terça-feira, 14 de julho de 2009

Cine Lançamento

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Quarentena

A repórter de TV Ângela Vidal (Jennifer Carpenter), junto com seu cameraman, vai cobrir uma reportagem sobre a atuação do Corpo de Bombeiros em uma cidade norte-americana. Um chamado de emergência em um prédio na área central coloca os oficiais em estado de alerta. A equipe de TV passa então a registrar os acontecimentos, que se tornam cada vez mais horripilantes quando um vírus passa a transformar as pessoas em zumbis canibais.

Remake descarado de “[REC]”, cult espanhol de terror, sem tirar nem por. Os produtores dessa versão norte-americana retomam as mesmas situações apresentadas no bom filme original, quadro a quadro, sem modificar sequer o nome dos personagens. Tem o Corpo de Bombeiros e o semelhante desfecho e, assim como o outro, não traz créditos iniciais. Quem assistiu a “[REC]”, não tem razão para perder tempo com essa variante sem um ponto de criatividade. É mais do mesmo, um pouco menos artificial, perdendo a ideia do amadorismo, que era peça-chave para a concepção do projeto. Sangrento, torna-se aperitivo apenas para os fãs do gênero. Por Felipe Brida

Título original: Quarantine
País/Ano: EUA, 2008
Elenco: Jennifer Carpenter, Steve Harris, Jay Hernandez, Rade Serbedzija.
Direção: John Erick Dowdle
Gênero: Terror
Duração: 89 min.
Lançamento: Segunda quinzena de junho
Distribuidora: Sony Pictures
Site oficial: http://www.sonypictures.com/homevideo/quarantine

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cine Lançamento


Verônica

Rio de Janeiro, dias atuais. Na capital carioca, a rotina da professora Verônica (Andréa Beltrão) vira de cabeça para baixo quando resolve encarar uma difícil missão: cuidar de um aluno rebelde cujos pais foram assassinados devido a uma dívida com traficantes de droga. Ameaçada de morte, colocará em risco sua própria vida para salvar o garoto.

Mesmo com a batelada de clichês do gênero policial tradicional, essa assumida versão moderna de “Glória” (fita de John Cassevetes que deu à ótima Gena Rowlands sua segunda indicação ao Oscar de melhor atriz, em 1981) não desaponta. Pelo contrário, é até agora o maior acerto na carreira do diretor Maurício Farias, especialista em novelas da Rede Globo e que no cinema escorregou em projetos não tão animadores, como os recentes “O coronel e o lobisomem” (2005) e “A grande família – O filme” (2007). A trama não disfarça a ideia do filme original, deslocando apenas a ação para o Brasil (especificamente nos arredores de uma favela carioca).
A narrativa ágil, erguida pela trilha feroz assinada por Branco Mello (em parceria com Emerson Villani), obriga o público a acompanhar o martírio da protagonista, interpretada pela atriz Andréa Beltrão, sempre competente. Aqui ela deixa de lado a comédia, que tanto a consagrou, para assumir um papel de pura tensão. Chega a ser um trabalho visceral e intenso.
Revelam-se temas secundários sem colocar panos quentes, como o abuso de poder, a organização de máfias e a corrupção nos órgãos policiais.
Filme recomendado, que tenta responder a velha pergunta: “Até que ponto arriscar a própria vida para salvar uma pessoa?”. Já nas locadoras. Por Felipe Brida

Título original: Verônica
País/Ano: Brasil, 2008
Elenco: Andréa Beltrão, Marco Ricca, Matheus de Sá, Giulio Lopes, Flávio Migliaccio, Camila Amado, Patrícia Selonik, Ailton Graça.
Direção: Maurício Faria
Gênero: Drama/Policial
Duração: 90 min.
Lançamento: Segunda quinzena de junho
Distribuidora: Europa Filmes
Site oficial: http://veronicaofilme.uol.com.br/

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Comentários do blogueiro


Cinema na Web fecha parceria com DVD Nostalgia

Felipe Brida

A loja virtual DVD Nostalgia, especializada em venda de DVDs, é a mais nova parceira do blog Cinema na Web. A empresa, que está no mercado de vídeos há 26 anos, conta atualmente com um acervo de mais de 900 títulos, de todos os gêneros e nacionalidades.
Fundada em 1983 na avenida Faria Lima, em São Paulo, sob o nome de “Vídeo Home Shop”, foi uma das dez primeiras locadoras da capital. O acervo inicial, com 300 fitas VHS, passou rapidamente para cinco mil títulos, estabilizando-se assim no ramo de locação.
Desde 1995, com o advento das redes de videolocadoras, a loja difere-se pela venda de filmes raros e antigos. Passou a adotar o nome DVD Nostalgia em 2001, após a empresa aderir à venda pela internet.
Comandada por Antônio Vicente, a loja reúne hoje mais de onze mil clientes espalhados por todo o Brasil, dentre eles fãs de cinema antigo, nicho principal que a DVD Nostalgia atende.
Para conhecer mais sobre a loja virtual acesse o site http://www.dvdnostalgia.com.br/
E fique de olho nas promoções, novidades e sorteio de prêmios que a DVD Nostalgia traz a cada semana.

domingo, 5 de julho de 2009

Cine Lançamento


The notorious Bettie Page

Biografia da pin-up Bettie Page que, nos anos 50, ficou famosa pela ousadia dos seus trabalhos. Considerada imoral, a modelo fotográfica passou a ser perseguida por um senador que combatia o mercado onde se vendia fotos e filmes de conteúdo pornográfico.

Com produção assinada pela HBO Films, esta é a biografia oficial da pin-up norte-americana Bettie Page (1923-2008), cujo filme se insere como um perfil em cinedocumentário. É uma fita apartidária, que não se preocupa em vasculhar a mente da protagonista ou mesmo criticar costumes; tem como lance retratar partes da vida de uma mulher que sacudiu padrões de comportamento por meio de um trabalho inovador.
Descoberta por acaso em uma praia por um policial negro que fazia bico como fotógrafo, Bettie tornou-se símbolo da sensualidade na fotografia publicitária moderna. Depois dos biquínis, chocou ao estampar revistas utilizando acessórios de fetiche e flagelação, como chicotes e algemas. Taxada de imoral, passou a ser vista como uma artista degradada, inclusive teve sua vida revirada pela polícia e pelas autoridades públicas. Religiosa, a pin-up sofria com incômodas incertezas, dentre elas a de ser sacrificada por Deus devido ao trabalho que exercia.
Desconhecido pelo público, o filme tem resultado não mais do que mediano. Começa fragmentado, com cenas perdidas da adolescência da personagem, e só depois de 30 minutos toma rumo. A atriz Gretchen Mol ficou semelhante à verdadeira Bettie; sua interpretação tem garra, convence, porém não atinge o brilho.
O preto-e-branco estilizado configura uma real década de 50. Talvez o grande defeito esteja na opção do colorido em determinados momentos, num vai-e-vem sem regras. Antes a cor aparecia em lembranças da personagem central (um efeito interessante que contraria os clichês), depois o recurso técnico permanece da metade para o final, sem lógica.
As acusações contra a modelo poderiam ter sido mais bem exploradas. Realmente faltam elementos para um filme organizado.
A direção é da canadense Mary Harron, responsável por filmes independentes importantes como “Um tiro para Andy Warhol” (1996) e “Psicopata americano” (2000). Pode ser conferido, mas não espere uma grande biografia como o cinema americano costuma fazer.
Rodado em 2005, só agora chega em DVD no Brasil, em edição dupla, com muitos extras, dentre eles making of e cenas ousadas da verdadeira Bettie Page. O título não teve tradução em português. Por Felipe Brida

Título original: The notorious Bettie Page
País/Ano: EUA, 2005
Elenco: Gretchen Mol, Chris Bauer, Jared Harris, Sarah Paulson, Lili Taylor, David Strathairn, Austin Pendleton.
Direção: Mary Harron
Gênero: Drama
Duração: 90 min.
Lançamento: Primeira quinzena de junho
Distribuidora: Casablanca Filmes
Site oficial: http://www.thenotoriousbettiepage.com/


Quando você viu seu pai pela última vez?

O escritor Blake Morrison (Colin Firth) nunca teve boa relação com o pai, o médico Arthur Morrison (Jim Broadbent), pessoa dominadora e de temperamento difícil. Quando descobre que Arthur está com uma doença terminal, Blake passa a cuidar dele. Nessa nova vida, o escritor terá de enfrentar os fantasmas do passado para se aproximar da figura paterna.

Baseado no autobiográfico livro de memórias do poeta inglês Blake Morrison, “Quando você viu seu pai pela última vez?” é o mais novo trabalho pessoal do diretor tailandês Anand Tucker (de “Hilary & Jackie” e “Garota da vitrine”). Com exatidão singular, o cineasta capta a poética história de conflitos afetivos entre pai e filho, resgatando trechos da infância, juventude e idade adulta do escritor.
Aqui há uma condensação da velha fórmula de filmes sobre reconciliação, porém traz ingredientes coesivos: o bom elenco (em especial Colin Firth e o sempre excepcional Jim Broadbent), a fotografia, a trilha sonora, e momentos mágicos, como a despedida final – uma seqüência comovente em que a câmera fica rodando em torno do filho abraçado com o pai.
São poucos os filmes de hoje que me emocionam; confesso que essa fita inglesa me bateu fundo, fiquei trôpego diante da terna história. Um drama importante e recomendável. E mais do que para ser visto, é para ser sentido. Por Felipe Brida

Título original: And when did you last see your father?
País/Ano: Inglaterra/ Irlanda, 2007
Elenco: Jim Broadbent, Colin Firth, Juliet Stevenson, Gina McKee, Claire Skinner, Elaine Cassidy.
Direção: Anand Tucker
Gênero: Drama
Duração: 92 min.
Lançamento: Segunda quinzena de abril
Distribuidora: Sony Pictures Classics
Site oficial: http://www.whendidyoulastseeyourfathermovie.com/

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Especiais sobre cinema

Lançamentos em DVD

Felipe Brida

Milk – A voz da igualdade

Sucesso de público e de crítica, chega às locadoras “Milk – A voz da igualdade”, a biografia romanceada do ativista gay Harvey Milk. Vencedor de dois Oscars – melhor ator (Sean Penn) e roteiro original – e ainda indicado a seis outros esse ano (como melhor filme, ator coadjuvante para Josh Brolin e direção, para Gus Van Sant), o drama narra a trajetória do ativista gay Harvey Milk (1930-1978), famoso por, na década de 70, lançar campanhas e manifestos de inclusão dos homossexuais na sociedade americana. Discriminado e visto como um agitador, batalhou pelos direitos dos gays, minoria que até então era reprimida inclusive pela polícia. Eleito supervisor (como se fosse um vereador) da cidade de San Francisco, foi o primeiro gay assumido a conquistar cargo público nos Estados Unidos - e tragicamente pagou o preço por isso. Dirigido por Gus Van Sant, que demorou 15 anos concebendo a produção, “Milk” é um bom filme, com um trabalho impecável de Sean Penn, merecedor do Oscar que abocanhou (ele havia ganhado seu primeiro Oscar cinco anos antes, por "Sobre meninos e lobos"), mas um pouco sufocado por velhos clichês narrativos. Além da atuação digna de Penn e da correta direção de arte e figurinos, que remetem a San Francisco dos anos 70, tem também um elenco de apoio grandioso, com destaque para James Franco, Emile Hirsch e Josh Brolin. Gus Van Sant, diretor de "Drugstore cowboy" (1989), "Garotos de programa" (1991), "Elefante" (2003) e tantos filmes polêmicos e de temática gay, demonstra apreço por esse projeto pessoal, relevante e que merece ser visto. Vale para conhecer esse retrato real sobre igualdade, que alavancou a inclusão social dos gays no cenário mundial, história pouco conhecida pelos brasileiros.

Van Gogh (1991) - Versão restaurada

Com indicação à Palma de Ouro em Cannes e premiado com o César de melhor ator para Jacques Dutronc em 1992, o drama biográfico “Van Gogh” chega às locadoras em DVD pela Versátil, em versão restaurada. Escrito e dirigido por Maurice Pialat (1925-2003), de “Sob o sol de Satã” (1987), o filme é um recorte dos dois últimos meses de vida do notório pintor holandês, quando passa a viver no subúrbio parisiense de Auvers-sur-Oise, em uma bucólica comuna francesa. Van Gogh envolve-se amorosamente com a filha de seu médico particular, Dr. Gachet, ambos retratados em várias telas pelo renomado pintor, e ao mesmo tempo enfrenta um conturbado relacionamento com o irmão, Théo. Obra-prima moderna do novo cinema francês, “Van Gogh” é um retrato nada convencional do artista, que já figurou no cinema tantas vezes (interpretado por Tim Roth, Kirk Douglas e até Martin Scorsese). Pialat desmistifica a parte final da vida de Van Gogh, distanciando-se da visão romantizada e melodramática tradicionalmente associada ao mito do artista atormentado. Ele humaniza o homem por trás do gênio absoluto e visionário, sem a capa de santo ou de doente, recorrendo a uma visão naturalista, do dia a dia do artista e de suas relações com as pessoas. Opta por enquadramentos distanciados, com atores de costas, poucos closes, fazendo um filme diferenciado. O longa sai na versão integral, de 158 minutos, distribuída pela Versátil. No DVD ainda vem o curta “Van Gogh” (1968), projeto do diretor Pialat que originou o seu famoso longa-metragem. Imperdível para os fãs.


Microssérie “Capitu”

A Som Livre lança em DVD a microssérie brasileira “Capitu”, uma adaptação moderna e atemporal do famoso livro “Dom Casmurro”, escrito por Machado de Assis. Exibida pela Rede Globo em dezembro do ano passado, a obra narra a conhecida história de amor entre Bentinho e Capitu. Nesse exímio trabalho de cenografia e roteiro, o diretor Luiz Fernando Carvalho procura dar vida ao grande trunfo do romance original – as dúvidas de Bentinho quanto à suposta traição pela mulher amada. Com duração de quase seis horas, a microssérie sai em edição dupla com muitos extras, dentre eles cenas inéditas não exibidas na TV e making of.

Coluna "Cinema em foco", publicada às sextas-feiras no jornal O Regional (Catanduva/SP). Edição do dia 03/07/2009. Crédito para as fotos: Divulgação

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Morre o lendário ator Karl Malden aos 97 anos


Ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante por "Uma rua chamada pecado" em 1952, Karl Malden morreu na madrugada de hoje aos 97 anos em sua residência em Brentwood, Estados Unidos. O agente do ator norte-americano informou que Malden vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos meses.
De origem sérvia, nasceu em 22 de março de 1912 em Chicago, Illinois. Antes de obter notoriedade como ator, trabalhou, na juventude, em uma indústria metalúrgica. Na segunda metade da década de 30 mudou-se para Nova York onde envolveu-se com grupos teatrais e assim iniciou a carreira artística nos palcos.
Malden estreou nos cinemas em 1940 no drama "Não cobiçarás a mulher alheia". Participou de aproximadamente 70 produções ao longo de uma carreira que durou 53 anos. Dentre os principais filmes de sua carreira estão "O beijo da morte" (1947), "O matador" (1950), "A tortura do silêncio" (1953), "Dá-me tua mão" (1953), "Sindicato de ladrões" (1954 - aonde recebeu a segunda indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante), "Pollyana" (1960), "A face oculta" (1961), "A conquista do Oeste" (1962), "O homem de Alcatraz" (1962), "Alguém morreu no meu lugar" (1964), "A mesa do diabo" (1965), "Nevada Smith" (1966), "Patton - Rebelde ou herói?" (1970), "Dramático reencontro no Poseidon" (1979), "Meteoro" (1979), "Golpe de mestre 2" (1983) e "Querem me enlouquecer" (1987). Co-dirigiu, com Delmer Daves, o faroeste "A árvore dos enforcados" (1959).
Casado há 71 anos com Mona Greenberg, Malden deixa dois filhos. Por Felipe Brida

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Cine Lançamento


Dia dos namorados macabro 3D

Um massacre no dia dos namorados resulta na morte de 22 pessoas. Dez anos depois do ocorrido, o jovem Tom Hanniger (Jensen Ackles) retorna à sua cidade natal, onde houve a matança. Com a chegada do rapaz, novos assassinatos, cometidos por um frio assassino que se esconde sob uma máscara de minerador e porta uma picareta, voltam a aterrorizar os moradores. Hanniger logo é apontado como o principal suspeito dos crimes.

Na onda dos slasher movies que invadiram os cinemas do mundo inteiro na década de 80, “Dia dos namorados macabro” fez relativo sucesso entre o público juvenil em sua estréia, em 1981. Lançado um ano depois de “Sexta-feira 13”, tornou-se um dos primeiros exemplos desse trunfo do cinema comercial norte-americano. Vinte e oito anos depois, uma nova equipe, liderada pelo diretor Patrick Lussier – um cineasta com fitas de terror ruins na carreira, dentre elas “Drácula 2000” – trouxe à tona essa espécie de refilmagem, agora em 3D, porém com resultado frouxo e ainda mais previsível. Em estilo gore (ou seja, com banhos de sangue), é um filmeco abaixo da média, banal e que em nada acrescenta o anterior.
E o pior: as distribuidoras Lions Gate e PlayArte disponibilizaram, junto com o DVD lançado no início desse mês, óculos em 3D para que o público aderisse ao clima; porém, dependendo do tipo da televisão (LCD e plasma), o efeito tridimensional não funciona. O recurso só se ajusta no televisor convencional. Eu, por exemplo, fiquei a ver navios, ou melhor, borrões esverdeados. Tive uma confusão óptica de lascar, houve um verdadeiro caos instalado nas imagens. Difícil até de acompanhar as imagens, e por pouco não abandonei o barco furado.
Erro fatal não terem acrescentado, no DVD, uma versão alternativa sem a bendita terceira dimensão. Fica um alerta às produtoras e aos distribuidores. Por Felipe Brida

Título original: My bloody Valentine
País/Ano: EUA, 2009
Elenco: Jensen Ackles, Jaime King, Kerr Smith, Tom Atkins, Betsy Rue, Kevin Tighe, Megan Boone.
Direção: Patrick Lussier
Gênero: Terror
Duração: 101 min.
Lançamento: Primeira quinzena de junho
Distribuidora: Lions Gate/ Playarte
Site oficial: http://www.mybloodyvalentinein3d.com/

Especial de Cinema

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