segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Resenhas & Críticas

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Herança paranormal

Poucos dias após da morte de sua tia, o advogado Bryan Becket (Tim Daly) muda-se para a velha mansão onde ela residia sozinha. Com a chegada na nova moradia, visto como um lugar mal-assombrado, Becket presencia fatos misteriosos. Cada vez mais ele sente uma estranha ligação com o passado da família, ouvindo vozes desconhecidas. Recorre então a uma paranormal, que tentará, junto com ele, desvendar os segredos que rondam aquela casa.

Fita de suspense abaixo da média, que até se enquadra no gênero drama, de narrativa lenta, sem ritmo. A história acompanha a transformação radical na vida de um homem com tendências paranóicas que, depois de se instalar em uma nova casa, sente presenças físicas estranhas, além de escutar sons e vozes incomuns. E a partir daí uma pergunta paira no ar: estará ele enfrentando uma crise de alucinação ou há realmente uma maldição impregnada no lugar? As respostas vão sendo construídas ao longo do filme, culminando com uma conclusão duvidosa, não muito convincente.
Casas mal-assombradas tiveram, outrora, bons momentos nas telinhas (“A troca”, de 1980, e “Poltergeist – O fenômeno”, de 1982, são dois ótimos exemplos). Não é o caso dessa fita desnecessária, fraquinha, desconhecida pelo público. Quem quiser arriscar... Por Felipe Brida

Título original: The skeptic
País/Ano: EUA, 2009
Elenco: Tim Daly, Zoe Saldana, Tom Arnold, Edward Herrman, Andrea Roth, Robert Prosky
Direção: Tennyson Bardwell
Gênero: Suspense
Duração: 89 min
Distribuição: Paramount Pictures

sábado, 18 de setembro de 2010

Resenhas & Críticas

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Instintos primitivos

Três amigos na casa dos 30 têm de encarar o tema da paternidade. Um deles acabou de ser pai; o outro terá um filho em breve; e o último, que tem chiliques só de pensar em se casar, descobre que a namorada não tomou anticoncepcional na última transa... Conseguirão eles viver sem enfrentar essa realidade?

Produção canadense em língua francesa, essa comédia dramática moderna trabalha temas atuais com seriedade ao mesmo tempo mesclando momentos cômicos. Traz à tona um assunto muito discutido pelos homens, a ardilosa questão da paternidade na atualidade (Ser ou não ser pai? O que isto acarreta? E as mudanças que tal comprometido provoca?). Para mostrar as diversas respostas da mente do homem, refletindo o que o sexo masculino pensa a respeito, o filme acompanha o dia-a-dia de três amigos super-baladeiros compromissados apenas com uma coisa: curtir a vida. Isto acaba quando bate à porta de cada um deles a possibilidade de se assumirem como pais e homens de família. Um tem comoção, outro pensa em fugir, outro se derrete. E agora?
Procurem por essa fita bem interessante, que sofreu atraso de quatro anos para ser lançada ao Brasil, e só agora chegou, distribuído pela Europa Filmes. Inteiramente rodado em Quebec (parte francesa do Canadá), o filme é embalado ao som da famosa música “I want to know what Love is”, da banda de rock Foreigner, enorme sucesso nos anos 80. Boa sessão! Por Felipe Brida

Título original: Horloge biologique
País/Ano: Canadá, 2005
Elenco: Patrice Robitaille, Pierre-François Legendre, Jean-Phillipe Pearson, Julie Perreault, Karen Elkin
Direção: Ricardo Trogi
Gênero: Comédia dramática
Duração: 100 min
Distribuição: Europa Filmes

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Morre o ator Kevin McCarthy aos 96 anos

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O ator norte-americano Kevin McCarthy morreu no último sábado (dia 11) aos 96 anos, em Hyannis Port (Massachusetts), vítima de uma grave pneumonia. No cinema, estrelou o clássico de ficção científica/horror "Vampiro de almas" (1956), e foi indicado ao Oscar de melhor ator por "A morte do caixeiro viajante" em 1952, ganhando o Globo de Ouro como ator-revelação nesse filme.
McCarthy nasceu em 15 de fevereiro de 1914 em Seattle (Washington), era irmão da falecida escritora Mary McCarthy e perdeu os pais na epidemia de gripe em 1918, quando tinha apenas quatro anos de idade. Em 1932, graduou-se na Faculdade de Wiscosin, e três anos depois estudou no Actor's Studio em Nova York, onde se formou.
Iniciou a carreira no teatro. Entre TV (seriados, minisséries e filmes para TV) e cinema, participou de aproximadamente 200 produções.
Seus principais filmes incluem "O cavaleiro misterioso" (1955), "Dois corações e uma alma" (1955), "Os desajustados" (1961), "20 quilos de confusão" (1962), "O prêmio" (1963), "Vassalos da ambição" (1964), "Miragem (1965), "Hotel de luxo" (1967), "Buffalo Bill/ West selvagem" (1976), "Piranha" (1978), "Invasores de corpos" (1978), "Grito de horror" (1981), "No limite da realidade" (1983), "Viagem insólita" (1987), "Matinee - Uma sessão muito louca" (1993), "Os puxa-sacos" (1994), "Justa causa" (1995) e "Disputa em família" (1995). Participou ainda, entre 2009 e 2010, de quatro produções que ainda não foram lançadas nos cinemas.
O ator foi casado por duas vezes e deixa cionco filhos. Por Felipe Brida

domingo, 12 de setembro de 2010

Morre o diretor de cinema Claude Chabrol

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Um dos mentores do movimento cinematográfico Nouvelle Vague na década de 60, o cineasta francês Claude Chabrol faleceu na manhã de hoje aos 80 anosa. A causa da morte não foi divulgada.
Nascido em 24 de junho de 1930 em Paris, Chabrol estudou Farmácia e iniciou a carreira artística como ator. Crítico de cinema na famosa revista "Cahiers du Cinéma", junto com os diretores François Truffaut e Jean-Luc Godard lançou a Nouvelle Vague no final dos anos 50, movimento de cinema de vanguarda que influenciaria cineastas no mundo inteiro. Foi nessa época que realizou seus grandes trabalhos na direção, dentre eles "Nas garras do vício" (1959), "Os primos" (1959 - indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlin), "Mulheres fáceis" (1960) e "Ophelia" (1963).
Dirigiu uma versão homônima de "Madame Bovary" em 1991 e refilmou "Mulheres diabólicas" em 1995, indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza e ao César (o Oscar francês) nas categorias melhor filme, diretor e roteiro adaptado.
Vários de seus filmes participaram dos principais festivais de cinema europeus, como Festival de Berlin (por "Amantes inseparáveis", de 1973, "Masques", de 1987, "No coração da mentira", de 1999, "La fleur du mal", de 2003, e "Comédia do poder", de 2006), Cannes ("Violette", em 1978, e "Frango ao vinagrete", de 1985), Veneza (por "Quem matou Leda?", de 1959, "Um assunto de mulheres", de 1988, e "Uma garota dividida em dois", de 2007 - seu último trabalho) e San Sebastian (por "Negócios à parte", de 1997).
Ainda dirigiu outras importantes produções como "Os escândalo" (1967), "As corças" (1968), "O grito da coruja" (1987), "Betty - Uma mulher sem passado" (1992), "Ciúme - O inferno do amor possessivo" (1994) e "A dama de honra" (2004).
Chabrol também atuou como produtor e foi casado com a atriz Stéphane Audran entre 1964 e 1980, estrela de seus filmes. Por Felipe Brida

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cine Lançamento

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Harry Brown

O ex-fuzileiro naval Harry Brown (Michael Caine), hoje viúvo, vive sozinho em um bairro inglês cercado pela violência e pelo tráfico de drogas. Após seu único amigo ser brutalmente assassinado por uma gangue, resolve fazer justiça com as próprias mãos. Sem o apoio da polícia, torna-se um justiceiro movido pelo sentimento de vingança a fim de “limpar” a violência nas ruas.

Aos fãs do cinema policial uma boa notícia: “Harry Brown”! O melhor filme do gênero do ano, produção inglesa que chega em DVD no Brasil com pouca divulgação. A fita revisita um tema bastante explorado pelo cinema nos anos 70 e 80, em especial “Desejo de matar” (com Charles Bronson), aqui com um roteiro ainda mais preciso e uma história atual.
O premiado ator Michael Caine, que tem dois Oscars acumulados, interpreta o personagem-título, um homem seco, desalentado com o mundo, durão, que, após perder as duas únicas pessoas próximas (a esposa, doente, e o amigo, assassinado), entra em uma crise depressiva sem precedentes. Isolado no apartamento onde vive, observa todas as noites, pelas janelas, a juventude se acabar nas drogas. Presencia a violência urbana, o tráfico, brigas, assaltos, tiroteios – tudo aquilo de negativo que o ambiente noturno oferece, ainda mais na periferia. Quando chega a seus ouvidos a notícia de que os criminosos que mataram seu amigo são soltos pela polícia após a investigação, é tomado por um ódio dominador. Resolve então colocar um ponto final na história eliminando o “lixo” das ruas.
Com ritmo ágil, o filme se constrói em volta da figura desse justiceiro noturno, que passa a matar um a um dos envolvidos na morte do companheiro, numa espécie de super-herói idoso (numa composição de anti-herói, já que Harry Brown é frio, calculista e com certo ar de torturador). É de uma teoria duvidosa fazer justiça com as próprias mãos, aplicando a “Lei de Talião” (olho por olho, dente por dente). Por mais que as leis sejam falhas, a violência sempre gera violência, e o homem acaba corrompendo sua idoneidade no crime.
A chave da fita é mesmo Michael Caine, super bem no papel do justiceiro que lembra policiais durões já interpretados por ele no cinema, como “Carter – O vingador”. A atriz Emily Mortimer, como a investigadora, está bem, mas sombreada pela figura ímpar do protagonista.
Uma das sequências, a da chegada de Brown a um cafofo de traficantes inteiramente entorpecidos para comprar armas, é realmente assustadora. Violento e impactante, “Harry Brown” é indicado para o público masculino. Um dos bons filmes da safra, que merece ser conhecido. Por Felipe Brida

Título original: Harry Brown
País/Ano: Inglaterra, 2009
Elenco: Michael Caine, Emily Mortimer, David Bradley, Charlie Creed-Miles, Iain Glen, Sean Harris, Ben Drew
Direção: Daniel Barber
Gênero: Policial
Duração: 103 min
Distribuição: Flashstar

sábado, 4 de setembro de 2010

Cine Lançamento

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Caso 39

Emily Jenkins (Renée Zellweger), uma assistente social idealista e dedicada à profissão, aceita cuidar do caso de uma jovem de 10 anos abusada pelos pais. Com o avanço das investigações, descobre que a garota não é tão inocente como aparenta. Uma série de fatos assustadores colocará em risco a vida de Emily.

Rodado no Canadá, com orçamento caro para os padrões do gênero (quase R$ 28 milhões), esse filme de suspense é derivativo e altamente previsível, aonde o público adivinha o que vai acontecer na história sem quebrar a cabeça. Além do mais, o roteiro é banal e mal alinhavado, cujo tema procura saídas para situações sobrenaturais que não se justificam no contexto da fita.
Nem mesmo a presença da premiada atriz Renée Zellweger garante melhor resultado. Sabe-se lá o motivo de ela estar à frente de um papel que poderia ser feito por qualquer um. Sem sombra de dúvida é um dos momentos sem brilho de sua carreira no cinema.
Infelizmente “Caso 39” não tem chance. O elenco não traz destaques – a atriz mirim canadense Jodelle Ferland, que interpreta a garota perturbada, é péssima, num papel irritante, e a conclusão ineficiente deixa dúvidas no ar. Para mim, é um dos piores lançamentos do ano. Já procurei esquecê-lo.
O diretor Christian Alvart, de origem alemã, rodou no mesmo ano “Pandorum”, uma violenta fita de ficção científica com Dennis Quaid (já divulgada na coluna “Cinema em foco”), sem muitos méritos também. Fuja desta! Por Felipe Brida

Título original: Case 39
País/Ano: EUA/Canadá, 2009
Elenco: Renée Zellweger, Jodelle Ferland, Ian McShane, Callum Keith Rennie, Bradley Cooper
Direção: Christian Alvart
Gênero: Suspense/Terror
Duração: 109 min
Distribuição: Paramount Pictures
Site oficial: http://www.case39movie.com/intl/br/

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Cine Lançamento

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Ilha do medo

Em 1954, o agente policial Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) chega a uma ilha em Boston para investigar o desaparecimento de um paciente no Ashecliffe Hospital, manicômio onde estão alojados os criminosos mais perigosos do mundo. Com a ajuda do parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo), presencia fatos aterradores no local: o manicômio serve, também, como um laboratório experimental para cobaias humanas. Prestes a encontrar o paciente desaparecido, uma forte tempestade deixa a ilha sem comunicação. Teddy vê-se encurralado no hospital, e cada dia fica mais difícil sua saída.

O notório cineasta Martin Scorsese, um dos grandes nomes do cinema contemporâneo, injeta no público uma dose de paranóia infernal nesse seu novo filme sobre caos interno e crise de identidade, super intrigante e pouco usual, baseado no best seller “Paciente 67”, de Dennis Lehane.
Apesar de certos aspectos previsíveis (os mais espertinhos sacaram quem é o “paciente 67” pelo trailer promocional!), “Ilha do medo” é uma fita de surpresas estranhas, cada vez mais assustadoras, cujo quebra-cabeça só se completa mesmo na conclusão. E se segurem, pois são quase duas horas e meia de uma trama complexa, repleta de reviravoltas, que só pode ser decifrada com olhar atento.
Como gênero fica na tênue linha entre suspense e horror, num equilíbrio de fios que quase se rompem. Por isso é de dar calafrios e medo!
Repare como o personagem do agente policial interpretado por Leonardo DiCaprio (sempre se superando como ator, hoje um dos meus preferidos), quanto mais próximo da verdade, é afastado por uma força centrífuga, que o desloca das investigações, emparedando-o no hospital junto aos psicopatas mais procurados. Essa sacada inteligente é o grande trunfo do filme!
Pela galeria de personagens coadjuvantes desfila uma série de tipos medonhos. Não há pessoas de boa índole, todos guardam um mistério nebuloso, desde os assassinos enjaulados até os médicos com suas práticas ilegais para dopar os pacientes. Além de DiCaprio, o elenco de apoio está moderadamente bem, dentre eles Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Emily Mortimer.
Dois outros elementos asseguram o clima de suspense no filme: a fotografia esmaecida (como um nevoeiro constante que invade a ilha) e a trilha sonora atordoante com apitos de navio, que se repete a cada instante. Tudo para cumprir com a proposta de incomodar o público (o que aconteceu comigo).
Uma das boas surpresas do ano. Fita séria, de gente grande. Confira! Por Felipe Brida

Título original: Shutter island
País/Ano: EUA, 2010
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Elias Koteas, Emily Mortimer, Max Von Sydow, Michelle Williams, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Ted Levine.
Direção: Martin Scorsese
Gênero: Suspense
Duração: 138 min
Distribuição: Paramount Pictures

Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 2

O delator   Fita porrada de ação sul-coreana com bastante dose de humor, “O delator” (2025) é um lançamento exclusivo nos principais streami...