segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cine Lançamento

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O dono da festa 3

Ao retornar das férias em Amsterdã, Van Wilder (Jonathan Bennett) ingressa na Universidade de Coolidge, que não é mais hoje o paraíso sexual da época de seu pai. Pelo contrário, a instituição adotou moldes militares, empregados por um reitor durão, Dean Reardon (Kurt Fuller). Wilder terá de encarar os estudos a sério sem se deixar mover pelos instintos de sacanagem típicos de seu comportamento.

Tudo o que há de pior em um besteirol (gênero discutível, de gosto duvidoso, diga-se de passagem) pode ser facilmente encontrado nessa comédia teen grosseira lançada no Brasil direto em home vídeo em versão sem cortes. O roteiro esculachado, o elenco composto por atores fracos e outros canastrões do cinema que andavam sumidos (como Kurt Fuller, o general da universidade) mais as piadas só sobre sexo torna a fita desprezível. Mudaram novamente o personagem principal – em cada filme um ator interpretou o personagem Van Wilder. A bola da vez é o fraco Jonathan Bennett, que se repete em tiques, substituto de Ryan Reynolds e Kal Penn (as comédias anteriores eram precárias também, sendo que a segunda parte sequer trazia Van Wilder!). Em suma, "O dono da festa 3" é um filme de baixa categoria, de mau gosto e infeliz nas ideias. Por Felipe Brida


O dono da festa 3 (Van Wilder: Freshman year). EUA, 2009, 98 min. Comédia. Dirigido por Harvey Glazer. Distribuição: Paramount Pictures

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Viva Nostalgia!

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Grease – Nos tempos da brilhantina

Califórnia, anos 50. O bonitão Danny (John Travolta) e a charmosa Sandy (Olivia Newton-John) estudam em escolas conservadoras. Ambos se amam, porém ela terá de largá-lo quando é chamada para retornar ao seu país, Austrália. Do dia para a noite os planos mudam, e Sandy se matricula na mesma escola de Danny, causando ciúmes nas meninas bonitas do colégio, que estão a fim de namorar o jovem recém-solteiro.

Sucesso de público em 1978, “Grease – Nos tempos da brilhantina” é daqueles filmes ingênuos que arrastou multidões aos cinemas. Registra uma época tão distante da atual, sobre o comportamento dos jovens nos anos 50, com cabelos com brilhantina, topetes, o início das roupas de couro coladas no corpo, as saias rodadas, as danças de salão e o rock n’roll prestes a germinar.
O casal John Travolta e Olivia Newton-John, com intensa química e carisma, marcou toda uma geração com as músicas “You’re the one that I want” e “Summer nights” (“Tell me more”), ainda hoje lembrada nos revivals dos anos 70.
Com visual colorido (tachado hoje de brega), o musical teve indicado ao Oscar de canção original (“Hopelessly Devoted to You”), de John Farrar, e também ao Globo de Ouro (em cinco categorias – Ator para Travolta, Atriz para Olivia, Filme – Musical ou Comédia, e em duas canções famosas, a da abertura, “Grease”, de Barry Gibb, dos Bee Gees, e “You’re the one that I want”).
Foi o melhor trabalho do diretor Randal Kleiser, o mesmo de “A lagoa azul” e “Amantes de verão”, especializado em fitas para jovens.
É um prazer rever e lembrar com saudade, ainda mais em edição dupla de colecionador, distribuída pela Paramount, com uma série de extras inéditos (making of, trailers, documentários), encontrado à venda em preço promocional nas lojas. Por Felipe Brida

Grease – Nos tempos da brilhantina
(Grease). EUA, 1978, 110 min. Musical. Dirigido por Randal Kleiser. Distribuição: Paramount Pictures

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Resenha

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Katyn

Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial, tropas russas ocupam a Polônia, aprisionando, a mando dos nazistas, oficiais daquele país. Parte deles é exterminado em campos de concentração, enquanto outra desaparece sem vestígio algum. Um dos que somem é o oficial Andrzej (Artur Zmijewski), que havia se recusado a fugir do país com a esposa Anna (Maja Ostaszewska). Quatro anos mais tarde, Anna e centenas de mulheres polonesas descobrem a brutal verdade dos desaparecimentos quando quilômetros de covas coletivas são encontradas na floresta de Katyn.

Cineasta polonês de inegável prestígio, o seríssimo Andrzej Wajda conta a trágica história do genocídio ocorrido na floresta de Katyn, nos arredores da cidade russa de Smolensk, com convicção, eficiência, sem recorrer ao melodramático. A matança foi um dos fatos mais obscuros da Segunda Guerra, escondida pelos comunistas por décadas, a pedido de Stalin – os russos organizaram o plano por si só, e a culpa caiu, na época, nas costas dos alemães, que logo desmentiram o fato. Até os anos 90 era aceita como verdade incontestável a versão russa de que os nazistas exterminaram os oficiais com um tiro na nuca, depois enterraram os corpos em valas comuns, como arma de propaganda política. Depois de muita pressão por parte dos Direitos Humanos, o presidente Gorbachev, no início da década de 90, reconheceu a responsabilidade do país no caso Katyn. Resultado: 140 mil oficiais e civis foram mortos pelos russos.
Lançado em 2007, chegou em DVD no Brasil em 2010, em versão reduzida – o filme distribuído no Brasil tem 116 minutos, a mesma exibida no Festival de Berlin, sendo que a original européia tem seis minutos a mais.
Mas não há perda do impacto da história, dos argumentos que contradizem alemães e russos, a narrativa madura e, claro, a experiência técnica do famigerado diretor que rodou o drama de guerra aos 81 anos de idade. Discretamente, relata aqui o assassinato de seu pai em Katyn – por isso o filme resulta com ar de autobiografia.
Recebeu indicação ao Oscar de fita estrangeira em 2008, perdendo para “Os Falsários”, de Stefan Ruzowitzky, que mostrava episódio um pouco semelhante sobre os judeus na Segunda Guerra.
Marcante, não hesita em condenar os governos autoritários e suas truculências, que ainda hoje existem por aí. Por Felipe Brida

Katyn
(Idem). Polônia, 2007, 116 min. Drama de guerra. Dirigido por Andrzej Wajda. Distribuição: Paramount Pictures

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cine Lançamento

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Atividade paranormal - Tóquio

De volta a Tóquio depois de uma temporada nos Estados Unidos, a jovem Haruka (Noriko Aoyama) sofre um acidente de carro. Com as duas pernas quebradas, é recebida em seu país natal pelo irmão Koichi (Aoi Nakamura), um rapaz aficionado por câmeras de vídeo. Certa noite, em uma de suas gravações pela casa, percebe fatos estranhos de objetos se mexendo. A cada dia novos fenômenos macabros começam a perturbar os irmãos.

Rodado no Japão após a febre dos dois primeiros “Atividade paranormal” (que virou franquia com deslumbrante bilheteria), esta fita de terror não é a terceira parte oficial, que está em processo de finalização e deverá ser lançada em breve. É uma pequena ‘ponte’ entre o desfecho de um e início do outro, aproveitando o gancho do original para explicar os acontecimentos sobrenaturais em torno de uma casa habitada por espíritos zombeteiros.
Nunca gostei do estilo amador (proposital) desses filmes que ganharam força em festivais independentes de cinema e fora recebido com entusiasmo por fãs do gênero. O roteiro repetitivo, sempre segurando o telespectador com as mesmas sacadas que não levavam a lugar nenhum, cansou. Porém a maior surpresa é que este “Tóquio” se sai melhor do que aparenta, ou ainda, é melhor que os anteriores. Os recursos de gravação não mudam, com a câmera no ombro, meio fake, captando cenas noturnas com possíveis aparições de fantasmas, mas por ter sido rodado no Japão, no melhor estilo J-Horror (Japanese Horror), a visão é outra, bem acima da média. Este sim causa susto, angústia, com momentos arrepiantes (como o desfecho), que incomodam.
A franquia, criada em 2007, abriu portas para escola e de lá para cá muitos trabalhos com o tema parecido surgiram no cinema. No entanto, nenhum deles teve melhor resultado em termos de qualidade como “Tóquio”. Os fãs devem conferir. Por Felipe Brida

Atividade paranormal - Tóquio
(Paranômaru akutibiti: Dai-2-shô - Tokyo night). Japão, 2010, 90 min. Horror. Dirigido por Toshikazu Nagae. Distribuição: PlayArte

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Viva Nostalgia!

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Perdição por amor

Carrie Meeber (Jennifer Jones) é uma jovem interiorana que sai do Meio-Oeste Americano rumo a Chicago, onde ganha dinheiro como amante dos homens ricos da cidade. Um dos clientes, George Hurstwood (Laurence Olivier), gerente de um restaurante de luxo, larga a esposa para ficar com a bela garota. Do dia para a noite Carrie atinge o estrelato e passa a atuar em uma famosa peça teatral. Hurstwood, abandonado por ela, vê o mundo ruir e cai na miséria.

Clássico da Paramount lançado em 1952, estreou em pleno Macarthismo (Caça às Bruxas), condenado por cineastas e críticos pelo tema ousado (a personagem central, Carrie, é uma prostituta descompromissada, que faz capacho dos homens que a amam), além de ter fracassado pelo teor amargo e desfecho trágico, algo que, na época, era rejeitado pelo grande público não disposto a ver tragédias amorosas nas telas.
Hoje, revendo, o filme continua frio, em especial da metade para o final. Lembra muito “O anjo azul” (1930), o clássico alemão de Sternberg, com Marlene Dietrich na pele da dançarina que destrói o professor conservador (Emmil Jannings).
Tudo isto não prejudica a qualidade técnica e temática desse drama baseado no romance “Sister Carrie”, de Theodore Dreiser, lançado em 1900 (o título teve de ser mudado para que não causasse a sensação de que fosse uma história sobre freira). O notório ator Laurence Olivier se destaca como o milionário que acaba falido nas mãos de uma mulher fatal, Jennifer Jones, a tal da Carrie.
De clima pesado, “Perdição por amor” pode ser visto como um anti-conto de fadas, de certa forma perverso, sem concessões, original e com cenografia elegante, menção à virada do século XIX para o XX.
Recebeu duas indicações ao Oscar em 1953 (melhor figurino e direção de arte) e foi relançado pela Paramount na coleção ‘Clássicos’. Conheça. Por Felipe Brida

Perdição por amor
(Carrie). EUA, 1952, 118 min. Drama. Dirigido por William Wyler. Distribuição: Paramount Píctures

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cine Lançamento

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Reencontrando a felicidade

Casal perde o filho de quatro anos em um atropelamento. A mãe, Becca (Nicole Kidman), não se conforma, vivendo o pior momento de sua vida. O marido, Howie (Aaron Eckhart), tenta trazer o consolo para a mulher. Certo dia aceitam o convite de participarem de um grupo de terapia de casais que perderam entes queridos. Ao mesmo tempo que Becca começa a olhar de forma diferente o seu novo dia-a-dia, resolve se aproximar do rapaz acusado pela morte de seu filho, Jason (Miles Teller), um desenhista altamente desiludido.

Um fita sensível que deu à Nicole Kidman uma terceira indicação ao Oscar, esse ano (ela ganhou pelo papel da escritora suicida Virginia Woolf em “As horas”, em 2003). Grande atriz de inegável beleza, transmite com naturalidade a tristeza de uma jovem mãe que acabara de perder o filho pequeno em um trágico acidente de carro (atropelado por um jovem). À beira do caos, isola-se em casa com o marido, enxerga o mundo com aspecto negativo, entregando-se às crises emocionais. Em suma: Nicole conduz o clima dramático com exatidão, sem ser piegas, num papel difícil de uma mulher sofredora.
O público entende, com o andamento da história, o significado do título original metafórico (“Rabbit hole”), alusão ao famoso buraco do coelho de “Alice no País das Maravilhas”, um lugar obscuro, misterioso, onde a personagem esconde-se para fugir da amarga realidade. É nesse ponto crucial que aceita o medo ao se aproximar do assassino do filho, um rapaz frustrado e sozinho.
Ao contrário do que parece, “Reencontrando a felicidade” não chega a ser desesperador como os tristes “O quarto do filho” e “Entre quatro paredes”. É delicado, narrado com certa poesia, sem causar comoção como o tema aparenta.
Baseado na peça de David Lindsay-Abaire, o filme traz ainda, no elenco, dois artistas fortes que provocam ar intenso de dramaticidade, cujos papéis sempre causam embate com a protagonista: Aaron Eckhart (o marido) e a duas vezes premiadas com o Oscar Dianne Wiest (a mãe de Becca, mulher de comportamento petrificado).
Nicole também concorreu a diversos outros prêmios, como SAG, Globo de Ouro etc. Em DVD pela Paris Filmes. Por Felipe Brida

Reencontrando a felicidade
(Rabbit hole). EUA, 2011, 91 min. Drama. Dirigido por John Cameron Mitchell. Distribuição: Paris Filmes

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cine Lançamento

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Sexo sem compromisso

Avessa a sentimentos maiores quando o assunto é relacionamento amoroso, a médica Emma (Natalie Portman) está carente de carinho e sexo. Para aliviar a tensão, propõe ao amigo Adam (Ashton Kutcher), um rapaz sensual que descobre que o pai (Kevin Kline) está ficando com sua ex-namorada, um acordo superinusitado: sexo sem compromisso. Em encontros casuais, baladas e no cinema, topam viver uma intensa amizade colorida. Mas até que ponto duas pessoas que realmente se gostam conseguirão lidar com isto?

Agradavel comédia romântica com dois atores com química interpretando personagens carentes que ultrapassam os limites da amizade ao encarar curtições amorosas. A ganhadora do Oscar por ‘Cisne negro’, Natalie Portman, tem destaque carismático como a médica workaholic fracassada em relacionamentos - bonita, ela cativa os homens, mas foge de namoros sérios. Do outro lado da moeda, Ashton Kutcher, ator de inúmeras comédias teen, faz o bonitão que está na seca e de repente é pego de surpresa quando vê o pai (Kline, em papel imperceptível) assumir compromisso com sua ex, uma garota muito atraente. E com a proposta em jogo, ambos iniciam um enrolado caso livre, sem pé nem cabeça, daqueles que, quando um tem vontade de sexo, telefona para o outro e corre para o lugar marcado.
O criador de “Os caça-fantasmas”, Ivan Reitman (pai do promissor cineasta Jason Reitman), assina a direção depois de seis anos afastado das telas, desde a fraca comédia “Minha super ex-namorada”. Nesse seu novo filme, mais voltado ao público feminino, abandona qualquer pretensão ou explora recursos brilhantes. Pelo contrário, conta uma história apenas bonitinha baseada num roteiro com situações bastante previsíveis, sem novidades. Ou seja, está de bom tamanho como um rápido entretenimento.
Vale mesmo pelo charme encantador de Natalie que, ao lado de Kutcher (ator que sempre tive restrições, mas que aqui não está abobalhado como de costume), forma um casal fotogênico vivendo um relacionamento ultramoderno. Por Felipe Brida

Sexo sem compromisso
(No strings attached). EUA, 2011, 108 min. Comédia romântica. Dirigido por Ivan Reitman. Distribuição: Paramount Pictures

Resenha especial

Dança com lobos   Oficial do Exército (Kevin Costner), durante a Guerra Civil Americana, é enviado para um posto na fronteira dos Estados Un...