A trégua
Cinema na Web
domingo, 24 de maio de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 1
A trégua
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Especial de cinema
18º Festival In-Edit Brasil 2026 tem início em junho e anuncia programação
O In-Edit Brasil é uma realização da In Brasil Cultural, do Ministério da Cultura (via Lei Rouanet), do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, e do Sesc São Paulo, e conta com patrocínio do Itaú Unibanco e da Spcine, além da parceria com a Cinemateca Brasileira. O festival foi criado em Barcelona, na Espanha, em 2003, e é realizado no Brasil desde 2009. Paralelamente ocorrem edições do In-Edit em cinco países: Espanha, Chile, Países Baixos, Grécia e México, além de, no Brasil, contar com mostras itinerantes em cidades do interior de São Paulo, como Piracicaba e São Luiz do Paraitinga. Conheça mais sobre o Festival In-Edit Brasil no instagram https://www.instagram.com/ineditbrasil/ e no site oficial https://br.in-edit.org
Conheça a lista completa dos filmes da edição 2026 divididos em cada mostra:
‘Entre o Sucesso e a Lama’
‘Massa Funkeira’
‘Ninguém Pode Provar Nada’
‘O Cravista’
‘Pontos de Força’
‘Tribalistas – O Baú da Hora Fértil’
‘Universo Circular – Jocy de Oliveira’
‘Vivo 76’
‘Ary’
‘Canecão – Tantas Emoções’
‘Fernanda Abreu – Da Lata 30 Anos’
‘Gonzaguinha – Da Maior Liberdade’
‘Nem Tudo é Paz e Amor’
‘Quando a Gente Vira Um – Mestre Ambrósio’
‘Rei da Noite’
‘Vou Tirar Você Deste Lugar’
‘Canto da Gente – Um Filme Sobre ‘Os Tápes’
‘Gritos de Agonia – Uma História do Movimento Punk Hardcore em Belém do Pará’
‘Hip Hop Caboclo’
‘O Homem do Fraque Verde’
‘Punks do ABC’
‘Batuque da Fêra’
‘Bira Rasta, Eu Sou a Onda’
‘Bregueragem’
‘Duque de Caxias, o Albergue do Rock’
‘Nação Hip Hop: Cultura de Rua’
‘Não quero ser capeta, não!’
‘O Carnaval é de Pelé’
‘Ressonâncias’
‘Silêncio na Boiada’
‘Uma Orquestra no Contrabaixo’
‘Flora & Airto – O Som Revolucionário’ (2026)
‘Botinada! A Origem do Punk no Brasil’ (2006)
‘Ganga Zumba’ (1963)
‘Sun Ra: Do the Impossible’
‘Di’Anno: Iron Maiden’s Lost Singer’
‘Best Summer’
‘Esto es Raptor House’
‘Cheech & Chong’s Last Movie’
‘The Last Critic’
‘Half Moon’
‘La Partitura del Cosmo’
‘La 42 (42nd Street)’
‘Through the Body: The Story of the International Body Music Festival’
‘Para Vivir: El implacable tiempo de Pablo Milanés’
‘Agridulce’
‘Amadou & Mariam: The Blind Couple from Mali’
Everywhere Man: The Lives and Times of Peter Asher’
‘Big Mama Thornton: I Can’t Be Anyone But Me’
‘The Big Johnson’
‘Born Innocent: The Redd Kross Story’ (a banda estará no Brasil pela primeira vez e fará um show especial no dia 26 de junho no Cine Joia, e no dia 25 de junho os protagonistas do filme apresentam a sessão na Cinemateca)
‘La Guitarra Flamenca de Yerai Cortés’
‘Omega Wants to Dance’
‘La Marsellesa de Los Borrachos’
‘Spinal Tap II: The End Continues’ (2025)
terça-feira, 19 de maio de 2026
Resenha especial
Crítico
“Crítico” também foi o primeiro trabalho da
CinemaScópio, produtora de Kleber fundada naquele ano, 2008, ao lado da esposa Emilie
Lesclaux (produtora de cinema e cientista social de origem francesa), com que
se casou um ano antes (juntos, produziriam todos os filmes que vieram em
seguida). Distribuição do doc agora pela Vitrine Filmes. PS - O documentário é um dos destaques da nova mostra de cinema do Sesc, a “Mostra Farol - O cinema entre a memória e o agora”, lançada em março desse ano, que traz filmes lançamentos e clássicos feitos por cineastas autorais de 12 países, criadores de obras de linguagem própria e estética revolucionária. Foram 31 filmes na programação, entre sessões presenciais no Cinesesc (entre março e abril) e online (gratuitos na plataforma do Sesc Digital, com títulos até amanhã dia 20/05, incluindo “Crítico”), com longas que vão do drama intimista ao body horror, que tocam em temas como violência doméstica, imigração e sexualidade. Dentre os títulos da Mostra Farol estão os clássicos “Pepi, Luci, Bom e outras garotas de montão” (de Pedro Almodóvar) e “Rio, 40 graus” (de Nelson Pereira dos Santos) e os recém-lançados “Alpha” (de Julia Ducournau) e “O senhor dos mortos” (de David Cronenberg).
segunda-feira, 18 de maio de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 2
Colisão: Acidente ou homicídio?
domingo, 17 de maio de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas e streamings – Parte 1
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Especial de cinema
Especial ‘Mortal Kombat’
Mortal
Kombat
Um
grupo de lutadores de artes marciais participa de uma violenta competição em
uma ilha mítica. Nas arenas espalhadas pela ilha, somente um poderá ganhar o torneio
de luta.
Jogos
de videogame de todos os estilos viraram adaptação para filme. “Tomb Raider”,
“Príncipe da Pérsia”, “Warcraft”, “Super Mario Bros” e “Sonic” são alguns
deles. Na linha de artes marciais, teve “Mortal Kombat”, uma das franquias mais
conhecidas de quem joga, criada em 1992 pela Midway Games (na época sediada em
Chicago e que depois abriu falência). O jogo, primeiro em arcade depois adaptado
para Super Nintendo, Mega Drive, PlayStation e Xbox, destaca-se pela violência
explícita, com dois competidores que lutavam até um morrer de forma cruel
(havia as famosas “Fatalities”, com desfecho sanguinário do coitado do
perdedor). Do jogo nasceram filmes, séries animadas e séries com atores, quadrinhos
e milhares de itens de colecionador, consolidando-se como uma franquia
multimídia.
Em 1995 o diretor inglês Paul W. S. Anderson realizou a primeira adaptação do jogo, numa fita puro suco do cinema B de ação dos anos 90, melhor que adaptações de jogos daquela época, como “Double dragon” (1994) e “Street fighter” (1994) - que ganhará nova versão esse ano. Foi uma tentativa de levar o universo dos games de luta para o cinema, mantendo o estilo frenético e de cores quentes de “Mortal Kombat”, com gráficos estilizados, bastante ação e violência. A trama acompanha quatro guerreiros escolhidos para enfrentar os campeões de Outworld em um torneio místico que decidirá o destino da Terra: Liu Kang (monge shaolin campeão do torneio), Johnny Cage (astro de TV que vira lutador), Kitana (princesa com leques de aço) e Sonya Blade (generala das Forças Especiais da Terra). Orientados por Raiden (Deus do trovão), eles enfrentarão na arena vilões difíceis de derrubar, como Sub-Zero (guerreiro com poderes de gelo), Kano (mercenário com olho cibernético), o vilão máximo, Shang Tsung (feiticeiro chinês), e Goro (monstro gigante de quatro braços).
Em 1995 o diretor inglês Paul W. S. Anderson realizou a primeira adaptação do jogo, numa fita puro suco do cinema B de ação dos anos 90, melhor que adaptações de jogos daquela época, como “Double dragon” (1994) e “Street fighter” (1994) - que ganhará nova versão esse ano. Foi uma tentativa de levar o universo dos games de luta para o cinema, mantendo o estilo frenético e de cores quentes de “Mortal Kombat”, com gráficos estilizados, bastante ação e violência. A trama acompanha quatro guerreiros escolhidos para enfrentar os campeões de Outworld em um torneio místico que decidirá o destino da Terra: Liu Kang (monge shaolin campeão do torneio), Johnny Cage (astro de TV que vira lutador), Kitana (princesa com leques de aço) e Sonya Blade (generala das Forças Especiais da Terra). Orientados por Raiden (Deus do trovão), eles enfrentarão na arena vilões difíceis de derrubar, como Sub-Zero (guerreiro com poderes de gelo), Kano (mercenário com olho cibernético), o vilão máximo, Shang Tsung (feiticeiro chinês), e Goro (monstro gigante de quatro braços).
O design dos personagens é mais
elaborado, com figurinos e efeitos digitais que conferem realismo às
habilidades sobrenaturais. A narrativa, embora criticada pela inclusão de um
protagonista novo, busca expandir o universo e criar uma mitologia própria, sem
deixar de lado referências diretas aos combates clássicos. Mais sério que o de
1995, é uma fita de ação violenta para fãs de artes marciais e de videogame. Saiu
em DVD no Brasil e está disponível na HBO Max.
Mortal
Kombat
(Idem). EUA, 2021, 110 minutos. Ação. Colorido. Dirigido por Simon McQuoid.
Distribuição: Warner Bros.
Mortal
Kombat 2
Os
campeões invictos do torneio Mortal Kombat, agora acompanhados pelo ex-ator
Johnny Cage (Karl Urban), são convocados para uma nova e decisiva batalha para
derrotar o domínio sombrio de Shao Kahn, que ameaça a existência do Earthrealm.
Está
nos cinemas desde semana passada (e indo bem de bilheteria) a continuação de
“Mortal Kombat” de 2021, com assinatura do mesmo diretor, produtor e elenco. E
o filme supera o anterior, em um longa empolgante, enérgico, que não dá fôlego
nem um só minuto. Prepare-se para ação e adrenalina até dizer chega nessa
sequência que prossegue no novo universo da franquia de jogos de videogame dos
anos 90 “Mortal Kombat”, trazendo finalmente o torneio oficial de Mortal Kombat
para o centro da trama. Com a chegada de personagens aguardados como Kitana e
Quan Chi, o filme mergulha fundo na mitologia dos reinos orientais, explorando
Outworld (a Exoterra) com cenários grandiosos e um design que mistura fantasia
épica e brutalidade. A estética é marcada por efeitos visuais de última
geração, que tornam os poderes dos lutadores mais impactantes e por figurinos
que equilibram fidelidade aos jogos com uma abordagem cinematográfica
sofisticada. A história se concentra na preparação dos guerreiros da Terra para
enfrentar Shao Kahn (um vilão sinistro, com sua armadura fortificada e capacete
de esqueleto), elevando o nível de ameaça e tensão. O filme é uma sucessão de
batalhas, coreografadas com atenção ao detalhe, incluindo fatalities que
homenageiam o clássico jogo. Kitana, Sonya Blade, Liu Kang, Kano, Shang Tsung,
Jax e Raiden retornam à trama (interpretados por outros atores), e aparece agora
em destaque Johnny Cage (que não aparecia no anterior e aqui é interpretado por
Karl Urban), além de Baraka, um guerreiro feroz da tribo Tarkatan, conhecido
por sua agressividade, boca enorme com dentes afiados e lâminas nos braços.
Diferente
da primeira parte, a narrativa é mais coesa, dando protagonismo aos personagens
já conhecidos, e tudo num ritmo frenético. Outras homenagens são diretas ao
jogo clássico dos anos 90: a trilha sonora e cenários como a ponte cercada por
ácido verde. Bom entretenimento para se ver na tela grande.
Mortal
Kombat 2
(Idem). EUA, 2026, 116 minutos. Ação. Colorido. Dirigido por Simon McQuoid.
Distribuição: Warner Bros.
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Estreias da semana – Nos cinemas – Parte 4
Nino de sexta a segunda
Em exibição nos cinemas (pela distribuidora Filmes do Estação), o drama francês premiado no César e exibido nos Festivais de Cannes e Toronto acompanha quatro dias na vida de um jovem que é diagnosticado com câncer após um exame de rotina devido a uma dor de garganta. Nino recebe a notícia numa sexta-feira e fica perplexo; ele passa o fim de semana, até segunda-feira, preparando-se para o tratamento e lidando com expectativa, ansiedade e medos. A ficha demora a cair, Nino não compreende a situação delicada em que está (mas a única coisa que resta a ele é aceitar e fazer o tratamento). Nino resolve contar para as pessoas próximas, como a mãe e alguns amigos. O filme é uma jornada de emoções de um personagem solitário cruzando ruas e distritos de Paris refletindo uma dor que o atravessa. É um filme íntimo, que capta o que acontece ao redor daquele protagonista vagando pela cidade – pessoas dançando em boate, a agitação das ruas da capital, ele de bike olhando pela paisagem, enquanto sua mente tenta abstrair a notícia da doença. Serão dias decisivos para Nino nessa caminhada de descobertas e reflexão sobre morte, vida, e tudo o que ele cultivou até então. Exibido na Semana da Crítica do Festival de Cannes em 2025, deu a Théodore Pellerin o prêmio de ator revelação (realmente um trabalho impressionante desse jovem ator canadense nascido na parte francesa, em Quebec, num filme todo dele). Lembra, mas é menos amargo que “É apenas o fim do mundo” (2016, de Xavier Dolan), uma fita que gosto muito, também sobre um jovem com doença terminal visitando família e amigos para contar a notícia estarrecedora. Exibido ainda nos Festivais de Toronto e do Rio, venceu o César de melhor primeiro filme (para a diretora Pauline Loquès) e também de ator revelação.
Era uma vez minha mãe
Novo título da California Filmes que entra nos principais cinemas brasileiros, a dramédia francesa coproduzida no Canadá é um bonito filme familiar, baseado na autobiografia do advogado francês Roland Perez, hoje um importante jurista. O título faz referência à mãe dele, Esther, uma mulher judia agarrada a princípios que a levaram até o fim a cuidar do filho – Roland nasceu com uma deficiência no pé que dificultava sua locomoção, e com auxílio da mãe, superou preconceitos e conseguiu estudar e se formar em Direito. São décadas na relação entre os dois, dos anos 60 até o presente; em uma família falante e agitada, Roland nasceu sob proteção daquela mãe que não media esforço em integrar o filho aos amigos do condomínio onde moravam e levá-lo no colo para passear pela cidade (já que ele não conseguia andar bem). O menino tem como fã a cantora popular da época Sylvie Vartan – ele canta suas músicas, tenta dançar como ela e sonha em encontrá-la (na trilha sonora do filme, há várias músicas da cantora, como “Irrésistiblement”, e Sylvie aparece numa rápida ponta como ela mesma, além de cenas dela antigas de TV). São vários atores interpretando Roland nas diferentes fases da vida do personagem (Gabriel Hyvernaud o faz dos 3 aos 5 anos, Naim Naji, dos 5 aos 7, Noé Schecroun, dos 11 aos 13, até a fase adulta, interpretado pelo bom ator Jonathan Cohen, de “Bastardos inglórios”). A mãe é encenada por Leïla Bekhti, atriz francesa de origem argelina, de “O profeta”, num papel acolhedor e reluzente, alternando momentos de drama e humor (a atriz foi indicada aqui ao César na categoria). É escrito e dirigido por Ken Scott, do filme inspirado em fatos reais “Meus 533 filhos” (2011, depois adaptado para uma versão americana com Vince Vaugh, “De repente pai”). Conta com bom trabalho de direção de arte, que refaz as décadas de 60 e 70 com todo aquele brilho, cores vibrantes e roupas extravagantes. Um filme sensível e agradável sobre uma mãe lutando contra tudo e todos para dar o melhor a seu filho.
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