sexta-feira, 11 de abril de 2008

Comentários do Blogueiro

Amigos leitores
Em decorrência da minha viagem a São Paulo, o tempo será curto para postagens. Cheguei ontem à capital e ficarei por aqui até dia 24. Só que muitas novidades estão por vir. Em breve poderão ler, por aqui, entrevistas especiais com artistas e cineastas, um dos trabalhos que estou desenvolvendo em São Paulo.
Amanhã o blog Cinema na Web completa dois meses. E fiquem atentos, porque irei disponibilizar um texto especial sobre este assunto.
O espaço está aberto para sugestões, críticas e reclamações, pelo email felipe@epipoca.com.br. Leio com atenção e carinho e respondo a todas as mensagens que chegam.
Um grande abraço a todos! Felipe Brida

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Cine Brasil

Primo Basílio

São Paulo, final dos anos 50. A romântica e adorável Luísa (Débora Falabella) é casada com Jorge (Reynaldo Gianecchini), engenheiro envolvido na construção de Brasília. Quando o marido viaja, a dedicada esposa recebe a visita do primo Basílio (Fábio Assunção), sua paixão na época da adolescência. Ambos passam a se encontrar diariamente, e a jovem fica perdidamente apaixonada pelo primo. Um descuido de Luísa poderá pôr fim ao relacionamento amoroso quando a empregada Juliana (Glória Pires) encontra e esconde as cartas de amor trocadas pelos amantes. Juliana, então, resolve chantagear a patroa com o intuito de receber dinheiro e uma boa aposentadoria.
Mais um fiasco do diretor Daniel Filho. Na postagem de sexta-feira, havia comentado, com a resenha de “Muito Gelo e Dois Dedos D’água”, sobre as últimas produções tenebrosas do bom diretor. E com “Primo Basílio” (não tem o artigo definido “O” na frente de “primo”) finaliza outro trabalho fraco.
A idéia central extraída da obra do romancista português Eça de Queirós é mantida, no caso a paixão secreta entre os primos. O clímax e a intriga, a passagem da carta e das chantagens pela empregada, também continuam. A grande mudança no enredo foi transpor para São Paulo dos anos 50 o que originalmente acontecia em Lisboa na segunda metade do século XIX. Teria sido interessante enfocar uma época mais recente e um ambiente mais próximo dos brasileiros, até como forma de atualizar a história. Mas os erros graves da fita parecem decorrer do desleixo do diretor Daniel Filho (vale lembrar que ele foi um dos diretores da minissérie “O Primo Basílio”, lançada em 1988 pela Rede Globo e agora reeditada em DVD).
As falhas estruturais e o elenco mal encaixado e desastroso não dão suporte ao drama. Fábio Assunção e Simone Spoladore estão em seus piores dias, em caracterizações fake e desarmônica. Para compor a empregada, Glória Pires ficou toda feiosa, maltratada, com dentes podres e velha; abocanha um papel forte, porém ingrato a ela. E Glória, caricata e exagerada, não está especialmente boa. Débora falabella é competente, porém atua em linha contínua, sempre com o mesmo estilo. Não muda nunca. Já Reynaldo Gianecchini não incomoda nem surpreende, está regular, melhor que de costume. O sumido Guilherme Arantes tem pouco a fazer, assim como Gracindo Júnior, Laura Cardoso e Anselmo Vasconcellos (deixo aqui um abraço especial ao ator pelo contato que tivemos via email; descobri que ele é um dos leitores do blog! Agradecido). Um elenco rico, no entanto desperdiçado.
Incrementaram-se cenas eróticas para apimentar a trama. Será que Daniel Filho quis escandalizar com o nu frontal de Débora Falabella e com as cenas de Fábio Assunção pelado?
Não gostei da fita e acredito na decadência de Daniel Filho. Banal atualização de um famigerado livro do Realismo português, já filmado outras vezes em Portugal, Espanha e no Brasil, e com resultados melhores. Disponível em DVD. Por Felipe Brida

Título original: Primo Basílio
País/Ano: Brasil, 2007
Elenco: Débora Falabella, Fábio Assunção, Reynaldo Gianecchini, Glória Pires, Simone Spoladore, Guilherme Fontes, Zezeh Barbosa, Gracindo Júnior, Laura Cardoso, Murilo Grossi, Nilton Bicudo, Anselmo Vasconcellos, Ana Lúcia Torre.
Direção: Daniel Filho
Gênero: Romance/Drama
Duração: 100 min.

domingo, 6 de abril de 2008

Morre o ator Charlton Heston

Vencedor do Oscar de melhor ator em 1960 pelo filme Ben Hur, o ator Charlton Heston morreu ontem, dia 6, aos 84 anos, na residência onde morava, localizada em Beverly Hills, Califórnia. Debilitado e afastado das telas há cinco anos, em 2002 havia anunciado que sofria de uma doença degenerativa similar ao mal de Alzheimer, causa de sua morte.
Ativista político e defensor do uso de armas, tornou-se notório por interpretar papéis bíblicos e de figuras reais da História. Foi o presidente Andrew Jackson em O Destino me Persegue (1953), Moisés em Os Dez Mandamentos (1956), El Cid, no filme que leva o nome do personagem, lançado em 1961, João Batista em A Maior História de Todos os Tempos (1965), o pintor Michelângelo em Agonia e Êxtase (1965), Marco Antônio em Júlio César (1970) e o cardeal Richelieu em Os Três Mosqueteiros (19173) e na continuação, Os Quatro Mosqueteiros - A Vingança de Milady (1974).
Seu primeiro trabalho no cinema foi em Peer Gynt, em 1941. Trabalhou em clássicos do cinema, como O Maior Espetáculo da Terra (1952), A Selva Nua (1954), Lafitte - O Corsário (1958), A Marca da Maldade (1958), Da Terra Nascem os Homens (1958), 55 Dias em Pequeim (1963), O Senhor da Guerra (1965), Khartoum - A Batalha do Nilo (1966), Terremoto (1974) e Midway (1976). Participou dos dois primeiros filmes da série "O Planeta dos Macacos" - O Planeta dos Macacos (1968) e De Volta ao Planeta dos Macacos (1970), e ainda emprestou a voz para o personagem de Zaius na refilmagem de Tim Burton, lançada em 2001. Trabalhou em filmes cults, como A Última Esperança da Terra (1971) e No Mundo de 2020 (1973), e também fez participações especiais em outros, como Tombstone - A Justiça Está Chegando (1993), True Lies (1994) e Um Domingo Qualquer (1999).
Como diretor, refilmou, para a TV, o clássico "O Homem que Não Vendeu sua Alma", em 1988, em que também interpreta o personagem principal, Sir Thomas More.
Por se posicionar, em público, favorável à liberação de armas de fogo (e eleito em 1997 como vice-presidente da Associação Nacional de Armas dos Estados Unidos), tornou-se um dos principais alvos do diretor Michael Moore no polêmico filme Tiros em Columbine (2002). A fita encerra com um bate-papo entre Heston e Moore, uma conversa que começa bem e termina desagradável.
Nascido em outubro de 1924 em Evanston, Illinois, Charlton Heston era casado desde 1944 com Lydia Clarke. Deixa dois filhos. Por Felipe Brida

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Cine Brasil

O Céu de Suely

A jovem Hermila (Hermila Guedes) retorna à cidade natal, Iguatu, localizada no interior do Ceará, para morar com a mãe e o filho pequeno. Sem emprego fixo, ganha trocados vendendo rifas de whisky. Em contato com uma prostituta, Hermila resolve investir em uma idéia inusitada: ganhar dinheiro rifando o próprio corpo.
Elogiado nos quatro cantos do país, onde recebeu 11 indicações ao Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, o filme, que também participou de festivais estrangeiros, como Havana, Salônica e Punta del Este, não é para tanto. Superestimado demais. Um “alarme falso”. O primeiro problema: um drama que não emociona, não é sensível e é conduzido por uma narrativa lenta, sem impacto. O segundo erro está justamente na falta de sustentação da história. A discussão sobre prostituição não passa de meras conversas e algumas cenas eróticas. A idéia de a personagem central vender o corpo por meio de rifa, algo diferente e até bizarro, não é aprofundada. O superficial mata o enredo.
Estão aí os dois maiores defeitos da fita. Agora vamos aos pontos interessantes. O que admiro em certos diretores brasileiros é a sutileza em valorizar o ambiente natural e de reunir elenco amador ou pouco conhecido, métodos recorrentes em filmes de arte europeus, asiáticos e, claro, iranianos. É o que chamamos de “primitivismo cinematográfico”. Neste aspecto, “O Céu de Suely” é digno. Tudo é filmado no Nordeste brasileiro, cheio de locações naturais (bares, casas, ruas). Há naturalidade nas interpretações, e a produção, bastante modesta. Foram sete semanas para rodar o drama. No entanto, nada disto substitui as falhas enumeradas anteriormente.
Sobre o elenco, fica visível alguns altos e baixos. A novata Hermila Guedes (note que os nomes dos personagens são os próprios nomes dos artistas), em seu filme de estréia, sai-se bem como a personagem principal, uma garota “vazia de espírito”, solitária e pobre, porém com muitos sonhos. Quanto a João Miguel, bom ator e revelação do cinema brasileiro, senti que está desfalcado na pele do motoqueiro, personagem mal utilizado na fita. E o que falar das pontas desprezíveis dos ótimos Flávio Bauraqui e Marcélia Cartaxo?
Como resultado, “O Céu de Suely”, do diretor cearense Karim Ainouz, responsável por “Madame Satã”, fica num meio termo. Peca pela falta de sensibilidade, e não arma a proposta de emocionar. Corre o risco de ser esquecido em pouco tempo. Por Felipe Brida

Título original: O Céu de Suely
País/Ano: Brasil/Portugal/Alemanha/França, 2006
Elenco: Hermila Guedes, João Miguel, Maria Menezes, Zezita Barros, Flávio Bauraqui, Marcélia Cartaxo, Georgina Castro, Cláudio Jaborandy.
Direção: Karim Ainouz
Gênero: Drama
Duração: 88 min.


Muito Gelo e Dois Dedos D’água

Quando crianças, as irmãs Roberta (Mariana Ximenes) e Suzana (Paloma Duarte) passavam sufoco nas mãos da avó Judite (Laura Cardoso), mulher durona que ensinava a ferro e fogo as garotas a terem boa postura e educação. Por causa da maneira rígida com que eram tratadas, cresceram com trauma. Hoje, já trintonas, as irmãs planejam seqüestrar a idosa, como forma de se vingarem. Numa tarde, amordaçam a velha, colocam-na no porta-malas de um carro e partem rumo à casa de praia da família. Levam, de gaiato, um advogado, Renato (Ângelo Paes Leme). Só que no caminho muita confusão irá acontecer.
Até os bons diretores perdem o rumo e cometem erros graves. É o caso de Daniel Filho com este “Muito Gelo e Dois Dedos D’água”, comédia infeliz e nem um pouco cômica. Falando francamente, é uma besteira infundada, sem nexo. A história é maluca, repleta de situações próximas ao ridículo. Para completar conta com interpretações exageradas e fatigantes. Parece vindo de esquetes do programa “Zorra Total”. Os atores Ângelo Paes Leme e Thiago Lacerda são fracos e deixam dúvidas. Até a coitada da Laura Cardoso está caricata (as cenas em que ela é dopada, com aqueles efeitos psicodélicos, são verdadeiras pérolas do mau gosto) e acaba virando um fantoche nas mãos dos personagens desmiolados. Irritou-me o comportamento imbecilóide das irmãs vingativas.
O estranho título é explicado em uma seqüência no bar, onde a personagem da irmã alcoólatra (Ximenes) encontra-se com Renato (Paes Leme). Vai entender o que se passou na mente nada inspirada de Daniel Filho, um diretor que soube conduzir boas fitas, como “A Partilha” e “A Dona da História”, mas que já mostrava traços sem firmeza em “Se Eu Fosse Você”. Filho esqueceu de puxar os freios na condução desta comédia louca e incrivelmente chata.
Talvez o primeiro besteirol moderno do cinema brasileiro, embalado com sucessos musicais dos anos 80, como Sandra Rosa Madalena – A Cigana (por Sidney Magal), O Amor e o Poder (por Rosana) e Lindo Balão Azul (por Guilherme Arantes).
Os diálogos são de uma estupidez sem fim. E no final, uma cena em homenagem ao “O Silêncio dos Inocentes"! É mole ou quer mais um pouco? Por Felipe Brida

Título original: Muito Gelo e Dois Dedos D’água
País/Ano: Brasil, 2006
Elenco: Mariana Ximenes, Paloma Duarte, Ângelo Paes Leme, Thiago Lacerda, Laura Cardoso, Aílton Graça, Carla Daniel, Matheus Costa, Georgiana Góes.
Direção: Daniel Filho
Gênero: Comédia
Duração: 108 min.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Cine Lançamento

Eu e as Mulheres

O jovem escritor Carter Webb (Adam Brody) separa-se da namorada após longa convivência. Abalado com o fim do relacionamento, muda-se para o subúrbio para cuidar da avó doente, Phyllis (Olympia Dukakis), e aproveita para continuar escrevendo seu futuro livro. Na nova vizinhança, conhece Sarah (Meg Ryan), uma dona de casa angustiada, e suas duas filhas, Lucy (Kristen Stewart) e Paige (Makenzie Vega), que moram bem ao lado da casa da avó. Pouco a pouco o jovem escritor se aproxima da família e mantém uma relação inusitada com as três mulheres.
Para quem gosta de filmes românticos este aqui é uma boa dica. O ator Adam Brody, bem talentoso por sinal, interpreta um jovem que, depois de mudar para a casa da avó, desperta paixões secretas entre mãe e filha. Porém, fique atento: nada é conduzido como um mero romance água com açúcar. Logo na metade da fita, a matriarca da família Hardwicke, uma Meg Ryan feia, cheia de olheiras e sofrida, descobre que está com câncer. E para complicar, é traída pelo marido. Daí o drama fica intenso, e a história trabalhada com seriedade. Pode soar exagerado o rapaz dividir amorosamente mãe e filha, mas aqui nada é levado às últimas conseqüências.
Sentimentos comuns, como tristeza e solidão, unem e igualam os personagens. E por esses motivos eles se encontram e tomam rumos incertos e delicados.
Diante de tantos filmes românticos banais que inundam as prateleiras das locadoras, “Eu e as Mulheres” foge da enxurrada. Um bom exemplo na safra cambaleante. Mais indicado ao público feminino.
Filho do diretor Lawrence Kasdan (responsável pela produção executiva deste drama), Jonathan Kasdan estréia na direção. Vale destacar que Jonathan (também creditado em filmes como Joe) fazia pontas nas fitas dirigidas pelo pai, como O Reencontro, Silverado, Te Amarei até te Matar, O Turista Acidental, Wyatt Earp e O Apanhador de Sonhos. Por Felipe Brida

Título original: In the Land of Women
País/Ano: EUA, 2007
Elenco: Adam Brody, Kristen Stewart, Meg Ryan, Olympia Dukakis, Elena Anaya, JoBeth Williams, Makenzie Vega.
Direção: Jonathan Kasdan
Gênero: Romance/Drama
Duração: 97 min.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Cine Lançamento

Vira-lata

Um acidente em um laboratório de pesquisas genéticas faz com que um cão da raça beagle se transforme em um animal com super poderes. Sob o nome de Engraxate e vestindo traje de super-herói, defende a cidade contra bandidos e salva pessoas em situações de risco.
Produzido pela Disney, esta animação é uma fraca adaptação do desenho “O Vira-Lata”, produzido pela NBC entre 1964 e 1973, e exibido no Brasil pela TVS (hoje SBT), nos anos 80. Foram mais de 110 capítulos (e eu me recordo de boa parte deles), porém não era uma série que emplacou no Brasil.
O personagem central é uma espécie de Super Homem canino: quando alguém está em perigo, o cão percebe, fica poderoso, voa, briga e sai-se bem. Em uma seqüência, chega a usar uma cabine telefônica para dar vida ao seu alter ego, como em Superman. Aliás, aqui há outras referências a filmes clássicos, como a do macarrão de “A Dama e o Vagabundo”.
Apesar da semelhança com o desenho original, a história é superficial, bobinha, cheia de situações repetitivas. Só mesmo o público infantil para aguentar. As expressões faciais e o movimento da boca dos animais foram recriados por computação gráfica, neste caso um recurso de animação já fora de moda.
O diretor Frederik du Chau só se meteu em fracassos. Suas fitas infantis caíram no esquecimento. Lembra-se de “Deu Zebra!” e “A Espada Mágica – A Lenda de Camelot”? Por Felipe Brida

Título original: Underdog
País/Ano: EUA, 2007
Elenco: Jason Lee (voz), Peter Dinklage, James Belushi, Patrick Warburton, Alex Neuberger, Amy Adams (voz), Brad Garrett (voz), Taylor Momsen.
Direção: Frederik du Chau
Gênero: Aventura
Duração: 84 min.

Morre o diretor Jules Dassin

O diretor, produtor e roteirista de cinema Jules Dassin morreu aos 96 anos ontem. O cineasta estava debilitado desde que sofrera uma fratura no quadril, no ano passado, e faleceu em um hospital em Ygeia, Antenas. Pelo filme “Nunca aos Domingos”, concorreu a dois prêmios Oscar – melhor diretor e melhor roteirista – além do Bafta e da Palma de Ouro em Cannes.
Dassin nasceu em 18 de dezembro de 1911 em Middletown, Connecticut. Iniciou a carreira no mundo das artes como ator no final dos anos 30, atuando em peças de teatro em Nova York. Em 1941 dirigiu o curta “The Tell-Tale Heart”, baseado no conto de Edgar Allan Poe. Seu primeiro longa-metragem foi rodado em 1942, “Nazi Agent”, com o notório Conrad Veidt.
Nos anos 40 realizou muitos filmes nos Estados Unidos, como “O Fantasma de Canterville” (1944), “Um Carta para Evie” (1945), “Brutalidade” (1947) e “Cidade Nua” (1948). Vítima do Macarthismo e acusado de ser comunista, exilou-se na Europa e recomeçou a carreira. Fez filmes na Inglaterra e França. Um deles foi o clássico “Sombras do Mal” (1950), refilmado nos anos 90, e “Aquele que deve Morrer” (1956). Por “Rififi” (1955) ganhou o prêmio de direção no Festival de Cannes.
Em 1959 mudou-se para Atenas, e iniciou um romance com a atriz grega Melina Mercuri, musa de seus filmes. Na Grécia, dirigiu “Nunca aos Domingos” (1960), considerado sua maior obra-prima. O filme concorreu a cinco prêmios Oscar, inclusive de melhor atriz para Melina; venceu apenas o de melhor canção.
Em 1964, rodou a elegante fita sobre roubo e jóias “Topkapi”, que deu a Peter Ustinov o Oscar de ator coadjuvante. Fez ainda “Profanação” (1962) e “Up Tight!” (1968). Nos anos 70 dirigiu obras menores, e encerrou a carreira em 1980 dirigindo “Círculo de Dois Amantes”.
Foi ativista, participou de manifestações políticas contra a ditadura na Grécia, entre os anos 60 e 70. Com a morte da esposa, Melina Mercouri, em 1994, voltou-se para a construção do novo museu da Acrópolis Grega e a atuar em prol à cultura grega.
Teve dois filhos: o popular cantor francês Joseph Dassin (falecido em 1980, aos 41 anos, vítima de um ataque cardíaco) e da atriz Julie Dassin. Por Felipe Brida

Nota de cinema

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