ID:A
– Identidade anônima
A jovem Aliena (Tuva
Novotny) acorda abandonada às margens de um rio na França, sem memória ou algum
rastro de sua própria identidade. Carrega consigo apenas uma bolsa com dois
milhões de euros. Na procura de refúgio, faz contato com moradores de uma
cidadezinha próxima, até perceber que está sendo perseguida por um grupo
formado por agentes misteriosos. Quem é Aliena? Qual segredo ela esconde?
Esta fita comercial
dinamarquesa, que mistura ação e drama, saiu direto em home vídeo no Brasil
(pela Paramount) e pouca gente viu. Com certo grau de talento e inovação na
parte técnica, em especial na edição, resulta confusa, devido aos mínimos
detalhes da trama capciosa, com surpresas incontornáveis e ritmo intenso. A
personagem central, uma anti-heroína, é uma mulher sem memória, que acorda em
um rio (Ops, olha a cópia descarada de “A identidade Bourne” aí!) e foge para a
cidade em busca de sua identidade (ela sofreu um colapso de memória, não tem
amigos e é perseguida por pessoas estranhas, que aos poucos se revelam
integrantes de uma rede criminosa especializada em complô político).
Basicamente a história permanece numa linha reta, de busca do próprio interior
e do desvendamento do passado (que sempre é trágico em filmes desse gênero), com
as tradicionais pistas sendo encaixadas no quebra-cabeça.
Naquela toada de
seriados policiais e de investigação, tem narrativa fria, sem emoção,
distanciada, no estilo de filmes dinamarqueses (hoje, um cinema em voga devido
aos diretores talentosos).
“ID:A” tanto
significa a sigla do título “Identidade) Anônima” como também um trocadilho
para um dos nomes adotados pela protagonista (Ida). Quem dirige é o ator,
produtor e roteirista dinamarquês da nova geração Christian E. Christiansen, em
seu trabalho mais curioso e ágil. Vale uma conferida básica. Por Felipe Brida
ID:A – Identidade
anônima (ID:A). Dinamarca, 2011, 100 min. Ação. Dirigido por Christian E.
Christiansen. Distribuição: Paramount Pictures
Zarafa
Uma das melhores animações do ano acaba de chegar em DVD no Brasil (com distribuição da Imovision). Uma coprodução franco-belga, “Zarafa” (2012), dirigido pela dupla Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie, é inspirado na história real da primeira girafa a ser levada para o solo francês, no século XIX. O enredo adapta a viagem de Zarafa do Sudão a Paris em 1827, um presente oferecido por um alto governador do Egito ao Rei Carlos X, da França. Nessa epopeia de aventuras e descobertas, um garotinho, filho de escravos, vai junto com um beduíno e ambos se tornam amigos fieis de Zarafa. Ao chegar em Paris, o gigante animal virou atração na época, estampando os grandes jornais da Europa. Animação cuidadosa e simpática, aborda temas como o colonialismo europeu e práticas como tráfico de escravos (já que o menino Maki escapa de traficantes), fugindo de histórias infantis convencionais (por isso também é uma animação para jovens e adultos). Os diretores optaram pela animação 2D tradicional, numa época em que o 3D vem dominando a indústria. A equipe de produção envolveu 250 profissionais divididos em oito estúdios de animação pelo mundo, como França e Bélgica - foram meses de trabalho árduo e pesquisa de cenários e personagens para a composição da obra cinematográfica. Gosto de animações simples, que remetem ao mundo dos desenhos setentistas/oitentistas, e esta é uma singela pérola dos novos tempos. Concorreu a prêmios nos principais festivais de cinema infantil do mundo, como Annecy e Annie Awards, além de ser indicado ao Crystal Bear no Festival de Berlim e ao César (o Oscar francês) de melhor animação.
Um
idoso, ao pé de uma antiga árvore, narra para as crianças de sua aldeia a jornada
de Zarafa, uma girafa órfã adotada pelo garotinho Maki. O menino e o animal fazem
uma longa viagem do Sudão para Paris, onde a girafa seria entregue como
presente para o rei Carlos X, da França.
Uma das melhores animações do ano acaba de chegar em DVD no Brasil (com distribuição da Imovision). Uma coprodução franco-belga, “Zarafa” (2012), dirigido pela dupla Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie, é inspirado na história real da primeira girafa a ser levada para o solo francês, no século XIX. O enredo adapta a viagem de Zarafa do Sudão a Paris em 1827, um presente oferecido por um alto governador do Egito ao Rei Carlos X, da França. Nessa epopeia de aventuras e descobertas, um garotinho, filho de escravos, vai junto com um beduíno e ambos se tornam amigos fieis de Zarafa. Ao chegar em Paris, o gigante animal virou atração na época, estampando os grandes jornais da Europa. Animação cuidadosa e simpática, aborda temas como o colonialismo europeu e práticas como tráfico de escravos (já que o menino Maki escapa de traficantes), fugindo de histórias infantis convencionais (por isso também é uma animação para jovens e adultos). Os diretores optaram pela animação 2D tradicional, numa época em que o 3D vem dominando a indústria. A equipe de produção envolveu 250 profissionais divididos em oito estúdios de animação pelo mundo, como França e Bélgica - foram meses de trabalho árduo e pesquisa de cenários e personagens para a composição da obra cinematográfica. Gosto de animações simples, que remetem ao mundo dos desenhos setentistas/oitentistas, e esta é uma singela pérola dos novos tempos. Concorreu a prêmios nos principais festivais de cinema infantil do mundo, como Annecy e Annie Awards, além de ser indicado ao Crystal Bear no Festival de Berlim e ao César (o Oscar francês) de melhor animação.
Zarafa (Idem). França/Bélgica, 2012, 78 min. Animação. Dirigido por Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie. Distribuição: Imovison


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