiais para colecionadores. Tem clássicos, de gêneros variados, e também fitas cult. Vejam só o que tem no pacote de fevereiro e março: Fúria do desejo (1952, com Charlton Heston), A caldeira do diabo (1957, com Lana Turner), As viagens de Gulliver (1960), O último golpe (1974, com Clint Eastwood), Maomé - O mensageiro de Alá (1976), O homem da máscara de ferro (1977, telefilme, com Richard Chamberlain), O último portal (1999, com Johnny Depp) e o box 'O melhor do cinema - Woody Allen', com dois pequenos filmes do ator/diretor, que são Espiões por acaso (1994, telefilme) e Juntando os pedaços (2000). Em cópias remasterizados. Vale conhecer!
Obrigado, equipe da Classicline, pelo envio dos exemplares!



sábado, 7 de março de 2020

Resenhas Especiais


Duas fitas marcantes dos anos 80 que foram exibidas muitas vezes na TV aberta, agora em DVD, em edições especiais para colecionador!


Willow: Na terra da magia

Vagando pela floresta, Willow (Warwick Davis), um aprendiz de mago, liberta um esgrimista aprisionado numa jaula, Madmartigan (Val Kilmer). Os dois se juntam a um grupo de corajosos homens para uma incrível jornada em uma terra destruída, para salvar um bebê que foi capturado por forças do mal. A criança, segundo as profecias, poderá colocar um fim no reinado da temível rainha Bavmorda (Jean Marsh).

Sempre destaquei “Willow” como o melhor filme de aventura mítica dos anos 80, um filme especial para mim e para toda uma geração que curtia, quando criança e até adolescente, esse tipo de sessão-pipoca na TV aberta nos anos 90. E olha que naquela década houve uma infestação de longas da mesma linha, como os extraordinários “A história sem fim” (1984), “A lenda” (1985), “O cristal encantado” (1982), “O feitiço de Áquila” (1985), “Labirinto – A magia do tempo” (1986), o menos lembrado “Krull” (1983) e os telefilmes de “Caravana da coragem” (com os Ewoks, personagens da franquia Star Wars, feitos entre 1984 e 1985). Digo com orgulho, graças a Deus fui dessa geração!
“Willow” é um deleite, uma fita de aventura mágica, cheia de conflitos, monstros, sobre amizade, salvação e disputa pelo poder, com a ideia do bem lutando contra o mal. Ao mesmo tempo que recebeu indicação ao Oscar, de melhor efeitos visuais e de melhor efeitos sonoros, teve nomeação ao Razzie (os piores do ano), pasmem, de roteiro e ator coadjuvante para o falecido Billy Barty (um ator senhorzinho, com nanismo, que costumava aparecer como coadjuvante em filmes de aventura mítica, como “A lenda” e “Mestres do universo”).


Flui graças ao carismático ator britânico Warwick Davis, então com 17 anos, no papel que dá título ao filme – Davis tem baixa estatura (1,07 metros de altura), foi descoberto por George Lucas, um dos produtores do filme, estreando em “Star Wars – Episódio VI: O retorno de Jedi” (1983), depois seguiu carreira no cinema. Aliás, cerca de 230 pessoas com baixa estatura (vulgarmente chamados de “anões”) atuaram na produção como figurantes. Tem Val Kilmer no elenco, este foi o terceiro longa dele, pouco antes de se destacar no papel de Jim Morrison em “The Doors” (1991), e outro ponto alto é a aparição da veterana atriz britânica duas vezes indicada ao Globo de Ouro Jean Marsh, na pele da sinistra rainha Bavmorda (eu tinha um medo danado dela quando criança), atriz esquecida, de “Frenesi” (1972), “A águia pousou” (1974) e tantos mais.
Há todo um visual mágico, uma direção de arte bem desenhada, de uma terra devastada, com florestas onde habitam seres de outro mundo, monstros que saem das águas, cães gigantes com cara de diabo (a maioria dos efeitos visuais eram com maquiagem, máscaras, robôs e pouquíssima computação gráfica, tecnologia que estava nascendo nessa época).
Originalmente da MGM e produzido pela Lucasfilm (de George Lucas, que escreveu a história original), o filme acaba de sair no box “Sessão Anos 80 – volume 7”, contendo ainda três títulos, “Trânsito muito louco” (1985), “Sobre ontem à noite” (1986) e “Loverboy: Garoto de programa” (1989).


Um marco do cinema de aventura, dirigida pelo mestre Ron Howard (ganhador do Oscar de direção por “Uma mente brilhante”), que felizmente agora pode ser revisitado em DVD.

Willow: Na terra da magia (Willow). EUA, 1988, 126 minutos. Aventura. Colorido. Dirigido por Ron Howard. Distribuição: Obras-primas do Cinema


A bolha assassina

Uma estranha bolha dentro de um meteorito cai na Terra. Ela tem vida própria, invade uma pacata cidade e precisa se alimentar de carne humana – à medida que ela come as pessoas, cresce numa velocidade absurda, destruindo tudo o que vê pela frente.

Cult movie de terror dos anos 80, “A bolha assassina” foi exibido zilhões de vezes na TV aberta, e reúne ainda hoje fãs por todo o mundo. Assustador, com pegada de ficção científica, era um remake de “A bolha” (1958, uma fita B scifi superdivertida com Steve McQueen em início de carreira). Tremendo fracasso na estreia (custou U$ 19 milhões, não rendeu nem U$ 9 milhões), virou um cult imediato principalmente nos Estados Unidos.
É um entretenimento terrorzão com cara de filme B, absurdo, cheio de mortes inusitadas e sangue (em uma delas, a bolha entra pelo encanamento de um bar, sai pelo ralo da pia da cozinha, e puxa uma vítima para dentro dos dutos, dissolvendo-a – a gosma da bolha derrete tudo que toca). Na história macabra, a estranha bolha roxa come gente e vai crescendo, crescendo, chegando até a cobrir os carros; a população foge, a polícia cerca a cidade e todos tentam deter essa mortal criatura do espaço. As tramas paralelas são bem amarradas, como a do padre misterioso, o plano mirabolante da polícia etc
Um ano depois, em “Os caça-fantasmas 2” (1989) aparece uma gosma rosa que invade os dutos da cidade, tem vida própria, sobe pelos prédios... muita coincidência, não? Por serem praticamente do mesmo ano, não sei qual filme copiou qual.


É nostálgico assistir ao filme depois de tanto tempo! Ver, por exemplo, Shawnee Smith e Kevin Dillon novinhos, Candy Clark como uma garçonete (indicada ao Oscar por “Loucuras de verão”), astros do cinema como Del Close (no papel do padre), Jeffrey DeMunn (o xerife) e Art LaFleur, e o veterano Joe Seneca, já falecido, como um cientista. Os vários tipos sociais se encaixam e completam a história, com roteiro de Frank Darabont, que um ano antes estreava escrevendo “A hora do pesadelo 3: Os guerreiros dos sonhos” (1987), depois dirigiria dois clássicos modernos do cinema americano, “Um sonho de liberdade” (1994) e “À espera de um milagre” (1999) – Darabont conheceu o diretor de “A bolha assassina” em “A hora do pesadelo 3”, Chuck Russell, que dirigiu esse terceiro capítulo de Freddy Krueger; anos mais tarde, Russell fez um grande sucesso mundial, o inimitável “O Máskara” (1994).
Presente no box “Sessão de terror anos 80 – Volume 1”, que acaba de sair em DVD pela Obras-primas do Cinema (em disco duplo, com extras e cards), contendo na caixa os também cultuados “O cérebro” (1988), “Palhaços assassinos do espaço sideral” (1988) e “Shocker – 100 mil volts de terror” (1989) – todos ganharam amplo espaço na TV, nos antigos Cine Trash, Cinema em Casa e outras sessões nos anos 90. E a Obras-primas do Cinema anunciou ontem o volume 2 de “Sessão de terror anos 80”, que sairá em DVD na metade de abril, com os filmes “Monster: A ressurreição do mal” (1986), “A coisa” (1987), “O portão” (1987) e “Bonecas macabras” (1987).



A bolha assassina (The blob). EUA, 1988, 95 minutos. Terror. Colorido. Dirigido por Chuck Russell. Distribuição: Obras-primas do Cinema

segunda-feira, 2 de março de 2020

Nota do Blogueiro


COISA DE CINEMA

Vejam só os dois grandes lançamentos de fevereiro em DVD pela Obras-primas do Cinema. Esses vão para quem curte um bom cinema antigo!
Tem o box "Sessão de terror - Anos 80", com quatro cult movies de terror e terrir (comédia com horror) realizados no final da década de 80, que fizeram muito sucesso na TV aberta; são eles "O cérebro" (1988), "A bolha assassina" (1988), "Palhaços assassinos do espaço sideral" (1988) e "Shocker - 100 mil volts de terror" (1989).
E o outro lançamento é a caixa "Agatha Christie - volume 2", também com quatro filmes e telefilmes, agora voltados à investigação e suspense, baseados em obras literárias da famosa escritora policial britânica - tem "O último dos dez" (1974), "Morte sobre o Nilo" (1978), "É facil matar" (1982) e "Mistério no Caribe" (1983).
Todos os filmes estão remasterizados, alguns contém a dublagem clássica em português, acompanham cards e há muitos extras como bônus! Vai perder?
Obrigado, equipe da OPC, pelo envio dos boxes.




sábado, 29 de fevereiro de 2020

Cine Lançamento



Zumbilândia: Atire duas vezes

Trancados na Casa Branca em pleno apocalipse zumbi, Tallahassee (Woody Harrelson), Columbus (Jesse Eisenberg), Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) enfrentam uma longa jornada para sobreviver a uma nova raça de mortos-vivos, mais velozes e vorazes.

O quarteto original de “Zumbilândia” (2009) retorna com todo gás 10 anos depois nessa continuação super da hora, com mais sangue e mais momentos de ação. Não encontrou o devido público nos cinemas, tendo bilheteria de U$ 120 milhões, pouca coisa a mais que o anterior, mas como custou mais caro, ficou no prejuízo. Agora, em DVD e Bluray, recém-lançado pela Sony Pictures, o momento é ideal para conferir as loucas escapadas de Woody Harrelson, Emma Stone, Abigail Breslin e Jesse Eisenberg num mundo tomado por mortos-vivos.
No filme anterior o grupo quase sucumbiu aos desejos dos zumbis depois de ter matado metade deles... agora isolam-se na Casa Branca, onde irão se instalar nos aposentos oficiais do chefe de Estado, e farão muitas piadas com os ex-presidentes americanos. Na trama, um dos personagens centrais vai embora, então o restante segue no rastro para salvá-lo, já que não levou consigo nenhum apetrecho especial contra os mortos. Novas figuras entram em cena, como uma patricinha perdida (Zoey Deutch), um forasteiro metido a bonzão (Luke Wilson) e uma mulher esperta e toda armada (Rosario Dawson). Tem momentos engraçados, piadas banhadas a sangue com Homer Simpson, movimento hippie e até com o rei do rock, Elvis Presley.


Eu curto roteiros que subvertem o gênero, então para mim esse terrir é ideal, com um bom elenco, roteiro cheio de menções a filmes de zumbi, e a pitadinha extra, o gore (sanguinolento).
É tão bom quanto o primeiro “Zumbilandia”, graças ao retorno do diretor Ruben Fleischer, dos roteiristas (de “Deadpool”), dos produtores e dos astros originais.

Zumbilândia: Atire duas vezes (Zombieland: Double tap). EUA, 2019, 99 minutos. Comédia/Terror. Colorido. Dirigido por Ruben Fleischer. Distribuição: Sony Pictures


E se você assistiu à parte 2, não deixe de conferir “Zumbilândia” (2009)


Zumbilândia

Quatro sobreviventes de um apocalipse zumbi se unem para combater centenas de mortos-vivos famintos por carne humana.

Na linha do terrir (terror com comédia) com zumbis tivemos muitas produções de 30 anos para cá, e meus preferidos são “A volta dos mortos-vivos” (1985), “Fome animal” (1992), “Todo mundo quase morto” (2004), “Planeta terror” (2007), logicamente “Zumbilândia” (2009) e o recente “Os mortos não morrem” (2019). Todos foram realizados por diretores do cinema cult que brincavam com esse cinema descompromissado subvertendo assim o gênero.
“Zumbilândia” (2009) ganhou o público desse nicho de cinema e recebeu indicações a uma porrada de prêmios nos mais conhecidos festivais de cinema de terror. É uma comédia sanguinária maluca, com mortos-vivos famintos, muita perseguição, diálogos engraçados, referências aos montes e uma montagem divertida, veloz, com textos coloridos aparecendo na tela para explicar as estratégicas dos personagens para escapar com vida do ataque zumbi. A história se passa num futuro incerto (nem tão futuro assim), num mundo tomado por mortos-vivos, e um grupo de quatro amigos fugindo daquele perigoso mal – aliás, o elenco é afinado, todos com atores indicados ao Oscar: Woody Harrelson, Emma Stone, Jesse Eisenberg e Abigail Breslin.


Não exige muito do público... apenas se entregue e se divirta com cabeças rolando, mortes inusitadas e jatos de sangue por todo lado. Um dos momentos mais lembrados é de uma zoação com Bill Murray interpretando ele mesmo, porém zumbificado, ao som de “Ghostbusters”. O gran finale é num parque de diversões, dando margem para o capítulo dois, lançado nos cinemas em 2019 e que acabou de sair em DVD e Bluray pela mesma distribuidora desse aqui, a Sony Pictures. Vá adiante e aprecie caso goste do tipo de humor.

Zumbilândia (Zombieland). EUA, 2009, 88 minutos. Comédia/Terror. Colorido. Dirigido por Ruben Fleischer. Distribuição: Sony Pictures

Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 1

Confira resenhas de seis documentários imperdíveis – três deles em exibição nos principais cinemas do Brasil e outros três nos streamings Se...