quinta-feira, 21 de maio de 2009

Cine Lançamento


Ghost town – Um espírito atrás de mim

Dr. Bertram Pincus (Rick Gervais) é um dentista que sofre um infarto e morre por sete minutos. De forma milagrosa, ressuscita e descobre um novo dom: o contato direto com espíritos. Almas de todos os tipos requisitam a ajuda dele e passam a persegui-lo. Dentre os fantasmas está Frank (Greg Kinnear), que pretende impedir com que a esposa Gwen (Téa Leoni) se case com o novo namorado.

Modesta comédia canadense com sacadas de humor inglês, ou seja, piadas sem graça inseridas no diálogo, “Ghost town” não fez sucesso lá fora e veio direto em DVD no Brasil.
A história gira no mesmo círculo, esgotando-se rapidamente. Confusões repetitivas e toques românticos sutis tornam o filme apenas passageiro, sem alcançar vôos maiores. O elenco, que inclui o indicado ao Oscar Greg Kinnear e o premiado em séries Rick Gervais, é mediano, e não há entre os personagens masculinos centrais um que seja realmente engraçado ou com características humanas. Se você assistir sem senso crítico, até poderá acompanhar o inferno astral vivido pelo dentista encurralado por fantasmas sofredores. Todavia fica o alerta: não espere muito.
O subtítulo em português remete à uma comédia de ideia parecida, no entanto melhor que esta, “Um espírito baixou em mim” (1984), protagonizada por Steve Martin.
Especialista em fitas de suspense, o diretor David Koepp teve seus momentos-chave no assustador “Ecos do além” (1999) e até no repeteco “A janela secreta” (2004). Por Felipe Brida

Título original: Ghost town
País/Ano: EUA, 2008
Elenco: Rick Gervais, Greg Kinnear, Téa Leoni, Jordan Carlos.
Direção: David Koepp
Gênero: Comédia
Duração: 102 min.
Lançamento: Segunda quinzena de abril
Distribuidora: Paramount Pictures
Site oficial: www.ghosttownmovie.com/#/home


O preço da ambição
 
Um jovem assistente de produção (Frank Whaley) vai trabalhar com o importante produtor de cinema Buddy Ackerman (Kevin Spacey). Ele é respeitado no ramo, porém um chefe abusivo, que humilha seus funcionários. Certo dia o rapaz vê a oportunidade de virar a mesa para se vingar de Buddy.
 
Lançada em 1994, a produção norte-americana independente foi considerada pela crítica um dos melhores filmes daquele ano. Seguindo a linha de filmes sobre assédio na indústria do entretenimento, a obra tem um fundo autobiográfico: é inspirada em experiências reais vividas pelo próprio diretor e roteirista, George Huang (aqui em sua estreia no cinema). Huang trabalhou por muito tempo com o produtor de filmes de ação dos anos 80 e 90 Joel Silver, de “Máquina mortífera” e “Duro de matar”, a quem se deve o personagem de Kevin Spacey. O premiado ator interpreta um cidadão arrogante, abusivo e que destrata seus funcionários, um magnata do mundo do cinema. Ele é produtor de filmes, e certa vez quem vai trabalhar em seu escritório é um novato na área, contratado como assistente (um faz-tudo). O chefe faz do rapaz gato e sapato, beirando o sadismo (desde jogar papeis na sua cabeça até fazer barulhos irritantes só para atordoar seu alvo). Até que a situação se inverte, quando o jovem planejará uma maneira de botar ordem no lugar. Exibido no Festival de Toronto e rodado em apenas 18 dias e em três cenários (parece um teatro filmado), conta com dois atores em cena que encarnam a dualidade do protagonista e o antagonista, o mocinho e o vilão, com algumas reviravoltas e surpresas, sempre na pegada de humor negro - os personagens vão se mostrando ambiciosos e sem escrúpulos até culminar num final quase nonsense. Spacey está muito bem, deixando em evidência sua marca registrada, que são as tiradas, o sorriso sarcástico e o olhar de deboche – pelo papel venceu o Critics Choice de melhor ator coadjuvante. Funciona como uma sátira ao sistema capitalista, e mais a fundo o mundo de Hollywood, sem fazer concessões. Naquele jogo de cena entre produtor e assistente, vemos uma forte relação de poder, tirania e assédio moral. Parece uma versão masculina de “Como eliminar seu chefe” (1980), das secretárias bolando um plano para acabar com o patrão tratante e machista – e anos depois sairia outro bom filme semelhante a este, “Como enlouquecer seu chefe” (1999). Disponível em DVD em duas versões: avulso e em dose dupla com outro ótimo filme, “O livro de cabeceira” (1996, de Peter Greenaway), ambos da NBO Editora.
 
Título original: Swimming with sharks
País/Ano: EUA, 1994
Elenco: 
Frank Whaley, Kevin Spacey, Michelle Forbes, Benicio Del Toro.
Direção: 
George Huang
Gênero: Comédia dramática
Duração: 93 min.
Lançamento: Segunda quinzena de abril
Distribuidora: NBO Editora

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