segunda-feira, 28 de abril de 2008

Cine Lançamento

O Vigarista do Ano

O ambicioso escritor Clifford Irving (Richard Gere) envolve-se em uma tremenda fraude para subir na vida: forja documentos “assinados” pelo bilionário Howard Hughes que o autoriza a escrever sua biografia. Junto com o comparsa Dick Suskind (Alfred Molina), Irving inicia uma aventura literária que poderá não terminar bem. Ao publicar o livro, tal façanha causa um grande impacto nos Estados Unidos, inclusive no próprio Hughes.
Um bom filme para quem gosta de conhecer histórias intrigantes. E real! A publicação de uma biografia “autorizada” de Howard Hughes aconteceu mesmo e, na época (nos anos 70), virou assunto na mídia norte-americana e enorme polêmica nos Estados Unidos. Porém, fora de lá, o caso ficou desconhecido, e agora, com este drama, vem a oportunidade de saber mais sobre um fato tão cabuloso e conturbado.
As situações criadas pelo escritor narcisista Clifford Irving, bem interpretado por Richard Gere, em um de seus melhores trabalhos, convenciam a todos que o cercavam. Mentia descaradamente e, com a lábia enganadora, driblava empresários, magnatas, colegas de trabalho. Um deles era Suskind, outro grande trabalho do sempre bom Alfred Molina, personagem que serve de escada para as idéias malucas de Irving. Enfim, era um mentiroso nato em busca de sucesso e reconhecimento e que criava um mundo de ilusão e disseminava a falsa realidade com precisão certeira. Engraçado que o público é atraído pelo carisma do anti-herói e torce para que ele se dê bem na empreitada! Isto reflete em nós o sentimento dos que conviveram com Irving, estratégia proposital bem acertada pelos roteiristas e diretor desta comédia dramática.
Preparem-se: na história haverá lances inteligentes e reviravoltas. E nem sempre o conteúdo dramático predomina. Situações divertidas e tons de suspense são inseridos para quebrar as longas conversas e dinamizar o ritmo do filme. Podemos classificá-lo como um estudo interessante sobre mentira, oportunismo e orgulho caracterizando uma personalidade geniosa e, ao mesmo tempo, assustadora.
Como curiosidade, Irving (o verdadeiro, que está vivo, não aprovou a realização deste projeto) foi peça-chave para o caso Watergate, que derrubou o presidente Richard Nixon. Tal assunto é apenas citado no filme e não vai a fundo, já que daria outro projeto para cinema.
Vale conhecer e até rever esta fita dirigida por Lasse Hallstrom, duas vezes indicado ao Oscar – “Minha Vida de Cachorro” (1985) e “Regras da Vida” (1999). Eu assistiria de novo sim. Disponível em DVD. Por Felipe Brida

Título original: The Hoax
País/Ano: EUA, 2006
Elenco: Richard Gere, Alfred Molina, Hope Davis, Marcia Gay Harden, David Aaron Baker, Eli Wallach, Stanley Tucci, Julie Delpy, Zeljko Ivanek.
Direção: Lasse Hallstrom
Gênero: Comédia dramática
Duração: 116 min.

domingo, 27 de abril de 2008

Cine Lançamento

Bem-vindo ao Jogo

Huck Cheever (Eric Bana) é um jogador de pôquer, filho do bicampeão mundial da modalidade, LC (Robert Duvall) e que quer seguir o sucesso do pai. Um novo torneio de cartas irá acontecer, e Huck precisará de 10 mil dólares para se inscrever. Para juntar a grana, o jovem participará de campeonatos menores, apoiado pela nova namorada, Billie (Drew Barrymore).
Diretor e roteirista aclamado, Curtis Hanson perdeu a linha e errou feio nesta comédia romântica sobre jogos de cartas e apostas. Escalou como protagonistas uma dupla fraca, o péssimo Eric Bana e Drew Barrymore, duvidosa e sempre naquela mesmice de interpretação. Aliás, Bana (aquele do “Hulk” e “Munique”) é um rosto bonito e tem pinta de galã, porém representa papéis muito longe de convencer. Falta dinamismo e sobra serenidade.
O grande nome do filme, Robert Duvall, fica em segundo plano, apagado e sem maiores chances. Por retratar o mundo do pôquer, os macetes e as técnicas do jogo, pode chatear o público. Eu, que desconheço este tipo de jogo, fiquei a ver navios.
Por fim tem-se uma comédia infeliz, longa demais e nada criativa, com idas e vindas de clichês. Um baita papelão para o histórico do diretor, responsável por projetos polêmicos, como “Los Angeles – Cidade Proibida” (1997), e outros mais particulares e inteligentes – “Garotos Incríveis” (2000) e “Em Seu Lugar” (2005). Descarte. Disponível em DVD. Por Felipe Brida

Título original: Lucky You
País/Ano: EUA/Australia, 2007
Elenco: Eric Bana, Drew Barrymore, Robert Duvall, Debra Messing, Horatio Sanz, Joey Kern, Charles Martin Smith, Robert Downey Jr.
Direção: Curtis Hanson
Gênero: Comédia romântica
Duração: 124 min.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Cine Lançamento

O Diário de uma Babá

Annie Braddock (Scarlett Johansson) acabou de sair da faculdade, porém está desempregada. Mora com a mãe em um subúrbio de operários em Nova Jersey e vive de solitária, sem amigos ou vizinhos. Num passeio pelo parque, um incidente mudará sua vida ao receber a proposta de trabalhar como babá (nanny) de uma família rica de Manhattan, a família “X”. O que era para ser um trabalho agradável torna-se um verdadeiro inferno para Annie, encurralada nas mãos da neurótica Sra.X (Laura Linney), que faz de tudo para proteger seu filho bagunceiro, Grayer (Nicholas Art).
Comédia simpática, mas nada memorável, de tema já muitas vezes mostrado no cinema. No papel central da babá está Scarlett Johansson, uma atriz limitada, com cara de ingênua e traços infantis. Pensei bem e cheguei à conclusão: apesar de a atriz manter em todos seus filmes aquela expressão inerte, de passividade, a personagem de nanny moleca e azarada, aqui, é de perfeito encaixe a ela. Uma interpretação que não exige maiores esforços. A questão romântica da fita, quando Annie apaixona-se por um jovem atraente apelidado de Gatão de Harvard (Chris Evans), é insossa e sem chances.
Para ajudar na historinha repetida, a sempre excepcional Laura Linney, como a matriarca dos “X” (seu verdadeiro nome só é revelado no final), mulher sofrida, estressada e fria. Mas os motivos para uma personalidade tão difícil vão se revelando aos poucos. E foi neste aspecto que o filme me chamou a atenção: interessou-me mais conhecer os fatos sobre a vida pessoal da tal mulher, como os problemas conjugais, do que a história maior, sobre a babá.
Os diretores Shari Springer Berman e Robert Pulcini rodaram, anteriormente, o interessante, porém pouco visto “Anti-herói Americano” (American Splendor, 2003), também estrelado pelo ator Paul Giamatti (que em “O Diário” interpreta o estranho Sr. X). Tem também ponta da cantora Alicia Keys.
Pode assistir como passatempo, mas não espere grandes novidades. Lançado este mês em DVD.

Curiosidades: O filme é baseado no best-seller homônimo, cujos relatos verídicos foram escritos por duas universitárias que trabalharam como babá em Manhattan, Emma McLaughlin e Nicola Kraus. O livro foi lançado em 2002 e tornou-se grande sucesso de público nos Estados Unidos. Por Felipe Brida

Título original: The Nanny Diaries
País/Ano: EUA, 2007
Elenco: Scarlett Johansson, Laura Linney, Paul Giamatti, Alicia Keys, Donna Murphy, Chris Evans, Nicholas Art. .
Direção: Shari Springer Berman/Robert Pulcini
Gênero: Comédia
Duração: 105 min.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Resenhas & Críticas

Pais, Filhos & etc

Viúvo e prestes a completar 70 anos, Leo (Philippe Noiret) finge sofrer de uma doença fatal só para reunir seus três filhos, que estão brigados e não se falam. Ao saberem do problema do pai, os filhos topam se encontrem para levar o pai a uma viagem a Quebec.
Em seu primeiro trabalho como diretor, Michel Boujenah, indicado ao César (Oscar francês) como melhor diretor estreante, opta – e se dá bem – por um drama familiar com fundo de road movie. Soube conduzir uma história que une dois pontos extremos, no caso a desavença entre os irmãos e, depois, a união deles em torno do pai, sem cair no pieguismo ou outros ridículos que o gênero faz supor. Pelo contrário, injeta “vida” aos personagens, o que torna a fita humana, sensível.
Na viagem, os homens da família discutem relações com a finalidade de se entenderem. É o tal de “lavar a roupa suja”, propositalmente esquematizada pelo pai. E quando o bate-boca entre os irmãos esquenta, o patriarca, genioso, finge ter arritmias e falta de ar decorrente da falsa doença, só para apaziguar a situação. É um jogo de cena deleitável.
O elenco, bem escalado, com destaque ao saudoso Philippe Noiret (1930-2006), mais lembrado pelo público por “Cinema Paradiso” e “O Carteiro e o Poeta”, leva feição ao filme. Volto a Noiret, ator presente nos filmes que fizeram parte da minha formação profissional, cuja energia de expressão preenchia e dominava as cenas. Sua presença nos filmes – em “Pais, Filhos & etc” não poderia ser diferente – era marcada pela fina sensibilidade, algo sobrepujante e até poético. Noiret marcou gerações e agora deixa o rico histórico como modelo e embasamento para os jovens artistas.
Apesar de produzida em 2003, a fita, uma produção franco-canadense, só foi lançada no Brasil três anos depois e agora está disponível em DVD. Aqui no Brasil iria receber o título de “Em Busca da Felicidade”, menos vago e mais chamativo do que este “Pais, Filhos & etc”. Ainda recebeu indicação ao César na categoria revelação masculina (Pascal Elbé).
Um drama tocante que emociona e também faz rir. Convide seus pais, os avós e os irmãos para desfrutar de um momento agradável. Se é atingido por fortes emoções, não se esqueça do lenço. Por Felipe Brida

Título original: Père et fils
País/Ano: França/Canadá, 2003
Elenco: Philippe Noiret, Charles Berling, Bruno Putzulu, Pascal Elbé, Marie Tifo, Geneviève Brouillette, Pierre Lebeau.
Direção: Michel Boujenah
Gênero: Drama
Duração: 94 min.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Morre a atriz Carmen Silva, aos 92

A atriz Carmen Silva, nascida em Pelotas, Rio Grande do Sul, morreu hoje aos 92 anos, de falência múltipla dos órgãos. Ela estava internada no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, desde o dia 1º de abril.
Iniciou a carreira em 1939, na Rádio Cultura de Pelotas. Atuou em diversas rádios gaúchas e integrou a equipe das Rádios Tupi e Record, nos anos 40/50. No cinema, fez 16 filmes, dentre eles "El Ángel Desnudo" (1946, dirigido por Carlos Hugo Christensen, na Argentina), "Quase no Céu" (1949), "Carnaval em Lá Maior" (1955), "O Grande Momento" (1958), "Guerra Conjugal" (1975) e o inédito "Valsa para Bruno Stein" (2007).
Participou das primeiras telenovelas com a chegada da TV no Brasil, nos anos 50. Uma delas foi "Cela da Morte", em 1958. Fez mais de 20 novelas, como "Pigmalião" (1970), "Venha Ver o Sol na Estrada" (1973), "Os Ossos do Barão" (1973), "Ídolo de Pano" (1974), "A Viagem" (1975), "Locomotivas" (1977), "Sinal de Alerta" (1978), "Cara a Cara" (1979) E "Baila Comigo" (1981). Junto com o ator Oswaldo Louzada, falecido em fevereiro deste ano, em "Mulheres Apaixonadas" (2003), interpretava um casal de idosos que era maltratado pela neta, Doris, papel de Regiane Alves.
Ainda esteve no elenco da minissérie "O Primo Basilio" (1988) e nos programas "Zorra Total" (2003) e "A Diarista" (2006). O corpo da atriz Carmen Silva será sepultado hoje as 18 horas, no cemitério São Miguel e Almas, Porto Alegre. Por Felipe Brida

terça-feira, 15 de abril de 2008

Morre a atriz Renata Fronzi

A atriz Renata Fronzi, que se destacou no gênero comédia tanto em seriados televisivos quanto em chanchadas brasileiras, morreu na tarde de hoje, aos 83 anos, vítima de falência múltiplas de órgãos, em decorrência de diabetes. Ela estava internada desde março deste ano no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Nascida em Rosário, Argentina, em 1º de agosto de 1925, Renata iniciou a carreira como bailarina em teatros de São Paulo. Um de seus papéis mais importantes na televisão foi o de Helena, no teleteatro cômico "Família Trapo", exibido em 1967 pela TV Record e refilmado nos anos 80 sob o título de "Bronco", nome do personagem principal da história, interpretado por Ronald Golias. Ainda na televisão participou das séries cômicas "Satiricom” (1973) e “Planeta dos Homens” (1976), da minissérie “Memorial de Maria Moura” (1994) e de 18 episódios na temporada de 1996/1997 de “Malhação”.
Esteve em muitas novelas também, dentre elas "O Rei dos Ciganos" (1966), "Bicho do Mato" (1972), "A Patota" (1972), “Pecado Rasgado” (1978), “Chega Mais” (1980), “Pão Pão Beijo Beijo” (1983), “Transas & Caretas” (1984), “Corpo a Corpo” (1984), “Mico Preto” (1990), “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990) e “A Idade da Loba” (1995).
O primeiro trabalho da atriz no cinema foi em "Fantasma por Acaso" (1946), rodado pela companhia Atlântida, onde também fez "Guerra ao Samba" (1956), "Garotas e Samba" (1957) e "Treze Cadeiras" (1957). Na companhia cinematográfica Herbert Richers participou de "Pé na Tábua" (1957), "Espírito de Porco" (1957), "Massagista de Madame" (1958), "Garota Enxuta" (1959), "Pistoleiro Bossa Nova" (1959), "Marido de Mulher Boa" (1960), "Vai que é Mole" (1960) e "Papai Trapalhão" (1968). Ainda esteve no elenco de “É de Chuá" (1958), "Salário Mínimo" (1970), "Como Ganhar na Loteria sem Perder a Esportiva" (1971), “Este Riso Muito Louco” (1977) e “Mulheres de Programa” (1978).
Os últimos papéis de Renata no cinema foram no drama nostálgico “Copacabana” (2001), no thriller norte-americano “O Mar por Testemunha” (2002) e na comédia feminina “Coisa de Mulher” (2005).
Era viúva do locutor e radialista César Ladeira, com quem se casou no final dos anos 40. Deixa um filho. Por Felipe Brida

domingo, 13 de abril de 2008

Cine Lançamento

Viagem a Darjeeling

Os irmãos Francis (Owen Wilson), Peter (Adrien Brody) e Jack (Jason Schwartzman) não se vêem há um ano, desde o funeral do pai. Certo dia, decidem se encontrar para uma viagem de trem pela Índia. O motivo, encontrar a mãe, Patrícia (Anjelica Huston), que se isolou nas montanhas para cumprir a missão religiosa de se tornar uma monja. Durante a viagem ao país desconhecido, perdem-se no deserto da região do Himalaia e metem-se em confusões bizarras. Ao mesmo tempo, os irmãos irão se redescobrir e voltar ao convívio de antes.
Filme inteligente e pouco comum para a safra atual, porém indicado apenas ao público já acostumado com aquele mundo estranho e cheio de personagens desengonçados de Wes Anderson. Novamente o diretor texano recorre a questões sobre busca ao desconhecido e auto-conhecimento, sob o aspecto de elevação espiritual. E mais uma vez o ponto de partida se concentra em locais isolados, no caso o Himalaia, nos confins da Ásia.
Anderson quebra o conceito de trilha sonora nivelada ao misturar gêneros de países diferentes, passando por canções românticas francesas, balada norte-americana, sinfonias de Beethoven e, não poderia faltar, ritmos indianos (muitos de Satyajit Ray, diretor, compositor, roteirista e produtor, um dos grandes nomes do cinema na Índia). Os personagens, os irmãos, todos eles encarnando tipos exagerados (Owen ferido e cheio de gaze e band-aid no rosto; Jason com bigode comprido tapando a boca; e Adrien com óculos grandes e amarelos), na viagem pelo país misterioso, põem em discussão suas indiferenças com o intuito de serem “família” de novo. Um tema característico e fundamental nas obras do diretor.
Enquanto há uma fotografia esplendorosa da Índia e muita cor vibrante nos figurinos, existem diálogos contínuos e cansativos intercalados por cenas com silêncio profundo, o que pode fazer o público cochilar em certos momentos. E tudo é uma bagunça e agitação, com cortes bruscos e memórias. Fique atento para não se perder!
A fita nasceu depois de Wes Anderson rodar o curta-metragem dramático “Hotel Chevalier”, que serve como prólogo desta aventura. Mas não se dêem ao luxo de assisti-lo, pois ele nada explica ou inspira os dois personagens centrais do curta, no caso Jack (Jason Schwartzman) e sua namorada misteriosa, interpretada por Natalie Portman. É simplesmente um experimento sobre relações conturbadas e frias entre um casal em crise. Interessante, mas não necessário para entender o que se sucederá no filme.
“Viagem a Darjeeling” é o quinto longa-metragem de Wes Anderson e um de seus melhores momentos (ainda prefiro o anterior, “A Vida Marinha com Steve Zissou”, comédia dramática que brinca com o trabalho de oceanografia do grandioso Jacques Costeau e que, em 2004, dividiu a opinião dos críticos). A fita (vale destacar que a cidade-título está localizada na região do Himalaia, no estado indiano de West Bengal, fronteira com Bangladesh e Nepal, e conhecida por produzir chá. Sua altitude chega a 2,5 mil metros do nível do mar) é o 5º trabalho de Anderson com Owen Wilson, o 4º com Bill Murray e o 3º com Anjelica Huston e Jason Schwartzman.
O ator Owen Wilson tentou se matar logo após as filmagens, em agosto do ano passado, engolindo vidro de calmantes e cortando os pulsos. Internado, não compareceu às mostras de cinema de lançamento do filme.
O DVD, lançado no final do mês passado, saiu em edição pobre, sem extras. Estranho a produtora/distribuidora não ter ao menos colocado o curta Hotel Chevalier como bônus. Bom começo para se familiarizar com o universo detalhista e esquisito de Anderson. Por Felipe Brida

Título original: The Darjeeling Limited
País/Ano: EUA, 2007
Elenco: Owen Wilson, Adrien Brody, Jason Schwartzman, Amara Karan, Anjelica Huston, Camilla Rutherford. Participações especiais de Bill Murray, Barbet Schroeder e Natalie Portman.
Direção: Wes Anderson
Gênero: Aventura
Duração: 91 min.

Nota de cinema

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